The Meta-Pony Project 7ª Temporada
8 O Despertar do Trovão
Notas iniciais
"Viagem no tempo é real e toda a história está vulnerável ao ataque de viajantes do tempo mal intencionados. Um grupo, desta vez, viajará através do tempo para impedir que Aberrações do Tempo se espalhem e contaminem a história. Estamos afirmando sermos heróis, pois estamos nos arriscando, como os Originais."
- Twilight Sparkle
_______________________________________________
Canterlot
2020
O bar de Canterlot não era o tipo de lugar onde se esperava encontrar um príncipe. O cheiro de cidra forte se misturava com a fumaça de velas baratas e o som de risadas roucas. Flash Sentry cruzou o interior com um suspiro, observando o ambiente antes de pousar os olhos em uma mesa ao fundo. Lá estavam eles.
Tempest e Raven estavam bebendo e trocando palavrões tão altos que até o barman olhava torto. Flash respirou fundo. Se Twilight visse isso, ela provavelmente teria um ataque.
Tsar: Ora, ora, se não é o grande herói de Equestria!
Tempest gargalhou, sua voz arrastada pela bebida.
Tsar: O que um pônei tão nobre está fazendo num lugar como esse? Veio nos dar uma palestra sobre amizade?
Raven riu e bateu um casco na mesa.
Raven: Ele deve estar aqui pra nos prender. Você não ouviu, Tempest? Somos os maus exemplos!
Flash ignorou a provocação e se sentou.
Flash: Eu preciso da ajuda de vocês.
Os dois se entreolharam antes de explodirem em risadas novamente.
Tsar: Ah, claro!
Tempest disse entre soluços, tentando manter a risada.
Tsar: O grande Flash Sentry precisa de ajuda dos renegados? Isso é uma pegadinha?
Flash apertou os olhos e bateu um casco na mesa, chamando a atenção dos dois.
Flash: A linha do tempo de Equestria está em perigo. O passado, o presente e o futuro estão sendo alterados. Isso não é brincadeira.
Raven: E o que isso tem a ver conosco?
Raven ergueu uma sobrancelha. Flash encarou Tempest.
Flash: O Rei Storm...
Ele pensou na hora, ainda relutante em acreditar no que Doutor disse, mas sabendo que sua amizade com ele, com o quanto ele ajudou, agora precisava ser recompensado. O semblante de Tempest escureceu na mesma hora. Ele afastou a caneca com um empurrão e olhou Flash nos olhos. Flash: Um reino como aquele não deveria existir. Se não fizermos algo agora, os horrores do passado vão se repetir. O Doutor disse isso, que aquele governo foi consequência de viagem no tempo. Tempest rangeu os dentes. Raven também parecia menos sarcástico agora.
Flash: A sentença de vocês e todos os mandatos de prisão podem ser abolidos. Mas vocês precisam se juntar a mim.
Os dois trocaram olhares antes de finalmente assentirem, talvez valesse a pena ver e tentar o que quer que fosse, ao menos Tsar pensou assim. A porta da TARDIS se abriu e Flash entrou, seguido por Tempest e Raven. O Doutor e Twilight encararam a dupla como se fossem uma praga ambulante.
Flash: Você só pode estar brincando!
Twilight sussurrou para Flash, puxando-o para um canto.
Twi: Você enlouqueceu?
Flash: Eu sei que... isso é difícil.
Flash admitiu.
Flash: Mas a magia deles pode ser essencial para entendermos a tecnologia estranha desses viajantes do tempo, como do Walker Gabriel. Eles são os únicos que podem nos ajudar a combater essa tecnologia que usa eletricidade. Twilight suspirou, massageando as têmporas.
Twi: Eu não gosto disso...
Flash: Eu assumo a responsabilidade por eles.
Flash disse com firmeza. Tempest e Raven, enquanto isso, riam e cutucavam os controles da TARDIS, recebendo olhares atenciosos de Doutor.
Doutor: Se vocês quebrarem algo, eu jogo vocês no vazio temporal...
O Doutor resmungou, de braços cruzados e apoiado no painel. EVA interveio entrou na sala. EVA: Chegou a hora de escolhermos uma nova missão antes que fiquemos sem opções. O Doutor olhou de canto para Soarin, lembrando-se da última missão desastrosa dele e bufou. Ele girou os controles da TARDIS e apontou para o Mapa do Tempo.
Doutor: Um mundo aquático. O progresso de colonização equestre foi interrompido por uma natureza alienígena desconhecida. Pouca terra firme. Muito planejamento necessário. Alguma objeção?
Ele foi direto ao assunto, poupando muitas explicações. A TARDIS começou a vibrar. O destino estava selado, sem reclamações ou objeções.
Doutor: Espero que vocês saibam nadar.
O Doutor sorriu. Doutor gesticulou com entusiasmo, apontando para um mapa holográfico projetado pela TARDIS.
Doutor: Ah, este planeta! Já teve tantos nomes! Gliese 1214b, Kepler 22b…
Sempre foi o mesmo mundo, mas os astrônomos de Griffonia do século 21 não tinham como saber disso. Falta de tecnologia avançada, cálculos manuais, revisões infinitas de estudiosos que mais confundiam do que esclareciam…
Uma bagunça. O rigor científico não era suficiente para enxergar Herculeão pelo que ele realmente era. Twilight arqueou uma sobrancelha.
Twi: E quando foi que... Terra... finalmente o descobriu?
Ela perguntou, ainda estranhando o nome do planeta que no futuro, não seria mais o que era dado na Equestria de 2020. Doutor suspirou, assumindo um tom mais sério.
Doutor: No 13º milênio. Resolveram colonizá-lo… e é aí que nosso problema começa.
A TARDIS estremeceu por um instante e todos sentiram a leve desaceleração quando a nave finalmente parou.
EVA: Pronto.
Anunciou EVA, seus olhos brilhando enquanto se conectava à estrutura da nave.
EVA: Vou varrer o planeta em busca de fragmentos de tecnologia. Algo lá embaixo pode estar relacionado às incógnitas que estamos investigando.
Enquanto EVA realizava suas análises, Flash conduziu Raven e Tsar até uma sala de treinamento, onde Soarin já os esperava. Flash: Certo, aqui está a questão.
Flash começou, cruzando os cascos.
Flash: Nós precisamos entender essa tecnologia alienígena de eletricidade.
Para isso, vocês dois vão precisar usar sua meta-magia e explorar o elemento com mais profundidade. Raven deu um sorriso confiante, girando uma faísca de eletricidade entre os cascos.
Raven: Então é só fazer o que já fazemos de melhor? Fácil.
Tsar Tempest bufou, parecendo impaciente.
Tsar: Isso parece perda de tempo. Só temos que encontrar o inimigo e acabar com ele.
Flash o encarou.
Flash: Se tentarmos manipular essa tecnologia sem entendê-la, vamos acabar nos machucando.
Tsar: Isso não vai acontecer.
Tsar rosnou. No primeiro teste, ao tentar canalizar a energia de Soarin para entendê-la melhor, Raven e Tsar acabaram criando uma descarga que eletrocutou tanto Flash quanto Soarin, jogando-os contra a parede.
Flash: Ai…
Murmurou Flash, com os pelos ainda faiscando.Raven coçou a cabeça e fez uma cara não muito agradável, não tendo gostado de partir para cima desse jeito.
Raven: Ok… talvez a gente precise de um plano B.
Ele caminhou até a biblioteca da TARDIS e começou a vasculhar livros sobre eletricidade e manipulação energética. Tsar revirou os olhos.
Tsar: Você está falando sério? Vai estudar agora?
Raven: Sim, vou estudar. Porque aparentemente estamos mexendo com algo muito mais complexo do que só faíscas e raios. Além de que magia é importante a leitura, ela oferece informações sobre como realizar uma prática melhor, melhores formas de concentração.
Flash: Eh... eu mesmo li alguns livros para concentrar melhor a minha meta-magia.
Tsar: Quantos livros você leu?
Flash: Apenas 3. Comparado com tudo que existe em magia, não é muita coisa.
Antes que pudessem continuar discutindo, um alerta soou na ponte de comando. Doutor e EVA estavam observando os painéis quando um ruído grave e contínuo preencheu a TARDIS.
EVA: Isso… isso foi um sonar?
Perguntou alarmada. Doutor arregalou os olhos.
Doutor: Ah… isso não é bom.
Antes que pudessem reagir, a nave inteira sacudiu violentamente. Forças externas a envolviam, puxando-a sem resistência.
EVA: Estamos sendo capturados!
Na tela, uma imagem apareceu: um gigantesco submarino-nave, de estrutura
alienígena, envolvia a TARDIS com um enorme bolsão, provavelmente à vácuo, sugando ela para dentro. _______________________________________________________________
Os motores da TARDIS finalmente cessaram, eles haviam ligado como uma espécie de emergência, mas alguém teria que dirigir ela. Um silêncio tenso tomou conta do ambiente. EVA fez um último escaneamento antes de se virar para os outros.
EVA: Parece que paramos em um hangar de algum veículo maior… Base ultramarina, pelos sinais que estou captando.
Doutor apertou alguns botões no painel e acenou para os demais.
Doutor: Bem, então não vamos ficar parados aqui. Vamos explorar.
O grupo saiu da pela porta da frente TARDIS com cautela. O hangar era vasto, repleto de equipamentos tecnológicos voltados para exploração submarina. O ar era denso, com cheiro metálico e uma umidade peculiar. Luzes esverdeadas piscavam ao longo das paredes, dando ao local uma aparência fria e mecânica. Haviam enormes janelas que davam abertura para ver um pouco do ambiente pelágico, pouco abaixo do filme da água.
Twi: Estranho… Murmurou Twilight, examinando um console.
Twi: Parece que ninguém está aqui.
Flash: Mas foi algum pônei que nos trouxe até aqui.
Flash lembrou, olhando ao redor.
Doutor puxou sua SSD e a apontou para os equipamentos mais próximos. A tela do dispositivo brilhou e piscou enquanto ele analisava os dados.
Doutor: Hmm… interessante. Essa tecnologia pertence a algo chamado Aurora.
Parece que originalmente foi projetada para exploração espacial e para criar vácuo de pressão na atmosfera. Ela vem de Galope.
EVA cruzou os braços.
EVA: Se essa tecnologia é voltada para o espaço, por que está aqui?
Doutor: Boa pergunta.
Doutor guardou a SSD e suspirou.
Doutor: Mas o que realmente importa é onde o problema está.
EVA olhou para o chão metálico sob seus pés.
EVA: Aposto que está no fundo do oceano. Estamos perdendo tempo aqui em cima.
?: Muito perspicaz.
A voz desconhecida fez todos se virarem para uma passarela com corrimão, entre duas portas de metal. Uma figura estava ali.Era um pônei, vestindo uma armadura pesada de cor cobre. A armadura parecia resistente e reforçada, claramente feita para suportar altas pressões. Tempest Tsar abriu um sorriso selvagem.
Tsar: Hora de cair no pau!
Ele avançou sem hesitação.
Flash: Tsar, não!
Flash tentou segurá-lo com uma pata, mas já era tarde. Tsar correu e pulou de uma parede para a outra em um movimento de karatê e kung fu, canalizando eletricidade nos cascos. Com um grito de guerra, ele tentou descer um chute elétrico direto para a cabeça da figura. Com um movimento preciso, a figura ergueu um objeto cilíndrico econgelou Tempest no meio do ar. O tempo pareceu parar por um segundo. Então, com um gesto fluido, ela girou o corpo e arremessou Tsar para trás, fazendo-o colidir contra Flash e Soarin.
Foi como se tivesse sido um feitiço de telecinesia conjurado por um unicórnio. Todos ficaram imóveis, observando a figura remover seu capacete com dificuldade. Revelou-se uma pônei unicórnio idosa, com chifre levemente curvado e olhos puxados, indicando sua origem neipponesa.
Ela respirou fundo antes de falar:
?: Meu nome é Lukisa Ishigawa. Bem-vindos ao meu mundo.
O grupo se reuniu em um salão central da base. Twilight, sempre curiosa, tomou a frente na conversa.
Twi: Então… você construiu essa cidade sozinha?
Lukisa assentiu.
Lukisa: Com ajuda de uma AI específica da Aurora. Depois que minha nave caiu aqui, comecei a juntar peças, recursos… construí o que podia para sobreviver.
Lukisa: E sua nave caiu por quê?
Flash perguntou.
Lukisa: Alguma coisa vinda do planeta atingiu a nave, algo que veio antes da missão tripulada. Minha filha, ela encontrou vida neste planeta. Desde então, estou procurando por ela… vasculhando destroços e locais subterrâneos. Mas não sei se há mais sobreviventes além de mim.
Um silêncio pairou no ar.Doutor coçou o queixo.
Dr.: E você nunca encontrou sinais dessa vida?
Lukisa olhou para ele, pensativa.
Lukisa: Nada concreto. Apenas… movimentos estranhos, sombras no fundo do oceano. Não sei se foi isso que derrubou a nave ou alguma coisa vinda das missões não-tripuladas da Terra.
Doutor cruzou os braços. Dr.: E nós estamos aqui justamente por isso. Procuramos uma tecnologia alienígena que foi classificada como perigosa. Se não for contida, pode impedir a colonização deste planeta. Lukisa franziu a testa.
Lukisa: Estranho… O que exatamente vocês estão procurando?
Doutor olhou para EVA, depois para Twilight.
Dr.: Algo me diz que vamos descobrir isso juntos.
Lukisa encarou o grupo com um olhar distante antes de suspirar
profundamente.
Lukisa: Quando viemos para este planeta, a Aurora estava em puro caos.
Ela fechou os olhos por um momento, como se sentisse o peso das memórias.
Lukisa: A decisão de explorar Herculeão foi apressada. Todos estávamos
correndo contra o tempo.
Ela fez uma pausa e encarou os hologramas piscando ao redor da sala.
Lukisa: Perdemos muitas famílias naquele acidente. E tudo isso…
Ela gesticulou ao redor, indicando a cidade que havia construído.
Lukisa: Isso era para ser o futuro deles.
O Doutor cruzou os braços e franziu a testa.
Lukisa: Eu sou apenas uma velha cientista-chefe, uma bióloga marinha.
Pensou nas pessoas que deveriam estar morando com ela.
Twi: Lamento pela sua nave e pelas pessoas que estavam nela, mas nós não somos da Aurora. Viemos da Terra.
Lukisa ergueu uma sobrancelha.
Lukisa: Terra?
Dr.: Isso mesmo.
Ele sorriu de canto.
Dr.: Temos tecnologia de viagem espacial muito avançada, agora. O que está em Herculeão pode ameaçar toda a galáxia. Precisamos saber tudo o que puder nos contar sobre este planeta. Lukisa permaneceu em silêncio por alguns segundos antes de assentir
lentamente.
Lukisa: Muito bem… venham comigo.
Ela apontou para dois deles e levou o Doutor e Twilight para uma sala repleta de hologramas, onde várias imagens giravam no ar, representando as criaturas que habitavam Herculeão.
Lukisa: Este planeta é um ecossistema incrivelmente complexo.
Lukisa começou a digitar em um consolee um holograma detalhado de um coral translúcido apareceu.
Lukisa: Existem colônias de corais bioluminescentes que se suspendem a correnteza, fungos marinhos que parecem ter comportamento de colmeia, bactérias com metabólitos secundários capazes de incríveis aplicações biotecnológicas… E então temos os leviatãs.
Ela ativou um novo holograma e uma série de silhuetas monstruosas surgiram.
Criaturas de diversos tamanhos e formas, algumas lembrando serpentes colossais, outras mais parecidas com predadores das profundezas, haviam
apenas 6 tipos, no entanto.
Lukisa: Essas são as classes que identifiquei até agora. Mas tenho certeza de que há mais.
Enquanto isso, Soarin explorava outra parte da base ao lado dos novos membros do grupo. Ele encontrou várias ferramentas de perfuração e equipamentos estranhos.
Soarin: Olha só isso!
Ele pegou uma furadeira portátil e girou na pata.
Soarin: Aposto que dá pra fazer um estrago.
Tsar, vendo Soarin saquear os equipamentos, não perdeu tempo e começou a fazer o mesmo.
Tsar: Nunca se sabe quando isso pode ser útil.
Raven suspirou, levando um casco ao rosto, mas de olho em uma ferramenta e pensando nas aplicações dela.
Raven: Vocês são impossíveis. De volta à sala onde estavam antes, Flash conversava com EVA.
Flash: Você realmente acha que não há mais nada neste planeta?
EVA: Não sei. Mas tem algo muito estranho acontecendo aqui.
Flash franziu a testa.
Flash: A TARDIS não conseguiu detectar a cidade da Lukisa ou seus veículos.
Isso não faz sentido.
EVA ponderou por um momento.
EVA: Tecnologias capazes de esconder algo assim teriam que ser algo muito mais antigo que a época de quando a TARDIS foi construída em Gallifrey.
Flash: Ou talvez uma combinação com a própria TARDIS.
Flash pegou sua SSD e a ativou, emitindo um zumbido enquanto escaneava a
estrutura da base.
Flash: EVA, me siga.
Os dois partiram para investigar.
Enquanto isso, Lukisa continuava sua explicação. Seu tom, porém, mudou quando ela parou em frente a um holograma de um mapa planetário.
Por um momento, ela não viu o holograma.
Viu a si mesma, anos atrás, na Aurora. _______________________________________________________________ FLASHBACK
Sua filha estava de pé diante dela, mas seu rosto fechado em dúvida, de sua mãe, Lukisa. Amelia Ishigawa se virou para sua mãe.
Amelia: Eu não vou ser cientista, mãe. Eu prefiro ser uma engenheira como os demais... a nave está muito velha para investirmos em mais anos em pesquisas que podem não trazer nada.
Ela explicou sua posição e decisão, queria se voltar para os afazeres da sociedade e as emergências imediatas, do que continuar com a missão de longa duração e original da Aurora, uma nave milenar. Lukisafechou a cara.
Lukisa: Você não entende a importância disso...
Ela tentou alcançar sua filha, que olhou sua mãe emotiva.
Amelia: Não quero passar a vida inteira estudando coisas que nunca vou ver de verdade…
Lukisa se afastou um pouco e olhou para ela de cima para baixo, com um desdém que tivera somente de colegas e rivais de laboratório. Como sua filha
podia? Ela pensava. _______________________________________________________________
A lembrança se dissipoue Lukisa percebeu que seus cascos estavam juntos ao corpo, em sinal de força. Twilight notou o silêncio repentino.
Twi: Lukisa?
A cientista respirou fundo e voltou sua atenção ao holograma.
Lukisa: Vamos continuar. O que quero mostrar a vocês é muito mais profundo
do que parece. _______________________________________________________________
Soarin passava os olhos pelos trajes de mergulho, analisando cada detalhe.
Ele verificava a resistência dos materiais, a capacidade de pressurização e os sistemas de suporte de oxigênio.
Soarin: Esse aqui é bom… mas esse outro é muito melhor. Ele murmurou, comparando dois trajes diferentes.Tsar, por outro lado, apenas ia experimentando os trajes de maneira descompromissada, sem prestar atenção aos detalhes técnicos.
Soarin: Ei, Tsar, dá uma olhada nisso.
Soarin chamou.
Soarin: O traje que você pegou é inferior. Veja o nível de pressurização e oxigenação desse aqui.
Ele apontou para um traje com um sistema mais avançado.
Tsar: Se vamos explorar esse planeta, é melhor estarmos preparados.
Tsar deu de ombros e pegou o traje recomendado.
Raven: Esse set é bom para explorar ambientes como os que temos nesse planeta.
Tsar: Tanto faz, contanto que funcione.
Enquanto mexia nos equipamentos, Soarin encontrou um pequeno depósito de armas de corte. Ele pegou uma faca comum, girou ela e desferiu alguns golpes no ar, ao lado viu uma lâmina que cria um feixe de laser na ponta. Ligando a lâmina de energia, ele a ergueu com um sorriso satisfeito, vendo o metal e o laser comprimido como uma lâmina.
Soarin: Comparar isso aqui com uma faca normal é tipo comparar um Zé Lootinho como um assassino furtivo no Assassin’sCreed.
Ele brincou, testando o peso da arma. Tsar ergueu uma sobrancelha.
Tsar: Eu não faço ideia do que você tá falando.
Soarin: É coisa de quem joga no stealth e sabe pegar os melhores equipamentos, meu amigo.
Soarin deu um sorriso, guardando a faca futurista. _______________________________________________________________
Lukisa e os outros saíram da sala, e a cientista suspirou enquanto olhava ao redor.
Lukisa: Sabe… As gerações anteriores à minha não foram boas. Elas cometeram erros que levaram ao colapso. Minha própria filha julgou isso.
Ela olhou para o Doutor.
Lukisa: Como está o planeta?
O Doutor refletiu por um momento antes de responder.
Dr.: Precisando de toda a ajuda possível vinda do espaço.
Antes que Lukisa pudesse responder, o SSD do Doutor vibrou. Era uma mensagem de Flash, pedindo para que fossem até onde ele estava.Eles
seguiram para o último andar da base, onde EVA parou abruptamente e analisou o ambiente ao redor.
EVA: Todo esse andar foi construído com tecnologia não-terrestre.
Lukisa arregalou os olhos.
Lukisa: Isso é impossível! Eu encontrei destroços de um material desconhecido há muitos metros e o utilizei para reforçar a estrutura.
Flash, impaciente, cruzou os braços.
Flash: Isso não importa. O que importa é que a tecnologia da TARDIS não conseguiu detectar essa base.
O Doutor estreitou os olhos para Lukisa.
Dr.: O que mais você está escondendo?
Lukisa hesitou e deu um passo para trás.
Lukisa: Eu…
Antes que ela respondesse, EVA interrompeu.
EVA: A nave detectou um sinal vindo do oceano profundo.
O Doutor se virou para ela.
Dr.: O oceano profundo? Mas nessa profundidade, a água deveria congelar e formar uma crosta de gelo entre o manto e a crosta do planeta. Como pode haver vida lá?
Lukisa respirou fundo.
Lukisa: No Polo Norte do planeta, há um supercontinente de gelo. Ele cicla moléculas através de seus icebergs quando eles caem na água, submergem e leva nutrientes para o fundo, que retorna através da água em correntes de convecção para a superfície, que congela nos polos, funcionando como placas tectônicas que emergem e submergem no manto. Esse processo gera uma ciclagem contínua de nutrientes e biomoléculas finitas na água acima da camada de gelo subaquático mundial, que está inibindo a conexão da água cima da crosta com o manto, abaixo da crosta.
O Doutor esfregou o queixo, processando a informação.
Dr.: Então… há algo lá embaixo. Algo grande.
O grupo se entreolhou, sentindo o peso da descoberta. _______________________________________________________________
Flash cruzou os braços e olhou para Lukisa com um meio sorriso.
Flash: Olha, eu adoraria continuar essa sua aula de Oceanografia, mas acho que temos um problema maior.
Ele apontou para o horizonte. No céu, uma tempestade se formava rapidamente e um trovão desceu da alta atmosfera, cortando as nuvens e atingindo violentamente a superfície da água.
EVA franziu o cenho enquanto analisava os dados.
EVA: Detectei uma fonte de energia a aproximadamente 900 km de profundidade. Algo lá embaixo ganhou mais força.
O Doutor ajustou os óculos e cruzou os braços.
Dr.: Isso só pode significar uma coisa: precisamos nos organizar.
Enquanto isso, Soarin estava concentrado em sua própria missão. Ele havia roubado algumas partes dos trajes de Lukisa, agora com um maçarico em mãos, estava fundindo as peças para melhorar a armadura. O resultado foi uma armadura de diferentes ligas metálicas, mas muito mais pesada.
Soarin: Se é pra descer nesse oceano maluco, é melhor eu estar bem protegido…
Ele murmurou, soldando as partes para criar algo que se assemelhava a uma armadura própria. Ele separou um traje extra para usar no mergulho e continuou o trabalho, ajustando cada detalhe, na medida do possível e de seu conhecimento.
Raven: Cês sabem que estamos fazendo merda, né?
Ele perguntou para os dois.
Tsar: A gente não vai simplesmente aceitar tudo que o Flash falar, né?
Os Originais retornaram à TARDIS depois do ocorrido e começaram a discutir estratégias. O trio que estava longe da ponte havia sido chamado para fazer parte da discussão.
Flash: Se vamos descer, precisamos garantir que a TARDIS e a hidronave da
Lukisa aguentem a pressão.
Flash apontou.
Raven: Tsar e eu podemos criar um campo de força ao redor delas.
Raven sugeriu.Tsar revirou os olhos.
Tsar: Sério? Vamos mesmo perder tempo com isso?
Raven deu um tapa amigável no ombro dele.
Raven: Considera isso um treino. Além disso, se não fizermos isso, vamos virar uma lata de refrigerante esmagada lá embaixo.
Tsar suspirou.
Tsar: Tá bom, tá bom… Mas você me deve uma depois.
A missão começou. Lukisa submergiu a bordo de um submarino Cyclops, com a TARDIS caindo na água e flutuando logo atrás. EVA havia hackeado um dos submarinos da base e o pilotava remotamente, mas precisava manter uma distância segura de profundidade, para o submarino não ser esmagado. Se chegasse muito perto, Lukisa poderia desconfiar que havia algo estranho acontecendo também. No submarino de Lukisa, Raven estava concentrado, mantendo um campo de força de eletricidade ao redor da nave, para aguentar os 900km de profundidade. Ele suava, o esforço sendo evidente.
Twi: Concentre-se na respiração.
Twilight aconselhou.
Twi: Inspire devagar… expire com controle.
Raven: Fácil pra você falar.
Raven resmungou, mas tentou seguir o conselho.Na TARDIS, EVA monitorava a descida enquanto Soarin fazia ajustes no traje que havia criado em seu quarto. Ele tentou erguer o traje por inteiro, mas teve que fazer força com os músculos pesados.
Soarin: Reeergh...
Era muito pesado para segurar sem a força de todo o corpo.
A viagem foi longa. O grupo desceu cada vez mais fundo na escuridão do oceano, passando por criaturas impressionantes: animais parecidos com águas-vivas contendo casco de tartarugas-marinhas gigantescas, ilhas flutuantes e cardumes de peixes brilhantes.
A tensão era palpável. O único som era o barulho das máquinas e o zumbido do campo de força de Raven.Até que algo mudou. Um ruído metálico ecoou pelo submarino. O som de algo estalando, se retorcendo, se amassando.
PAM! O Cyclops tremeu violentamente .Todos foram ao chão, caindo de frente ou rolando pela superfície quente de metal do submarino.
Todos: AAAARGH!
Twi: O que foi isso?!
Twilight perguntou, se levantando. As telas de controle piscaram com alertas vermelhos.
EVA: Temos um problema.
EVA anunciou pela comunicação do outro lado do submarino.
EVA: Um Leviatã Fantasma está nos atacando!
O impacto foi brutal.Um lustre acima de Flash Sentry explodiu com o impacto, lançando estilhaços de vidro e faíscas na direção de sua cabeça. Um corte abriu em sua testae ele cambaleou para trás, grogue.
Flash: IIIIAAARGH!
Segurou a cabeça, ensanguentada. A pior parte veio: Um jato de água começou a invadir o corredor em que eles estava.
Twi: Segurem-se em alguma coisa!
Twilight gritou, correndo para Flash. As portas do corredor começaram a se fechar, conforme a pressão atmosférica foi variando bruscamente. Antes que a água os arrastasse, ela o abraçou por trás e num clarão de luz roxa, teleportou os dois para fora da sala. Assim que desapareceram, a porta de emergência se fechou automaticamente e ativou uma tranca impossível de abrir, selando a inundação. Tempest e o Doutor correram por um corredor estreito, desviando dos tremores da nave. Eles entraram em uma sala especial, onde o Doutor apontou para um assento reforçado.
Dr.: Sente-se e se concentre.
Ele disse a Tsar.
Dr.: Você precisa sentir a arma.
Enquanto isso, no convés principal... Raven: O QUÊ?! Esse maldito passou pelo meu escudo?!
Lukisa: Ele pode se tornar intangível.
Disse calma, mas com raiva, girando o leme de metal e ajustando os controles do submarino.
Lukisa: Não sabemos o porquê.
Tsar respirava com dificuldade. As luzes piscavam e a escuridão o envolvia.
Ele tentou mirar, mas suas patas tremiam. O primeiro disparo errou completamente, atingindo um cardume de peixes que explodiu em partículas brilhantes. O Doutor se aproximou calmamente por trás dele.
Dr.: Feche os olhos. Sinta a eletricidade.
Tsar: Eu… não sei se…
Tsar murmurou, ofegante, sentindo a raiva.
Dr.: Inspire… expire…
O Doutor guiou com a voz.
Dr.: Sinta a energia ao nosso redor.
Tsar obedeceu. Lentamente, ele sentiu os pulsos elétricos fluindo pelo Cyclops, pelo Leviatã… por ele mesmo. Seus cascos faiscaram com eletricidade pura. Ele abriu os olhos, mirando fixamente.O disparo acertou em cheio as costas da criatura. O Leviatã Fantasma soltou um rugido espectral, se contorcendo na água.
EVA, que monitorava tudo da TARDIS, aproveitou a chance.
EVA: TOMA ESSA!
Ela se lançou emocionada com a TARDIS contra o monstro, atingindo seu flanco com um impacto que fez a água ao redor vibrar.Soarin virou para frente com a armadura pesada, caindo e batendo o esterno nela, como se batesse o peito contra uma rocha. Tsar não perdeu tempo. Outro disparo acertou o rosto da criatura, fazendo-a recuar para longe, soltando um chiado estridente.
Lukisa: Apagando as luzes.
Anunciou.As luzes do Cyclops se extinguiram, mergulhando-os na escuridão completa. Ele manobrou a nave rapidamente, descendo em direção ao fundo,
tentando despistar outras criaturas e leviatãs. EVA, desconfiada, ativou os scanners da TARDIS. Algo naquela criatura parecia… estranho.Segundos depois, a resposta veio.
EVA: Doutor.
A voz dela soou tensa pela SSD. Era uma rede segura e privada.
EVA: Há um microorganismo cobrindo essa coisa. E não só ela. Ele está em toda parte no percurso que fizemos.
Nenhuma resposta veio.Doutor estava absorto na paisagem que se revelava diante deles. O Cyclops emergiu em uma área completamente diferente. Luzes de magma iluminavam o oceano em tons avermelhados e alaranjados. Gigantescas caldeiras expeliam fumaça e lava, criando uma paisagem subaquática surreal. Raios elétricos perpassavam as colunas de calor e fumaça, formando um espetáculo caótico de energia e destruição. Era uma região vulcanicamente ativa, há vários km de profundidade.
Lukisa: Isso…
Lukisa olhou para os dados.
Lukisa: Isso não é 900 km de profundidade. Estamos em 700 km.
EVA: Não é isso...isso é um continente.
EVA avisou pelo comunicador do Cyclops, a partir da TARDIS. Todos se viraram para a tela.
Twi: Um continente…?
Twilight repetiu, confusa.
EVA: Sim! Isso tudo é uma massa de terra antiga, submersa há eras! Mas ainda está ativa!
O Cyclops avançou lentamente, com todos observando a paisagem colossal. Mas algo se movia nas sombras.Algo imenso.
Ele passou abaixo deles, como um planeta em relação a uma nave em questões de proporção, escondendo-se entre as montanhas submersas.
Nenhum sonar detectou. Havia coisas demais no ambiente, muita interferência… então, Twilight olhou pela janela.E congelou.
Twi: Tem… algo se aproximando… Ela piscou, tentando entender o que via. Era lava. Ou melhor… algo feito de lava.Então, os olhos dela se arregalaram. A coisa tinha um corpo. Tinha uma
cabeça
Twi: AAAAAHHH!!!
Ela gritou.
Raven olhou e soltou uma risada nervosa.
Raven: Cara, isso tá parecendo um filme de Kaiju…
Lukisa nem olhou e já pôs a potência máxima. Por conta das dimensões do colosso, ele iria atingir lateralmente a dupla de hidronaves, mesmo a alta velocidade.
Dr.: Aah, mas isso é maravilhoso. Não um, mas todos os oceanos têm seus mistérios, em todo lugar. Ainda há mais para explorar em seu interior do que as próprias profundezas visuais e vastas do espaço. Será que me pergunto certo, se explorar é mesmo somente o que você vê e não aquilo que não vê?
Flash: Doutor, se liga!
Ele chaqualhou a cabeça e começou a regenerar a pele, à medida que correu pelos corredores e foi em direção a uma sala, onde poderia mirar à vontade com um atirador de torpedo. Doutor se toca e corre para uma sala, onde mira com a SSD nos controles de um atirador.
Dr.: Nem a pal que ponho meus cascos em um desses.
Tsar ainda estava na sala e mirou na direção da criatura. Não havia muito o que fazer, a não ser se defender e atirar. Não havia onde se esconder, eles estavam em uma espécie de deserto entre a escuridão acima e a lava abaixo. E a criatura ficava cada vez maior, cada vez mais que se aproximava. O trio começou a atirar como se não houvesse amanhã. Os torpedos acertaram seu rosto, mas sem muito efeito em fazê-lo parar.
De repente, luzes azuladas cercam o terreno e a criatura vira a enorme cabeça para cima. Centros de energia apareceram, a criatura soltou um rugido e foi acertada por raios e eletricidade, sendo eletrocutada até as luzes de seu corpo se apagarem completamente. Lukisa continuou escapando com o veículo, conforme os centros de luz se aproximavam cada vez mais do fundo de lava e lançam eletricidade na superfície abaixo. A criatura de lava virou de cabeça para cima, eletricidade parou de circular pelo seu corpo e ela começou a subir, se erguer para a escuridão. Material começou a ser retirado do fundo do mar e ser jogado ao alto pelos centros de energia.
O Cyclops foi levado até uma formação rochosa já consolidada e ficou lá. A TARDIS pousou no chão do terreno ao lado, enquanto o submarino ficou flutuando. Doutor e Flash saíram das salas e foram até a ponte, se reunindo com os demais.
Dr.: O que são essas coisas?
Flash: Eu ia te perguntar. Não sei...
Eles ficaram observando aquelas coisas estranhas retirar material do fundo depois do combate, mas não estava claro qual era seu objetivo.
Twi: Onde está a Lukisa? Ela deve saber.
Ela andou até eles, se perguntando.
EVA: Não sei se viram, mas um pequeno veículo se destacou do seu submarino e foi até uma caverna próxima.
A TARDIS se materializou para dentro do Cyclops, trazendo um forte cheiro de bacalhau e deixando estrelas do mar de 6 pernas deslizarem pela lateral da nave.
Dr.: Ela não falou nada.
Tsar: Eu não estou gostando nada disso. Por que vocês não vão atrás dela
nessa sua nave, enquanto ficamos aqui?
Ele sugeriu desconfiado.
Dr.: Era o que eu tinha pensado.
Dr. e Twi entraram na TARDIS, enquanto Soarin sai da nave e fica no submarino.
Flash: A Lukisa esconde e muita informação a respeito desse mundo e das coisas que ela faz. Irei fazer uma contagem de todos que estão aqui.
Ele contou cada um que ainda estava no submarino, mas faltou Soarin, ele havia saído de fininho. Tsar apontou para um ponto na janela e Flash estreitou os olhos, vendo um pônei nadando entre as formações rochosas, em direção as criaturas de eletricidade.
Flash: SOARIN!
Ele gritou na ponte de comando, vendo ele fazer burrice. Soarin foi nadando de braçada, mudou para quatro braçadas e começou a fazer um nado genérico, sentindo muita cãibra em um ambiente onde a pressão era de 1800 atmosferas, era muito difícil nadar com o equipamento de mergulho tradicional de Lukisa. Soarin sentia dores, por conta do tamanho não bater exatamente com o dele e clicks, vindos da pressão no traje.
Soarin: Aguentaaaaa...
Ele fez muita força e sentiu uma dor excruciante na perna.
Soarin: AAARGH!
Ele ouviu um estalo de eletricidade. Ele foi percebido, sentido na água, pelas criaturas.
Flash: Por que você está fazendo isso?
Perguntou em um microfone para o irmão.
Soarin: Para provar ao Doutor que-
Soarin toma um único choque.
Soarin: AAAAAAAAAAARGH!
Ele expande as pernas, em sinal de dor e movimentos atáxicos, incapaz de nadar mais por conta da dor. Ele é jogado para uma corrente oceânica forte, ele é pego por ela e começa a ser levado para bem longe dahidronave, girando em círculos e anéis ao redor das orbes gigantes, mas se mantém parado, ainda tonto por conta do golpe e das dores.
Ele toma outro choque e é jogado de um lado para o outro, a pressão oceânica racha seu traje.
Soarin: Essa não!
Flash: Soarin, volta, caralho!
O traje implode e ele se transforma na hora em uma enorme criatura.
Soarin: HETHOR!
Flash: Volta, man!
Parecida com um plesiossauro, ele nada para morder a orbe, mas é eletrocutado na boca e a orbe mantém o choque por uns 3 segundos. Ele desvia com força de vontade, pega uma corrente e para do lado da orbe, tenta descer uma caudada, mas toma choque.
Soarin: Uaauuuu!
Flash: Que isso, cara!?
Ele é afastado por um tiro à queima-roupa de relâmpagos concentrados em sua pele de réptil.
Soarin: RRRRRAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRR!
Tempest e Raven veem ele apanhar para as criaturas e rugir no microfone a cada vez que toma golpe. Flash pega o microfone e o taca no chão, irritado.
Flash: Raven, Tsar, ajudem ele!
Ele apontou lá para fora.
Tsar: A pressão irá esmagar a você e a mim se tentarmos ajuda-lo, Sentry.
Ele disse o óbvio.
Raven: Ah, ele também vai no Rambo contra os bicho! Loucura isso!
Soarin se transforma em outra besta, um molusco com casco de tartaruga e formato de plesiossauro.
Soarin: AMABOS!
Ele nada novamente pelas correntes, uma orbe solta choque, ele solta um brilho para tentar enganar e consegue, ele aparece em baixo da orbe, tenta dar um golpe com sua carapaça dura, mas ela atravessa a eletricidade da orbe, um ser de energia se corpo, e oma choque por conta do campo de energia.
Soarin é arremessado contra o leito oceânico.
EVA: Aguente firme. Estou trazendo o Cyclops que hackeiei e deixei há vários km lá em cima, para o caso de emergências. Ele deverá ajudar a resgatá-lo!
Avisou ela. Ela prevê que ele vai se destransformar e ser esmagado por 230 atmosferas, além de sufocar, em pouco tempo. Enquanto isso, a luta continuava.
Soarin vira outra criatura.
Flash: ZOUOALINA!
Ele anda no leito e taca uma língua de pura eletricidade na orbe, gira com sua língua como um chicote e pula várias vezes, errando todos os golpes na procura na orbe, a procura de uma combinação de golpes, até que ataca com um relâmpago de seu corpo, a orbe contra-ataca e eletricidades são trocadas.
Soarin aumenta a voltagem até o máximo da sua transformação, mas a orbe resiste ao golpe e lança em uma amperagem dez vezes maior, mantendo o choque por um tempo, fritando Soarin e o fazendo desmaiar. Ele cai para frente, sem movimento na sua forma aracnídea.
Tsar: É... é nisso que dá brincar com um trovão.
Flash correu, seu coração disparado pela adrenalina. Sem hesitar, ele assume sua forma de wendigo, seus olhos brilhando em um tom espectral. Com um salto poderoso, ele atravessa a janela do submarino e se lança para a escuridão do oceano, flutuando entre as correntes turvas.
Ele avança em direção à orbe que havia nocauteado Soarin, mas no momento exato em que se prepara para atacá-la, sua intangibilidade falha. Uma descarga elétrica brutal percorre seu corpo, sacudindo seu interior fantasmagórico e fazendo sua visão embaçar. Com um grito de dor, Flash se afasta e reage instintivamente, soprando um jato de gelo da boca. O frio cristaliza parte da água ao seu redor, mas os orbes permanecem inalterados, vibrando com uma frequência quase viva e acertando o gelo com eletricidade.
EVA finalmente chega com o Cyclops, mas o casco do submarino já dava sinais de colapso. As rachaduras serpenteavam pela estrutura, ameaçando ser esmagado sob a pressão absurda do fundo do oceano. Flash, ignorando sua própria dor, alcança Soarin, agora à deriva e o envolve com sua magia espectral. Com um esforço extremamente sobre-equino, ele arrasta seu irmão para dentro da embarcação, tornando ele e Soarin intangíveis. Assim que atravessa o casco, ambos voltam ao normal, exaustos e cobertos de queimaduras elétricas de difícil cicatrização e regeneração celular, por parte de seus poderes de meta-magia.
Flash: Cacete...
Ele olhou para seu corpo. Ofegante, Flash se apoia na parede, olhando para a ponte de comando.
Flash: Se apressa! Tem uma rachadura no casco!
Ele alerta, enquanto o som da estrutura estalando se intensifica. EVA já manobrava o submarino para uma subida de emergência, levando os dois irmãos em direção à profundidades mais seguras. _______________________________________________________________
Nas profundezas das cavernas submersas, O Doutor caminhava lentamente, cada passo medido para não alertar o que quer que estivesse escondido ali.
Twilight andava ao seu lado, observando a umidade densa e as formações rochosas que pareciam sussurrar segredos antigos.O Doutor quebrou o silêncio.
Dr.: É perigoso você saber demais sobre o futuro do seu mundo, Twilight.
Ele começou, sua voz quase um sussurro.
Dr.: Mas há algo que você deveria entender... A tecnologia para viajar no espaço começou nos oceanos. Foi um manifesto que deu errado, mas levou a algo maior. A salinidade, a temperatura, os químicos suspensos na água... eles criaram as condições perfeitas para certos propulsores funcionarem.
Ele fez uma pausa, os olhos brilhando de fascínio.
Dr.: E a pressão da água... ela nos ensinou como suportar o vácuo do espaço.
Eu consigo sentir as correntezas e correntes deste planeta, algo me diz que há algo de muito errado aqui.
Twilight franziu o cenho, mas antes que pudesse perguntar, chegaram a uma câmara natural. Diante deles, dois túneis se ramificavam em direções opostas.
Dr.: Temos que nos separar.
Doutor disse, com relutância. Twilight assentiu e cada um seguiu seu caminho.
O Doutor tentou usar sua chave de fenda sônica para escanear o ambiente, mas o som foi distorcido pelas rochas ao redor. Ele franziu a testa, irritado. Quando se virou para tentar outra abordagem, algo atingiu sua testa. A última coisa que viu foi os cascos de Lukisa segurando uma arma-arpão antes de desmaiar e seu braço ficando imóvel. Twilight seguiu seu caminho com cautela. Pequenos caranguejos de quatro patas, com um único olho enorme no centro do corpo, rastejavam pelas paredes. Ouriços do tamanho de cães pulsavam com um brilho fraco e cogumelos rosas brotavam das fissuras na pedra, soltando esporos brilhantes que flutuavam como vaga-lumes.
Ela finalmente chegou a uma câmara onde uma estrutura alienígena se erguia, coberta por traços e linhas verde-brilhantes. A estrutura parecia viva, sua superfície pulsando como se estivesse respirando. No centro, Twilight avistou um encaixe quadriculado rosa, claramente projetado para um objeto específico.
Usando sua magia, ela manipulou um bloco do mesmo formato e o encaixou. Um zumbido ressoou pelo ar enquanto uma grande porta, semelhante a uma garagem, se abriu diante dela. No interior, havia uma sala dominada por um enorme tanque de água, o líquido dentro era escuro e profundo, mas estranhamente imóvel. Antes que pudesse entender o que estava vendo, uma sombra se moveu atrás dela.
Twilight se virou apenas para ver Lukisa arremessar algo contra ela. Uma granada gravitacional. Ela tentou correr, mas a bomba ativou-se instantaneamente, gerando um campo de gravidade intensa que puxava tudo para seu centro. Twilight foi arrastada sem controle, objetos metálicos voaram em sua direção, batendo contra seu corpo. Ela tentou resistir com magia, mas a força era avassaladora. A explosão gravitacional finalmente cessou e tudo caiu abruptamente no chão, inclusive Twilight. Twilight gemeu de dor, sentindo cortes e hematomas começando a conversar com ela. Quando ergueu a cabeça, Lukisa a encarava, pronta para atacar novamente. Twilight se levantou aos poucos, se segurando com força.
Lukisa: Sei que você é uma alicórnio. A sua raça é dura na queda.
Literalmente. Ishikawa, com uma expressão dura, encara Twilight e lança uma pergunta complexa.
Twi: O que você está fazendo!?
Lukisa: Qual é o papel dos processos de mistura vertical na distribuição de nutrientes em regiões de ressurgência costeira, e como isso afeta a produtividade primária nesses ecossistemas?
Twilight, surpresa e irritada, rangeu os dentes.
Twi: Não temos tempo para isso agora! Precisamos trabalhar juntas para sair daqui!
Ishikawa balança a cabeça negativamente.
Lukisa: Resposta errada.
Antes que Twilight possa reagir, Ishikawa a golpeia com a coronha de sua arma, fazendo-a desmaiar. Ela murmura para si mesma, recitando a resposta correta...
Lukisa: DE ACORDO COM Smith et al. (2010), os processos de mistura vertical são fundamentais para a redistribuição de nutrientes nas zonas de ressurgência, influenciando diretamente a produtividade primária ao fornecer nutrientes essenciais às camadas eufóticas.
Com Twilight desacordada, Ishikawa atravessa a sala e se depara com um cadáver em um traje de mergulho. Ela investigar. Ao ver o ícone de uma tilápia no uniforme, ela reconhece como pertencente à sua filha. A realidade a atinge com força: Sua única filha está morta.
Olhando ao redor, vê os corpos de outros membros de sua equipe espalhados pelo complexo. Ela cai de joelhos, gritando e chorando intensamente.
Twilight recobra a consciência e observa Ishikawa em profunda angústia. Tentando consolar, aproxima-se dela. Nesse momento, o Doutor chega correndo e vê Ishikawa desolada no chão.
Dr.: Erm... acho que deveríamos ter sido mais cautelosos.
Ele usa sua chave de fenda sônica para examinar o corpo da filha de Ishikawa.
Dr.: Ela foi infectada por uma bactéria marinha semelhante à Crenarchaeota da Terra, que está causando uma pandemia na vida de Herculeão. Isso pode ser resultado de antigas missões não-tripuladas da Terra que introduziram essa bactéria aqui.
Ishikawa, ainda em choque, pega o ícone de tilápia do pescoço de sua filha, segurando-o com força e o tira dela.
Lukisa: Isso é tudo culpa minha. Eu devia ter... devia ter aceitado que ela estava tentando tornar a vida na Aurora melhor...
De repente, um tremor sacode a base e a água começa a invadir o local, formando uma onda iminente. Twilight rapidamente levanta Ishikawa e, junto com o Doutor, corre em direção à TARDIS no final dos corredores das cavernas. O trio corre sem parar do complexo até lá. Ao entrarem, Ishikawa, sem prestar atenção ao interior peculiar da nave.
Lukisa: Por favor, levem-me imediatamente à minha base na superfície.
Preciso fazer algo urgente. _______________________________________________________________
CRÁS!
O Cyclops dos irmãos Walpike se parte e a água começa a entrar violentamente. O casco racha ainda mais e a pressão ameaça esmagar tudo ao redor. Soarin mal tem tempo de reagir antes de ouvir um grito vindo da porta de entrada.
Tsar: Corram!
Brada Tsar. Eles haviam seguido o Cyclops dos irmãos. Flash age no impulso, empurrando Soarin com força e jogando-o ao chão do Cyclopsdos demais, antes de saltar para dentro também. EVA não hesita, selando a porta e acionando os controles. O submarino dá um solavanco e começa a se mover, escapando da destruição iminente. _______________________________________________________________
Enquanto isso, nos túneis subterrâneos, os orbes brilham intensamente, escavando a câmara com uma força absurda. Eles lançam feixes de luz que fazem a estrutura toda vibrar. O chão se desfaz abaixo e uma onda de poeira e detritos sobe ao mar. Subitamente, os feixes capturam a câmara e a levantam, removendo-a do solo como se fosse um pedaço de isopor. A estrutura flutua lentamente, sendo puxada para dentro de uma das luzes enquanto os orbes se elevam, subindo em direção à superfície.
No interior do Cyclops, EVA tenta seguir os orbes, ajustando a velocidade máxima do submarino, ao abandonar aquele que servira de resgate. Raven, com os olhos semicerrados, se concentra o máximo que pode para acompanhar os rastros de energia deixados pelos objetos. No entanto, eles aceleram de forma absurda, desaparecendo na escuridão das profundezas oceânicas. _______________________________________________________________
Lá fora, sob as ondas, Ishikawa corre até um painel de comando dentro de sua base e começa a digitar freneticamente. Os terminais piscam, e alarmes de segurança ecoam pelo complexo. De repente, um edifício vizinho começa a se mexer. Partes metálicas se dobram e se ajustam, como uma máquina despertando de um sono profundo.
Twilight observa a cena, intrigada.
Twi: O que está acontecendo? O que você está fazendo?
Ishikawa não desvia o olhar da tela. Seus cascos continuam digitando com firmeza.
Lukisa: Vou fazer o programa espacial se arrepender.
Acima, as orbes rompem a superfície do oceano, emergindo como cometas de luz, brilhando contra o céu noturno. A cena é surreal, deixando todos em choque.
Lukisa, no entanto, não perde tempo. Do alto da base, ela se posiciona e lança um foguete gigantesco, cujo rugido faz o solo estremecer. A explosão de propulsão ilumina o oceano enquanto o projétil rasga o céu em uma direção completamente oposta à das orbes.
Dr.: O que foi isso?!
Lukisa, com o rosto fechado, responde sem hesitação.
Lukisa: Isso foi para impedir que a Terra lance qualquer outro foguete por mais de um século.
O Doutor arregala os olhos, horrorizado.
Dr.: Você acabou de alterar a história do planeta! Você sabe o que fez? Isso vai atrasar décadas de exploração espacial, talvez séculos!
Lukisa o encara, determinada, os olhos ardendo de dor e fúria. Lukisa: Eu não me importo. A ambição deles matou a minha filha. Eu fiz o que era certo. Alguém precisava se opor a esse capitalismo nojento.
O silêncio se instala. O rugido do foguete ainda ecoa no céu, enquanto a realidade do que aconteceu começa a assentar sobre todos. _______________________________________________________________
A equipe se reuniu depois, em meio ao silêncio deixado pela destruição e pelas revelações. Ninguém sabia exatamente o que havia na base submersa, o que havia sido roubado ou qual era o verdadeiro objetivo dos invasores, mas era evidente que a tecnologia alienígena oculta ali estava afetando o planeta de maneiras desconhecidas.
O Doutor observava o oceano, os olhos carregados de preocupação.
Dr.: Herculeão deveria ser colonizado.
Ele disse, rompendo o silêncio.
Dr.: Essa tecnologia poderia ter mudado tudo, mas agora, com o que Lukisa fez, talvez isso nunca aconteça.
Twilight franziu a testa, tentando processar aquilo.
Twi: O que você quer dizer com isso?
Ele suspirou.
Dr.: Lukisa garantiu que Herculeão permanecesse selvagem até o fim de seus dias. E isso terá consequências. Sem a possibilidade de colonização, a Terra continuará superlotada, poluída, e famílias inteiras sofrerão com fome e desespero. Tudo por causa de uma única égua buscando vingança.
Do outro lado da base, Lukisa permanecia à beira da água, olhando as ondas se quebrarem na praia escura. Twilight se aproximou, hesitante, e parou ao lado dela.
Twi: Você sabia o que estava fazendo?
Perguntou Twi, sua voz um misto de compreensão e pesar.Lukisa não desviou o olhar do mar.
Lukisa: Eu preciso encontrar um jeito de curar este planeta da infestação que trouxemos da Terra. Se eu quiser continuar vivendo aqui, preciso protegê-lo.
Twi: Você poderia voltar para a Terra… A pônei balançou a cabeça lentamente.
Lukisa: Eu não posso. Eu nunca poderei. A NASA e aqueles que vieram antes condenaram gerações inteiras à incerteza, enviando naves superlotadas para os quatro cantos do universo em busca de um lar. Milhares nasceram nessas naves sem escolha, sacrificaram tudo, e para quê? Para que este planeta fosse poluído da mesma forma que a Terra? Para que mais vidas fossem desperdiçadas?
Ela virou-se para Twilight, os olhos cheios de uma fúria contida.
Lukisa: Herculeão é o meu lar. E minha filha…
Sua voz falhou por um instante, mas ela apertou o pequeno ícone de tilápia pendurado em seu pescoço. Foi então que sentiu algo ali.
Com um movimento rápido, Lukisa abriu o ícone e encontrou um pequeno pendrive oculto dentro dele. Seus olhos se arregalaram ao perceber o que era. Com patas trêmulas, ela conectou o dispositivo a seu tablet e viu os dados que sua filha havia coletado.
Lukisa: Ela estava tentando… abrir caminho para que as pessoas pudessem viver aqui…
Sua voz saiu num sussurro.Twilight sentiu um aperto no peito.
Twi: Então ela sabia.
Lukisa fechou os olhos e respirou fundo. Quando os abriu novamente, havia apenas determinação neles.
Lukisa: Eu irei para o Polo Norte.
Declarou.
Lukisa: Vou continuar o trabalho dela. Vou proteger Herculeão e sua ecosfera de qualquer tentativa de colonização.
Twilight queria dizer algo, mas sabia que não havia mais nada a ser dito.
Lukisa já havia tomado sua decisão. _______________________________________________________________
Pouco depois, a TARDIS partiu, deixando Lukisa como a única habitante do planeta que ainda vivia lá.
O Doutor ajustou os controles, seu olhar fixo nas coordenadas do próximo destino.
Dr.: Precisamos voltar para missões secundárias.
Murmurou.
Dr.: Deixar um pouco essa onda de mistérios de lado… pelo menos por um tempo.
Mas Twilight sabia que não importava quantos desvios fizessem, a verdade sobre o sumiço do Asilo Dalek e a natureza da tecnologia alienígena ainda estava à espreita, esperando para ser descoberta.
FIM...
Fale com o autor