The Mark Of The Vampire
14 Capítulo 14 - Nova integrante
Notas iniciais
PVB
Devido a viagem muito longa, quando deitei na cama apaguei. Acordei e senti o cheiro de Edward pelo quarto, mas o que diabos ele veio fazer aqui? mas olhei na mesinha ao lado da cama e vi o celular que havia entregado a ele alí, mas ele podia ter esperado e não invadir meu quarto,folgado isso sim! levantei e fui direto pro banho, nada melhor pra despertar do que a água gelada caindo pelo seu corpo e levando parte das preocupações pelo ralo. Depois me vesti e fui ver o que eles estavam fazendo, se nessie não estava no quarto só podia estar com Edward. O ódio que eu senti dele hoje de manhã não tem prescedentes, quem vê ele falando pensa que é um anjinho inocente, era só o que faltava mesmo.
Cheguei na sala e eles estavam conversando como se fossem velhos amigos, e nessie quando me viu correu e me abraçou.
-até que enfim acordou, deve estar com fome, mas só tem algumas coisas no frigobar então vai ter que servir — e se virou e foi pegar alguma coisa pra comer, nem tive tempo de falar nada, eu não estava com fome mas se eu falar ela vai me obrigar a comer do mesmo jeito então....
-conversei com Carlisle — começou Edward, eu que nem tinha olhado pra ele me virei e esperei terminar — Charlie pegou uma vampira e a trouxe pra colher informações, mataram alguns lobisomens, e estão nos esperando lá assim que anoitecer. — como assim "nos esperando", só se for ele por que eu não tenho nada pra fazer lá.
-jake também veio — nessie estava toda alegre, merda agora vou ter que ir. Ela me alcançou uma coca e um salgadinho, e comemos em silêncio, mas sentia os olhos dos dois sobre mim, por isso nunca gostei de companhia, com nessie eu já era acostumada com suas observações e suas tagarelices,não nego que no início foi difícil mas superamos isso juntas, seus traumas e meu silêncio,mas com qualquer outra pessoa me sentia pressionada, suas curiosidades sobre mim chegavam a ser enervante, quando estava com os demais eu camuflava meu incômodo atuando, rindo debochado e humilhando, eu não planeja fazer isso, era somente eu sendo quem realmente sou quando me sinto observada, sempre detestei falar sobre mim, mas apesar de tudo era melhor perguntar direto do ficar tentando adivinhar, não que fossem ter uma resposta.
- estou com tanta saudades do meu lobinho — ela sempre quebrava o silêncio, — não pensei que esse imprinting fosse tão forte assim — e mudou de assunto rapidamente — eu achei estranho ninguêm lamentar a morte de Tânia a não ser a própria família, voçês estavam noivos a quanto tempo? — e nunca segurava a língua.
- a quase dez anos — ele respondeu e eu me obriguei a olhar pra ele com uma sombrancelha arqueada — e minha família a suportava por minha causa.
- eu nem vou perguntar por que não gostavam dela, era muito burra. — se eu arrancar a língua dela será que vai fazer falta? éh acho que sim. Ele ainda riu, eu sabia que estava fazendo um favor a ele quando a matei.
-eu também me irritava com isso, como não tinha certeza sobre meus sinceros sentimentos — e riu torto, por um momento eu pensei, que sorriso lindo ele tem, então olhei pra minha coca e suspirei, MAS QUE MERDA É ESSA? — não quis me casar. — terminou ele mas eu mal o ouvia,eu não sou de suspirar por ninguêm, ESSA NÃO SOU EU, já sei, é culpa de james e victória que começaram essa bagunça toda e agora eu não consigo pensar direito, isso mesmo. Estamos perdendo tempo aqui.
-desculpe interromper as fofocas, mas temos que ir. — eu fiquei de mau humor sim algum problema?
-mamis edward não pode sair — nessie disse e me olhou achando que eu estou louca.
-voçê nos leva até o carro, assim ele não fica desprotegido outra vez — ele trancou a mandíbula e fechou as mãos em punho.
-não perca seu prescioso tempo comigo, sou mais de duzentos anos mais velho que voçê consigo me virar sozinho — ele respondeu sério, parece que ele se ofendeu, segurei o riso.
- não foi o que pareceu essa noite — retruquei e me virei pra nessie que por milagre estava quieta, já que ele não prescisa de nós então que se virasse sozinho — vamos. — e estendi minha mão pra ela.
-não podemos deixá-lo, andar sozinho por aí num momento como esse é muito perigoso — ela disse de olhos arregalados.
- vamos — repeti seriamente e ela suspirou e segurou minha mão, a sensação era sempre a mesma, esquisita, quando abri os olhos estávamos escondidos por uma coluna de concreto a alguns metros do nosso carro, me virei pra ela que estava rindo e tive que segurar o grito.
-o que ele está fazendo aqui — falei pausadamente e apontei pra Edward que estava do outro lado de nessie segurando o riso.
-foi um acidente mamis, eu peguei na sua mão e acabei encostando nele, acabou que ele veio junto — disse entre risos, e ele não conseguiu segurar a gargalhada, minha filha não sabe acatar uma ordem, se ela tivesse o mesmo DNA que o meu não seria tão parecida comigo, quando pensei isso dei um risinho e balancei a cabeça negativamente, e o pior é que a mentira deslavada dela nem uma criança acreditaria.
-vamos logo antes que nos vejam aqui rindo a toa — falei, nessie apesar de me contrariar, sempre consegue melhorar meu humor.
-e pra onde vamos? — ela perguntou enquanto entrava no banco de trás para que Edward fosse na frente comigo, parece que ela gosta mesmo dele.
- pra Newark — ele respondeu e ganhamos as movimentadas ruas da cidade, com nessie e Edward conversando , acabei rindo de algumas besteiras que falavam, descobri que Edward é divertido sem parecer um palhoço. Gostei disso.
-mas e voçê bella — começou ele me olhando divertido — não pensa em arrumar um namorado e dar um pai pra nessie? — e riram outra vez, mas eu não achei graça.
-não estou afim de arrumar um namorado num momento como esse — na verdade não quis um quando estava tudo tranquilo não será agora que estamos prestes a iniciar uma guerra que vou arrumar um.
-na verdade a mamis nunca quis e nem vai querer um namorado, eu também não queria, mas apareceu jake e eu mudei de idéia, talvez aconteça o mesmo com ela. — mas era só o que faltava mesmo.
-não me jogue praga filha — falei séria e eles explodiram numa gargalhada tão alta que o carro tremeu — pobrezinho do meu carro — resmunguei e eles se controlaram um pouco, eu disse um pouco, por que durante todo o caminho foram se divertindo de suas próprias histórias, por um momento senti que alí não era meu lugar, então pensei, onde seria ?.
O local não era muito longe, pois não podíamos nos afastar tanto de Nova York, o que mais nos atrasou foi o trânsito infernal e que estava ainda pior por causa da maldita ponte, mas valeu a pena.
Pouco antes de chegarmos já percebemos que o local estava sendo vigiado por alguns de nossos aliados, ninguêm queria surpresas desagradáveis, se alguêm cruzasse nessa direção imediatamente ficaríamos sabendo, Edward nos contou que o rastreador dos volturi pegaria qualquer um isso se não tivessem sendo protegido, será que algum deles também tem um escudo? mas guardei essa pergunta pra mim.
Quando nos aproximamos da casa percebi que o lugar era perfeito pra se esconder dos humanos, a propriedade era toda fechada com muros altos e tinha muitas árvores principalmente ao redor da casa, provavelmente pertencia a algum ricasso que vinha prá cá pra se livrar do barulho da cidade grande, os cullen's correram abraçar Edward, a primeira foi Alice que não desgrudou mais dele.
-obrigada — Esme disse e me abraçou, não retribuí, mas percebi o alívio que sentiram quando o viram inteiro e lindo como sempre. — obrigada mesmo — continuou um pouco constrangida por minha recusa.
-não me agradeça, não fiz nada, foi nessie quem o tirou de lá — falei educadamente e ela abraçou nessie que lógico retribuiu, os demais só agradeceram e as meninas nos abraçaram como das últimas vezes que nos vímos, elas não se importavam com minha recusa em retribuí-las.
-entrem, temos algumas notícias que podem seu úteis — disse Carlisle um pouco arrogante, afinal seria a primeira vez que eles me diziam algo importante e não o contrário, o segui para dentro com nessie que estava um pouco chateada por jake não estar, como eles poderiam sair durante o dia ficaram responsáveis de vigiar NovaYork, a noite eles descançam e os vampiros assumem seu lugar, aos arredores daqui haviam vampiros porque estávamos um pouco afastados dos humanos. Um bônus que ninguêm esperava depois de tanto azar.
-bella minha querida — Aro veio em nossa direção como se estivesse feliz por nos ver, mas ví como ele é falso em absolutamente tudo. — que bom revê-la apesar das circuntâncias — falou em tom de lamento, eu vou ter que aturá-lo? mas não vou mesmo.
-quem é ela? — o ignorei e acenei na direção onde estava uma vampira encolhida num canto como um animal enjaulado, senti meu sangue ferver quando percebi o que estava acontecendo. A vampira estava sobre a mira dos olhos de jane, se tentasse fugir seria atingida por seu dom cruel, mas se ela ainda estava viva indica que estavam nos esperando pra dar um show, Aro com certeza já havia lido sua mente, sabia tudo o que ela sabia, não havia nescessidade de mantê-la viva, mas eles gostavam de mostrar o que faziam aos traidores, mas ela era só um peão nesse tabuleiro.
-foi ela que Charlie capturou — iniciou Carlisle mas isso eu já sabia, ele estava um pouco surpreso por eu ignorar Aro, se vamos ficar juntos eles que vão se acostumando com isso, o cortei sem rodeios.
-voçês já sabem todos seus pensamentos, por que ela ainda está viva? — perguntei me fazendo de confusa, eu era ótima atríz ,modéstia a parte merecia até um oscar.
-é uma traídora, merece sofrer por nos desafiar — Caius deixou claro que a frase se aplicava a mim também, pois ele que vá se fuder. Dei um riso de lado a ele que me olhou mortalmente, até parece que eu tenho medo, fui até a vampira que me olhou e arregalou os olhos, só revirei os meus.
-qual é o seu nome? — perguntei sorrindo e ela me olhou sem graça, eu hein, mas ela ficou quieta, a protegi com meu escudo, e em seguida senti a pressão tentando ultrapassá-lo, eu queria ver a cara de jane mas eu riria dela então continuei com os olhos fixos na vampira que se encolheu ainda mais no canto e olhou confusa pra jane que estava rosnando, a ignorei e perguntei outra vez.
-se não conversar comigo sentirá dor outra vez — falei meigamente a ela que trancou a respiração provavelmente lembrando da dor que sentiu.
-Ângela Weber — ela sussurrou
-eu me chamo Isabella e essa é nessie — apontei pra nessie que estava do meu lado, que novidade, pensei com sarcásmo, mas continuei falado tranquilamente — minha filha. — ela olhou curiosa pra nessie que sorriu e acenou. — e eu estou muito mas muito chateada com seus líderes, não posso nem pensar na possibilidade deles a machucarem durante essa guerra — terminei falando baixo, lento e muito assustadora, ela ficou me olhando com pavor. — quem controla seu grupo?
-era sobre isso que iríamos conversar com voçê — Carlisle disse convencido — ela não conhece os líderes, quem controla esse grupo é um rapaz chamado Riley, ele com certeza sabe onde os encontrá-los — pra eles isso era tudo o que importa, são tão obscecados que não olham a nossa volta.Me virei pra ele.
-não gosto de dever favores a ninguêm — comecei seriamente e ele só arqueou uma sombrancelha — e imagino que voçês também não, o que nos daria por salvar a vida do seu filho? — toma essa cullen's filhos da puta.
- o que voçê quer? — devolveu com uma pergunta depois de pensar um pouco, só nós dois conversávamos, os outros se mantinham quietos. Alice ainda grudada em Edward, eles me olhavam como se eu estivesse cobrando por um serviço, estava mesmo.
-ela — e apontei pra Ângela, Caius retrucou sem cerimônia
-foi Charlie que a trouxe, ela pertence a nós, Carlisle não pode dá-la a voçê.
-irão matá-la, acredito que voçês podem fazer um acordo entre si, me responsabilizo por ela e por qualquer falha que ela seja responsável — e dei de ombros — e ainda saio perdendo, acredito que Edward vale muito mais do que ela. — e então Marcus dá uma gargalhada vai até Aro e alcança sua mão pra ele que a pega e fica pensativo, o olhar de Marcus era de puro fascínio mas ao contrário dos outros que me olhavam assim e eu não gostava, me senti importante diante de seu olhar. Sorri largamente pra ele. Aro soltou sua mão e acenou pra Carlisle.
-faça o que achar melhor com ela, mas não esqueça que ela está sob sua responsabilidade — avisou Carlisle, e Caius saiu discutindo com Aro que eles não davam segunda chance a ninguêm, mas nem liguei estava quase pulando de alegria, mas não deixei passar nada a não seu meu sorriso vitorioso, me virei pra Ângela completamente séria e retirei meu escudo dela.
-me conte tudo, desde sua vida humana até agora — ela só me olhou quieta, mas se sentia aliviada, mas se ela não colaborasse isso não duraria muito tempo. — A-G-O-R-A — falei firme. Ela assentiu com a cabeça e eu me sentei ao seu lado com nessie no chão mesmo.
-nasci e me criei em Chicago — começou ela exitantemente, então respirou fundo só não sei pra que — tinha uma família unida, eu não trabalhava mas fazia questão de cuidar dos meus irmãos, então ganhei uma bolsa pra estudar na NYU (Universidade de Nova York), fazia dois anos que eu estava aqui, quando fiquei um pouco mais na biblioteca e quando saí já estava escuro, mas não me preocupei, morava numa república de bolsistas e ficava bem próximo, além do mais não era a primeira vez que eu saia tarde de lá. A caminho da república Riley me pegou e me transformou, disse o que éramos e que prescisava de muitos de nós talves centenas — arregalei os olhos, será possível que já tenham tudo isso? se tiverem as coisas estão piores do que imaginei. — disse que enfrentaríamos dois clâs poderosos e tiranos, mas se quiséssemos nos alimentar e viver em paz teríamos que vencer essa batalha.
-quantos que está sob a responsabilidade de Riley? — agora me preocupei de verdade.
-éramos vinte cinco, mas o volturi matou dois e me trouxe com ele, não sei em quantos são agora — terminou murmurando
-quantos anos tem e a quantos foi criada? — meu bebê também estava preocupada, mas sua pergunta é útil.
- e qual a idade dos outros? — completei
-eu tenho vinte e de vampira dois, os outros é mais ou menos isso também — ela foi sincera, a coisa tá feia pro nosso lado, hora de dar as opções a ela.
- eles mentiram pra voçês, não em tudo, mas estão os usando pra nos derrotar, já te adianto que eles vão perder — disse firme, mas eu tinha minhas dúvidas quanto a esse resultado — se ficar do meu lado, eu treino voçê e lutamos juntas, voçê sabe porque lutamos? — perguntei
- por poder — respondeu sem exitar
-os volturi e os cullen's lutam pra mantêr seu poder como líderes dos maiores clâs e pra manter nossa espécie em sigilo, nós — e apontei pra mim e pra nessie — lutamos por nossa liberdade, nosso direito de andar pelas ruas sem sermos apontados pelas pessoas como monstros, nosso direito de viver o mais normal possível, de nos alimentar sem restrições desde que ninguêm saiba, assim tudo o que eles vêem em nós é nossa beleza e nossas qualidades, agora eu pergunto, pelo que "voçê" luta? — fui o mais sincera que podia na medida do possível é claro e dei uns segundos pra ela refletir, não é fácil mudar de lado e descobrir que tudo que se acredita é mentira, mas ela tinha duas opções.
-voçê me confundiu — ela murmurou, se ela está confusa quer dizer que ela está pesando suas escolhas, mas ela só tem duas. — como posso saber que não está mentindo também? — perguntou receosa, isso quer dize que pelos menos é um pouco inteligente.
-essa é fácil — e sorri largo — se não ficar do meu lado quer dizer que está contra mim, mato voçê antes que consiga piscar os olhos — disse ainda sorrindo e ela arregalou os olhos e a boca se abriu em um "O" continuei sorrindo. Agora ela aceita ficar do meu lado.
-estou do seu lado — disse rapidamente, não disse?
-como posso saber que não está mentindo pra mim? — perguntei com sarcásmo.
-não estou, o vampiro pode me tocar e ver que não estou — disse e me olhou acenando a cabeça pra ela mesmo, como se concordasse com o pensamento
-não presciso disso — e me virei pra Edward que conversava com jasper — Edward — o chamei sorrindo e em troca recebi um de seus sorrisos deslumbrantes, ele só acenou com cabeça e disse a ela.
-obrigado — se virou e continuou falando com jasper.
-como assim obrigado? — ela me perguntou confusa, pela cara de convensido dele ela estava pensando o quanto ele é bonito.
-digamos que ele é muito talentoso — foi o que respondi, se alguêm queria contar seus dons que contassem isso não era assunto meu. — e eu acredito em voçê,se me jurar lealdade poupo sua vida, mas se me trair eu mesma acabo com voçê — disse seriamente.
-eu juro — ela disse convícta, e sua intenção era essa mesma, pelo menos nesse momento.
-vamos lá pra fora — chamei e me dirigi aos fundos da casa, com ela e nessie me seguindo.
Quando chegamos lá percebi que por milagre ninguêm veio atrás de nós.
-o que voçê sabe sobre lutas? — fui direto ao ponto.
-Riley nos treinava diariamente, então sei lutar bem — disse orgulhosa, quando fui destilar meu sarcásmo nela, nessie fez primeiro.
-se lutasse tão bem não seria pega por Charlie, mas ele é muito experiente, mesmo assim voçê não foi muito inteligente já que estavam em três e não conseguiram vencê-lo — mas eu sabia que números não venceriam Charlie, somente com inteligência e experiência poderia se ter uma chance de derrotá-lo.
-voçê vai treinar com nessie, ela prescisa melhorar suas habilidades, eu vou instruí-las da melhor maneira que puder, comecem — ordenei e fiquei observando-as, o que eu queria era saber que tipo de treinamento eles recebiam e a forma dela lutar vai me mostrar isso.
Quando elas se posicionaram, Ângela partiu pra cima de nessie com golpes rápidos mas óbvios demais, a maneira que eu treinava nessie era diferente e muito mais rigorosa, então ela se desviou deles mas com dificuldade por causa da rapidez de Ângela, o problema era que minha filha não conseguia se concentrar na luta, era capaz de se distrair até com um simples barulho, mas quando treinava com armas era rápida e eficiente. O resultado era sempre o mesmo, sem armas um desastre com armas um espetáculo. Tenho quase certeza do motivo pra ser assim, mas presciso de uma segunda opinião, Carlisle é formado em medicina e não posso negar que ele é bom no que faz, o povo de Forks adorava seu trabalho. Talvez ele possa tirar minhas dúvidas sobre esse assunto.
Não demorou muito e Ângela derrubou nessie e ia atacá-la jogada no chão mesmo, então eu ví que o treinamento dela era óbvio mas impiedoso, era assim que eles vão nos atacar, não se importando com as consequências e sem grandes estratégias. Estendi meu escudo físico e protegi nessie de seu ataque, ela bateu e parou confusa quando seu chute nem chegou perto do rosto de nessie, outro ponto intessante, ela não sabia muito sobre dons e quando ficou diante de um ficou perdida, BINGO.
-chega por enquanto — anunciei e fui ajudar nessie, que estava insatisfeita.
-eu sou péssima mamis — lamentou e me abraçou, dei um riso e a abracei de volta.
-a prática leva a perfeição — falei
-então eu ter que praticar muito — resmungou e riu como se não tivesse perdido uma luta, outra vez.
-vai sim — concordei rindo com ela e olhei pra Ângela que nos olhava estranho e esperando algo, quem ficou confusa agora fui eu. — diga — falei
- é que quando treinávamos e íamos bem nos permitiam sair pra caçar e nos elogiavam, mas eu tentando me acostumar a nova rotina — disse e sorriu se desculpando por nos comparar a eles.
-saímos pra caçar sempre que for nescessário, e quanto a se sair bem lamento informar que o fato de vencer nessie não prova que luta bem só prova que é melhor que ela, seus golpes são óbvios demais, se quisermos vencer essa guerra trate de mudar isso, — e olhei de uma para outra — as duas. — terminei e voltei pra dentro carregando nessie que estava pendurada em mim, e Ângela nos seguiu sem chamá-la, talvez ela tivesse salvação ainda.
Dentro da casa cada um estava em um canto fazendo algo inútil e alguns conversando sobre estratégias de ataque, Caius me viu e me olhou com raiva, Aro sorriu falso como sempre, e os demais me olhando de canto, eles tinham ouvido a nossa conversa e a luta delas, ignorei todos eles. Fui até Carlisle.
-presciso falar com voçê — disse educadamente — a sós, mas pode ser depois, não quero atrapalhá-lo.
-não estamos fazendo nada de interessante mesmo, vamos dar uma uma volta — ele respondeu sorrindo levemente.
-filha me espere aqui, eu não demoro — ela que ainda estava enroscada em mim resmungou e me soltou.
-e o que eu vou fazer aqui — disse ainda resmungando.
-conte a Ângela um pouco sobre voçê e como era nossa vida em Los Ângeles, mas não exagere — completei pra ela saber que não devia contar algumas coisas, ela concordou me deu um beijo e foi com Ângela saltitando, revirei os olhos e saí com Carlisle, isolei os sons, pois se não fizesse isso eles ainda iriam nos ouvir.
-em que posso ajudá-la — ele se sentou num banco que havia no bosque e eu me sentei a seu lado.
-é sobre nessie — comecei , ele me olhou e acenou que continuasse. — provavelmente voçê sabe um pouco sobre seu passado.
-Jasper nos contou o que ela disse aquela noite. — ele confirmou — sua vida humana foi muito difícil.
- isso mesmo, ela é ótima com armas em lutas, mas sem elas é um completo fracasso, voçê é médico acha que isso se deve a algum trauma não superado? por que eu não entendo muito sobre isso e destesto essa porra, e se eu não entender não posso ajudá-la. — desabafei e esfreguei as mãos no rosto completamente frustrada, eu já havia perguntado isso a ela mas ela foi honesta e disse que não sabia o motivo de não conseguir lutar sem armas.
Ele ficou pensativo, agora ele era o médico e não o vampiro, pelo menos é bastante profissional.
-ter certeza eu não tenho — ele disse — mas as chances disso acontecer são muito grandes, talvez ela se sinta segura quando está armada e completamente vulnerável sem elas, é uma forma incosciente de proteção, cada um lida com seus traumas de formas diferêntes, Rosalie também sofreu muito, o resultado é sua personalidade forte e que não se conforma em perder, quando perde se sente humilhada, ela faz questão de mostrar que é a melhor, ao contrário de nessie que faz questão de sorrir o tempo todo mostrando que apesar de tudo ela pode ser feliz. — refleti um pouco sobre isso e ele tinha razão, me senti melhor por entender e agora posso ajudar meu bebê.
-provavelmente seja isso — falei sorrindo levemente mas foi um sorriso sincero.
-falo como pai, não foi fácil lidar com Rose e se acostumar com seu gênio difícil, mas é mais fácil aceitar e trabalhar dentro de seus limites do que impôr uma situação com a qual ela não vai saber lidar, mas pelo que vi que voçê já faz isso, já que faz tudo o que ela quer — ele sorriu largo e também sincero, ele ficava muito mais bonito assim.Sorri de volta.
-eu jamais a obrigaria a fazer algo que não quer, a não ser treinar sem armas, mas não tive intenção de impôr uma situação a ela. — me sentí culpada por fazer isso, embora tivesse boas intenções o que importa é sempre o resultado — falhei com a única pessoa que eu realmente gosto e me importo — disse a ele.
-nós nem sempre fazemos o melhor por nossos filhos, sempre tentamos mas as vezes falhamos — ele disse compreensivo — no passado todos nós falhamos com Rose, a situação só melhorou quando apareceu Emmet, e ela ficou menos ignorante conosco e com a mente mais aberta, então Edward viu em sua mente o que ela evitava pensar, não por ele mas por que não se permitia relembrar o passado, ele nos contou e vimos que falhamos com ela por quase duas décadas, então aprendemos a respeitar e aceitar suas limitações, hoje pelo menos em família ela é justa e compreensiva, nos ama e nos respeita com a mesma intensidade que nós. — ele terminou, mas eu não quis perguntar o que aconteceu a Rose, eu já imaginava que ela tinha algum trauma, o que eu não imaginava é que minha filha também tivesse, eu sabia que no início ela tinha mas achei que ela tivesse superado.
-obrigado — agradeci e nos levantamos — a partir de agora ela escolhe a maneira que quer treinar — falei, sorrimos e voltamos pra casa, onde tinha alguns curiosos sobre nossa conversa, eu já havia retirado o escudo e sabia que Edward estava lendo a mente de Carlisle.
-será que podemos saber qual era o assunto pra terem demorado tanto e não conseguirmos ouvir nada — Alice estava praticamente nos acusando, ela estava com a mão na cintura e batia o pé irritantemente no chão.
-foi uma consulta Alice — Edward disse divertido — e sabe que Carlisle não fala sobre a vida pessoal de seus paciêntes. — e segurou o riso — eu sei por que li sua mente, mas não vou contar — ele respondeu ao pensamento de Alice — não — já falei Alice — eu não sou bisbilhoteiro — não acho isso.- Isso foi estranho me senti perdida mas agradecida por Carlisle ser discreto e Edward também — eu não sei se ele vai cobrar a colsulta particular.
-me mande o valor que eu acerto isso com voçê — falei divertida para Carlisle
-claro vou fazer as contas do tempo de consulta e lhe mando o valor — ele disse rindo, e os outros riram também,menos Alice que estava quase quicando de curiosidade, deixei Alice cobrando Edward por pensamento e Emmet louco em volta deles dizendo que detestava quando faziam aquilo por que ele não entendia, na verdade ninguêm entendia mas só Emmet queria saber, agora tenho certeza que ele é muito fofoqueiro.
Fui direto em direção a porta e nessie já grudou em mim.
-aonde vamos? — acabei rindo, ela não sabia onde eu iria ou o que iria fazer, mas sabia que ia junto.
-pegar os brinquedinhos no carro — falei pra ela que já começou pular do meu lado.
No porta malas estava nossas coisas, mas só peguei uma mala e o saco com os explosivos, sabíamos que iríamos prescisar então pegamos muitos. Entramos novamente na casa e fomos até um canto da sala onde colocamos as coisas, nessie foi até o centro da sala e pegou a mesinha pra por as coisas em cima. Colocou no canto e sentamos em volta, abri o saco com os explosivos e começamos prepará-los, sem olhar eu sabia que éramos novamente o centro das atenções, os ignorei e continuei o que estava fazendo. Até que nessie começa rir e cantar uma música.
-Eu sei que ninguêm confia em voçê, uma gota a mais de sangue que eu derramo,uma gota a mais que voçê pega, uma gota a mais e eu vou enlouquecer. — sua voz apesar de risonha era baixa e bem assustadora, não contive a gargalhada. Essa menina era uma figura.
-por que estão fazendo isso? — Alice disse se aproximando de nós e cortando nossa alegria.
-pra passar o tempo — nessie disse ainda rindo, pelo menos a minha alegria.
-espero que saibam que explosões não matam vampiros, e se matasse teria que ser uma muito grande e ele estiver bem no meio, mesmo assim seria muito difícil por causa da rapidez — ela acha que somos burras?
-sabemos disso — falei sem olhar pra ela e continuei o que estava fazendo.
- então porque prescisam de tantas? — ela não tem o que fazer não. A ignorei.
- dessa vez eu monto o controle — avisei a nessie.
-mamis eu adoro mexer nas pecinhas, isso não é justo, e apesar da minha falha aquele dia, ele funcionou — ela ainda tentou argumentar comigo, mas uma notícia na tv a interrompeu, Emmet assistia alguma porcaria e estava resmungando que interromperam seu programa preferido por causa de notícias.
" ATÉ AGORA NENHUMA ORGANIZAÇÃO ASSUMIU O ATAQUE A PONTE DO BROOKLIN, NO MOMENTO FORAM CONFIRMADAS A MORTE DE DEZESSTE PESSOAS, O NÚMERO SÓ NÃO É MAIOR DEVIDO AO POSTE QUE CAIU NA ENTRADA DA PONTE BLOQUEANDO A PASSAGEM DOS VEICÚLOS, PEDIDOS A POPULAÇÃO QUE EVITE CIRCULAR PRÓXIMO AO LOCAL E QUE PROCUREM VIAS ALTERNATIVAS " enquanto a reporter falava mostrava cenas do local, aquilo estava um caos, não sei pra que tanta polícia, tinha até o pessoal do exército, que gente mais esquisita, era só uma ponte. Está na hora de explodirmos mais algumas. Quando voltou a programação normal voltamos nossa atenção aos explosivos e aos controle. Alice voltou pra perto de jasper um pouco aborrecida, nem me importei.
-se voçês sintonizarem as antenas do controle o alcance é muito maior — disse Marcus se aproximando e sentando-se ao nosso lado. Disso eu não sabia, achei que esse modelo não tinha alcance maior, então a informação nos animou ainda mais.
-tipo, com alguma frequência de rádio? — nessie perguntou animada.
-exato — ele respondeu e ficou olhando eu montar os controle. Fiquei pensando que seria mais rápido se os outros ajudassem, faríamos quase tudo em uma noite e não correríamos o risco de ficar andando pela cidade a tôa só pra explodirmos umas pontezinhas. Assim nos focávamos somente em pegá-los e não sermos pegos. ISSO.
-Rose — chamei e ela se juntou a nós.
-sim — respondeu sorrindo, pelo jeito ela desconfiava que eu tinha um plano, acho que ela me conhecia um pouco, não sei se gosto disso ou não.
-só uns segundos — disse a ela e me virei pra nessie — filha pegue o mapa no carro. — e ela sumiu e reapareceu com o mapa.
-pra que mamis? — perguntou curiosa
-calma filha — falei enquanto abria o mapa e estendia no chão, ficamos nós quatro em volta dele. — fomos nós que explodimos a Ponte do Brooklin — contei a ela que arregalou os olhos e riu, mas não disse nada esperando eu continuar, senti os outros se aproximando — vamos explodir mais cinco — avisei — poderia nos ajudar? — perguntei
-com certeza — disse firme, ela subiu no meu conceito agora, eu sabia que ela perguntaria o motivo, mas não importa qual seja ela nos ajudaria — mas poderia saber o motivo de tanta revolta com a pobre cidade — ela disse rindo e animada.
- destruíndo as principais pontes, a população será obrigada a passar por caminhos alternativos — falei e fui mostrando os locais — ficarão com medo e evitarão o centro da cidade, quanto menas pessoas circulando livremente por lá, mais espaço e privacidade teremos e assim poderemos procurá-los com mais liberdade. — expliquei.
-a cidade estará um caos, por ataques que eles julgam feito por terroristas e não saberão que na verdade isso é uma guerra entre vampiros — Edward se intrometeu, mas pelo menos dessa vez foi pra ajudar e não julgar como das outras vezes. Só concordei com a cabeça.
-a idéia foi sua não foi — Marcus perguntou pra mim, só sorri largamente e acenei positivamente com a cabeça, ele sorriu de volta. — voçê é terrível — ele brincou.
-acredite, isso é só o começo — disse séria e ele concordou.
Sabíamos que tínhamos um longo caminho pela frente, mas não desistiríamos, eles que se preparassem porque assim que os números de pessoas diminuírem nas ruas, ninguêm aqui recuaria outra vez, acho bom os lobisomens que estão em Seattle virem ajudá-los, por que eles vão prescisar.
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