The Mark Of The Vampire

60 Capítulo 60 - Epílogo.


Notas iniciais
Chegamos ao fim da segunda temporada.
Agradeço a cada comentário, cada recomendação, cada leitor (a) que leu a fic e não comentou eu também agradeço.
A terceira temporada será em fic separada e se chamará:
THE MARK OF THE VAMPIRE: O MUNDO DE ISABELLA, espero que continuem acompanhando e comentando.
Bjksss

EPÍLOGO


Os anos passam, as pessoas nascem e morrem, nós não.


Por vezes desejei morrer, por vezes conversei com Emmet e com Jasper para fugirmos daqui, mas seria o mesmo que deixar Nessie, Isa, Iran e todo o bando de Jacob para trás, eles sofreriam por nossa causa.


Há anos não lutamos, pois somos proibidos de lutar e treinar, há anos somos alimentados com os restos que deixam para nós, nossa cede nunca está completamente saciada.


Há anos recebemos ordens e somos obrigados a obedecer-lhas, se não...somos castigados fisicamente.


Há anos suportamos a insuportável Maggie, como ela deu informações sobre bella a Matteo, passou a supervisionar nossos serviços, se o fazemos bem feito, ela faz questão de sujar só pra nos ver limpar.


Layla não nos incomoda, só da às ordens, vira as costas e sai, e é aí que entra a cobra da Maggie.


Por anos vejo essa cena se repetir todos os dias:


-bom dia Isa, como está hoje? — pergunta Matteo animado a Isa que lhe serve o café da manhã à mesa, os líderes sempre estão presentes, mas só lhe fazem companhia.


-bom dia senhor. — é tudo o que Isa lhe responde, lhe serve, vira as costas e sai em direção a cozinha onde Nessie está iniciando o almoço, ela é a cozinheira.


À tarde vejo:


-boa tarde Isa, precisa de alguma coisa? — Matteo pergunta animado e educado enquanto toma sol e Isa lhe serve um chá.


-boa tarde senhor. — ela responde, lhe serve, vira as costas e sai em direção a cozinha onde Nessie prepara o café da tarde, o bando de Jacob só come na cozinha e depois que Matteo e os outros híbridos comem, eles só não comem as sobras por causo de Matteo que diz que seus lobos merecem ter uma boa refeição, mas sabemos que é por causo de Isa, ela come o mesmo que o pai, mãe e irmão comem, então Matteo não quer que Isa se alimente de restos.


À noite vejo:


-boa noite Isa, vamos dar uma volta depois do jantar? — ele a convida esperançoso.


-hoje não posso, trabalhei muito e preciso descansar boa noite senhor. — ela responde, mas eu vejo um breve sorrisinho malicioso nela, enquanto ele fica com cara de taxo toda vez que isso acontece.


Desde que viemos pra Nova York com os Volturi nunca mais soubemos de Charlie, Carlisle, Esme, Edward e bella, nunca soubemos se ela teve o bebê, mas tenho fé que dessa vez ela tenha conseguido. Nunca soubemos de mais nada, os planos, criação de exércitos...tudo eles nos escondem, somos literalmente seus escravos.


-vamos com isso, está avoada hoje hein biscate? — me disse Maggie enquanto eu lustrava o chão ajoelhada, não levantei os olhos quando disse.


-desculpe. — era tudo o que eu dizia. Ela bufava de raiva, queria um motivo para brigar comigo e sair correndo até Matteo falando mal de mim, só pra mim ser castigada, isso aconteceu só uma vez, depois nunca mais dei esse gostinho a ela.


-covarde. — ela sempre sibilava, mas eu a ignorei, estava animada hoje, ontem nos alimentamos, não totalmente, mas já era um alívio.


-tia Rose. — chegou Isa me cumprimentando, levantei-me do chão e beijei seu rosto.


-olá minha linda, como está hoje? — perguntei a ela que só deu uma olhada rápida à Maggie, eu entendi, ela quis dizer: Depois lhe conto, afinal com Maggie perto de nós tínhamos que tomar cuidado com cada palavra.


-estou bem, com dor de cabeça, mas já passa. — respondeu e me deu uma piscadinha, estreitei os olhos, Isa estava aprontando...de novo.


-já já passa mesmo. — respondi.


-oh idiota, tem serviço, não ta vendo não? — disse me Maggie, com Isa ela não levantava a vós, tinha medo de Matteo.


-desculpe. — pedi e me despedi de Isa voltando as minhas tarefas.



Emmet e Jasper são os operários, tudo o que precisa ser quebrado e construído é com eles, quando nos apresentamos aos humanos foi feito um acordo que nunca é cumprido por parte de ninguém, nós, os vampiros só nos alimentaríamos a noite e da escória, nunca matar um humano pai ou mãe de família, em troca poderíamos freqüentar os lugares, fazer compras, passear, mas esse era um privilégio que nós, os cullen's e lobos não tínhamos. Outra exigência feita pelo líderes políticos humanos era que arrumássemos Nova York e que morássemos nela, não há nesse mundo outra cidade habitada por vampiros, só aqui. O que os humanos não sabem é que há sim vampiros em outros lugares. Os volturi os enganam e os manipulam como querem e eles não sabem. Também são proibidos de entrarem em Nova York que hoje em dia é toda fechada por muros altíssimos construídos por Emmet e Jasper, isso aqui é literalmente uma prisão, principalmente para nós. O sino dos limites da cidade foi tocado, eu já sabia que teria mais trabalho, como ordenado por Aro, parei imediatamente com meu trabalho e corri até os limites ver o que era, minha roupa, bom...nem se pode chamar isso de roupa e sim de trapos, olhei curiosa o caminho todo, tentando avistar Emmet pra lhe dar um rápido beijo, mas não o vi.


No portão que dava acesso ao mundo lá fora, era assim que chamávamos, havia uma caixa de madeira bem trabalhada, com certeza era antiga, abri o portão o suficiente para pegar a caixa e o fechei, a caixa era bem leve, refiz meu caminho até o salão onde estavam os líderes e Matteo, esse bebia um vinho e ria como se fosse o dono do mundo, infelizmente ele era e pelo visto será por muitos e muito anos.


-meu rei. — falei e fiz uma reverência, como sempre.


-diga Rosalie. — falou curioso observando a caixa em minhas mãos.


-deixaram isso no portão da cidade, não havia bilhetes nem cheiro, também não diz pra quem é. — falei ainda de cabeça baixa.


-de isso aqui e retire-se. — fiz como pediu e me retirei apurando os ouvidos no máximo, como sempre fiz, eu era atenta a tudo o que se passava por aqui, eu não sabia de quase nada, mas porque eles eram cuidadosos. Acredito que todos tenham ouvido o grito de Matteo.


-VAGABUNDA MISERÁVEL. — não segurei o sorriso e corri pra cozinha fofocar com Nessie enquanto eles estavam entretidos em uma discussão um tanto...escandalosa.


-o que foi isso? — Nessie perguntou animada, durante muito anos nunca havíamos ouvido gritos de Matteo, ele mandava e todos obedeciam, mas parece que algo o tirou do sério.


-não sei, mas ele ficou assim depois que recebeu uma caixa. — falei baixinho observando a porta, pra ninguém nos ver.


-será que... — e Nessie parou de falar e ficou séria, eu sabia o que era.


-que interessante, não sabia que se reuniam aqui pra fofocar sobre o rei. — disse Layla sentando-se na mesa e cruzando as pernas, eu nem ligava mais pra roupas que ela usava, havia me conformado do meu destino. Pelo menos enquanto estivermos aqui.


-desculpe. — pedimos juntas e Layla observou as unhas.


-na caixa havia um prato de comida, arroz, feijão e farinha. — ela disse nos observando, eu não entendi nada. — sabem o que isso quer dizer?


-não senhora. — respondi a verdade, não tinha a mínima idéia do que ela estava falando, então Matteo entra e joga o prato de comida sobre a mesa, eu não estava entendo nada.


-Nessie me responda uma coisa e não minta pra mim. — ele estava bem furioso, enrijeci com medo de ele machucar Nessie. — o que você sabe sobre isso? — perguntou apontando para o prato de comida nada apetitoso.


-nada meu rei, não sei do que está falando. — respondeu nessie com medo de ser castigada, Matteo se aproximou e agarrou seu braço, ela trincou os dentes de dor.


-diga a verdade...


-solte a minha mãe agora mesmo. — disse Isa irada entrando na cozinha e segurando o braço de Matteo, para meu espanto e de Layla ele soltou Nessie imediatamente. — por favor, meu rei, não sei o que aconteceu para estar assim, mas mamãe não sai dessa cozinha lembra? — disse Isa o soltando e com os olhos cheios de lágrimas.


-quero saber da onde veio isso. — disse Matteo com a voz contida e passou a mão nos cabelos, esse gesto me lembrou Edward e a saudade apertou muito, por onde anda meu irmão?


-estava no portão da cidade, é tudo o que sei. — respondi, pra que o chilique por causo de um prato de comida?


-não entendo porque está assim só por causo disso. — resmungou Layla, pelo menos nisso eu concordava com ela.


-acontece minha querida Layla, que isso era o que eu comia quando era criança, isso era minha refeição diária até ser encontrado pelos volturi, junto com isso veio esse bilhete. — disse furioso jogando um bilhete sobre a mesa e saiu a passos furiosos dali. Layla foi atrás e nós nos aproximamos curiosas do bilhete.


"Pra quem já comeu essa merda e até já passou fome, deveria alimentar melhor seus subordinados"


-nossa eu não sabia disso. — falou Isa embasbacada, eu também estava, quando Nessie pegou o bilhete nas mãos ele se transformou numa flor de lótus exalando um delicioso perfume.


-é o cheiro da mamis. — disse Nessie com lágrimas nos olhos.


-está na hora. — falei esperançosa e saí escondidinha, precisava falar com Jasper urgentemente.


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Nos primeiros anos...


Respirei fundo solvendo um vinho, esse gesto me lembrou Isabella, aquela bastarda, ri disso, somos dois bastardos, por onde anda aquela mulher e o que anda aprontando? De uma coisa eu sei, ela está aprontando alguma coisa, mas nem ligo pra isso, procuro viver cada dia intensamente, como se fosse o último, eu viveria para sempre desde que tivesse o privilégio de vê-la todos os dias, me encaminhei até a janela e a observei regando as plantas, era um belo jardim, aquela névoa que cobria constantemente a cidade sumiu a muitos anos, então tivemos a chance de reconstruir a cidade do meu modo, exatamente como eu queria.


Aqui só moravam vampiros e outros seres que serviam a mim, os lobos e os Cullen's também, mas moravam aqui como empregados, não vejo isso de forma humilhante, ninguém morre por trabalhar e eles muito menos, nem cansam por isso não sei por que reclamam tanto, num dia eu não tinha nada, nem esperança, no outro...o mundo a meus pés, suspirei e analisei Isa, ela estava diferente, radiante eu diria, será que encontrou algum pretendente? Cheguei largar a taça de vinho e corri até ela, mas antes que ela me visse eu arrumei minha postura elegantemente e coloquei um sorrisinho no rosto.


-olá Isa . — a cumprimentei animado, será que hoje ela vai falar descentemente comigo?


-senhor. — ela respondeu e fez a reverência, depois voltou sua atenção às plantas. — deseja alguma coisa? — perguntou sem me olhar, eu quis gritar: DESEJO VOCÊ, TODINHA, mas me contive.


-não, só queria saber se precisa de alguma coisa. — eu sempre era prestativo com ela, mas nunca tive um único indício de que ela gostava de mim.


-na verdade... — ela respondeu hesitante e me olhou timidamente, quase me derreti. — estou precisando sim, mas deixe que peço a Maggie ou a Layla mesmo se tiver oportunidade. — seu rosto desmoronou ao falar de Maggie.


-o que foi? Só peço que não esconda as coisas de mim. — falei percebendo de cara que havia alguma coisa errada, ela encolheu os ombros e pareceu tão inofensiva com esse gesto.


-quando peço as coisas a Maggie ela não passa pra Layla e se Layla compra e entrega pra Maggie, Maggie não passa pra mim, estou sem sabonete a dois dias, estou usando um pedacinho que tia Rose dividiu comigo. — fechei as mãos em punho, eu deixei claro...quase bati em mim mesmo, eu só havia deixado claro que não era pra ser mal educados com Isa, só isso.


-vou resolver isso. — disse firmemente e ela arregalou os olhos.


-só não maltrate a Maggie, ela é até legal comigo, as vezes. — pra mim ficou claro que Isa tem medo de Maggie.


-ela ameaçou você? — perguntei me segurando de ódio, ela negou rápido de mais, eu a conhecia o suficiente para saber que ela mentia. — não se preocupe Isa, e vou resolver o problema com o sabonete, sua pele deve ficar tão macia... — e calei minha boca sumindo dali, idiota idiota idiota, eu não deveria ter falado aquilo pra ela, o que ela vai pensar de mim?

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Anos atrás....


-calma bella. — disse Edward e eu quase o mandei a merda.


-calma nada, eles saíram já faz... — olhei no relógio e me senti ridícula.

- dez minutos.


-eles foram caçar, isso demora. — ele disse me abraçando, já me enrosquei nele.


-mas ela é tão pequena, sei que Charlie cuida bem dela, mas já estou com saudades.


-eu também, mas eles se não bem.


Sophie estava com três anos de idade, era a minha cópia, só que os cabelinhos eram da mesma cor que os de Edward, era o meu oposto, minha outra metade, aquela que eu quis ter, mas com meu gênio ruim nunca consegui.


Eu era amarga, ela doce, eu o fel ela o mel.


Na primeira caçada ela ficou com pena de machucar um humano, na segunda caçada também, na terceira ela chorou por uma semana inteira sem parar, disse que odiava matar não importava o motivo, não conseguimos convencê-la de que era nosso instinto matar, que éramos assim e que somos orgulhosamente monstros, ela disse que tinha orgulho de nós por sermos forte, mas que ela não se sentia bem fazendo isso. Então...ela se alimenta de animais, tanto o sangue quanto a carne, sua alimentação era como a minha, mas eu comia gente, ela bicho. Como eu disse, o oposto de mim.


-vou preparar o almoço, vem comigo? — falei já puxando Edward pela mão.


A cada dia ela crescia, ficava mais linda, mais alegre, vivia cantando pelos cantos, no chuveiro, em cima de árvores, Charlie a acompanhava por todos os lados, teve uma época em que viajamos atrás de algumas informações, Charlie e Ares ficaram com Sophie, mas fui preocupada e com medo de que fossem encontrados.


A cada dia eu a amava mais e a admirava mais, a cada dia eu sentia mais orgulho dela, a cada dia eu me sentia mais unida a Edward, seu companheirismo, seu amor por nós, sua determinação em não deixar que nada nos faltasse, afinal depois de tudo o que houve não podemos arrumar emprego, nos mostrar livremente por aí, ninguém nos via, até o dia em que Sophie disse que seu sonho era estudar e que queria ser professora, mudamos os planos e mudamos para um vilarejo na Russa mesmo, se Alice disse que era pra ir pra lá, nós iríamos, e fomos. Não achamos seguro deixa-la em uma escola sem nós por perto, então Charlie conseguiu emprego na escola como professor pra ficar perto dela, detalhe...ele sempre estava perto dela. Era sem dúvida alguma um excelente amigo, no caso dela, um excelente protetor, eu percebia dia a dia eles se aproximarem mais, eu sabia o resultado disso, o bicho iria pegar pro lado de charlie se ele se engraçar pra cima do meu bebê.


SESSENTA ANOS DEPOIS...
Como disse Alice, estamos indo pra Forks.

Notas finais
Missão cumprida...fic terminada? NÃO MESMO...
Se der posto ainda hoje o prólogo da terceira temporada, não esquecendo de agradecer a Alana Colorada por ter feito uma capa magnífica, perfeita, beijos linda.
E aos demais leitores...BJKSSS.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!