The Masochism Tango
1 Unique
Notas iniciais
Era Halloween, e o Playground estava a todo vapor após o anuncio matinal de Coulson que haveria uma pequena festa, pois mesmo com os tempos difíceis eles não poderiam perder o ânimo. Exatamente as 20h00 todos os agentes se reuniram na garagem, que havia sido decorada com tecidos escuros e abóboras iluminadas, onde Skye havia montado um poderoso sistema de som que fez com que todos exclamassem empolgados.
— Boa noite a todos, meu nome é Skye e eu serei a DJ de vocês essa noite – a hacker disse em um microfone, e os agentes riram antes que a mesma colocasse uma música de batida forte e em segundos a pista foi ocupada por corpos dançantes.
— Me concede a honra ex-mulher – Hunter perguntou a Bobbi que revirou os olhos antes de ir dançar com o ex-marido. O casal havia caído em uma pegadinha de Skye e Jemma, que haviam comprado fantasias combinando para os dois, e agora eram Princesa Leia e Han Solo. Fitz estava sendo convencido por Jemma a dançar, e sorria ao tentar. O engenheiro estava fantasiado de Jack, e Simmons, de Sally, e pela primeira vez em um longo tempo pareciam felizes. Tripplet dava em cima de uma bonita agente de campo e usava uma farda militar, que o deixava mais sexy do que o normal. Já o diretor estava sentado no bar, bebericando de sua cerveja, trajando a mais previsível das fantasias : seu habitual terno.
— Sério Phil? – May perguntou ao se aproximar. A chinesa havia sido convencida por Skye a usar um apertadíssimo e longo vestido preto decotado,e tinha os olhos maquiados e a boca pintada de vermelho.
— Morticia Addams? – Phil rebateu, sorrindo instantaneamente ao vê-la.
— Era essa ou a que ela tá usando – respondeu apontando para a hacker que dançava próxima a mesa de som. A fantasia que a garota usava era milhões de vezes mais perturbadora. Consistia em uma versão sexy do macacão de couro da Mulher Gato.
— Acho que prefiro essa – o diretor disse arqueando a sobrancelha – E eu posso dizer que estamos combinando.
— Só porque você está de terno não quer dizer que você seja o Gomez adequado – provocou e ele levantou-se do bar, alcançando-a em um instante.
— Talvez haja uma maneira de saber se eu sou o Gomez adequado – sugeria arqueando as sobrancelhas.
— Phil – May disse em tom de advertência – Não faz isso.
— Não tente me impedir – respondeu sorrindo e correu até a mesa de som. May o observou de longe, revirando os olhos para a criancice se Phil, e quando a música foi interrompida, soube que não havia volta.
— Senhoras e senhores, um momento de atenção. Nosso querido diretor diz que foi ofendido por uma certa Morticia Addams, e que gostaria de tirar essa história a limpo, provando que é o Gomez adequado – Skye disse seriamente, porém havia um profundo tom de brincadeira em sua voz – Portanto, para que isso seja resolvido, peço a todos que abram espaço para esse duelo – pediu polidamente e Coulson caminhou até o meio da pista de dança, sorrindo como um criança.
— Sem coragem? – provocou referindo-se a Melinda, que revirou os olhos, porém caminhou até o diretor, que retirava o paletó.
— Quando terminarmos isso, vamos resolver do meu jeito – a chinesa disse ameaçadoramente, e nesse momento, a canção iniciou-se. Um tango. É claro que ele escolheria um tango.
— Ainda se lembra? – o diretor perguntou girando-a antes de puxá-la para perto de seu corpo.
— Não poderia esquecer – respondeu e iniciaram uma sequência de passos lentos e sensuais. Quando Phil deslizou uma mão pelo lado esquerdo do corpo de Melinda, antes de incliná-la lentamente para trás, e encaixou-a na curva do joelho da mesmo, puxando sua perna para cima e colando os corpos, uma onda de exclamações maliciosas passou pelos espectadores, e a chinesa xingava-se mentalmente por permitir tais movimentos. Era impossível negar a tensão entre os dois, pois a dança era extremamente lenta e sensual demais para que não houvesse excitação. Foram longos três minutos de toques e quando a música suspirou seu último acorde, todos os agentes que assistiam deram início a uma longa salva de palmas e uivos animados, que fizeram com que Coulson corasse, antes de ser arrastado para fora da pista, por uma Melinda não tão feliz. Ela o puxou até estar bem longe da garagem, próxima à sala do diretor.
— Nunca mais faça isso comigo – disse irritada e antes que o homem pudesse responder, puxou-o pelo colarinho para um beijo furioso, que foi correspondido a altura. Os dentes se chocaram, lábios foram feridos, línguas travaram batalhas por espaço, até que por fim, os pulmões imploraram por ar e ambos se separaram – Comporte-se – ordenou e afastou-se, e fez seu caminho de volta para a garagem, onde a música barulhenta havia voltado a tocar, deixando um Phil Coulson atordoado, espantado e excitado encostado em uma parede de um corredor vazio.
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