The Mask - Mayhem
2 2ª edição - Momentos de vingança
Notas iniciais
2ª edição – Momentos de vingança
Kathy acorda depois de ter dormido confortavelmente, tendo os seus sonhos que a fazia acordar de bom humor. A primeira coisa que ela repara quando acorda era que o Stanley tinha saído da cama.
-Hum, o Stanley? – Ela murmura olhando para o seu lado.
Ela olha para a porta aberta do seu quarto e repara que a luz da casa de banho estava ligada e a porta estava fechada.
-Ele acordou primeiro que eu – Ela sorri – Bem, um beijo logo de manhã faz bem para uma pessoa ficar bem disposta o dia todo.
Kathy levanta-se calçando os seus chinelos de ceda e vestindo o seu robe branco.
-Preparado ou não eu vou abrir a porta!
Ela abre a porta com cuidado. Repara que alguém estava lá, mas não era o Stanley! Mas sim uma espécie de criatura com uma forma humana e uma cara sinistra com um verde claro a olhar-se ao espelho, havia sangue no fato que usava.
-AHH!!! – Ela afasta-se imediatamente fechando a porta.
“O que era aquilo?!” Segundos depois, a porta abre-se e Kathy apanha um grande susto. Mas, era nem mais nem menos do que o Stanley. Ele ainda estava de pijama.
-Stanley? Está um monstro lá dentro! – Ela exclama estérica.
-Um monstro? Pensei que já não estavas chateada comigo – Ele diz com um sentido de humor enquanto ia para a sala.
-Não! A sério! Eu vi mesmo um monstro!
-Ainda devias de estar a sonhar – Ele ri-se – Descansa. Não achas que se houvesse um monstro, eu já não tinha reparado? Afinal de contas, eu estive na casa de banho onde tu própria viste o, “tal monstro”.
-Sim, tens razão..bem, vou já preparar o pequeno almoço. O que queres comer?
-Qualquer coisa, querida.
Stanley senta-se num sofá pequeno e vermelho enquanto acende a televisão.
Alguns dias depois…
Ainda na mesmo sofá a ver as noticias, Stanley sublinhava nomes que estavam escritos num pequeno papel. Ele começara a vestir muito estranhamente! Usava uma roupa com umas cores de tropa e um boné, ele parara de usar óculos que era um pouco estranho. Até a Kathy achava estranho.
Ela estava na cozinha.
-Stan! Queres ir comer fora? – Ele não responde – Staaaan! Queres ir ou não? – Ainda nada. Ele estava seriamente concentrado na televisão que se encontrava à frente da sua cara – Staaaaan!!
-Cala-te! Não vês que estou a ver a merda das notícias? Sinceramente…
Ela vem a correr da cozinha ainda com uma revista de colinária na sua mão. A sua ideia era ir jantar fora porque ela pensava em comer algo de original naquele dia e não fazer um comer normal que, aparentemente, não encontrara nenhum de especial naquela revista.
-O que é que disseste? Repete bem o que tu disseste!!
-Tu ouviste-me… — Ele diz com um ar de arrogante.
-Ouvi sim! Tu começaste-te a vestir como um idiota e andas sempre a pesquisar sobre armas em revistas! Tens uma lista estranha de nomes e eu até acho que te interessas mais com armas do que com mulheres!
-Como eu me visto e o que eu faço é da minha conta! – A discussão estava a tornar-se cada vez mais séria! A cara de ambos representava uma enorme fúria entre os dois!
-Não enquanto estás no meu apartamento!
-Ai é?! Queres que eu te mostre uma coisa?!
Stanley levanta bem a sua mão, preparado para dar uma grande chapada na cara de Kathy, esta se encolheu devido ao susto, mas Stanley não foi capaz. Houve um breve silênco e Stanley olha para a sua mão pensado “O que raio é que eu estou a fazer?”.
-Vou saír de casa – Ele diz para acabar com a conversa, buscando a máscara que estava em cima de um movél.
-Com a minha máscara??
-Hei, eu comprei-a – Stanley manteve o tom baixo, estava mesmo desnorteado. Não sabia o que pensar depois da acção que ele ia tomando. Ele nunca seria capaz de magoar a Kathy, não iria fazê-lo agora.
Oficina de Kevin e Joe. Estes dois reparadores de carros eram uns completos idiotas! Gosavam com os seus clientes e não arranjavam nada em condições! Kevin era um tipo magro e alto com uns dentes grandes. O Joe era totalmente o contrário. Era praticamente careca, era gordo, tinha uma cara de porco…estes tipos eram um duo de idiotas! A sua nova victima de goso era nem mais nem menos do que…Stanley Ipkiss.
Kevin estava debaixo de um carro com uma caixa de ferramentos no seu lado.
-Hei Kevin, o que fazes?
-Estou aqui a ver a avaria deste tipo…caralho! Já fiz merda!
-O que fizeste desta vez?
Kevin sai debaixo do carro e levanta-se com a sua bata com manchas pretas.
-Parece que já estraguei a merda dos travões…
-A sério? Eu pensei que estavas a tentar arranjá-o.
-Vê o lado positivo Joe…mais dinheiro na massa! Dizemos que aquele idiota estragou o carago dos travões!
-Ahah! Que boa ideia!
Algo metálico cai no chão.
-Quem está aí?
Era o próprio Stanley Ipkiss, mas não na sua forma normal…ele estava com na posse da máscara que dera à sua namorada! A sua roupa ficara roxa/cor de rosa e tinha um grande brilho no seu sorriso; os seus olhos estavam com um ar de vingativos e estavam com uma cor vermelha. Ele aproxima-se do Kevin e do Joe, estes sentiam uns fortes arrepios…era algo sombrio, algo que eles nunca tinham visto!
-Quem és tu?! – Era impossivel reconhecer o Stanley daquela maneira.
Ele pega na caixa de ferramentas e exclama com a sua voz esquesita de desenho animado/assassino:
-Vocês precisam de saber que eu não vou pagar mais merda nenhuma!
“HA HA HA HA!” Tudo que se ouvia nas ruas perto desse local era risos do mais esquesito possivel e gritos de horror. Houvia-se som de carne a rasgar e material metálico a infiltrar-se nos corpos.
A policia rodeava o local do assassinato. O policia que se diferenciava mais dos outros era um homem que tinha um estado físico superior aos outros, os seus olhos mostravam aquele ar de “suspeitas”.
Um outro policia vem ter com ele.
-Tenente Kellaway, vieste aqui arranjar o seu carro? Hehe – Ele diz com um ar cómico, mas aparentava não ser muito engraçado.
-Quem é que escreve o teu material? – O Tentente pergunta, criando uma piada mais engraçada do que a do próprio policia.
-Pois…é o que eu faço para sobreviver, o que queres que eu te diga?
-Já ouvi essa muitas vezes. O teu talento não serve nada para o teu trabalho?
-Vou tendo casos…perco-os todos em três dias… — O policia baixa a cabeça enquanto Kellaway se ria.
-Isso vai ao sitio meu amigo, ahah.
À volta da oficina de reparações, estavam vários carros policias e vizinhos das casas ao lado, com as mãos nos bolsos a olhar para o trabalho dos policias que resolviam a investigação.
-O que aconteceu? – Kellaway pergunta.
-Bem, houverma testemunhas que nos chamaram aqui…disseram que um homem com uma grande cabeça veio cá e fez o impossivel…e olha que não foi muito bonito…
-Bem, abram lá esta oficina…quero ver o aspecto das coisas…
Kellaway pediu o pior…quando a entrada da oficina se abriu e a luz bateu naquela garagem, a multidão afastou-se. Mais de metade das pessoas que circulavam aquele local retiraram-se.
-O que fez isto?! – Kellaway exclama – Isto é i-impossivel…
Naquela garagem, estava o Joe pendurado em arame farpado com ferramentas espetadas na sua cabeça e nos seus dois olhos…o Kevin tinha um travão enfiado dentro da sua cabeça, fazendo com que o seu crânio tenha uma forma irregular.
Kellaway metia a sua mão na cabeça, tentando pensar o que teria feito tal coisa! Era desumano! Ele já enfrentara casos muito sérios mas nada se comparava com isto…este caso, era demais…
-Kellaway, houve um ataque na escola primária…parece que uma professora foi ferida…
-Mas que raio se anda a passar nesta cidade? – Kellaway suspira – Bem, vamos lá ver o que aconteceu.
Apartir deste momento, as pessoas começaram a espalhar rumores sobre um novo assassino chamado, Bighead.
Stanley chega a casa depois de um dia “heróico”. A sua intenção era ser uma espécie de herói para a comunidade, mas mesmo que aquelas pessoas se meteram com ele de uma forma errada, não era justificação para fazer o que fez. A máscara parecia estar a controlá-lo últimamente! Parecia que a vingança tomara posse da sua alma. Mas ele não sentia nada disso, muito pelo contrário, Stanley sentia-se à vontade e com grande entusiasmo de se vingar daquelas pessoas todas.
Ele deita-se na cama, com a máscara ainda na sua mão. Estava mesmo cansado, dois ataques num dia…pelo menos tinha a lista praticamente completa.
-Agora vou dormir antes que a Kathy chegue a casa…amanhã a primeira coisa que vou fazer é ser um herói novamente… — E adormece.
Kathy chega a casauma hora depois, estava cansada do trabalho. A primeira coisa que ela faz e tirar os seus sapatos de saltos altos, arrumar a sua mala e ir ao seu quarto. Ela vê o Stanley a dormir, com a máscara na mão…
-Mas que…? A minha máscara… — Ela pega nela e diz furiosa – Isto é tudo culpa tua!
Duas horas depois…
Stanley senta-se na mesa e cheira o maravilhoso comer que a Kathy estava a preparar.
-Olá, querida – Ele estava com um ar de bem disposto.
-Eu estou a fazer frango assado, gostas?
-Se gosto! Olha, querida, onde está a máscara?
-Stanley…preciso de falar contigo – O seu tom fica mais sério e preocupado – Tu não tens sido tu próprio desde que me compraste aquela máscara…
-Kathy…onde – está – a – máscara??
-Com aqueles nomes todos naquela lista, já nem te preocupas comigo ou com outra coisa. Sempre a ver as noticias e…
-ONDE ESTÁ A MÁSCARA?!
-Eu…deitei-a fora…
-O QUÊ?! COMO ME PUDESTE FAZER UMA COISA DESSAS?! EU PRECISO DE A ENCONTRAR!
-Stanley! Olha só para ti! Olha como tu estás a reagir! Isto não és tu! Tu deste-me essa máscara como presente e eu já não a quero mais…achei melhor deitá-la fora e ficar com o meu amor…
“A Kathy tem razão…eu não tenho sido eu mesmo nestas últimas semanas. Só porque a professora Gonzo me tratava mal quando era puto, não era necessidade de eu dar cabo dela...Eu não quero que aquela máscara me controle. Para além demais, eu já tenho toda a gente na minha lista”
-Kathy, tens razão. Eu fui um idiota e achei bem a decisão que fizeste.
Ambos se abraçam. Stanley estava com esperanças de mudar depois de todo o mal que ele fez, mas a sensação de ter todo aquele poder era muito boa, era algo irreal, algo que ele nunca tinha sentido.
Depois do jantar, Stanley senta-se na sua cadeira vermelha para ver um pouco de televisão, era uma boa maneira de aliviar o stress. Mesmo assim começavasse a sentir culpado por o que ele fez, até que apareceu uma notícia que ele era muito familiar…
-Ahahah! Como é que acham que ele enfiou aquele travão naquele idiota?! Ahah – Ele ria-se e ria-se. Que para a Kathy não metia piada nenhuma, pelo contrário, metia-lhe nojo! – Ei! Esquecime daquele idiota que me deve trinta dolares!
-isto é demais! Seu porco doentio, sai da minha casa! – Kathy grita como nunca tinha gritado! Foi uma decisão definitiva! Nem pensou duas vezes!
-Está bem, se é assim que queres, deixa-me dizer só mais uma coisa!...posso ter a minha máscara de volta? – Ele diz com um sorriso.
*PUM!* ele cai em frente á porta do apartamento da Kathy.
-E nunca mais te quero ver!
A porta fecha-se com força e o Stanley fica lá fora. Ela faria tudo por tudo para ter a máscara de volta!
Fale com o autor