The Mark Of The Vampire
51 Capítulo 51 - Concluindo o plano.
Notas iniciais
Peço desculpas pelo atraso dos posts, mas é fim de ano e estou com visitas em casa, com isso meu tempo de escrever fics diminuiu e como ocorre os atrasos dos posts, mas agradeço a todos que compreendem e que continuam acompanhando a fic.
Bjkssss.
PVB
Os deixei sozinhos porque precisava levar aquela cobre para alguém, tenho coisas mais importantes pra me preocupar do que ficar agüentando essa safada, fazia questão de arrastá-la como a prostituta que era, eu sentia um ódio muito grande de Maggie, não só por ela ter sido esposa do meu Edward, mas porque o enganou e traiu todos os Cullen's, praticamente cuspiu no prato que comeu e isso pra mim é a legítima falta de caráter, se ajuda quem nos ajuda e mata quem nos maltrata.
-a pessoa que ficará responsável por você é um amor de pessoa, quer dizer, de vampiro. — falei e ela tremeu, covarde. — o que foi? Achou que seria fácil sua vida depois do que fez? — perguntei debochada e dei um riso. Ela não respondeu e permaneceu quieta, sorte a dela, se é que ela ainda tem alguma sorte.
Parei no local combinado e em poucos segundos senti sua presença, o olhei e dei-lhe um sorriso, era raro eu sorrir pra alguém dessa forma, meus melhores sorrisos são dedicados as pessoas que amo, Edward, Nessie e meus netinhos, Charlie e meu pai que me olhava admirado.
-está deslumbrante. — disse-me suavemente, modéstia a parte eu estava um arraso com essa roupa, pra variar eu queria vestir qualquer coisa e Nessie me obrigou a vestir isso, mas tudo bem.
-obrigada, mas digo que não suporto essa cor de roupa, vocês volturi deveriam escolher algo menos horripilante. — não sei pra que usarem esses mantos horríveis e assombrosos. Ele riu.
-nem me fale, mas temos outras preocupações pra dar importância pra roupas. — fiz bico, mas ele estava certo, quebrei o pescoço de Maggie e a joguei aos seus pés.
-não a matem é tudo o que peço, ela deve sofrer e viver por muitos anos, ela é minha propriedade e eu não abro mão disso, mas até eu ter tempo pra cuidar dela direitinho pode aproveitar o que puder, Charlie disse que o sexo é horrível mas deve servir pra alguma coisa. — falei dando de ombros e senti a aproximação de outro vampiro, o olhei sugestivamente.
-ele é de confiança e não sou como você que consegue agir sozinha, preciso de aliados que me sejam fiéis. — explicou e eu fechei a cara, isso não estava nos planos. — meu amor, não seja tão dura com todos e eu realmente preciso de ajuda, sabe disso. — me repreendeu amavelmente, suspirei e relaxei, o tal vampiro chegou e praticamente me comeu com os olhos, bastou um sorriso cruel em sua direção que o covarde tremeu. Frouxo.
-ela está aí, como prometido, ela não é muito boa mas é chegada a sexo fácil, a propósito ela gosta que sejam violentos. — o instruí e ele jogou Maggie que já se remexia sobre seus ombros, quando ela abriu os olhos ele lhe deu um tapão na bunda e ela deu um grito.
-me solte. — exigiu tentando se soltar, mas o vampiro riu e deu-lhe outro tapa.
-adoro mulheres selvagens. — murmurou e ela me olhou cheia de ódio.
-se não me matar agora eu juro que um dia eu me vingo de você nem que tenha que vender a alma ao diabo. — ela me ameaçou irada.
-eu sou o próprio diabo e não quero comprar sua alma, pode levar esse encosto e não esqueça, ela se faz de difícil mas adora uma DP. — ela arregalou mais os olhos e ele a levou enquanto ela se debatia, voltei meu olhar para meu pai. Agora que estávamos sozinhos ele encurtou nossa distância e me abraçou me erguendo do chão, o abracei de volta satisfeita, eu gostava muito dele, mas não é como se minha vida dependesse disso como dependia de Edward, mas também não posso negar que seu abraço era reconfortante.
-acho que deveríamos passar mais tempo juntos. — murmurou me soltando, eu também achava isso.
-concordo, mas isso não depende de nós, posso ser muito boa em algumas coisas, mas sei que não sou invencível. — afirmei e ele enrijeceu. — o que foi? — perguntei exigente o vendo desviar seus olhos de mim, isso era o que fodia com nossos momentos juntos, ele escondia coisas de mim, mas não sou adivinha.
-problemas e mais problemas, sabe que as coisas estão se complicando, o cerco está se fechando e precisamos agir rápido. — era verdade mesmo ele ocultando certas coisas. Falei enquanto o analisava descarada mente, ele não me olhou de volta.
-como está minha adorada família volturi? — percebi claramente seu alívio com minha pergunta. Isso tudo era a legítima merda, detesto que me escondam as coisas.
-Aro está incontrolável e seu comparsa também, continuam testando os originais, mais a cada dia estão ficando piores e mais violentos, outro dia um original atacou um dos nossos e só foi controlado por Jane, ele matou o vampiro e mesmo assim Aro não o eliminou, tenho a impressão que esses originais serão as piores criaturas que passará por essa terra.
-está errado papai, a pior criatura está diante de você. — joguei a isca, ele caiu.
-tem razão. — concordou rápido demais pro meu gosto, eu não sou a pior criatura que passará por essa terra? Então quem é? Me senti desconfortável.
-tenho que ir, não se preocupe que estou manipulando a mente de Maggie, Aro não verá nada. — garanti e me despedi rapidamente e fui em direção aos Cullen's, meu desconforto não passava de forma alguma, sei que não sou indestrutível não importa todos meus dons e minha força, tenho falhas e não são físicas, são emocionais, pra me atingir é muito fácil, basta machucar Ares, Edward ou Nessie e meus netinhos, isso acabaria comigo, saber que não pude proteger o mais importante que possuo. Não quis obrigá-lo a me dizer o que quero, isso seria golpe baixo de minha parte, manipular a mente do meu pai pra atingir meus objetivos seria muito indelicado, sei que ele deve ter seus motivos mesmo que não gostando nadinha dessa porra toda.
Corri preocupada e pela primeira vez temerosa, olhei para os lados imaginando algo me atacando e sendo mais poderoso que eu, me senti ridícula por isso, não importa quem, ou o que seja, como já disse a muito tempo...recuar eu não vou, bato de frente com o que for. Mesmo estando preocupada não perdi a chance de dar um susto em Edward, mas eu estava um pouco desatenta e ele percebeu minha presença segurando-me pelo braço, só o contato com ele me fez ganhar a confiança que sempre tive, ou quase sempre. Fiz manha por ser pega em um momento de distração, não contei a ele sobre isso, mas quando tivéssemos a sós eu contaria.
Como estava chateada pelo que houve, tanto saber que existe algo por aí mais forte que eu tanto por ficar desatenta e ser pega por Edward que acabei os assustando, realmente dessa vez não foi proposital, foi só eu me preparando psicologicamente pra enfrentar qualquer coisa que viesse, admito que exagerei e eles ficaram muito assustados por minha sinceridade, ver o quanto me temem me deu a antiga confiança em mim mesma, mas saber que Edward também me teme levou minhas boas sensações embora tão rápido quanto vieram. "Saber que me mete é uma sensação muito ruim, jamais faria algo a você", pensei e ele que se mantinha afastado veio hesitante e segurou minha mão, preciso me controlar mais pra não assustá-lo outra vez.
À medida que corríamos os demais iam relaxando, menos mal, tudo o que não preciso nesse momento é de vampiros chorosos do meu lado. Paramos ao nos aproximar com a fronteira, permaneci quieta e depois me dirigi ao local informado por meu pai, como prometido, lá estavam os trinta vampiros pertencentes a guarda dos volturi, muito em breve pertenceriam a guarda dos Cullen's, ao nos verem entraram em posição de ataque se virando rapidamente para trás ao sentirem a aproximação de outros vampiros, era Charlie e os outros, Charlie como sempre muito pontual. Os vampiros nos olharam e não tiveram mais nenhuma reação, eu os comandava agora, já sabia quem eram e tudo o que poderiam fazer. Fiz um discursinho ridículo e coloquei em suas mentes aquilo que eles deveriam acreditar, por incrível que pareça eu não menti, só modifiquei um pouquinho a verdade sendo que os volturi realmente os tiraram de seus lares, dramatizei usando suas famílias humanas e antes de finalizar minha bela e tediosa atuação Ares chegou com Alice montada em suas costas, eu sabia que ele não falharia, Jasper correu até ela, mesmo sem desviar meus olhos das novas aquisições vi que Alice acariciou Ares agradecendo pela ajuda, gostei disso. Ouvi Alice falando com Jasper e a leve mudança de seu corpo enquanto juntava peças e descobria algo que não deveria, pelo menos por enquanto, Alice e sua maldita curiosidade, olhei de relance lhe dando uma piscada e voltei minha atenção ao que me era mais importante nesse momento.
-QUEM VOCÊS TÊM QUE MATAR? — berrei pra dar mais veracidade em minhas palavras.
-OS VOLTURI. — a convicção em suas palavras me deixou com um gosto muito conhecido por mim, o gosto da vitória, eu só não sabia até quando.
-todos eles. — concluí arrogantemente e erguendo minha cabeça, eles só não sabiam que também estavam incluídos e que quando fosse o momento era a mim que teriam de enfrentar, todos morreriam por minhas mãos. Separei todos eles em três equipes de dez. Falei pra ultima equipe. — vocês voltam pra dar a notícia que foram atacados porque foram traídos, agora vão. — ordenei e eles se retiraram sem questionar, olhei para os demais. — bem vindos à guarda Cullen e seu general é Charlie. — acenei em direção a ele que me olhou com um leve sorriso o qual eu retribuí. — sabe o que fazer. — ele acenou e convidou a guarda a acompanhá-lo, em segundos estávamos novamente sós.
-explique o que diabos aconteceu aqui. — exigiu Jasper, ele estava muito confuso apesar de tudo o que viu e tudo o que deduziu.
-já temos novas aquisições sem precisar começar do zero, o que mais você quer? — eu gostava de provocá-lo tanto quanto ele gostava de retrucar.
-quero saber tudo, como sabia que estavam aqui? Porque eles estavam aqui? Quem é seu informante e o que diabos você é? — o olhei bem e lhe dei as costas, ele me puxou brutalmente pelo braço me obrigando a encará-lo, foi o que fiz.
-me solte AGORA. — ainda mantive minha educação, ele não se importou.
-responda Isabella o que está acontecendo, não sou nenhum idiota, sei que alguns da minha família sabem coisas sobre você que eu não sei, também entendo o motivo de não compartilharem comigo certas informações, mas não vou ficar nem por Alice em perigo sem saber quem está próximo a nós, se não me der um bom motivo pra confiar em você vou embora daqui e levo Alice comigo, nem que tenha de criar meu próprio exército pra termos chances de defesa, não fico ao seu lado se não me der um bom motivo. — ele falava sério e olhando em meus olhos, não posso perder um vampiro tão incrível quanto Jasper, vivo praticamente rodeada de idiotas, os únicos que se salvam são Edward, Rose, Charlie e Jasper, sendo que Jasper é muito bom estrategista e um excelente lutador, acredito eu que se iguala a Charlie.
-tem razão, desculpe-me por tantos segredos e entendo sua posição, mas aqui não é lugar nem o momento de conversarmos. — falei sinceramente olhando em volta, não posso falar nada com o linguarudo do Emmet por perto.
-tem razão. — concordou secamente soltando meu braço. — mas não vai me enrolar, seja o que for, eu quero saber. — virou as costas sem olhar pra ninguém e foi até Alice que permanecia em absolutamente silêncio, tentando ver o futuro deles, deduzi.
-mas eu também quero saber, se não, vou embora com minha Rose. — resmungou Emmet e Rose revirou os olhos.
-não vamos a lugar a algum, a não ser pra casa. — falou o puxando pela mão, abafei um riso porque ele baixou a cabeça inconformado e a seguiu.
-Rose tem razão, é melhor irmos todos pra casa, vamos organizar um ataque. — falou Carlisle e se retirou com Esme, como assim vamos organizar um ataque? Eu não sei nada sobre isso.
-não fique assim, ele não fará nada sem sua permissão. — disse-me Edward me dando um abraço, só que Carlisle já havia tomado uma decisão sem me comunicar, ele ainda não aprendeu com quem está lidando.
-eu sei, vamos logo. — falei e voltamos pra casa dos Cullen's, o que eu sabia era que Carlisle que já havia assinado sua sentença comigo agora me deu total liberdade pra fazer o que eu quiser. E eu farei.
No caminho de volta para a propriedade dos Cullen's eu pensava em várias coisas ao mesmo tempo, a primeira era que havia algo solto por aí e que representava um perigo para mim, mas eu não sabia nada mais do que isso, porque meu pai me esconde coisas e o que ele esconde? Vi claramente eu seu olhar o receio quando disse que a pior coisa sobre a terra era eu, ele sabia que não era, eu não sabia e isso me enervava e me deixava irada, a árvore a minha frente foi derrubada e nem percebi que eu havia lhe dado um chute.
-calma aí senhora TPM. — disse Emmet me olhando com as mãos pra cima e de olhos arregalados, respirei fundo e me desculpei, eu estava perdendo o controle. — não é a mim que deve desculpas e sim a coitada da árvore, e se fosse eu que estivesse ali?
-aí você já era. — falei e ele deu passa para trás, pra disfarçar minha confusão e ira lhe dei um sorriso travesso. — se fosse você eu não teria dado o chute. — ele não parece ser o tipo de vampiro que guarda mágoas, já que respirou aliviado e abriu um enorme sorriso, retribui mais falsamente do que nunca e segui meu caminho, sentia o olhar preocupado de Edward e de Rose em minhas costas, diminui meu ritmo, segurei a mão de Edward e voltei a minha reflexão sem perder o foco, estava próxima a Edward e jamais me perdoaria se lhe causasse algum mal. A segunda coisa que ocupava minha mente era o fato de Carlisle se esquecer quem é que manda nessa porra toda, não é me achar o máximo, mas se não fosse eu eles ainda estariam rodeados por traidores, teriam que começar o exército do zero, já teriam morrido nas mãos dos originais, ele não vê e não reconhece isso, ele pensa o que sou o que? Que estou nessa palhaçada toda de graça? Por nada? Claro que tenho meus objetivos, o principal deles é terminar tudo isso pra viver a eternidade amando Edward todos os dias, sem nunca cansar, sem ter receio de sair pra caçar e encontrar um original ou um volturi em busca de vingança, sem me preocupar com a segurança de Nessie e de meus netos, quero viver em paz, viver com Edward para sempre e ser feliz.
-seja o que for que a está preocupando, quero que saiba que estou do seu lado e que a apóio incondicionalmente tanto quanto a amo. — disse-me e toda a preocupação foi pro espaço, impossível não relaxar com essas palavras que significavam tudo para mim.
-obrigada. — agradeci honestamente e me sentindo feliz, Edward tinha esse poder sobre mim, isso não me incomodava em hipótese alguma.
-disponha. — falou sorrindo. Ele não sabia, mas não seria nenhuma surpresa quando encontrassem a cabeça de Carlisle pendurada em uma árvore. A surpresa veio antes que pudesse imaginar, Alice ficou com os olhos vagos e Edward muito tenso, mantive-me quieta esperando saber o que diabos ela estava vendo, não gostei nenhum pouco da notícia.
-digam logo, o que a anã está vendo? — Emmet parecia uma criança olhando de um para o outro, Jasper segurava firmemente a mão de sua companheira. Rose o olhou repreendendo e ele enfim ficou quieto. Depois os olhos de Alice se fixaram em Edward e depois em mim.
-Carlisle abandonou seu clã e foi embora com Esme, não sei por que nem pra onde foram, ele decidiu antes de chegarem em casa e de lá mesmo partiram. — ela disse, uma vez covarde, sempre covarde, isso só significava uma coisa, MERDA DOS INFERNOS.
-será que fizemos algo a ele que o desagradou a tal ponto? — murmurou Rose inconformada.
-mas não fizemos nada, ele até tinha planos e estava animado com as novas aquisições. — falou Edward e me olhou significativamente, eu entendi o porquê, Carlisle sendo obsessivo em relação a minha marca jamais me viraria as costas, a menos que...
-ele vai contar. — falei incrédula e Edward deu um riso irônico.
-ele não tem porque compartilhar algo que ele venera, ele não faria isso. — afirmou, eu já não sabia o que dizer.
-sim, ele faria. — disse Rose convicta, a olhamos atentos. — como todo líder Carlisle gosta de poder, nesse momento ele não tem nenhum já que Isabella está à frente de tudo, nisso ele nunca foi tão diferente dos volturi. — nisso eu tinha que concordar.
-ele não teria coragem de contar isso, nem motivos. — insistiu Edward no auge de sua burrice.
-não seja tão ingênuo. — repreendeu Jasper. — não sei do que estão falando, mas por poder Carlisle faria qualquer coisa, tanto que abandonou seus orgulhosos e adoráveis "filhos".
-mato Carlisle se ele contar. — disse Edward rosnando e fechando as mãos em punho.
-contar o que? — será que a curiosidade de Emmet não tem fim? Parece que é tão longa quanto sua vida.
-vamos conversar com os outros, não faltava mais nada. — falei e reiniciei a corrida, eu queria tanto dar um fim nele, parece que ele adivinhou meus planos, pena que pode correr, mas não se esconder, isso me animou, agora o mataria sem me preocupar com seus "filhos", Alice estava meio desolada, tadinha dela, apesar de tudo foi abandonada não só por seu líder, mas também por seu pai.
-como ele pode fazer isso conosco. — lamentou se enroscando em Jasper.
-viu o quanto estamos dependentes de Isabella, mas não faz parte de seu perfil ser um covarde. — disse Jasper. — pelo visto isso mudou. — tentaram disfarçar, mas estavam todos abalados com a notícia, ele nadou tanto pra morrer na praia? Ele não faria isso. Mas o que ele faria? Pra onde irá com o perigo os rondando?
-prefiro nem dar minha opinião. — disse Rose em tom triste.
-mas eu dou a minha. — olhei bem para Emmet e segurei o impulso de erguer as mãos para o céu pedindo paciência. — acho que Carlisle está de maracutaia com os volturi, agora que ele já sabe os planos de Isabella e as estratégias de ataque ele foi contar aos volturi.
-isso explica o motivo pra gostar tanto de Maggie e praticamente me empurrar pra ela. — falou Edward um tanto chocado, eu nem sentia nada. — o que de mais importante ele poderia saber a não ser o fato de conhecer seu segredo? O filho da puta vai contar aos volturi sobre você. — congelei onde estava e só segui caminho porque Edward me levou no colo, isso não poderia estar acontecendo, confiei em Carlisle, acreditei que sua obsessão por minha marca me tornaria algo superior diante dele, que ele me veneraria como estava fazendo até a poucos momentos, desgraçado.
-eu deveria tê-lo matado quando tive a chance. — foi à única coisa que saiu de minha boca, depois eu só ouvia.
-não só você, confiei toda minha vida, todos os meus séculos nas mãos dele, agora ele vai embora sem se despedir e sem motivo, a não ser que Emmet esteja certo e ele tenha se juntado aos volturi, o que eu não duvido nada. — senti pena da loira, sabendo sobre seu passado e o tanto que já sofreu não duvido nada que ela mesma não o mate quando tiver chance.
-eu me apeguei a ele como um pai de verdade, foi ele que nos acolheu e nos recebeu de braços abertos. — disse Alice. — só não sei como Esme teve a coragem de fazer isso, ela não deveria ter concordado.
-Carlisle sabe ser persuasivo quando quer. — disse Edward me apertando mais forte, eu não me sentia frágil, estava só quieta e refletindo sobre o que ouvia, se ele contar aos volturi sobre mim nunca mais terei paz enquanto não matar todos eles.
-quando foi que ele mudou e não percebemos? — perguntou Jasper como se estivesse falando consigo mesmo. — se é que realmente mudou, acredito que ele sempre foi assim e sempre só se importou com Esme e com poder.
-não vamos tirar conclusões precipitadas. — falou Alice incerta, ela ainda acreditava que sua visão foi mentira? Era uma besta mesmo.
Chegamos na propriedade e estava tudo aparentemente normal.
-o que há de errado? — perguntei descendo do colo de Edward e corri em direção a Nessie que vinha mais pálida do que nunca até mim, lá vem merda porque meus netinhos vinham chocados logo atrás.
-na...TV... — ela nem conseguia pronunciar nada, mas entendi o que ela queria dizer e corri com os demais até a sala onde estava a TV ligada e Charlie paralisado diante dela, olhei e era uma matéria idiota sobre o tempo e o clima, não entendi mais sabia que havia algo errado, fiquei ao lado de Charlie que não se movia.
-o que foi? — perguntei suavemente e ele me olhou parecendo em transe, respirou fundo e soltou uma bomba sobre nossas cabeças, mas não seria minha cabeça que iria rolar.
-uma reportagem urgente mostrou um ataque a uma pequena cidade ao sul da Califórnia, um cinegrafista amador registrou as imagens e estão averiguando a veracidade do que viram. — falou hesitante e eu soube antes mesmo dele confirmar.
-um ataque de vampiros. — deduzi e ele negou levemente com a cabeça, não? E o que diabos poderia ter acontecido pra deixá-lo assim? — mais caralho mesmo, diga logo. — exigi estressada.
-um ataque de dois originais. — tranquei a respiração, isso era uma merda mesmo, bando de volturi irresponsáveis. — as cenas mostram corpos sendo destroçados como se fossem bonecos de panos, mas só quando é mostrada em câmera lenta é que da pra ver os originais os destroçando e...e...se alimentando deles, depois mostra as mortes e termina quando o cinegrafista é atacado, ouvem-se gritos e perguntas sobre o que diabos estava acontecendo.
-já que o que viam eram somente vultos e o resultado desses vultos sendo os corpos mutilados. — deduziu Edward e Charlie acenou concordando, só agora soltei a respiração e saí de perto deles pra não acabar matando alguém que gosto, que falta me fez Maggie nesse momento, eu iria rasgá-la a dentadas, milímetro por milímetro. Meus olhos estavam vermelhos e minhas presas a mostra, as mãos em punho e um sentimento assassino nunca sentido antes, só havia uma coisa em minha mente, fazê-los se arrepender disso, eles podem não saber que os originais fariam isso, mas isso não os inocenta já que os criaram e não conseguiram controlá-los, olhei para Ares a alguns metros de mim e sua reação não estava tão diferente da minha, ele sentia perfeitamente minha ira, meu ódio e meu asco que sentia pelos volturi, senti ódio do meu pai por me esconder coisas, senti ódio de Carlisle por sua covardia e por achar que ele iria até os volturi contar sobre mim, eu odiava muitas coisas nesse momento, mas isso foi transformado a nada quando Edward me abraçou por trás.
-se acalme minha diabinha, vamos pegar todos eles. não vai sobrar nenhum desses filhos da puta. — havia convicção e ira em sua voz, respirei fundo relaxando com seu abraço.
-o que vai acontecer agora? — murmurei me sentindo perdida, algo tinha que ser feito, mas o que?
-estive pensando em algo, talvez devêssemos agir como antes, quando houve as mortes em Seattle mandamos um subordinado destruir as provas, acredito que devemos ir até onde estão analisando essa filmagem e trocar a imagem por outra, todos acharão que foi uma montagem. — até que não era má idéia, mas...
-mas os mortos dessa cidadezinha? Eles irão até lá averiguar e iram ver todos os corpos mutilados. — falei desesperada, isso não podia ser concertado.
-também vamos até a cidadezinha fazer uma limpeza, depois explodimos tudo e ninguém saberá o que houve lá, vamos bella, você é muito boa em explodir coisas, só precisa relaxar e por as idéias em ordem, está muito tensa desde quando levou Maggie até seu informante, voltou estranha e se quiser, pode compartilhar comigo. — me virei de frente pra ele e lhe abracei apertado, o plano era perfeito, não esperava menos vindo de alguém como ele.
-tem razão, o plano é perfeito. — ele abriu um enorme sorriso convencido. — e se...eu dissesse que há algo solto por aí, que eu não sei o quê, ou quem é, que é mais poderoso que eu, o que me diria? — seu sorriso morreu.
-mais poderoso que você? Tem certeza?
-não tenho, mas o receio que vi nos olhos do meu informante não me deixa outra alternativa, disse a ele que sou o que de pior passará por essa terra, ele desviou os olhos mas não foi rápido o suficiente para que eu não visse, eu não sou o ser mais poderoso que existe. — desabafei já com o escudo ao nosso redor, não quero dividir isso com mais ninguém.
-mas isso é...é impossível, a não ser que... — e parou de falar ficando pensativo, aguardei ansiosa o que ele me diria, Edward é muito audacioso e esperto, ele vê nas entrelinhas algo que ninguém mais percebe. — talvez não seja mais poderoso que você, mas com tanto poder quanto, alguém que se iguala a você dando a chance de ter uma competição justa. — refleti rapidamente sobre isso, só não disse que eu nunca luto justamente, eu trapaceio. Isso me dava vantagem, eu acho, já que esse alguém também pode trapacear.
-mas o que será? — perguntei meio aturdida. — isso pode acontecer? Digo, pode existir algo que tenha tanta força quanto alguém que carrega a marca? — eu estava confusa. — é hora de contar a Jasper e a Alice sobre mim, ele é ótimo nessas metáforas idiotas, ele entende essa porra toda. — Edward deu um riso e nos encaminhamos para dentro.
-não deu muito certo em compartilhar isso com Carlisle, quem garante que com Jasper será diferente? Sabe, ele não gosta muito de você.
-gosta sim, ele só não admite isso porque sou melhor que ele. — disse lhe dando uma piscadinha. — quanto a contar a ele acredito que não mude muita coisa, Carlisle vai dar com a língua nos dentes de todo jeito, é só uma questão de tempo pra virem atrás de mim e pode ter certeza, não vou fugir e me esconder. — garanti e ele me olhou balançando a cabeça negativamente.
-a decisão é sua e sabe que eu a apoio. — dei-lhe um beijo e entramos novamente na sala onde o clima estava pesadíssimo.
-como será agora? Ainda serão o clã Cullen? — perguntei pra acabar com o silêncio incômodo, isso exerce energias negativas sobre nós.
-agora cada um usará o próprio sobrenome, no nosso caso usaremos o sobrenome de casadas. — respondeu Rose.
-e como fica o seu? — perguntei curiosa sentando-me ao seu lado, Edward permaneceu em pé ao lado de Charlie.
-Rosalie Lilian Halle M'Cartney.
-fica melhor que o outro, mesmo não tendo aquele poder, eu sou uma CULLEN — falei brincando arrancando um riso de todos, somente Emmet riu mais alto que os outros, Edward contou o que faríamos sobre o ataque dos originais, por garantia iríamos todos juntos, era mais seguro que andar em bandos e correr o risco de sermos atacados. Ficaria a guarda sobre os cuidados de Jonas, se algo desse errado queria Charlie comigo, eu gosto dele e não desejo que nada de mal lhe aconteça, meu amor por Edward não diminuiu meu carinho por ele, só me esclareceu que não o amo como homem assim como nunca amei, só gosto muito dele, o admiro e ele tem minha afeição, sempre.
-você ainda tem algo a me contar e não saímos daqui enquanto não souber o que está acontecendo, não saio em outra missão completamente no escuro e confiando somente em sua palavra. — falou Jasper delicado como sempre, lá vamos nós outra vez.
Contei tudo o que sei sobre mim, sem esconder nada, nessa altura do campeonato isso não mudaria porra nenhuma, eles permaneciam em silêncio enquanto eu falava, depois para não ter dúvidas mostrei minha marca, Edward fez questão de tirar a camisa e cobrir meus seios, já que o corpete que eu usava não havia maneira de escondê-los sem parecer uma ninfetinha tímida e retraída, já que teria que cobri-los com as mãos. Fiquei de costas para eles e de frente para Edward, Charlie estava logo atrás e mesmo assim não viu nada, Edward me cobria com sua camisa cheio de ciúmes, esperei pela reação deles, mas somente Alice sustou ao ver minha marca se modificar, somente o silêncio veio de Jasper, mantive-me coberta pela camisa de Edward e me virei para eles, Emmet não reagiu, somente ficou lá de olhos arregalados e temeroso me olhando. Jasper estava em pé com as mãos para trás, as pernas espaçadas como um legítimo soldado, olhei em seus olhos e vi surpresa e até incredulidade, mas nenhum momento vi receio ou medo, fiquei surpresa e não havia necessidade de esconder isso, ele pareceu gostar de me ver surpresa.
-não espere que eu a reverencie porque não farei, claro que isso muda a forma como a vejo, mas não espere muito de mim. — falou tranquilamente, dei de ombros, isso não me importava.
-o primeiro a me reverenciar abandonou seu clã e desapareceu me virando as costas, isso não muda nada, você continua sendo um intrometido que não me suporta e eu continuo sendo o máximo. — falei jogando os cabelos para trás segurando a camisa na minha frente somente com uma mão.
-corrigindo, você continua sendo a modéstia em pessoa. — retrucou irônico, fazer o quê?
Quando contei a eles a possibilidade de haver alguém mais forte ou tão forte quanto eu Jasper soltou uma segunda bomba sobre minha cabeça, com tantas coisas e problemas nos rondando eu não imaginava que teria que me preocupar com algo maior que tudo isso.
-que garantia você tem que é filha única? Ninguém nunca soube sobre nada dessa marca, você nasceu, seu pai a levou ao orfanato e só, que garantias tem de que não foram gêmeos? Se seu pai sabe que não é a única poderosa que existe ele deve saber quem é a outra pessoa, claro que isso é só uma suposição. — cheguei sentar-me depois dessa, eu ter uma irmã? E gêmea? Se for verdade eu a mato do mesmo jeito.
-o equilíbrio. — falou Charlie confuso. — eu era amigo de sua mãe e do seu pai, sempre soube que era somente uma criança, mas faz sentido.
-como assim o equilíbrio? — perguntei confusa.
-sua marca representa o bem e o mal, você tem em suas mãos a chance de salvar ou condenar todos os seres sobre a terra, sendo sobrenaturais ou não. — falou e Edward completou.
-se você escolher o mal, pra equilibrar as coisas sua irmã ou irmão gêmeo ficará com o bem, se você escolher o bem a outra ficará com o mal, de todo modo haverá luta, não pode existir duas forças tão opostas sobre a terra sem nunca se enfrentarem. — só eu estou achando isso ridículo?
-isso tem grandes chances de ser verdade. — concluiu Jasper com o cenho franzido. — não pode existir o bem e o mal em único corpo, não pode ter as duas coisas, cedo ou tarde terá que escolher e isso vai ser dividido, o que sobrar quem comanda será sua irmã, ou irmão. — isso esclareceu muitas coisas, sempre me perguntei como posso ser boa tendo o mal dentro de mim e vice versa, parece que achei a resposta.
-minha gêmea ficará com meu resto, com o que eu dar a ela. — falei divertida e por dentro inconformada. — quem garante que essa gêmea tenha aparência humana como a minha? Pode ser um animal. — todos enrijeceram. — não pode?
-pode, mas...que tipo de animal seria tão forte quanto você? — não vejo a hora que esse dia dos infernos termine, só acontece desgraça, Edward sorriu pra mim, corrigindo, nem tudo é desgraça, pois tenho Edward.
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