The Misty
14 Capítulo 13 - Canto
Notas iniciais
POV.Júlia Smith
— Droga — falei sem pensar, estava em uma situação bem desprazerosa para quem vem de carona. Eu vou contar em uma forma que você consiga entender. Estávamos realmente sendo seguidos, não no somente no céu, como na terra, bandidos estavam seguindo Ricardo, obviamente eu que vim de carona estou sofrendo muito com isso; Sim o carro virou, os capangas de Ricardo simplesmente pararam a vida tranquilas das pessoas que ainda andavam por ai, mesmo na chuva, tiroteio sem parar eu fiquei atrás do carro, não atrás onde fica a mala é sim debaixo dele. o carro virou na lateral. — RICARDO! — Gritei — Olha onde você me meteu! — tiros impendiam a minha voz de ser escutada com clareza, é nesse exato momento onde o que você pensa acontece.
— Toma esse papel, fuja é busque esse endereço, preciso do objeto o mais rápido que puder, te encontrarei em frente ao big bang a noite, dez horas, esteja lá, por que se não... — um tiro interrompeu o que ele falou, achei ótimo até, fugi dali até um beco próximo, corri o mais rápido que pude e pulei a grade de metal que impedia de eu seguir para outro quarteirão.
Tomei o folego enquanto podia, não sabia se estava longe ou não, olhei a hora e era mais ou menos seis e meia, precisava encontrar o tal endereço, para variar minha bolsa ficou no carro então de qualquer forma eu teria que encontrar Ricardo na tal hora, caminhei pelas ruas vazias de Londres, estava ficando bem frio para falar a verdade, além disso não deixava de esquecer o meu sonho repentino que tive com a tal deusa, chamada flor? Creio eu que ela seja a responsável pela floresta,matas, colheita e possivelmente as estações em Roseward, li sobre isso aula de historia, preciso de um tempo para assimilar as coisas, especificamente um quarto.
Caminhei um ou dois quarterões até parar e ler o outdoor ‘Canto da Flor — Hotel’ achei curioso o nome e entrei, havia alguns trocados para um quarto, não precisava de banheira apenas uma cama e um caderno para analisar, de preferência uma ducha quente.
Ao entrar no hall, que era pequeno havia dois corredores cada um para o lado esquerdo e direito, o Hotel parecia ser bem caro e eu já acreditava não ser atendida por lá. Um lustre iluminava a entrada e um espelho mostrava o quão tão suja eu estava, talvez ela pense que eu seja uma mendiga em busca de trocados, mas a atendente me deu com carisma e o pouco de dinheiro que eu tive ela aceitou e ainda sobrou para um lanche, ela me disse que haveria um show essa noite e a janta era de graça, o local de eventos era na esquerda e uma escada e ao lado direito junto com um elevador ao seu lado, todos os dois caminhava para os quartos. Não estava para subir degraus acima, meu quarto era o Número 14, nem notava que o prédio era de tão grande, apertei o botão do elevador, e subi.
Enquanto o elevador fazia seu trabalho eu verificava o que eu tinha nos bolsos, o endereço que eu precisava ir, caneta, chicletes, 5 ou 10 dólares e uma moeda comum, esperava que o quarto tivesse roupas e uma toalha por que eu teria que vestir a mesma.
Ao entra no quarto eu simplesmente cai no chão, não literalmente é sim o com o que eu estava vendo, o quarto parecia aqueles de filmes, tipo um hotel cinco estrelas, uma cama super acolchoada com uma televisão, um telefone para ligar para onde quiser, o quarto em si era meio pequeno mas eu não ligava, corri para o banheiro e vi uma banheira e me joguei nela fiquei um bom tempo lá, espuma, água quente e relaxante, chega queria da um cochilo quando o som da porta batendo me chamou atenção.
Me enrolei com a toalha e fui atender de fininho olhei pelo olho magico e vi que era um atendente, abri e ele me deu um presente, ‘cortesia da casa’ de acordo com ele.
Ao abri eu quase tive a mesma reação de vinte minutos atrás, um longo vestido preto para a ocasião da noite, para falar a verdade eu queria ficar naquela cama e investigar sobre o sonho e da uma lida onde era o endereço, mas não, me vesti para a festa que ia rolar e antes que eu me esqueça li o endereço para que nada aconteça, lá havia; O Canto da Flor — Hotel, quarto de número 14.
Aquilo só podia está errado, não podia ser, não tinha ninguém nesse quarto somente eu, e olhe lá, eu olhei diversas vezes e o nome não saiu, como pode está aqui? A pessoa que ficou nesse quarto deve ter saído está noite… ou mudado de quarto, preciso perguntar a atendente lá em baixo.
Troquei de roupa e me ajeitei rapidamente. Corri em direção ao elevador, ele que por algum motivo não descia, depois de cinco minutos esperando ansiosamente ele chegou no meu andar e fui em direção ao terreo
Para variar a atendente não estava lá, o hotel havia sido suspenso para o evento, então eu tive que ir até o centro da tempestade, a Festa.
Tudo parecia enorme, ao entrar um salão vasto, diversas mesas redondas com cadeiras acolchoadas e diversos pedidos haviam sido feitos, um ou dois lustres pelo salão inteiro, um palco para a possível apresentação da noite estava com enormes cortinas vermelhas, eu precisava encontrar a mulher que me atendeu ou alguém que trabalhe por aqui recentemente, o problema e que todos foram convidados para tal festa então estão todos aqui, trabalhando, espalhados por esse fasto salão.
Os atendentes do restaurante que havia no hotel estavam bastante carregados de pedidos, logo fui em direção a uma mesa vaga me sentei lá e esperei o show, na realidade eu estava esperando um milagre ou algum atendente, além de fome eu precisava saber quem usou o quarto quatorze recentemente além de min.
Um homem de cabelos negros, onde batiam na orelha, e meio voado parecendo que havia um vento fazendo ele ficar daquele jeito, sentou-se na mesa, ele parecia está procurando alguém, estava de terno preto e colocando algum papel no bolso do terno, logo aproveitei pra fazer alguns questionamentos.
— Olá — falei.
— Oi — falou destraido, um tom meio surpreso, sua voz ela meio grave e meio rouca.
— Você passou muito tempo aqui…
— Hã? — parecia meio aflito, ele aparantemente queria rir da minha cara por conta daquelas perguntas, notei que a pele dele era meio branca, com o raio de luz do holofote fez deu pra ver que seus olhos eram azuis, mas um azul bem escuro.
— Você está bem? Qual seu nome?
— Eh bem.. Não exatamente, estou a procura de alguém, preciso encontrar um objeto, mas é praticamente impossível.
— Por que? — Nem deu tempo de dizer seu nome, eu estava muito curiosa.
— Olha vai aparecer estranho, mas, uma pessoa; uma mulher me pediu para que encontrasse um livro em um certo quarto, mas é improvável, por que o número do quarto é o meu.
— Qual é o seu número ? — Falei sem pensar, aquilo parecia o meu caso.
— 14. — Fiquei surpresa quando Show estava para começa, as cortinas se abriram e nós olhamos para o palco mais surpreso que o normal, uma imagem fantasmagorica apareceu diante dos meus olhos.
— Olá pessoal — a voz doce e calma.
— Não pode ser — disse.
— Isso é impossível — disse o homem que estava do meu lado.
— Bem vindo ao show... Da Rose.
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