The Mission - Fanfic Interativa

7 Primeiro Dia de Missão: ok


Notas iniciais
Heey! Estou de volta!! õ/ Acho que eu estou mentindo pra vocês... Eu sempre digo que vou tentar postar mais rápido e não posto... Mas aqui estou eu :) Natal chegando, férias... Felicidade. Vou viajar no natal e não vou poder postar, então tá aqui esse capítulo pra vocês... ~ Leiam as notas finais, é importante ~ Esse capítulo ficou grande demais, desculpa... Ah, vocês preferem capítulos grandes ou pequenos? Respondam nos comentários, por favor XD Boa leitura

Angelina McCarry

Estamos sentados na mesa da Sra. Morgan, e me sinto mais cansada do que nunca. A noite é fria, mas aqui estamos aquecidos. Começo a batucar os dedos na mesa enquanto espero o jantar e lembro-me de como foi meu primeiro dia na missão:

Saímos – fugimos – do Acampamento há apenas uma hora e eu nunca senti tanto frio na vida. Lá dentro, o Sr. D. controlava o tempo, mas aqui fora não. Ainda não está nevando, mas eu devia ter trazido mais agasalhos.

Não sou só eu que estou congelando, todos estamos assim, ninguém imaginou que seria tão frio.

Decidimos parar um pouco, para beber água e descansar. Conseguimos nos aquecer um pouco, mas não o suficiente.

– A gente precisa continuar – fala Lily – Eu trouxe 70 dólares e 25 dracmas, e vocês?

– Eu não consegui muito, só tenho 50 dólares e 10 dracmas – Emily diz.

– Eu trouxe todo o dinheiro que tinha: 150 dólares e 10 dracmas também – afirmo.

– 60 dólares e 30 dracmas – indaga Brenda.

– 200 dólares, mas só consegui 5 dracmas – exclama Daniel.

– 90 dólares e 15 dracmas – admite Melanie.

– Peguei 80 dólares e 20 dracmas – conta Ally.

– Tenho 100 dólares e 10 dracmas – termina Angie.

– Vamos juntar o dinheiro, e acho que conseguimos dois quartos em algum hotel barato, não podemos gastar demais – começa Lily – O que acham?

Faço a conta de quantos dólares temos rapidamente, e anuncio:

– Temos exatamente 800 dólares juntando tudo... Acho que se o lugar for barato dá.

Todos concordam.

Andamos até um taxi passar por nós. De onde ele apareceu/pra onde ia? Não sabemos.

Entreolhamos-nos e temos a mesma ideia. Vamos aproveitar, quem sabe quando acharíamos outro? E vai começar a escurecer logo, logo.

Daniel estende o braço e o carro para. Não sei direito o porquê, mas o taxista deixa que oito adolescentes entrem no veículo, quando só a metade poderia.

Eu sento na frente. Lá atrás, Ally se espreme e faz caberem quatro de nós sentados no banco, Melanie no colo da Brenda, Angie no de Daniel e Emily no da Lily.

O homem nos levou até Manhattan, e no caminho até lá conseguimos nos aquecer. Com tantos corpos juntos, logo começamos até a suar, inclusive eu e o motorista, que ficamos no banco da frente.

Antes de sair do Acampamento, Ally se encontrou com Travis e ele deu a ela um iPhone desligado, para o caso de ela precisar. Ela disse que ele o roubou de alguém.

Agora, Ally estava ligando-o, para procurar na internet algum hotel para ficarmos (por incrível que pareça, o taxi tinha wi-fi).

Achamos o lugar, e pedimos para o taxista nos levar lá. O hotel que escolhemos era barato e muito modesto. Pequeno pela foto.

A viagem de taxi custou mais do que esperávamos, mas pudemos pagar. Chegamos ao hotel no final da tarde.

Entramos no local escolhido. Parece aconchegante. Tem uma música antiga de fundo, móveis de cor neutra e uma senhora de cabelos grisalhos com um rosto muito simpático na recepção.

– Boa tarde queridos, querem se hospedar aqui? – fala ela gentilmente.

– Quantas pessoas cabem em cada quarto? – pergunta Brenda.

– Nos maiores quartos têm uma cama de casal e uma de solteiro, nos menores só a de solteiro.

– Se quisermos dois dos quartos maiores, a senhora pode nos emprestar dois colchões? – questiono.

– Sim, claro. Não temos muitos hóspedes...

Em frente à recepção uma escadinha nos levava para cima. A mulher nos deu duas chaves: do quarto 101 e 102, um do lado do outro.

Dividimos-nos dessa forma: Eu, Daniel, Emily e Lily no 101 e Melanie, Brenda, Angie e Ally no 102.

O quarto era... fofo. Pequeno, mas em compensação era muito quente. O hotel tinha dois banheiros – no final do corredor – que teríamos que dividir.

– Eu fico na cama de solteiro! – grita Emily assim que entramos no quarto.

– Eu quero a de casal! – anuncio mais alto.

– Eu também – afirma Lily.

– Vou ficar no chão? – fala Daniel fazendo uma cara de Gato de Botas do Sherek.

Assinto e me jogo na cama de casal.

É confortável, macia, mas não muito grande. As cobertas são bem quentes e duvido muito que sentiremos frio hoje.

Colocamos as malas perto da janela. Daniel e Lily vão para os banheiros trocar de roupa, enquanto eu e Emily nos trocamos no quarto mesmo.

Ponho uma calça mais mole e quente e uma meia grossa, junto com uma blusa gola alta que eu trouxe. Emily se veste parecida comigo, mas ao contrário de mim, ela coloca uma blusa de manga comprida e um casaco quentinho.

– Vou ao banheiro mandar uma mensagem de Íris pro Henry – exclamo.

– Vamos te esperar, aí descemos pra comer.

– Aquela senhora foi muito gentil em servir comida de graça para nós.

– Eu achei ela meio estranha – fala fazendo uma careta. Sorrio e saio do quarto.

Lily já trocou de roupa e está voltando para o quarto, então corro para o banheiro que ela usava.

Chegando lá, tranco a porta e me olho no espelho. Estou com uma aparência cansada, e minha roupa não é muito bonita, mas estou quente.

Abro a torneira e uso os últimos raios de sol para fazer um pequenino arco-íris e digo:

– Ó Íris, deusa do arco-íris, aceite minha oferenda...

E em alguns instantes eu conseguia ver meu lindo Henry na arena de combates sozinho parecendo um pouco atordoado. Ele segurava uma espada e estava todo suado, deitado em um dos bancos da arquibancada. Alguns bonecos de palha decapitados estavam no chão.

– Você devia estar no chalé ou no pavilhão, não é?

Ele abre os olhos e se senta olhando para todos os lados me procurando e quando finalmente acha, abre um sorriso maior que o rosto. Isso me contagia e sorrio também.

– Estou sentindo tantas saudades de você, Angel – suspira.

– Eu também...

Apenas nos olhamos por um tempo, nos avaliando.

– Então... Como estão as coisas aí no Acampamento?

– Todos estão falando sobre vocês... Alguns até estão apostando se vão sobreviver.

Sorrio e conto como foi tudo até agora. Ele escuta atentamente e não diz nada até eu terminar.

– Então hoje foi tudo bem.

– Hum... Como estão a Elisa e o Michael? – eram meus dois melhores amigos no Acampamento, sempre me ajudaram lá.

– Bem. Morrendo de saudades como eu, mas bem.

Ouço duas batidas nervosas na porta e um “Angel, você está com dor de barriga? Quer que a gente interdite o banheiro? Sai logo daí!”

– Preciso ir, mas eu te ligo amanhã se eu puder, ok?

– Ok... Angel, eu te amo.

– Eu também te amo – falo e estico a mão para desfazer a ligação.

Só depois eu parei para pensar: por que ele parecia mal quando eu liguei? Ele estava meio pálido. Acabei chegando a conclusão de que treinou demais.

Ficamos calados na mesa durante uns dez minutos, até Sra. Morgan – que por acaso contou sua vida toda para nós quando descemos – trazer a comida.

Tinha carne, arroz, salada, frango e macarrão com molho vermelho.

Comi o macarrão e tomei o suco que ela fez. Conversamos por todo o jantar, e desviamos o assunto quando ela perguntava de onde viemos, por que estávamos aqui e coisas assim.

Pelo menos hoje, nosso dia não foi ruim. Nenhum monstro, nenhuma briga... Se continuarmos assim estaremos bem.

Bruno Klemz

– Acorda! – sussurra uma voz grossa e irritada nos meus sonhos.

Abro os olhos lentamente e me deparo com Nico Di Angelo me encarando. Solto um palavrão e me sento.

– O que? – pergunto quando ele continua a encarar.

– Você dorme mais pesado que uma pedra.

Suspiro e me espreguiço.

– Que horas são?

– Seis.

– Da manhã? – pergunto incrédulo.

–Sim.

– Por que você me acordou às seis horas da manhã?

– Vocês vão partir amanhã.

Amanhã? Já? Era muito cedo para mim. E eu ainda estava meio grogue de sono, então assenti.

– E o que teremos exatamente que fazer?

– Quíron disse que os deuses estão tendo ataques de monstros antigos. Assim como na batalha contra Cronos. Mas eles estão vindo em grande número, desde a semana passada os deuses não tem descanso. Vocês precisarão da ajuda deles para vencer o que vem por aí. E eles da de vocês. Não sei o que aquele grupo que saiu do Acampamento quer, mas vocês vão atrás de uma arma poderosa, perdida há muito tempo, que pode ajudá-los na batalha.

– Que arma?

– Cronos é o titã do tempo, ele pode controlá-lo. Mas ele tinha uma arma que também poderia fazer isso. Potestatem. Significa poder, é uma palavra que vem do latim. Potestatem era uma espada que podia controlar o tempo. Pará-lo ou voltar nele. Ela foi perdida há muito tempo na Grécia e todos que tentaram recuperá-la morreram.

– E você quer matar a gente também?!

– Vocês vão conseguir. Eu acredito.

– Supondo que a gente consiga... Qualquer um pode usá-la? Como a usamos? Onde exatamente ela está?

– Você não me deixou terminar. Dizem que apenas um verdadeiro herói pode usá-la, mas ninguém conseguiu antes, então não se sabe como é ou como usar. Ela está no Templo de Zeus Olímpico, no centro de Atenas.

– Ainda dá tempo de desistir?

– Dá. Quer mesmo desistir?

Penso um pouco e percebo que eu estou com muito medo, mas essa é uma oportunidade única e eu não vou jogá-la fora.

– Não. Posso voltar a dormir?

– Pode... Deixe suas coisas prontas até Amanhã à noite, vocês vão de madrugada.

Afirmo com a cabeça e deito novamente. Espero Nico sair do chalé e fecho os olhos, apesar de saber que não vou mais conseguir dormir.

Samasha Fullbster

As pessoas ainda estão apostando se aqueles semideuses que saíram do Acampamento conseguirão voltar ou se farão algo... Meus irmãos também. Mas eu sei que Henry é namorado da Angelina, e ela estava com eles.

– Ei, está tudo bem? – pergunto a ele, que está sentado ao meu lado. Está um pouco pálido e parece estar se controlando para não bater nos meninos que ficam dizendo que eles nunca vão voltar e essas coisas.

– Sim, obrigado – responde com um sorrisinho. Porém eu sei que não está.

Depois do café da manhã, vou direto para o treino de esgrima.

– Samasha! – sussurra alguém. Olho para os lados, mas não vejo o dono da voz.

Uma mão agarra meu braço e me puxa para trás de uma árvore. Solto um gritinho agudo, não muito alto. Tento atacar a pessoa, mas ele abaixa e quando levanta percebo que era apenas o Christian e o Diogo.

– Calma! Aponta essa ponta pro outro lado, por favor!

– Desculpe, mas vocês me assustaram.

– Estávamos conversando, e com tudo isso que aconteceu, o que você acha melhor? Adiarmos ou adiantarmos nossa partida?

– Acho melhor adiantarmos. Se demorarmos mais, Quíron vai chamar mais harpias e semideuses para cuidar do Acampamento à noite, e não cometeremos o mesmo erro que eles, de ir de dia, não é? Se demorarmos demais, ficaria mais fácil sair, mas talvez seja em cima da hora.

– Hoje à noite então? – pergunta Diogo.

– Hoje à noite – concordo.

– Vamos arrumar as coisas e falar com os outros – anuncia Christian.

Amanda Lorence Woodsmith

Ao terminar o café da manhã, Sasha aparece e diz:

– Quíron quer falar com a gente depois do almoço.

– Ok, obrigada.

Sasha é um pouco... fria. Acho que algo aconteceu com ela, as pessoas não ficam assim do nada.

Vou para a parede de escalada, e chegando lá encontro Sthefany na fila para subir.

– Oi – digo.

– Oi.

– Já falaram pra você da “reunião” de hoje à tarde?

– Com o Quíron? – assinto – Sim, a Janine falou...

– Você está com medo? – pergunto.

– Não.

Ficamos em silêncio, e ela sai andando. Percebo que ela não gosta muito de falar, é tão quieta... Assim como eu. Dou de ombros e começo a subir.

Depois de escalar aquilo tudo, e não me machucar nada vou estudar grego antigo. Apesar de ser filha de Atena, também tenho dislexia, e preciso estudar.

Vou olhando para baixo, distraída com os pensamentos, e quando percebo, estou no chão.

Olho para frente e vejo Mylena caída também.

Nos levantamos e começo a me desculpar:

– Me desculpe, eu não te vi, estava distraída.

– Não, tudo bem, eu também estava distraída. Ahn... você é filha de Atena, não é?

– Sou.

– Pode me ajudar com o grego antigo? Eu não consigo entender algumas coisas.

– Claro.

E ficamos estudando juntas até dar a hora do almoço.

Notas finais
Eu que inventei tudo isso da Potestatem. Que eu saiba, ela não existe... Mas o templo de Zeus sim (pesquisei no Google :3) ~ Era só por causa da explicação da Potestatem que as notas são importantes, nada demais :s ~ Então... Gostaram? Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.