The Mega Walking Dead
3 Capítulo 1.3 - Meu velho amigo
Notas iniciais
Charlote estava totalmente cercada. Se ela resolvesse voltar, iria ter que enfrentar mais de 15 zumbis. Porém, ela tem uma opção para sobreviver: enfrentar a mãe transformada em zumbi e sair pelo outro lado do beco.
Klaus – Charlote!!!! A sua única chance de sobreviver é matando sua mãe e saindo pelo outro lado. Você precisa ser forte.
Charlote – Eu não posso fazer isso Klaus. Eu amo minha mãe, jamais seria capaz de machucá-la.
Nesse momento os zumbis iam se aproximando cada vez mais dela e a sua única reação era ficar imóvel. Caso as coisas continuem assim ela irá morrer sendo devorada pela própria mãe. Que morte mais terrível.
Derick – Tive uma ideia. Mona, Klaus me ajudem aqui. Peguem esses latões e comecem a fazer muito barulho para atrair os zumbis para a gente.
Mona – Se eles vierem para cá, vão nos atacar.
Eu – Mas nós damos conta.
A partir daí começamos a fazer um grande estrondo e a horda que estava vindo por trás de Charlote foi atraída para nós. Dessa forma, ficamos preparados para o combate e me lembrei do que disse a ela alguns minutos atrás.
“Na verdade, eu acho que você deve aceitar o fato de que está sozinha.”
A grande realidade era que eu tinha muito medo de ficar sozinho. Desde que as notícias sobre o vírus começaram, eu, o Liam e o Damião ficamos muito contentes por finalmente um possível apocalipse zumbi estar começando. Entretanto, eu tenho muito medo de perdê-los, sem eles eu não sei se suportaria toda essa loucura de zumbis e morte. Liam está aqui comigo mas o Damião está perdido em algum lugar e eu preciso achá-lo, o que eu fiz com a Charlote mais cedo foi apenas um reflexo do que estou sentindo e tenho tanto medo de demonstrar, o medo de perder meu amigo. E se ele estivesse transformado na minha frente será que eu seria capaz de matá-lo para sobreviver?
Voltando a situação real, ao atrairmos a horda matamos os zumbis com alguma dificuldade. Mona caiu por cima de um infectado e foi salva pelo Derick que ficou todo feliz por ter sido o herói dela. Ninguém foi mordido ou se machucou. Charlote aproveitou a brecha e fugiu do beco e eu me senti na obrigação de tirar o sofrimento da mãe dela. Esmaguei a cabeça do zumbi revivido e fomos para um local seguro.
Mais tarde…
Klaus – Esse galpão é mesmo seguro?
Derick – É o único local que tínhamos para ir.
Depois de fugirmos do beco encontramos um galpão abandonado e nos reunimos ali para decidirmos sobre nossas ações futuras.
Eu – E agora gente, o que vamos fazer a partir daqui?
Charlote – Eu vou procurar meu irmão, eu tenho certeza de que ele conseguiu fugir dos zumbis e está vivo em algum lugar.
Eu – Eu e o Liam também vamos procurar uma pessoa, o nosso amigo Damião.
Klaus – Eu moro em uma república aqui, meus pais moram em outro estado, vou ficar com a Charlote e ajudá-la a procurar o Travis.
Charlote – Obrigada, Klaus, você é um amor.
Derick – Eu e a Mona vamos procurar pelos nossos pais.
Mona – Eu e o Derick somos vizinhos, vamos até nossas casas e ver se eles estão lá.
Charlote – Vou até minha casa também, vai que o Travis está lá me esperando.
Derick – Moramos perto, podemos ir todos juntos.
Klaus – Fechado então.
Charlote – Por mim tudo bem. Noah, Liam vocês vem com a gente?
Eu – Nós podemos ir sim, mas temos que procurar o Damião também.
Klaus – Nós ajudamos vocês enquanto vocês nos ajudam. Se ficarmos unidos vai ser melhor para todo mundo.
A cidade estava acabada, haviam pessoas machucadas por todos os lados, saqueadores se aproveitando da situação, infectados atacando quem estivesse pela frente. De acordo com tudo o que estudei me preparando para o apocalipse, grandes centros urbanos nunca serão o melhor lugar para se ficar. Precisamos encontrar o Travis, o Damião e os pais da Mona e do Derick e ir para um local afastado de tudo, onde possamos recomeçar nossas vidas, ou seja, sobreviver.
Você deve estar se perguntando o motivo de eu não ter me preocupado em procurar meus pais. O fato é que eles se mudaram a alguns meses para a Inglaterra a trabalho e me deixaram na casa do Liam. Tentar ligar para eles agora será inútil, portanto, nem adianta me desesperar. Preciso manter a calma e o foco e me concentrar no objetivo de encontrar meu amigo.
Após alguns minutos de caminhada chegamos na casa da Mona, que estava vazia.
Mona — Meus pais não estão em casa. Eles devem ter fugido.
Derick – Vou ali do lado ver se meus pais estão lá.
A casa de Derick também se encontrava vazia. Havia andarilhos pelas ruas, portanto, precisávamos andar com muita cautela. Estou com muito medo de assim como a Mona e o Derick, não conseguir encontrar quem procuro.
Klaus – Então agora vamos na casa da Charlote ver se o irmão dela voltou para lá, correto?
Mona – Sim.
Charlote – É aqui perto gente, não vamos precisar andar muito.
Voltamos para a estrada e em seguida chegamos na casa da Charlote.
Charlote – Eu vou entrar e ver se meu irmão está la dentro.
Klaus – Charlote eu vou com você. Eu sei o quanto deve estar sendo difícil para você. Ver seus pais morrerem na sua frente e agora ter que entrar em casa sozinha. Eu to contigo para o que der e vier. Eu gosto muito de você.
Charlote – Obrigada Klaus, você é uma pessoa maravilhosa. Também gosto muito de você. Vamos entrando então.
Enquanto isso do lado de fora da casa
Mona – Derick muito obrigada por ter me salvo lá atrás. Eu cai em cima de um zumbi, pensei que ia morrer.
Derick – Que isso Mona, eu faria de novo se fosse preciso. Você é muito especial pra mim, saiba disso.
Mona – Assim eu fico envergonhada Derick.
Derick – Não precisa ficar.
Charlote e Klaus saem de casa e revelam que Travis não está lá. Pegamos alguns suprimentos como água, comida, roupas e remédios e novamente partimos para a estrada.
Klaus – Vai ficar tudo bem Charlote, vamos achar o Travis.
Charlote – É tudo o que eu mais quero agora Klaus.
Após uma longa caminhada, saímos da cidade e montamos acampamento em uma área afastada nos arredores de Atlanta. Esquecemos de trazer lanternas o que fez com que ficássemos no escuro, mas como sou preparado montei uma armadilha para que zumbis não se aproximassem. Tentamos ao máximo dormir, mas ninguém tinha sono.
Passadas algumas horas ouvimos barulhos e luzes vindo em nossa direção, nos preparamos para que fossem guardas florestais ou alguém que nos resgatasse e levasse para um local seguro, até porque sonhar não custa nada. Todavia, algo melhor aconteceu. Ao chegarem perto, vimos que o grupo na verdade se tratava de uns conhecidos meus e entre eles estava Damião.
Eu – Damião, é você?
Damião – Noah, Liam, vocês estão vivos e bem.
Eu – Damião, que bom que você está bem. Eu cheguei a pensar que não te encontraria mais.
Damião – Que isso Noah, sou duro na queda. Nos preparamos a vida inteira para isso. Não é mesmo? Aliás, esses aqui comigo são a Katiúcia, a Ketlen e o Beardo.
Eu – Prazer galera. E esses aqui comigo são a Charlote, o Klaus, a Mona e o Derick. Que bom que está todo mundo bem.
Acendemos a fogueira, pegamos marshmallows e começamos a assar. Todos se sentaram em volta do calor das chamas e começamos a contar histórias como se todos se conhecessem a tempos e esquecemos que o mundo estava se acabando atrás de nós. Hoje a noite, viveremos apenas ao som do luar e de boas garrafas de cerveja. O trio estava reunido, eu, o Damião e o Liam estávamos juntos. Nada mais importava.
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