The Mark Of The Vampire

53 Capítulo 53 - Ilusão.


Notas iniciais
Esse saiu rapidinho.
Obrigado pelos reviews.
Bjksss.

PVB

Tomamos café da manhã e arrumamos nossas barracas e mochilas, Edward carregava a minha e a dele sem qualquer dificuldade, depois seguimos nosso caminho, estávamos descansados e agora só pararíamos quando chegássemos ao nosso destino, a dita cidadezinha que sofreu o ataque.

–não acho seguro, mas nos poupará tempo se nos dividir, alguns de nós vão até a cidadezinha onde vão explodir tudo enquanto os outros vão a cidade onde estão analisando as imagens e as trocam por outras, ou talvez simplesmente desapareçam com elas. — a idéia de Jasper não era ruim, mas não acho uma boa idéia nos separar. Retirei meu escudo mental e deixei minha mente aberta para Edward, "o que acha disso? Eu fico insegura, acho que não devemos nos dividir".

–acredito que não seja boa idéia, não vejo o futuro e quando vejo são imagens desconexas, como se uma simples decisão mudasse totalmente nossas vidas, devemos ficar juntos, todos nós. — tenho certeza que Jasper não discutiria com Alice, nem eu.

–você viu isso ou é só uma intuição? — questionou Jasper.

–lembra quando bella chegou a Forks? — perguntei-me inutilmente, e quem esqueceria? Edward deu um riso. Alice continuou. — então, na época eu disse que não deveríamos ir caçar em Seattle porque estava com um pressentimento ruim.

–e nós ignoramos e deu no que deu. — concluiu Jasper. — o que tem isso agora.

–tem que eu sinto a mesma coisa se nos separarmos, concluindo, ninguém se afasta. — disse convicta e ninguém mais discutiu, confiavam tanto assim nas visões a na intuição dela? Edward acenou positivamente, então ok.

–tem previsão quando chegaremos nessa tal cidade? — perguntei.

–se continuarmos nesse ritmo chegaremos por volta da uma da manhã. — ela respondeu, mas ainda tínhamos que ter cuidado afinal meus netinhos precisavam de algum descanso.

–não, eles realmente não precisam de descanso, eles são mais fortes do que aparentam. — disse Edward e eu olhei para trás, Isa dormia nas costas de Jacob e Iran dormia de babar nas costas de Seth, arquei uma sobrancelha para Edward que deu de ombros. — mas eles são muito imprevisíveis. — e bota imprevisíveis nisso.

–você tem idéia do que vamos fazer depois que ajeitarmos as coisas nessa cidadezinha e destruir as provas sobre os originais? — perguntou-me Charlie ficando ao meu lado esquerdo, não alterei minha velocidade.

–sinceramente, não tenho a mínima idéia. — falei e ele deu um riso baixo. — só sei meu objetivo, mas não sei como alcançá-lo. — eu não precisava explicar quais eram meus objetivos, já que eram os mesmos que os demais que estavam comigo, destruir os volturi e ter sossego. Não disse, mas os meus iam muito além, Edward me olhou curioso e fingi que não pensei nisso.

–acredito que depois disso é só ficar ao alcance deles, nem vamos precisar procurá-los, eles virão por você. — eu sabia que Charlie estava certo, eles viriam por mim porque sempre correm atrás de poder. Malditos sejam essa...bom, não posso falar muito já que também sou uma volturi, e legítima. Edward riu.

–sei que virão, mas não gosto disso, eu queria pegar e não ser pega. — disse olhando para frente, cuidando o caminho pelo qual seguíamos por pura mania e não que fosse necessário, ignoramos as cidades e preferimos correr pela floresta pois tínhamos mais liberdade, a escuridão da mata fechada deixava a floresta escura cheia de sombras, alguns raios de sol penetrava por entre as árvores dando um contraste perfeito entre escuridão e luz, era sem duvida uma bela imagem. Enquanto os demais conversavam eu me concentrei nas folhas e me distrai imaginando como seria nossa vida depois que tudo isso acabasse, foi quando o inesperado aconteceu, eu a vi, simplesmente bela e perfeita sentadinha no chão a alguns metros a nossa frente. Eu jamais esqueceria aquele rosto, aquelas feições, aquele sorriso. Era ela. Eu tinha certeza disso.

–BELLA. — Edward gritou ao meu lado e me segurou impedindo-me de correr até ela.

–não está vendo? Me solte. — pedi urgentemente sem tirar os olhos dela que olhava assustada para Edward.

–olhe pra mim, não é ela. — como ele podia afirmar isso? Se eu estava vendo?

–bells, por favor, o que está acontecendo? — como Charlie pode me perguntar isso? Com muito custo desviei meus olhos marejados dela e olhei Charlie.

–não está vendo? — perguntei emocionada apontando meu dedo para ela. O semblante de Charlie carregou e trincou os dentes. Mas o que...?

–não sei o que você está vendo, mas não é real, não há nada lá. — disse-me firmemente e eu fiquei chocada.

–é nossa filha Charlie como pode não vê-la. — acusei magoada e me soltei bruscamente de Edward e me virei pra correr até ela, freei bruscamente, não havia nada lá, absolutamente nada. Senti ser abraça por alguém, era Charlie. O que foi que aconteceu? Eu me sentia recuperada por minha perda, acreditei que tinha superado isso e agora eu a vejo, mas ela não estava lá. Me senti fraca e impotente e ele me ergueu nos braços.

–não era real, não era real. — havia dor em sua voz, ele também sofria, ou por ela ou por mim. Escondi meu rosto na curvatura do seu pescoço enquanto ele me abraçava mais forte, eu não estou louca, sei o que vi.

–eu também vi. — ergui a cabeça rapidamente para Edward. — mas só vi porque você estava sem seu escudo mental, na sua mente você a via, mas quando eu olhava diretamente pro lugar onde ela deveria estar não havia absolutamente nada. — explicou pesaroso, imagino o quanto minha expressão estava triste.

–então...o que foi que eu vi? — perguntei com a voz embargada, o que raios foi aquilo?

–esperem um pouco. — pediu Jasper observando ao nosso redor em busca de algum perigo. — você disse que viu sua filha, mas foi a única que viu. — concordei levemente com a cabeça. — ilusão, você estava sem seu escudo mental e se aproveitaram disso.

–mas quem teria tanta maldade em usar justamente a imagem dela contra mim, pra me ver insana e desacreditada, se não fosse por Edward que viu tudo o que teria acontecido? Vocês não iriam acreditar em mim. — falei chorando, eu passaria por mentirosa ou por louca, fico com a segunda opção.

–não sei, mas com certeza é alguém que sabe sobre sua história, sobre sua filha com Charlie e sabia como ela era. — disse Edward, o olhei confusa. — lembre-se, lhe dei presente um retrato dela, todos nós sabemos como ela era.

–Carlisle também. — falou Charlie me olhando pesaroso, afundei o rosto outra vez em seu pescoço. — ele deve ter contado isso ou até mesmo mostrado uma cópia do retrato, já que quando foi embora você não o levou com você, o mantive muito bem guardado, pelo visto não tão bem guardado assim. — era inacreditável o quanto eu fiquei abalada com isso, era golpe baixo usar de minha fraqueza que eu achei que nem tinha mais, até olhar pra ela sorrindo pra mim.

–deve ser alguém com um novo dom, o dom da ilusão talvez. — sugeriu Nessie parando ao meu lado, agora ela entende meu sofrimento, ela tem seus filhos e os ama profundamente.

–pode ser. — falei.

–ou o mesmo alguém que lhe acertou uma paulada em cheio. — ergui a cabeça outra vez e olhei para Emmet. — pode até ficar brava comigo, mas não posso esquecer sua cara ao ser pega desprevenida. — não era por isso que eu olhava pra ele, era que por milagre esse jumento estava certo, ou pelo menos havia lógica em suas palavras.

–talvez você esteja certo. — falei e ele me olhou surpreso, Edward revirou os olhos e eu recoloquei meu escudo, realmente não da pra ficar sem ele. Emmet nem sabia o porquê de estar certo. — será que meu irmão ou irmã já me odeia a tal ponto de fazer isso comigo?

–você faria algo assim se tivesse a chance? — não precisei responder a Jasper, ele sabia assim como os outros que eu faria até pior, se tivesse a chance, e eu teria. Afundei outra vez minha cabeça em Charlie e recomeçamos nossa jornada, fiz como meus netinhos e dormi ali mesmo.

(...)

Acordei sentindo um cheiro delicioso de comida e me remexi percebendo que estava no colo de alguém, não precisei abrir os olhos pra saber que permanecia nos braços de Charlie, espero que Edward não fique chateado por isso, não estamos fazendo nada de errado. Eu acho. Ultimamente a única certeza que tenho é que amo Edward, no mais não sei de mais nada, ainda mais depois do que ocorreu.

–o almoço está quase pronto. — ele disse e com muito custo abri os olhos, me sentia faminta e sonolenta.

–imaginei que acordaria com fome e fiz como Charlie, trouxe frutas. — disse Edward que estava sentado ao lado de Charlie, em seu tom de voz não notei qualquer sinal de que estava bravo.

–imaginou certo. — falei e só então abri os olhos, me levantei preguiçosamente do colo de Charlie e me espreguicei gostoso, havia esquecido o quão era confortável o colo de Charlie. — obrigado pelo colo e obrigada pelas frutas. — falei tentando parecer animada, acho que não enganei ninguém. Sentei-me no chão e Edward colocou as frutas diante de mim. — as crianças já comeram?

–sim, pode comer tranquilamente que eles não vão vir roubar suas frutas. — falou Edward rindo, mas ele estava preocupado.

–dormi muito. — comentei enquanto comia, observei quase o mesmo cenário que era na noite anterior enquanto Nessie preparava a janta.

–não foi à única, as pestes dormiram mais que você e só acordaram por causa da fome. — dei um riso para Edward, ainda achava estranho a forma como se referem aos meus netinhos, como se fossem pestes, o que de fato estou começando entender o porque do apelido. Foi quando Alice veio até mim e eu soube que não era coisa boa.

–algo está mudando, mas mudando tão rápido que não consigo acompanhar. — a olhei confusa. — vai acontecer alguma coisa, mas será tão grande que meu dom se torna inútil e não consigo ver claramente, só sei que vai acontecer.

–Alice, seja mais clara. — Edward pediu e a abraçou. Alice parecia muito frágil nesse momento, ela se concentrou e Edward acompanhou as suas visões, depois de alguns segundos o semblante de Edward era preocupado.

–algo muito grave? — perguntei impaciente quando eles ficaram quietos.

–ela vê escuridão, fogo e muitos mortos. — disse Edward.

–um cenário de guerra. — afirmei.

–pior. — o que seria pior do que uma guerra? Talvez Alice não estivesse certa. — vejo como se fosse um apocalipse, são mortos demais, destruição demais pra um simples cenário de guerra. — respirei fundo cansada de tantos enigmas, tantos porquês não respondidos.

–eu estou lá? — perguntei repentinamente, todos os outros estavam ligados na nossa conversa. Alice ficou ainda mais tensa.

–não, nenhum de nós está. — será que os volturi iriam nos vencer? Será que a visão de Alice mostra o fim de tudo isso e a nossa derrota? Perder? Ainda mais para os volturi?

–mas nem que o diabo venha até mim e peça pra recuar, morro, mas não vou recuar diante de nenhum volturi. — falei raivosa e larguei as frutas no chão, até minha fome havia passado.

–não foi só isso que Alice viu. — eu que andava de um lado para o outro parei e olhei Edward, ainda tinha mais? — as visões são muito distorcidas e algumas não fazem sentido, mas em uma dessa visões você aparece... — ele hesitou e eu permaneci séria olhando para ele, mas por dentro meu coração doía, porque eu sabia que era grave.

–eu apareço o que? — exigi uma resposta, quem respondeu foi Alice e tão hesitante quanto Edward.

–você aparece matando Marcus. — tranquei a respiração e achei que fosse cair, mas Edward correu até mim e me segurou.

–por quê? — minha voz não passou de um sussurro forçado. Eu estava em choque, o que iria acontecer pra chegar ao ponto de eu matar meu próprio pai? Será que sou ainda mais monstro do que imaginei que fosse?

–como eu disse algo muito grande está pra acontecer, mas enquanto você o mata posso ler seus lábios dizendo: Sinto muito. — fechei os olhos e respirei fundo, não posso matar meu pai.

–seja o que for que ocasionou isso, não vou matá-lo. — falei convicta abrindo os olhos e encarando Alice, Jasper já estava ao seu lado como que a protegendo de mim.

–você vai, eu vi, e dentre tantas visões confusas essa é muito clara, daquelas que não importam o rumo das coisas, ela vai acontecer e você não pode impedir isso, nem você, nem ninguém. — não sei quem mais eu odiava nesse momento, se era ela por me dizer isso, ou eu por ouvi-la.

–isso não vai acontecer. — falei lentamente e criando forças pra mudar meu próprio destino, o de se ser assassina do meu próprio pai. Ela ficou quieta só me encarando. — você confia de mais no seu dom, mas ele é imperfeito.

–sei disso, mas foi o que eu vi.

–o que há ao nosso redor no momento em que supostamente eu o mato? — perguntei, eu queria uma brecha pra que quando chegasse o momento eu saber como agir.

–um quarto... — disse hesitante, rosnei pra ela que deu um passo para trás.

–Edward, acalme Isabella agora mesmo. — interferiu Jasper raivoso.

–o que mais Edward? O que tinha nesse quarto pra Alice ficar assim? — exigi dele.

–era um quarto de bebê. — paralisei no lugar, o que eu e Marcus estaríamos fazendo num quarto de bebê? — é só isso que ela viu, você matando Marcus num quarto de bebê, não sabemos qual bebê pertence ou em qual cidade isso acontece, muito menos o que vocês dois sozinhos estão fazendo lá.

–quando ela teve essa visão? — perguntou Charlie preocupado, não era pra menos, Marcus é seu melhor amigo e o conhece a muitíssimos anos.

–foi quando subi para meu quarto me arrumar para ser a isca, e hoje enquanto bella dormia a visão se firmou. — olhei para Charlie.

–não vou fazer isso com ele. — falei baixinho e Charlie me surpreendeu ao me olhar seriamente e dizer.

–sabe que vai. — como ele poderia afirmar com tanta certeza que eu faria isso? — porque você fará qualquer coisa pra vencer essa guerra. — mas em meus pensamentos veio somente uma coisa: eu já havia matado minha filha pra vencer uma antiga guerra, o que me custa matar Marcus? Me custaria muita coisa, não cometeria o erro de perder alguém querido em outra guerra e por mim.

–não vou mata-lo. — afirmei.

–não importa quantas decisões você tome, a minha visão nunca muda. -Alice não estava ajudando muito. — o lado bom é que eu nunca a vejo, isso está mudando.

–bom só se for pra você. — falei arrogantemente. Senti o chão tremer com o rosnado poderoso de Ares, eu não o tinha visto desde quando acordei, algo muito grande vinha em nossa direção. Preparei-me para um ataque, mas dessa vez não foi um pedaço de maneira que jogaram em minha direção, mas o próprio Ares, ele havia sido arremessado com tanta violência que chegou abrir uma clareira com seu corpo, as árvores caíram e com seu corpo foi aberto um enorme buraco no chão. Senti-me ferver e corri até ele gritando em pânico com medo de perdê-lo.

–baby. — perguntei apavorada mexendo nele e vendo que estava machucado e respirava com muita dificuldade. Sua cabeça sangrava muito, eu já via sinais do corte se fechando. — pelo diabo, quem fez isso. — murmurei fazendo carinho nele. Os outros chegaram olhando perplexos o estado em que ele se encontrava.

–oh meus deus ele morrer. — disse Isa chorando.

–não morreu, mas nesse estado logo morre. — Nessie deu um tapa em Iran por dizer tamanha besteira.

–pra matar Ares não é tão fácil quanto parece. — falei sem tirar meus olhos dele. — você chegou a ver quem fez isso? — ele piscou duas vezes os olhos, ele tinha visto. — ele viu.

–foi um animal? — perguntou Jasper e se aproximou, começou pela perna que estava quebrada, ele a colocou no lugar, depois o pescoço que se encontrava numa posição estranha.

–ele não morre quando quebram seu pescoço? — perguntou Isa assustada.

–não, e pra quebrar o pescoço dele tem que ser algo bem forte. — falei preocupada, meu coração doía por vê-lo tão machucado. Em resposta a Jasper ele piscou uma vez. — não foi um animal que o atacou.

–vampiro? — Jasper perguntou enquanto acomodava Ares da melhor maneira possível, já que ele se encontrava todo torto sobre o chão. Em resposta Ares não piscou.

–ele não sabe, tinha aparência humana? — perguntei mais especificamente, ele revirou os olhos.

–o que isso quer dizer? — perguntou Jasper observando o corpo de Ares em busca de mais machucados.

–quer dizer que tinha aparência humana e que era muito bonita, ou bonito. — quando falei isso Ares arregalou os olhos. — é ele, meu irmão covarde é homem. — falei levemente satisfeita.

–vocês tem códigos entre vocês? — perguntou Rose incrédula também olhando penalizada para Ares.

–claro, como acham que nos entendemos com tanta facilidade? — foi minha vez de falar incrédula.

–sempre me perguntei isso e nunca tinha encontrado respostas. — ela disse. — nunca tinha percebido isso.

–isso acontece muito rápido. — não precisei acrescentar que era rápido de mais pra eles.

–ele se recupera bem rápido. — analisou Jasper, e bota rápido nisso.

–você nem viu nada. — falei misteriosamente e permaneci quieta enquanto meu baby se recuperava, a vantagem disso? Sei que meu irmãozinho querido não passa de um covarde. Mas também é forte e rápido. E esteve tão perto. Charlie colocou as mãos em ombros e os apertou um pouco.

–nunca, jamais subestime um inimigo. — ele tinha razão, lhe sorri agradecida. Mas então por que ele não aparece e me enfrenta de uma vez?

–a partir de agora ninguém se afasta, ele fez isso com Ares, imagina o que não fará a um de vocês. — avisei pra que fiquem espertos e tomem cuidado.

–fez isso com Ares e lhe acertou uma paulada, mas não sou fã dele. — acrescentou Emmet rapidamente, pelo visto ele nunca esquecerá disso.

–Malvino não pegou o cheiro de ninguém? — perguntei, ele é o rastreador dos ex Cullen's, dizem que é muito bom no que faz, nem tenho como cobrar muito, já que nem sabemos direito com o que estamos lidando.

–infelizmente não sentiu nada. — respondeu Edward. — mas ele também não sente você. — Edward está comparando minhas habilidades com meu irmão? Dei um leve sorriso ao pensar nisso, afinal se for tão habilidoso quanto eu não preciso ter receio de nada, eu sou ótima trapaceira.

Se ele tem a coragem de usar a imagem da minha filha pra me atingir, eu também posso usar pra assustá-lo, um pouquinho. A arte de criar ilusões não é unicamente dele.

(...)

PVDESCONHECIDO/ OU NEM TÃO DESCONHECIDO ASSIM.

Não entendo, juro que não entendo, eu estou chamando pra briga, estou provocando, até lhe ofendi acertando um pedaço de madeira bem no meio da sua cara, criei uma ilusão pra deixá-la enlouquecida, usei sua filha morta pra isso, quase matei aquele bicho esquisito, não posso negar que ele é bem diferente do que me disseram, assim como ela, sem dúvida é belíssima, fazer o que se é genética, mas haviam me dito que ela não leva desaforo pra casa, que tinha o pavio curto e resolvia tudo na porrada, não é o que vejo, vejo uma mulher que até agora não me mostrou poder algum, se não fosse sua beleza diria que era só mais alguém pra fazer peso nesse mundo. Não a vejo usando seus dons pra nada, será que mentiram pra mim? Os deixei lá, ela apavorada cuidando daquele bicho e o chamando de baby, parecia uma mãe cuidando de um filho. Voltei pra sua cidade perdida, onde estávamos morando até o presente momento, também me disseram que ela viria imediatamente até lá assim que soubesse que os volturi estavam lá, só não sabiam que a dona da cidade era a minha irmã que tanto procuravam. Novamente ninguém apareceu pra reivindicar a cidade. Não fui com a cara de Carlisle assim que cruzou pela porta e foi recebido por um abraço caloroso de Aro. Se ele traiu seu clã porque não trairia o nosso? Mas mantive-me no meu canto só observando sua companheira, a culpa estampada na sua cara por ter abandonado seu clã, mas em nenhum momento foi embora, e sim permaneceu ao lado de Carlisle enquanto ele contava que Isabella Swan era minha irmã que tanto procuravam, um acordo foi selado, alguém morreria pra que esse acordo fosse cumprido, eu sabia quem.

–porque voltou? — disparou Aro assim que entrei no salão. O salão estava uma bagunça, uma festa seria dada em três dias em comemoração ao acordo feito.

–não é ela. — quando falei isso todos pararam com o que estavam fazendo e me olharam chocados. Aro olhou para Carlisle.

–é sim, eu vi a marca inclusive ela se modifica. — disse, mas eu não acreditava. — Aro leu minha mente, sabe do que estou falando.

–minha adorada irmã não seria tão idiota a ponto de lhe contar algo tão obscuro, sem contar que de acordo com você ela tem um poderoso escudo, porque não protegeu sua mente de Aro? Pra garantir que você não contaria? — aí tem.

–ela fez isso no início, mas estamos muito longe pra que seu escudo nos alcance. — isso não faz sentido.

–o que o perturba? — perguntou Aro compreensivo como sempre.

–algo não está certo. — falei suspirando. — se é ela porque não fez nada? Ficou lá parada, não vi usar seus dons em momento algum.

–cuidado com Isabella, já lhe alertei sobre isso, é ardilosa como o próprio diabo. — disse Caius. Marcus permanecia como sempre, calado no seu canto e perdido em seus próprios pensamentos. Eu sabia que um deles era meu pai, mas ninguém sabia quem era, e graças a um feitiço nem eles mesmos sabiam quem era meu pai e o pai de Isabella. Por isso os respeito de forma igual.

–já me disse isso.

–mas ela não fez nada? — perguntou desacreditado Carlisle, o ignorei, não devo respeito a ele.

–acho que estamos provocando a pessoa errada, alguém que carrega a marca não seria tão idiota a ponto de comer frutas como se fosse uma mendiga morta de fome. — parece que um leve sorriso apareceu no rosto de Marcus, deve estar pensando longe nesse momento ao invés de prestar atenção no que digo.

–mas ela sempre teve muita classe. — murmurou Esme como que consigo mesmo.

–ela mudou muito enquanto esteve fora. — olhei Carlisle, eu simplesmente não gostava dele, mas era um aliado muito poderoso e não posso fazer nada sem a ordem dos líderes. Mesmo minha vontade sendo matá-lo pelo simples fato de não gostar dele. Alcancei minha mão a Aro e ele viu tudo o que aconteceu, depois pareceu frustrado.

–não me conformo que Charlie fique do lado dela, ele faz falta. — lamentou-se.

–era um grande de um corno isso sim, não entendo como alguém tão habilidoso e esperto como ele tenha caído na lábia daquela safada. — gostaria de saber o motivo pra Caius ter tanto ódio de Isabella, algo me diz que é ciúmes. Sim, ele tem ciúmes de Charlie com Isabella, será? Detesto ficar confuso.

–com licença, vou para meu quarto. — pedi e me retirei, deitei em minha confortável cama, eu era tratado como um príncipe, às vezes irrita, mas gosto de conforto e bajulação. Lembrei-me do rosto estonteante de Isabella e levantei-me rapidamente e corri me olhar no espelho, os cabelos bem cortados da cor castanhos escuro, os olhos cor de chocolate, o exato tom dos de Isabella, o mesmo tom de pele e quase um metro mais alto, tá eu exagerei. Mas não é difícil ser mais alto do que ela. Caí no riso ao imaginar uma mulher daquele tamanho em uma luta, deve sumir diante do oponente. Ouvi batidas na porta.

–o que você quer? — perguntei grosseiramente.

–desculpe, mas gostaria de falar com você...

–senhor, nunca mais me chame de você. — falei bem estúpido e senti seu medo mesmo a porta estando fechada.

–como quiser, gostaria de falar com o senhor sobre Isabella. — revirei os olhos, Maggie era a garota que todos pegavam, uma vagabundazinha de quinta categoria que um dos nossos encontrou por aí.

–outra vez com isso. — isso me incomodava muito, ela insistia que poderia me ajudar contra Isabella, mas não agüenta um tapa meu.

–por favor, só lhe peço uma chance. — implorou. Quem ta no inferno não custa abraçar o capeta. Abri a porta e disparei.

–é sua ultima chance. — deixei claro que se não me fosse útil as coisas iriam piorar pro lado dela.

–só existe uma forma de derrotar Isabella. — sua convicção fez com que eu prestasse atenção ao que ela dizia. Prestei atenção em cada mínimo detalhe que ela me contava, coisas que eu não sabia, afinal ela viu o que Isabella fez com Nova York a mais de cem anos atrás. Viu o que a parou, viu o que a motivou seguir em frente, viu tudo assim como perdeu tudo o que tinha para isabella, Edward Masen Cullen. — você mataria ou morreria por Aro, Caius e Marcus? — não entendi sua pergunta, mas não estava com raiva, suas informações foram de grande valia.

–não, e eles não matariam e não morreriam por mim, matamos pelo mesmo motivo, poder total. — falei e ela deu um riso de lado.

–aí está à diferença, Charlie, Edward e o original Ares, matam e morrem por ela, ela faz o mesmo por eles e por Nessie. — quem é Nessie?

Em agradecimento pelas informações mandei-lhe oferecer uma taça de sangue. Que ela não espere mais do que isso, um dia quem vai mandar em tudo isso que o sol e a escuridão toca serei eu, nada mais merecido, pois matarei Isabella e servirei sua cabeça em uma belíssima bandeja de prata, tão bela quanto seu rosto.

Quando voltei a me deitar peguei o retrato que Carlisle havia me entregado, o retrato da falecida filha de Isabella com Charlie, a observei bem e fiz uma ilusão dela aos cinco anos de idade, foi a mesma imagem que mostrei a Isabella, era uma bela criança, ou seria, já que não existe. Ela ficou ali sentada aos meus pés com um leve sorriso nos lábios e os olhares inocentes em minha direção, até que sumiu. Só havia um problema, não fui eu que a fiz desaparecer. Tentei cria-la outra vez, mas ela simplesmente não apareceu. -BULLLLLLLL — me virei rapidamente assustado, ela estava lodo atrás de mim com um sorriso perverso, quem está fazendo isso?

–Isabella Isabella. — falei sozinho e dei um riso, a criança sumiu. Nunca mais consegui criar uma ilusão dela.

Notas finais
Pessoal, a falta de parágrafo é problema do site, eu excluo o capitulo e posto de novo e novamente fica sem os parágrafos, fica tão feinho :(
Bjksss.