The Mark Of The Vampire
2 Capitulo 2 - A chegada - Parte I
Notas iniciais
PVB
Chegamos a Seattle eram sete horas da noite, eu já tinha deixado preparado um carro e as reservas em um hotel, iríamos ficar na cidade até amanhã e depois partiríamos pro fim do mundo, quer dizer, pra Forks. Eu não me sentia nem um pouco feliz em morar em uma cidade com pouco mais de três mil habitantes. Antes nós morávamos em Los Angeles, a segunda maior cidade do país, ou seja, a mudança era drástica, e sabe qual é a pior parte de tudo isso no momento? era além do meu mal humor dos infernos por causa de um passageiro, que resolver me falar poesias, é, você não entendeu errado, falar poesias, quem em sã consciência fica falando poesias em pleno vôo, e pra alguém que não conhece, ta que se ele realmente me conhecesse estaria correndo até agora, não que eu fosse deixar é claro, bom mas voltando ao foco, além do mau humor por causa do velho, ainda tenho que agüentar a Nessie que está saltitando do meu lado, sabe porque?
-Mamis ,vamos ficar só mais alguns dias aqui assim aproveitamos e conhecemos mais a cidade — pois a criatura tava nesse discurso desde que chegamos no aeroporto, já estava na hora de por um ponto final nesse assunto.
- Se você quiser deixar seu cheiro por toda a cidade podia ter me avisado antes assim eu não tinha me preocupado tanto em escondê-la- Agora eu só quero ver o que ela vai me dizer.
-Ta bom mamãe você esta certa- disse suspirando e fazendo cara de coitadinha.
-É claro que eu estou certa, afinal eu sempre estou- falei pondo um fim nessa discussão idiota. Depois de toda aquela burocracia pra pegar as bagagens me encaminhei ao balcão de informações pra pegar as chaves do carro. Um rapaz alto e de uniforme estava atrás do balcão de informações com os olhos tão arregalados que eu achei que fosse cair do rosto e sair rolando pelo chão, dei um sorriso largo pra ele quando pensei isso, ouvi claramente ele ofegar quando me aproximei e também ouvi o riso descarado de Nessie um pouco atrás de mim, e quando eu abri a boca pra falar com ele, Nessie me solta uma de suas pérolas.
-Hei cara quer um lenço pra enxugar a baba ou vai usar a manga do uniforme?- Ela disse em alto e bom som em tom de deboche, e as pessoas que já estavam nos olhando olharam ainda mais, é, ela realmente entende o que a palavra discrição significa.
O rapaz corou absurdamente mas não tirou os olhos de mim, então resolvi brincar um pouco pra ver se o meu humor melhorava.
-Olá- disse numa voz agradável, e muito meiga dei sorrisinho envergonhado pra ele- Quero as chaves de um mercedes que está em nome de Paula Meraz por favor.- Quase vomitei de usar o por favor, se fosse possível é claro.
-clã......claro- respondeu gaguejando e ouvi outro risinho de Nessie- Sua identidade por favor?- ele disse um pouco hesitante e a voz não passou de um sussurro forçado.
-Claro- eu disse numa voz suave e alcancei a identidade falsa pra ele. -só estou com um pouco de pressa se você puder resolver isso logo eu ficaria muito, mas muito agradecida mesmo-eu disse me inclinando um pouco em sua direção e deixando minha voz sedutora, ouvi claramente o seu coração disparar e sua respiração ficar errática.
-Agora mesmo senhora- ele respondeu da maneira mais firme e confiante que conseguiu.
Quer saber? gostei dele, alto, forte e gostoso, não é sempre que se encontra um desses por aí, até melhorou meu humor o fato dele não ficar se borrando nas calças diante de mim, homem tem que ter pegada. por sua atitude de não me cantar e de não bancar o gostosão pra cima de mim, ele não vai ser minha companhia hoje, sorte dele é claro, afinal passar uma noite comigo é o mesmo que comprar uma passagem só de ida para o inferno.
Não demorou nem um minuto, e ele virou de volta pra mim com as chaves e minha identidade em mãos, a qual ele nem olhou.
-Aqui está as chaves e sua identidade- ele me entregou ambas e ficou esperando ansioso provavelmente alguma gorjeta ou um cartão com meu número, mas eu não daria nem um dos dois, pois afinal das contas já salvei sua vida hoje, viu como sou boazinha?
-Obrigada — respondi de maneira que não deixava brechas para qualquer outra pergunta ou insinuações, entendam que eu sou boazinha sabe, mas eu mudo de idéia tanto quanto Nessie muda de roupa.
Virei-me para aquela que estava se segurando pra não rolar no chão de tanto rir, e olhei de uma maneira que algumas pessoas próximas deram um passo para traz, mas é claro que aquela aprendiz de vampiro não fez o mesmo, ela simplesmente se recompôs , arqueou uma sobrancelha perfeita pra mim e indicou com a cabeça em direção ao rapaz que me atendeu agora pouco de maneira tão sutil que um humano não perceberia que estávamos nos comunicando, eu entendi imediatamente o que ela queria saber, e só acenei com a cabeça de volta e saímos silenciosamente em direção ao estacionamento com o carrinho de bagagens. Cada uma carregava suas próprias coisas.
Parece que minha boa ação do dia não deu em nada pois o lanchinho ambulante que eu poupei a vida hoje no aeroporto, vai virar lanchinho de minha filha Nesse (é, ela se interessou e muito nele).
O caminho até o hotel foi rápido, assim que chegamos fomos para o nosso quarto, que é claro era muito confortável mas não com muito luxo afinal não poderíamos passar despercebidas se nos hospedássemos no melhor hotel da cidade, Nessie estava quieta a mais de cinco minutos o que não era nada normal pra ela, eu não gostava de vê-la assim fitando o vazio como se estivesse em outro lugar. Lembro-me até hoje quando a encontrei praticamente morrendo naquele beco escuro e húmido, resolvi espantar as más lembranças.
-Nessie toma um banho enquanto eu arrumo nossa roupa e vamos caçar, afinal você gostou do funcionariozinho- disse a ultima palavra com ironia pesada na voz, ela como sempre me surpreendeu ao soltar uma enorme gargalhada e dizer:
-Foi você que resolver deixar ele de lado hoje e sabe como eu sou "mamãe"- ela disse a palavra em tom de brincadeira-mas a boa ação do dia é sua e não minha.- a saiu em super velocidade em direção ao banheiro enquanto eu já separava nossas roupas para irmos caçar. Hoje as ruas de Seattle não estariam nem um pouco seguras, para os humanos é claro, pensei com muita malícia enquanto terminava de escolher nossas roupas.
Duas horas depois eu esta sentada ao lado de um corpo, ou melhor do que sobrou de um corpo, estava pensando na minha não vida e roendinho uma costela do ser asqueroso que tentou me estuprar achando que eu era uma pobre coitada, quando o vento mudou e me trouxe um cheiro que eu reconheceria até no inferno, "vampiro", imediatamente me coloquei em alerta e incendiei o resto do corpo no chão e corri na direção aonde Nessie estava, não levou um minuto e eu já estava diante dela com minha expressão feroz e assassina, quando ela olhou pra mim rapidamente fez o mesmo que eu havia feito um minuto antes, e sem perguntar nada pegou minha mão e nos tele-transportou para dentro do nosso quarto de hotel.
-O que aconteceu? — perguntou finalmente depois de um tempo. Eu andava de um lado para o outro revoltada com minha falta de sorte, não era possível que escolhemos tanto um lugar para vir parar onde havia vampiros.
- Vampiros — eu murmurei para ela que imediatamente começou a andar de um lado para o outro me fazendo companhia.
- E agora mamis ? — perguntou firme mas pude perceber receio em sua voz, também não era pra menos, foram vampiros que quase a mataram a alguns anos atrás e foi de uma forma brutal. Nós, Nessie e eu nos alimentamos de humanos de uma forma repugnante para muitos outros seres, mas jamais matamos pelo simples prazer de matar, não nos importamos de onde eles vêm ou pra onde eles iriam, se cruzasse nosso caminho em nossa noite de caça e fosse o escolhido não sobreviveria, preferimos homens, eu particularmente não me relaciono sexualmente com eles , apenas alguns amassos dependendo das circunstancias, mas Nessie algumas vezes aproveita o máximo que ela pode , eu não a julgo afinal é o corpo dela ela faz suas próprias escolhas, mas o que fizeram a Nessie no passado não poderia ficar impune e se dependesse de mim não ficaria.
-responde Bella e agora?- disse quando eu não falei nada, Nessie não era minha filha de sangue, nem poderia ser afinal eu nunca tive sentimentos tão nobres ate conhecê-la , ambas temos aparência de adolescentes e mais nada, enquanto eu tenho cabelos longos e um pouco cacheados ela é ruiva com o cabelo na altura dos ombros, seus olhos são esverdeados parecendo duas esmeraldas, já os meus são incomuns ele lembra a cor exata de um chocolate derretido, mas o respeito e o carinho que temos uma pela outra e o fato de eu tê-la transformado quando ela esta quase morrendo fez com que ela me chamasse de mãe e eu gostei tanto que passei a chamá-la de filha, o sorriso dela quando eu a chamei de filha pela primeira vez era algo que jamais esqueceria. Por isso respondi com a maior naturalidade que consegui naquele momento.
-Não faremos nada, assim que amanhecer vamos para Forks e vamos seguir com os planos até ser realmente necessário mudá-los.- Terminei a frase mais confiante do que realmente estava, mas claro que a peste da minha filha percebeu algo no meu tom de voz o que alarmou seu já estranho estado de espírito.
-O QUÊ? VOÇÊ SÓ PODE ESTAR DE brincadeira — começou alterada mas terminou a frase sussurrando, pois algo em minha expressão a fez perceber que eu já tinha um novo plano, o que de fato eu não tinha mas ela não precisava saber.- mamis o que você tá planejando?- ela me olhou fixamente e eu fiz algo que eu detestava fazer com Nessie, recoloquei minha máscara falsa e confiante no rosto e dei um sorrisinho torto em sua direção e respondi:
-Não se preocupe filha, sabe que ninguém irá fazer mal a você porque eu não vou deixar, e outra não estou nada satisfeita porque o cheiro daquele vampiro chegou antes de eu terminar minha apetitosa refeição, — fiz cara de tristeza em sua direção e terminei com um biquinho emburrado- não é justo- resmunguei e ela imediatamente deitou na cama e me puxou junto fazendo um carinho, ali naquele momento ela parecia a mãe e eu a filha, o que ela não sabia é que eu não estava chateada afinal já tinha terminado de me alimentar e também não estava emburrada fiz aquilo pra descontrair a tensão que ameaçava nos sufocar.
Logo pela manhã tomamos banho, nos arrumamos, pegamos nossas malas e mochilas e descemos em direção a recepção para fechar a conta. Deixei que Nessie fizesse isso por mim e me dirigi até a porta esperar por ela, enquanto isso uma reportagem na TV prendeu minha atenção:
" NOITE DE TERROR EM SEATTLE: ASSASSINATOS BRUTAIS ACONTECERAM ESSA NOITE NA CIDADE DE SEATTLE, DOIS CORPOS FORAM ENCONTRADOS COMPLETAMENTE CARBONIZADOS, APESAR DA SEMELHANÇA ENTRE OS CRIMES A POLICIA JÁ DESCARTOU A POSSIBILIDADE DE SEREM FEITOS PELA MESMA PESSOA DEVIDO A LOCALIZAÇÃO ONDE OS CORPOS FORAM ENCONTRADOS, EM LADOS OPOSTOS DA CIDADE. OUTROS CINCO CORPOS FORAM ENCONTRADOS QUASE QUE SIMULTANEAMENTE E UM DELES ESTAVA PROXIMO DE UM DOS CORPOS QUEIMADOS. MAIS DOIS CORPOS FORAM ENCONTRADOS COMPLETAMENTE MUTILADOS AO NORTE DA CIDADE, AO QUE TUDO INDICA SERIA UM ATAQUE DE ANIMAL. A POLÍCIA AINDA NÃO SABE A CAUSA DAS MORTES OU OS MOTIVOS. AO TODO FORAM NOVE CORPOS ENCONTRADOS DE FORMA CRUEL E IMPIEDOSA , A POPULAÇÃO ESTA EM ALERTA E EXIGE JUSTIÇA CONTRA ESSE PROVÁVEL SERIAL KILLER............."
-vamos mamis? já fechei a conta- disse nessie chegando ao meu lado, só levantei meus olhos em direção ao seus e soube que ela também tinha visto a reportagem. -claro- foi tudo o que respondi enquanto andava falsamente animada para fora do hotel. Fomos em direção a Forks, tomamos café da manhã num restaurante de beira de estrada com Nessie tagarelando o tempo todo que já odiava Forks com todas as suas forças e me fez até rir de algumas coisas que ela falava. Nessie tinha esse poder sobre mim, o poder de me fazer rir até de nossa própria desgraça.
Nem eu nem ela comentamos sobre qualquer outro assunto que não fosse nossa nova vida em Forks.
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