The Mission - Fanfic Interativa
1 Ouvindo Atrás da Porta
Notas iniciais
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Emily Willyar
Acordei lentamente com alguém me chacoalhando e com o barulho de meus irmãos, o chalé de Apolo é sempre agitado. Isso cansa, acordar todo dia com um monte de pessoas conversando... Mas enfim sou obrigada a parar de pensar o quanto eu queria estar em casa quando Lily se cansa de só me chacoalhar e me puxa da cama dizendo:
- Vamos, quer se atrasar de novo? – reviro os olhos e saio da cama.
- Como você consegue acordar cedo?
- Não consigo, elas me acordam com as conversinhas – diz apontando para nossas irmãs – aliás, acho que elas acordam todo mundo com esse falatório... – começamos a rir e todos olham pra gente, então paramos e quando eles se viram e voltam a tagarelar, a gente começa a gargalhar.
- E a Angel? – pergunto lembrando que ela havia pedido para esperarmos ela antes de ir para o treino.
- Se trocando, vai nos esperar lá fora.
Já trocadas (e bem atrasadas), saímos e encontramos uma Angelina com cara de tédio e raiva encostada na parede do chalé.
- Por que demoraram tanto? Eu estava quase entrando lá pra ver se alguma coisa tinha acontecido... – diz levantando as sobrancelhas.
- Você sabe que ela – diz Lily apontando com a cabeça em minha direção – não acorda fácil... Eu tive que chacoalhar... Chacoalhar... Chacoalhar... E depois puxa-la a força.
Mostro a língua pra ela e digo:
- Acho melhor corrermos, ou dessa vez Quíron vai deixar a gente limpando o celeiro.
Damos uma risadinha e saímos correndo.
Chegamos ao treino de arco e flecha e todos já estão com seus arcos, atirando em um alvo ou árvore... Vamos escondidas, pegamos nossos arcos e fingimos que estivemos lá desde o começo.
- Acha que ele notou? – pergunto baixinho para Lily e Angel, apontando com a cabeça para Quíron.
- Espero que não... – fala Lily.
- Provavelmente — responde Angel.
Depois de um tempinho alguém sussurra em nosso ouvido “Buuu” e quase grito com o susto, minhas irmãs dão um pulo. Quando olhamos para trás, Daniel está olhando para nós e rindo.
- Vocês se assustam muito fácil.
- Quando estamos prestando atenção na nossa frente... – digo levando uma sobrancelha.
- Você quer matar a gente? – pergunta Lily.
Daniel sorri.
- Não, a gente não faria isso, pequeno – falo, apesar de ele ser o mais novo entre nós quatro, é muito fofo e divertido... E com apenas 13 anos tem a minha altura... – eu só acho, que a gente devia atirar algumas flechas antes que Quíron venha falar com a gente...
Todos arrumam o arco, e atiramos quase ao mesmo tempo. Acertamos no centro de nosso alvo.
Continuamos atirando e conversando, até que ouvimos alguém atrás de nós:
- Emily, Lily, Angelina, posso falar com vocês? – diz Quíron.
Olhamos uma para a outra antes de se virar e vê-lo com os braços cruzados olhando em nossa direção.
Daniel olha para Quíron, pra gente e depois volta a atirar.
Seguimos ele até uma área em que não havia ninguém.
- Quatro dias atrasadas... Por que ficam demorando tanto?
- Nós... Dormimos um pouco demais... – digo.
- Prestem mais atenção e não se atrasem, por favor, têm crianças mais novas em seu chalé, vocês podem influencia-las.
- Sim, Quíron – dizemos juntas.
- Podem ir, continuem a treinar.
Saímos de cabeça baixa, até que ele não consiga mais nos ver e suspiramos.
- Nossa, achei que ele fosse dar uma bronca maior – diz Angel.
- Eu achei que ele ia fazer a gente limpar o celeiro ou ajudar na cozinha... – fala Lily fazendo uma careta.
Concordei com a cabeça, e voltamos a atirar.
- O que aconteceu? – pergunta Daniel quando voltamos.
Contamos o mini sermão que ele deu.
Passamos o dia sem nos atrasar para nenhuma aula ou treinamento. Algumas aulas nós fazemos juntos, algumas fico sozinha... Hoje conseguimos não nos meter em encrenca.
Tirando a hora em que Angelina foi encontrar seu namorado que não tem aula com ela hoje, e quase se atrasou (de novo) para seu treino e eu tive que puxá-la comigo.
Estávamos no pavilhão, eu conversando com Lily e Daniel, e Angel trocando olhares apaixonados com seu namorado filho de Atena, Henry.
E então, de repente, vi Quíron e Sr. D saindo em direção a Casa Grande. Cutuquei Lily e Daniel e puxei Angel para ver.
- Vamos atrás? – pergunto.
Angel da de ombros dizendo que tanto faz, Lily balança a cabeça em afirmativa, e Daniel só me olha. Então dizemos a todos que vamos dormir para não se atrasar amanhã e saímos em direção a Casa Grande.
Ally Helger
Estou cansada de ouvir minhas irmãs tagarelando sobre os filhos de Apolo, que eram tão encantadores, e gostavam de esportes, sabiam atirar com arcos e blá blá blá.
Acho que por eu ser filha de Afrodite, devia gostar de fofocar ou de maquiagem... Mas não gosto, sou como uma das minhas irmãs mais famosas, Piper, que salvou o mundo de Gaia a alguns anos atrás...
Estava levantando para ir em direção ao meu chalé, quando vejo os quatro filhos de Apolo indo para a Casa Grande.
Nem o nome deles sei, mas se estão indo para lá, alguma coisa aconteceu, e é melhor ouvir conversas e levar bronca do que ficar olhando para o teto em minha cama.
Começo a segui-los sem fazer barulho. Ouço algumas partes da conversa deles enquanto caminham escondidos até lá: “Mas e se for importante...” e “deveríamos voltar...” e “mas Quíron e Sr. D nunca saem...”. Começo a juntar as partes e começo a fazer ideia do que falam.
Provavelmente viram Quíron e o Sr. D saindo do pavilhão e resolveram ir atrás deles...
Consigo segui-los até a Casa Grande sem fazer barulho, porém na varanda piso em uma tábua solta e eles olham para trás, arregalando os olhos.
- O que está fazendo aqui? – pergunta a menina do meio, que reconheço como Emily.
- Vi vocês saindo escondidos e os segui... Tinha cansado do blá blá blá das minhas irmãs...
Eles se olham e começam a discutir se deixam ou não eu ir com eles, até que tomam uma decisão:
- Está bem, então você fica com a gente, mas não vai falar nada pro Quíron e nem atrapalhar! – fala a menina que eu acho que se chama Angelina.
- E também não fale para os seus irmãos! – eu acho que ela se chama Lily.
- Ah, sou Ally – me apresento.
- Oi – dizem ao mesmo tempo.
- Vamos! – fala o garoto, ele chama Daniel, dele eu lembro, chegou ano passado...
Tento pisar o mais leve possível, para não fazer barulho algum, e acho que consigo. Seguimos quietos tentando achar qualquer barulhinho, vozes, passos... Mas não ouvimos nada.
- Será que eles vieram mesmo pra cá? Vocês viram? – pergunto já cansada.
- Vimos, eles vieram. Só não faço ideia de onde eles podem estar...
Suspiro e continuo andando.
- Acho melhor voltarmos para os chalés... – fala Daniel.
Olhamos um para os outros, quase concordando, quando ouço algo.
- Estão ouvindo isso? – sussurro.
Paramos, e ouvimos. São vozes! Estão falando baixinho, mas são vozes!
Vamos em direção a elas, em alguns cômodos que nunca tinha entrado antes, afinal mal venho até aqui, e quando venho paro na varanda...
Conforme vamos andando, o som vai aumentando, mas ainda não consigo distinguir as palavras.
Paramos em frente a uma porta grande e de madeira, não muito diferente das outras. Mas é daqui que a conversa vem. Trocamos olhares e encostamos os ouvidos na porta.
- Mas vamos mandar semideuses inexperientes para isso? – diz uma voz feminina e preocupada que não reconheço.
- Está na profecia! Eles precisam ir! – essa voz eu reconheço, Quíron.
- Não podemos ir com eles? Isso não está na profecia, mas nela também não diz que não podemos... – diz uma voz grave que em um primeiro momento, não reconheço, então lembro das vezes que ele veio aqui nos ensinar mitologia...
É Percy Jackson, o cara que salvou o mundo duas vezes está no Acampamento de novo! Ele é uma celebridade aqui... Olho para os filhos de Apolo e vejo que eles também reconheceram a voz.
- Eles podem se machucar, não sabem lidar com isso ainda – também reconheço essa, é Piper. Mas o que todos eles estão fazendo aqui?
- Precisam ir, está decidido – diz uma voz grave, alta e autoritária, essa eu nunca ouvi.
- Mas... – volta a dizer a voz feminina e preocupada.
- Sem “mas” Annabeth, é preciso – Fala Quíron.
Annabeth? A mulher de Percy Jackson! Então devem estar todos aqui... Leo, Jason, Hazel, Frank... Algo sério aconteceu para eles estarem aqui...
- Estão ouvindo isso? – Pergunta alguém, de perto da porta.
Congelo. Ouviram-nos. Estamos ferrados.
Olhamos um para o outro e começamos a sair devagar e cuidadosamente, deixando as vozes para trás.
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