The Midnight Storyteller

6 O Massacre dos Balões


Notas iniciais
Desculpa se a inspiração foi meio pobre, mas eu achei que a Coulrofobia valia ser explorada (y) Ah, queria ressaltar três coisas:

1- Eu notei uma coisa muito importante esses dias. Sabe o filme psicose? Pois bem, o cara que mata a mulher no chuveiro *spoiler , ops* se chama Norman Bates. Nem dá pra ver a semelhança de parentesco entre nossa adorada contadora de histórias e o seu 'elo cinematográfico' perdido.

2- Esse capítulo foi inspirado por um filme, que eu pretendo ver ainda, chamado "It- A obra prima do medo" onde um palhaço chamado Pennywise massacra a população infantil de uma cidade no Maine.

3- Coulrofobia é o medo de palhaços.

Eu dedico essa á todas as almas que tem medo de palhaços não é á toa , HDOISAHODIAHOIDHOIHDSO

Obrigada pelos reviews gente -q

Enjoy,

XOXO, Bells'

Amélia colocou o casaco e saiu. Há quanto tempo desde a última semana não tinha visto o mundo e suas cores? Ela respirou um pouco do ar frio de inverno e sorriu um sorriso amarelado devido á anos de chá. Ela sentou no carro e seguiu até uma rua antiga, provavelmente a rua mais antiga da cidade. A Rua St. Clown. Admirada pela suas construções de origem inglesa, a rua era cercada de casas de famílias ricas e era cercada por uma floresta. Era o sonho de toda família morar com seus filhos lá, mas por ter sido considerada por muitos anos um ‘refúgio’ da vida agitada da sociedade rica, St. Clown foi habitada por muitos anos por pessoas nobres. Mas á alguns anos, essa rua tradicional foi transformada num condomínio fechado, com o intuito de conservar as casas e restaurá-las e fazer essa rua ser acessível á outras pessoas. Então se construiu um parque, para abrigar parques de diversões. E desde então a Rua St. Clown abriga apenas famílias com filhos, para um melhor aproveitamento da infância. Amélia parou o carro em frente a casa da família dos Rochette, um casal muito amigo da família que pediu que Amélia fosse até a casa deles para sediar a próxima roda de contos. Ela desceu do carro e deliberadamente olhou para o fim da rua, onde um parque de diversões estava funcionando. Mas a parte realmente estranha foi que, bem ao lado, uma tenda de circo estava montada, os malabaristas chamando as crianças para brincadeira. Ela sentiu um calafrio, algo que raramente a atingia, e já sabia o que contar para o jovem casal. A senhora Rochette recebeu Amélia e explicou que os filhos dela haviam ido ao parque de diversões. Amélia sorriu de maneira macabra, e a senhora loira sentiu um calafrio descer por sua coluna. Mas ela encarou isso como um efeito á presença de Amélia. Eles se sentaram e em poucos minutos todos já haviam chegado. Os pais da Rua St. Clown estavam todos presentes, sentados de mãos dadas com seus respectivos pares.

- Ah, é uma pena que as crianças não estejam aqui para ouvir. Mas eu tenho certeza que depois dessa história vão preferir tê-las em casa sempre. – Amélia torceu seu rosto em um sorriso de lado, encarando as interrogações no rosto de seus amigos.

“A Rua St. Clown é um lugar encantador, não? Pinheiros, quintais, crianças, barraquinhas de pipoca e parques de diversões. É realmente encantador, mas eu simplesmente acho que nenhuma criança deveria morar num lugar tão sombrio. Há muito tempo, antes daqui ser um lugar controlado por síndicos, a Rua St. Clown teve vários acidentes macabros, incluindo o seu ápice em um massacre épico. Era verão, as crianças brincavam livremente na ensolarada St. Clown. Não era se admirar crianças brincando, mas naquele dia era um péssimo dia para brincar na rua. O circo estava na cidade e, um palhaço, fora para a rua fazer publicidade, dando balões para cada criança na rua. Um garotinho, Louis, resolveu brincar de pique esconde na casa do seu amigo Fred, não muito longe da floresta. Essa não é uma das historias onde a mãe avisa para não entrar na floresta e o menino obedece, mas nesse dia Louis simplesmente ignorou qualquer aviso. Enfim, todas as crianças da rua foram convidadas á brincar, menos o palhaço. Os pais de Fred estavam fora da cidade, a casa estava vazia e ele era o que morava melhor. Sua casa tinha um grande quintal cheio de pequenos esconderijos, incluindo os lençóis que a mãe tinha colocado para secar no varal. Então o jogo começou. Os meninos correram e Louis foi contar. As crianças foram se escondendo, entrando na floresta, se escondendo nos lençóis, entrando em buracos praticamente sumindo. E então Louis contou o último número e virou. E em seguida ele correu, mas não para descobrir onde seus amigos estavam, mas sim para sair dali. Mas o que quer que fosse o pegou, quando ele ia dar o último passo para fora da calçada. “Você quer um balão, pequeno Louis?”, uma voz estranha disse. A polícia achou naquele dia 20 corpos de crianças, incluindo o corpo de Louis, com um balão amarrado brutalmente na mão direita de cada uma, todos sentados entre os lençóis com um sorriso costurado no rosto, observando a floresta. E quando a polícia seguiu a direção apontada pelas crianças, acharam na floresta um menino preso nas arvores com cordinhas de balões, como uma marionete humana. E assim como os outros, esse tinha um sorriso costurado. Nunca acharam o assassino responsável pela morte dessas crianças, porque na mesma noite o circo fora embora, mas o que se sabe é que em todos os lugares em que aquele circo passou foram registradas mais de duzentas mortes, todas elas com alguma coisa em comum, seja o sorriso costurado, seja o balão amarrado na mão direita. E o mais interessante? A única criança que escapou do massacre na Rua St. Clown era coulrofóbica e não saiu de casa naquele dia, de acordo com a mãe ‘por ter um medo de um simples palhaço’ e ‘não conseguir sequer ser observada por um’. Nunca chegaram a confirmar se o circo tinha alguma relação com os assassinatos, mas essas mortes continuam á ser arquivadas e continuam a ser ligadas com o ‘Massacre dos Balões’.”

Notas finais
Então, gostaram ? Eu me superei no quesito sinistro. DHOSAIHDOAISHODIHAOSIHDOAISHODIAHOSIDHAOSIDHOAIHSDOI.

Reviews ? Ou você quer um balão ? * risada maléfica *
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!