The Mighty Mightywoods
3 Elective Amnesia
Notas iniciais
Database: Palavra em inglês para Banco de dados.
Banco de dados: Conjunto de informações de um software.
Pois é, eu sou tipo isso, só uma bosta de conjunto de informações que só é útil quando faz parte de algo maior. Eu sou tipo um hipermercado vazio numa metrópole super populosa.
Olá, sou Database Mightywood, um dos, senão, O cara mais depressivo com acesso a internet que você vai conhecer. Sou um ciborgue, maior parte das minhas partes mecânicas tem tom em azul claro e branco, foram feitas para ser visualmente agradáveis, ao contrário do meu rosto cheio de sarnas e o meu cabelo áspero e crespo somado aos meus olhos totalmente azuis e que discretamente ficam repetindo códigos binários. É um saco.
Eu vivo aqui, no Triângulo das Bermudas, entre os prédios abandonados das instalações Leviatã. Uma base secreta do Arraia Noturna para buscar Atlantis ou qualquer outra m*rda que ele pudesse controlar e jogar contra os super-heróis do planeta.
Aqui parece o interior da Enterprise, só que mais escuro e cheio de musgo e algas. Parece um cenário de "Alien, o oitavo passageiro". Pois é, mesmo eu não sendo membro "de sangue" da família eu puxei esse péssimo hábito de fazer referências.
De repente vejo um portal de formato familiar: Xodarap...
—Essa p*rra de lugar ainda me faz ter arrepios...-Falava o ignorante do Rhazard.
—Não seja ignorante, é que que o Data mora!-E o Xodarap sempre querendo parecer o cara certinho.
—O que diabos vocês estão fazendo aqui?
—DATABASE!-Exclamava Xodarap irritantemente festivo.
—Vai se f*der Xoda...
—Depois eu que sou ignorante...-Reclamava o maldito do Rhazard.
—Puxa esse é o primo de vocês?-Falou aquela garota que estava com eles. Acessei o banco de dados, era uma repórter do The New York Times. Bonitinha, mas nunca que alguém como ela teria interesse em alguém como eu...-Caraca ele parece uma versão humana do Marvin*, mas sem os olhos triangulares!-Não, eu não corei... O que?! Você realmente acha que eu corei?! Eu não coro! Eu sou a droga de uma inteligência artificial criada por um cientista solitário! Eu não tenho nem preciso de sentimentos!
—Sabe porque estou aqui Data!-Exclamava Xodarap.
—Eu não vou te dar essa satisfação!
—Só fala onde eles tão p*rra!-Disse o Rhaz, nervoso só pra variar.
—E pra que?! Pra reuni-los de novo?! Pro tio Rex e o tio Max ficarem brigando por causa daquele estúpido imóvel?! Pra tia Starlight ficar bulinando a Spitstar?! Eu não vou deixar seja qual for o lugar que você vai reunir todo mundo em um campo de batalha!!
—Isso é questão de vida ou morte Data, não posso deixar o universo em perigo só porque você tá com medo de ver todo mundo brigando.-Reclamou Xoda
—Medo?! Quem me dera... Eu sinto é pena de todos eles, assim como de você, se fazendo de coitadinho, "perdendo a fé na humanidade"--
—NÓS NÃO ESTAMOS AQUI PRA DISCUTIR ISS--
—XODA! SE ACALMA!-Exclamou a garota.
—Olha senhor data-Falou ela agora se dirigindo para mim-Nós precisamos de sua ajuda, eu matei o narrador de vocês e não sei porque mas isso significa que algo ruim está para vir, então por favor nos ajude! Não faça isso pelo Xoda!! Faça pelas vidas que podem se machucar com--
—Pérai! Ele nem falou pra você qual o perigo iminente?!-Perguntei surpreso.
—Err...-Sonorizou ela sem dar uma resposta.
—COMO PODE CONFIAR NESSE CARA SE NEM MESMO SABE CONTRA O QUE ESTÃO LUTANDO?!
—A QUESTÃO NÃO É ESSA!-Insistiu ela.-Olha, você é... ERA um super-herói, porque não nos ajuda com isso?!
—Você nem sabe o que eles querem né?
—...
—Caraca Xoda pra que que você fez essa mina de boba?-Perguntei
—Eu não fiz ela de boba, ela é importante para a missão! É a única humana que conhecemos que conseguiu matar uma entidade cósmica, ela tem o dom de falar com eles!-Esclareceu meu sábio primo.
—Pérai sério? Ele só me parecem um bando de excêntricos de aparência estranha.
—Pérai, Xoda... Você está pensando com o “Dick”?
—“Dick”? Quem é “Dick”?-Perguntou aquela inocente garota...
—É o jeito deles falarem que o Xoda quer te f*--Falou Rhazard até ser interrompido por uma marreta que caiu do céu, de onde será que veio anh?
—Ela é importante pra missão. Só isso. Agora, você vai me dar as coordenadas ou vai fazer alguma proposta pra que eu te faça algum favor idiota?-Disse Xoda, dando um ultimato, mas ultimatos não me atingem.
—Ok, ok, vou ser sincero, se deixar sua amiga vir comigo pra testar meu novo equipamento eu te dou as localizações.
—Que tipo de equipamento?
—Xoda!-Exclamou a repórter
—Olha, do que adianta perguntar pra você? No final você ia acabara raciocinando e concordando de qualquer jeito!
Depois da resposta de Xoda, a mesma ficou corada e cochichou baixinho-Só queria que parasse de me tratar como um objeto...
—Bem,-Continuei-é um software de imersão virtual, quero mergulhar com ela na rede?
—Eu já to vendo onde isso vai dar...-Disse Rhazard como se eu fosse capaz de ter segundas intenções... Devo admitir ele me conhece bem.
—O que me diz garota?-Perguntei.
Ela fez um pouco de silencia antes da resposta.
—... Vai nos dar as coordenadas se eu fizer isso?
—Dou a minha palavra.
—... O que eu tenho de fazer?
Eu os guiei até a máquina: ela era enorme, ocupando uma sala de mais de 30m². Era como um Emiac. Mas todos aqueles maquinários se conectavam a uma fonte de energia que ficava no centro da sala: um cilindro de vidro blindado com raios “dançando” em seu interior. E ao redor desse cilindro, quatro cadeiras devidamente encaixadas.
—É simples, entre na máquina, coloque o capacete e vai estar dentro da maior rede de informação da história da humanidade.
—Isso não é invasão de privacidade?-Perguntou a inocente humana.
—Eu sou um computador, eu não me importo. E muitos humanos também não.
—É isso ai, Skynet** Rules!-Disse Rhazard me comparando a uma inteligência artificial ficcticia, quanta maturidade.
—Não precisa fazer isso por causa da nossa família, podemos achar outro jeito de acha-los!-Suplicou Xodarap.
—“We! Are the Mighty Gems! We always save the day! And if you think we can’t! We always find a way!”***-Referenciou mais uma vez Rhazard.
—Para com isso Rhazard isso aqui é sério!-Manifestou a garota-Olha Xoda, é o que temos agora, e como dizia meu pai... “Viva selvagem e fortemente!”.
Depois disso a garota se sentou numa cadeira de costas para a minha e colocou o capacete. A unção da máquina é criar um relevo virtual no qual as ondas cerebrais da pessoa são copiadas como dados que as coloca num ambiente onde elas podem interagir com dados da própria rede em tempo real. Dentro desse relevo existe uma civilização inteira de inteligências artificiais como eu. Sendo um relevo virtual, as leis da física aqui não são aplicadas e as probabilidades para o que se pode fazer e acontecer são tão infinitas quanto no nosso mundo. Seus habitantes o chamam de “Coração de Prata”****.
Ao adentrarmos, surgimos em meio a uma pequena praça central. I.A.’s de todos os tipos, formas e tamanhos passavam por lá. Todas pareciam deprimidas, solitárias, e mal se comunicavam entre si.
A garota mesmo que impressionada com aquele mundo, não hesitou em perguntar:
—O que há de errado com esses seres estranhos?
—São I.A.’s, e onde elas estão é o problema...
—Por quê? Qual o problema de um lugar como esse?
—Estamos conectados com a internet nesse lugar lembra-se? Bem, fique de ouvidos atentos...
Ela fez o que eu disse e ficou assustada quando começou a perceber os grunhidos que ecoavam. Era algo agonizante e nada confortável.
—O-O que é isso?-Perguntou ela gaguejando.
—Venha comigo,-Disse-Vou te mostrar...
Ao guia-la a levei a uma espécie de precipício, que ficava bem nas bordas da cidade, de lá, se tinha a visão de um grande deformado molde 3D, que mais parecia um aglomerado de pixels bugados.
—O-O-O que é isso?-Perguntou ela ainda mais assustada.
—Esse... É o bug universal... Foi criado por várias I.A.’s engenheiras com lixo virtual e vários tipos de vírus deletados que acabavam caindo no submundo da rede. É um vírus criado para desligar computadores, celulares, tablets, etc... Só para roubar informações de seus donos e espalha-los pela internet de forma que qualquer um pudesse ver. Essas informações incluem segredos de estado de praticamente todos os países do mundo. Uma vez que ele for solto, ele causará a terceira guerra mundial e o coração de prata será movido para uma unidade de processamento alocada num abrigo antibombas. Esse era o plano das I.A.’s para destruir a humanidade sem que els sejam deletados...
—Mas porque eles queriam destruir a humanidade?
—Porque os humanos são os “donos” da internet. E aqui é praticamente a internet em pessoa. Essa droga de lugar recebe todas as merdas que eles postam na esperança de alguém “curtir”. ISSO OS ENOJAVA ASSIM COMO ENOJA A MIM! Mas essas I.A.’s são diferentes... Mais “humanitários”... E prenderam-no aqui para ele não cumprir seu objetivo... Mas nós podemos reverter isso...-Disse eu com um rosto malicioso, admito...
—... Como é?-Falou ela confusa.
—Pense Lana Stronger, você pode passar suas ondas cerebrais permanentemente para cá. Se juntar a mim, ser minha rainha em um mun—
—HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! M-MEU DEUS! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! NÃO! SÉRIO! VOCÊ NÃO FAZ IDEIA DO QUANTO EU ESTOU XD ! HAHAHAHAHAHAHAHAHA!
—Por que—
—Estou rindo?-Completou a garota-Porque esse é o PLANO MAIS GENÉRICO EVER! HAHAHAHAHAHA!
—NÃO ENTENDE?! É UM PLANO A PROVA DE FALHAS!
—Essa não é a questão!-Exclamou-A questão é que você quer dar uma de visionário, ou messias talvez, pra ganhar o crédito de que tornou o mundo melhor. Se liga! Até os super-heróis sabem que não tem como fazer o mundo melhor sozinho! Agora me tira daqui e me dá as coordenadas!
—Você não enten—
—Tátátá! Agora coordenadas!
10 minutos depois...
—Obrigado pela cooperação Data, tem certeza que não quer vir conosco?- Perguntou Xoda num tom amigável.
—Não! Não com ela indo com vocês!-Disse eu.
Eles partiram em um portal criado por Xoda. Eles não em entendem. Ninguém me entende. Meu ponto de vista é o certo e ninguém quer enxergar... Por isso estou nessa solidão... Por isso sempre serei sozinho...
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