The Mark Of The Vampire
55 Capítulo 55 - Que vença o melhor.
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PVMATTEO
Andávamos pelas ruas tranquilamente, ela dirigia enquanto eu me acomodava melhor no banco do passageiro, nunca achei emoção em dirigir, então quando saia deixava esse cargo à Layla, minha namorada. Torci levemente o nariz ao pensar nessa palavra, mas é melhor que ficar sozinho, já dizia o ditado antes só que mal acompanhado, eu não concordava com isso, não existe pior companhia que a minha, dei um riso disso.
-do que está rindo? Se quiser contar, claro. — ela já se adiantou sabendo que detesto ser questionado.
-não vou contar. — ela olhou pra frente e continuou em silêncio, menos mal. Fui criado em meio a vampiros poderosos e muito espertos, talentosos e sem traços de humanidade, eles haviam criado um monstro e eu não poderia ficar mais satisfeito do que isso.
- estacione na próxima quadra. — falei, ela novamente não questionou o motivo, ela sabia que eu sempre faço o que é certo e o que tem de ser feito. O carro parou e eu lhe dei um rápido beijo murmurando um : não demoro. Saí tranquilamente pelas ruas e coloquei um óculos de sol, observei um pouco o movimento, a cidade não era grande mas até que era legalzinha. O que eu fazia aqui? Simples, essa é a cidade mais próxima de onde estavam as imagens do ataque dos originais, minha adorada irmã teria que passar por aqui, cedo ou tarde, afinal ela iria dar um jeito de destruir as provas, nada inteligente da parte dela diga-se de passagem, já que saberíamos sua localização. Sentei-me num banco de praça e olhei as horas, se não estou enganado e nunca estou ela já deveria estar aqui. Bufei no mais profundo desgosto, detesto esperar, fazia calor e resolvi beber alguma coisa e não é de gente que estou falando.
Segui tranquilamente ignorando olhares e suspiros em minha direção, sei que sou gostoso e também que essas humanas são muito sem graça, prefiro Layla que como toda vampira é muito bela. Avistei uma lanchonete e fui até ela com um leve sorriso, havia alguém lá dentro que pelo cheiro, não era humano, ou não completamente humano, apurei meus sentidos e ouvi.
-quero refrigerante bem gelado que estou com a boca seca de tanta sede, esse calor está insuportável e me sinto como se estivesse cozinhando, quero também uma esfiha, é pra hoje meu filho e será que da pra parar de babar em mim e me trazer o que pedi êta povinho mais sem classe esse bem que mamãe me disse: não de confiança pra esses homens eles são todos um bando de..de...são todos um bando de homens, acho que é isso. — pelo visto além se não ser humano também não é normal, antes de entrar na lanchonete percebi que na loja da frente havia cheiro de vampiro e de híbrido, pra minha decepção não era o cheiro de Isabella, será que ela não vem? Covarde. Entrei na lanchonete a observando de costas, cabelos ruivos, não muito alta, magra, nada de mais. Parei ao seu lado e um rapaz veio me atender.
-pois não?
-um refrigerante. — pedi educadamente e senti os olhos dela em minha direção, olhei de volta dando de cara com os olhos mais bonitos que já vi, eram de um verde tão intenso, tão bonito que me permiti perder preciosos milésimos de segundos a olhando, depois voltei olhar para frente, que espécie será a dela? Chegou minha bebida e eu retirei os óculos.
-cadê aquele corno que não me trás logo o que eu pedi. — ela murmurou baixinho e irritada, depois grita. — CADÊ O MEU PEDIDO. — rapidamente trouxeram o que ela havia pedido, ela poderia por medo nos humanos, mas em mim nem graça achei. Tomei um gole do meu refrigerante e ela falou comigo, quem ela pensa que é pra me dirigir a palavra? Esse ser insignificante.
- oi. — disse com uma voz fininha e deu uma risadinha.
-oi. — respondi sem muita vontade, mas haviam humanos por perto e eu não pude dar um chega pra lá nela como eu queria.
-muito prazer. — falou me estendo a mão, será que ela não viu que nunca será mulher pra um cara como eu? Apertei sua mão completamente chateado, ela sorriu animada e eu segurei o impulso de revirar os olhos. — sou Isabella Black. — eu sempre soube que tive sorte, mas nunca achei que fosse tanta, abri um sorriso encantador para ela e ouvi seu coração acelerar, mais fácil que tirar doce de uma criança.
-Breno e o prazer é todo meu. — se fosse possível seu sorriso se alargou ainda mais, até que a coisinha era bonitinha, mas tinha algo nela que me intrigava e eu não sabia o que era.
-é claro que é. — a olhei surpreso, pelo visto a modéstia passou longe. Eu sabia quem era Jacob Black, o líder alfa de uma matilha de pulguentos perdedores, será que ela é filha dele?
-você mora por aqui? — puxei assunto enquanto bebia, eu sabia que ela não morava por aqui, mas onde estão os outros?
-não, só estou de passagem e você? — perguntou comendo esbaforida, ela não era muito educada, mas sendo uma Black não esperava outra coisa.
-também, está sozinha? — eu também sabia que quem a acompanhava se encontrava na loja da frente.
-não ta vendo? — perguntou confusa e apontando ao redor de si mesma, haja paciência.
-estou, mas está esperando por alguém? — vai que estão esperando minha adorada irmã.
-minha mãe e minha tia, estão na loja de vestidos comprando alguns, eu detesto isso e nem sei porque vim junto, mas valeu a pena. — disse me comendo com os olhos, me fiz de constrangido e desviei o olhar, ela deu um risinho. — você é tão lindo. — a olhei me fazendo de surpreso por ser tão direta, ela não tem é noção das coisas.
-e você parece uma boneca. — ela me olhou estranho.
-você é lindo, mas não sabe dar uma cantada descente, mas tudo bem já estou acostumada. — disse me olhando compreensiva, ninguém merece.
-eu preciso ir, poderia me dar seu telefone? Quem sabe a gente não marca de sair um dia desses. — usei de todo meu charme e ela caiu feito um patinho.
-claro. — disse abobalhada retirando um celular todo rosa do bolso e me entregando, era muito idiota. O peguei e rapidamente olhei a agenda, memorizei cada número, pra minha decepção não havia o nome de Isabella.
-porque me entregou? É só me dar seu número de telefone. — falei a ela que revirou os olhos, não entendi.
-lhe entreguei pra você anotar seu numero nele, assim não corre o risco de você não me ligar, caso isso aconteça ligo eu. — até que a coisinha era inteligente, anotei meu número e lhe entreguei.
-até mais Isabella Black. — falei dando um beijo demorado no seu rosto, ela tem um cheiro bom, pensei comigo mesmo.
-pode me chamar de Isa, mas só você, se outra pessoa me chamar de Isa eu fico brava, mas você pode. — falou toda derretida, bingo.
-então, até mais Isa. — falei e ela olhou em direção a porta.
-também preciso ir, ta vendo aquelas duas paradas ali? — falou indicando e eu olhei atento.
-sim.
-a morena é minha tia Alice. — eu nem acreditava nisso, a vidente Alice Cullen a poucos metros de mim. Rapidamente observei todos os detalhes nela, qualquer pessoa não perceberia que não era humana, pois se portava como tal. — a ruiva é minha mãe. — observei a deslumbrante híbrida ruiva parada ao lado da vidente, agora sei de quem Isa puxou, os cabelos e olhos eram os mesmos. — Nessie Black. — respirei fundo sabendo que não posso agir precipitadamente, era sorte de mais pra um só dia, Maggie havia me dito que Isabella morre por Nessie e vice versa, do outro lado da rua se encontrava o "tendão de Aquiles" de minha adorada irmã.
-preciso ir. — falei antes que fizesse alguma besteira, vi o carro passar e me apressei em me despedir. Saí de lá a passos tranqüilos e segui até o carro que estava parado mais adiante, assim que fechei a porta respirei fundo.
-Isabella não apareceu? — perguntou Layla acelerando pra fora dos limites da cidade.
-nem sinal dela, vamos logo, tenho que falar com Carlisle urgentemente. — falei e ela acelerou bastante, em certo ponto abandonamos o carro e seguimos correndo.
(...)
-quem é Nessie Black e o quão importante ela é para Isabella? — disparei assim que entrei no salão. Aro veio me receber.
-fica diferente quando está loiro, qual o motivo de tal disfarce? — o ignorei e me dirigi a Carlisle que estava parado me olhando, sua companheira baixou os olhos ao me ver.
-responda minha pergunta. — exigi voltando minha aparência normal, moreno de olhos castanhos chocolates.
-você não sabe? — perguntou incrédulo e olhou para Aro.
-meu querido Matteo não sabe de algumas coisas, seu treinamento teve como base descobrir as coisas por si só. — lembro muito bem do meu maldito treinamento, eu me sentia irado e Aro percebeu isso. — pode contar a ele tudo o que ele quiser. — voltei minha atenção a Carlisle.
-Nessie é filha de Isabella. — fechei as mãos em punho, eu sabia que ela era importante, mas não imaginei que seria tanto, eu deveria tê-la trazido comigo. Maggie aquela puta desgraçada não me contou isso, mais tarde ela vai ver só. — Isabella a encontrou quase morta em um beco, a transformou e passou a ser sua mãe, isso tem mais ou menos cento e oito anos, depois disso Jacob Black sofreu um imprinting com ela, com o passar do tempo eles se casaram e tiveram dois filhos, Iran e Isabella. — eu não podia crer nisso, estive ao lado da neta de Isabella e não sabia, sangue do meu sangue.
-Isabella deu a Nessie que passou para os filhos o nosso poderoso sangue, isso é inadmissível. — falei bravo, Carlisle não se encolheu nem Esme.
-se controle Matteo. — pediu Caius vindo para meu lado e colocando a mão sobre meu ombro. — Isabella fez muitas coisas e tem algumas que nem sabemos, por isso você tem que ficar atento pra não ter uma surpresa desagradável com ela. — se ele soubesse que eu já tive essa surpresa quando usei a imagem de sua filha...não havia necessidade dele me dizer algo que já sei.
-Layla minha querida. — disse Aro amistoso quando ela entrou a passos elegantes no salão, ela foi até ele e lhe alcançou a mão. — não fique assim. — falou amigavelmente, eu sabia o que chateada minha bela Layla, era eu, ri internamente disso.
-o que mais eu não sei sobre minha adorada irmã? — voltei ao assunto mais importante.
-ela não é adorada. — me surpreendi com o tom defensivo de Esme.
-não? — perguntei sarcástico.
-Esme deixe que eu resolvo isso. — interviu Carlisle. — ela está aqui unicamente por mim, mas sente falta dos filhos. — eu não estava nem aí pra isso.
-ele quer tanto saber não quer? — ela me perguntou, acenei levemente com a cabeça, ela me olhou diretamente nos olhos , deu um riso elegante e falou seriamente. — ela vai ACABAR com você.
-o que? — perguntei incrédulo e cruzando os braços sobre o peito.
-vou ajudar com os preparativos da festa, com licença. — e saiu me deixando com cara de taxo. Fui atrás dela e a puxei rudemente pelo braço, não vi nada em sua expressão.
-deseja mais alguma coisa, rei. — havia tanta ironia usada na palavra rei que me deixou sem reação por alguns segundos, depois eu gargalhei gostoso a soltando. Enquanto Aro e Carlisle a repreendiam eu ria horrores.
-olhe os modos Matteo. — disse Caius, eu nem ligava. Layla passou por mim e deu um risinho, ela sabia assim como todos, menos Esme que eu iria derrotar Isabella sem esforço.
-eu não sabia que a Senhora Cullen tinha tanto senso de humor. — falei me recuperando. — porque acha que Isabella irá acabar comigo? — perguntei indo até ela, eu sentia a tensão de Aro e de Carlisle, se eu fizesse algo a Esme o acordo estaria desfeito, ninguém queria isso muito menos eu.
-porque você não passa de um moleque. — havia terminado as brincadeiras para mim.
-cuidado com suas palavras. — a alertei seriamente, novamente não havia nada em sua expressão e isso estava começando me irritar.
-foi o senhor que perguntou, mas se prefere o meu silêncio o darei com muita satisfação. — me segurei pra não arrebentá-la ao meio, odeio ser desafiado. Rosnei ameaçador para ela que permaneceu quieta, ela não me temia e eu queria saber por quê?
-não parece ter medo do perigo. — falei. — fale comigo. — exigi quando ela permaneceu em silêncio, ela preferia ficar calada do que falar comigo.
-sou acostumada a conviver com Isabella. — falou tranquilamente. — sabia que até o olhar dela me gela os ossos? Lembro muito bem a primeira vez que a vi, deslumbrantemente mortal. — ela parecia perdida em pensamentos. — Caius sabe explicar isso melhor que ninguém, ela o desafiou e ele se acovardou, agora me dão licença que tenho algumas tarefas a fazer. — falou educadamente se retirando do salão.
-Esme perdeu o juízo. — disse Carlisle e foi atrás dela, eu estava parado pensativo, depois olhei para Caius, as mãos fechadas em punho e os dentes trincados de ódio, algo me diz que Isabella o humilhou e não foi pouco.
-o que ela fez? — perguntei curioso e ele ficou quieto. — alguém me diga o que ela fez a ele. — falei altivamente e Marcus se manifestou, ele nem me olhou enquanto falava. Parecia alheio como sempre.
-gritou com ele, rosnou pra ele, o chamou pra briga, o ameaçou e ainda o chamou de covarde, sem contar que o desafiou a matar seu original sem ninguém se intrometer na briga, Ares sempre foi mortal e Caius sabia que perderia. — falou vagamente e voltou seu olhar para um ponto fixo na parede, Marcus era o que tinha menos contato comigo, mas ele sempre foi calado então nunca me importei. Mas Isabella fez isso tudo e ninguém a confrontou?
-porque ninguém a confrontou? — perguntei meio perdido, ela é só uma e não faz milagres. Carlisle voltou para o salão e disse seriamente.
-eu não sei que tipo de treinamento você teve, mas para confrontar Isabella diretamente você precisa somente de duas coisas, uma dose extra de coragem e a certeza que com ela não existe empate, ou você ganha, ou ela mata você. — dei um riso de lado.
-mato ela antes que pisque os olhos, foi por isso que veio não foi? Fez algo a ela e sabia que sedo ou tarde ela iria acertar as contas com você. — mais afirmei do que perguntei, ele acenou concordando. — não pensou que seus "filhos" estão nas mãos dela pra ela fazer o que quiser? — falei só por maldade. Enquanto isso eu colhia informações sobre a personalidade da minha irmã.
-ela gosta deles e dará a proteção que precisam, sei que mais dias menos dias terei que arcar com as conseqüências de minhas escolhas, por isso espero que você a mate antes que ela chegue até mim. — disse e pediu licença se retirando, concluí o obvio, ele teme Isabella muito mais do que teme a mim, parece que estou perdendo o jeito, pensei divertido e fui azucrinar minha bela Layla.
(...)
Estava deitado confortavelmente na minha cama pensando nas coisas que descobri, eu havia falhado por não saber sobre a filha e neta de Isabella, eu não falharia outra vez, meu celular apitou, era uma mensagem e eu sabia de quem era.
"E aí gatinho tudo bem? Lembra de mim?" — revirei os olhos e salvei seu numero no meu celular, ela havia pegado o meu e eu não havia pegado o dela, isso Matteo, continue assim e verá só onde vai parar, pensei insatisfeito comigo mesmo.
"Lembro sim, como vai Isa?" mandei a mensagem e fiquei aguardando.
"melhor agora, sabe, a gente podia se ver de novo neh?" — como disse antes, mais fácil que tirar doce das mãos de uma criança.
"quando e onde?" mandei e aguardei ansioso, dessa vez eu iria trazê-la comigo e Isabella teria que vir buscá-la. Não haveria necessidade de todos se enfrentar e iniciar uma guerra, seria somente entre eu e Isabella e o vencedor ficava com tudo, no caso, eu ficaria com tudo.
"pode ser amanhã? Menti pra minha mãe e disse que iria passar uns dias na casa de uma amiga, ai a gente aproveita e se conhece melhor" — ela havia é contado outra mentira pra poder sair comigo, a idiota não percebeu que não sou humano. Percebi que ela não é muito inteligente quando me mostrou sua mãe, se eu fosse humano teria questionado o fato de sua mãe aparentar a mesma idade que ela, eu queria ver só que mentira ela inventaria.
"claro que sim minha linda, onde?"
"pode ser na lanchonete onde nos conhecemos hoje? Lá eles servem uma maravilhosa sopa de legumes no jantar" — parece que ela está esperando um jantar romântico, mas com sopa? Eu já havia percebido suas estranhezas.
"que horas?"
"As oito pode ser?" — no baile de máscaras que daríamos eu a apresentaria como meu bichinho de estimação, eu queria ver a cara de Isabella quando souber que tratarei sua neta de forma humilhante, com direito a coleira e tudo.
"As oito em ponto estarei lá, não se atrase, beijos." — mandei e respirei fundo satisfeito comigo mesmo, Isabella não sabe com quem está lidando.
"Sério? Ai nem acredito que você aceitou, mas estarei lá as oito, beijos, durma bem e sonhe comigo" — revirei os olhos, guardei o celular e respirei fundo, mal podia esperar amanhã à noite eu entraria arrastando Isa pelos cabelos e diria a todos os volturi pra se preparar porque eu havia cutucado a onça com a vara curta, Isabella viria até nos sem pensar duas vezes e eu a mataria diante todos os volturi, com muito orgulho devo dizer que meu plano só não é mais perfeito porque já estive com Isa, se eu soubesse que ela era neta de Isabella ela estaria aqui comigo se alimentando em uma tigela pra cachorro.
(...)
-vai sair? — questionou Aro quando cruzei o salão todo arrumado.
-estou indo buscar Isabella Black, alerte a guarda pra que fiquem de prontidão caso Isabella apareça antes que eu. — eu sabia que havia a possibilidade disso acontecer e por isso os alertei.
-vai buscar aonde? — perguntou Caius todo animado. Dei um sorriso a ele.
-jovens apaixonadas são muito ingênuas. — falei e Aro e Caius riram alto.
-estaremos aguardando ansiosos seu retorno. — disse Aro quase dando pulinhos, me despedi de Layla e antes de sair pela porta ouvi Esme dizer.
-Isabella vai enlouquecer quando souber. — ela estava apavorada.
-é isso que eu quero, ela terá de vir até aqui por bem ou por mal. — falei e saí correndo sou muito veloz e muito forte, Isabella que se prepare que seu irmãozinho aqui não vai poupá-la de nada. Cheguei ao restaurante faltavam dez minutos para as oito, aqui seria rápido e fácil, mas eu estranhei porque havia muitas pessoas, muitas mesmo e tiveram que por mesas na calçada, não parecia em nada com o ambiente tranqüilo de ontem. Eram pessoas comendo, rindo, bebendo e cantando, tinham alguns carros com som alto e algumas pessoas dançando uma música irritante, mas não seria difícil convencer Isa a sair comigo para um ambiente mais tranqüilo.
-poderia arrumar uma mesa para dois em um ambiente mais tranqüilo. — falei galanteador e passei uma nota a garçonete que paralisou ao me ver. Rapidamente ela olhou em volta e me guiou se desculpando.
-só temos essa disponível e você ainda teve sorte, o casal que a ocupava acabou de sair. — a mesa ainda tinha copos em cima, ninguém merece viu, mas tudo por uma causa maior.
-tudo bem, espero você limpar. — eu não sentaria numa mesa assim, ela rapidamente colocou os copos em cima da bandeja e passou um pano na mesa.
-prontinho. — disse me dando uma piscada a qual retribuí me sentando, o local estava mesmo lotado.
-não imaginei que teria tanta gente. — falei olhando ao redor.
-hoje é quinta feira e os jovens da cidade se reúnem aqui, toda quinta, sexta e sábado é assim, ainda mais hoje.
-o que tem hoje? — perguntei vagamente olhando o relógio e vendo que eram quase oito horas, eu estava muito ansioso e confiante.
-foi contratado uma banda que vai tocar ao vivo na praça, depois vão sortear um carro zero, até eu já comprei os bilhetes. — ela disse animada e me olhando de cima abaixo. Mantive minha expressão tranqüila. — e olha que foi tudo feito as pressas pelo prefeito da cidade.
-porque feito as pressas? — agora fiquei curioso, esse tipo de sorteio é avisado com muita antecedência pras pessoas comprarem seus bilhetes, porque o prefeito da cidade faria algo assim?
-não sei, simplesmente hoje de manhã passou o carro com auto falante avisando do sorteio e sobre o local onde seriam vendidos os bilhetes, pense na correria que deu. — ela parece ser do tipo fofoqueira. — eu até estranhei sabe, não há feriados próximos nem aniversário da cidade, simplesmente um sorteio com banda ao vivo e deu nisso, os que não estão aqui já estão na praça, eles vão começar o show a partir das nove horas, você já comprou seu bilhete? — nossa como essa mulher fala. Olhei no relógio eram oito e cinco, odeiam quando se atrasam. — sabia que tem pessoas da cidade vizinha, até jornalistas vieram. — cidade pequena é assim mesmo, vivem no tédio e quando tem a chance de festar não pensam duas vezes.
-me traga a sopa de legumes que vocês servem no jantar. — pedi, eu queria que ela saísse daqui, eu não tinha muita paciência pra essas coisas.
-sabe que carro eles vão sortear? — eu não queria saber de porra nenhuma. — uma Mercedes Guardiam preto lindíssimo e super caro. — a olhei imediatamente.
-o que? — ela riu sentando-se, eu não acredito nisso.-isso mesmo que você ouviu, de que lado você veio? — apontei e ela riu alto. — por isso você não viu o quão movimentado isso está, o carro já está na praça e estão loucos vendo aquele carro. — havia alguma coisa errada e eu não sabia o que era, já eram oito quinze e nem sinal de Isa.
-traga dois copos de vinhos e a sopa de legumes. — pedi usando meu poder sobre ela que se levantou abobalhada. — traga meu pedido e se retire. — falei firme.
-não servimos sopa de legumes senhor, mas já lhe trago o vinho. — disse educadamente e saiu a passos vacilantes, como não servem sopa de legumes? Aquela idiota nem se informou direito, minha raiva por causo disso e por ela estar quinze minutos atrasada estava crescendo e não era pouco. A garçonete trouxe os dois copos de vinho e saiu sem me dizer uma palavra sequer, isso me acalmou um pouco e eu verifiquei as horas, se eu voltar sem Isa irei passar vergonha diante dos volturi, mas vi em seus olhos o tamanho de seu interesse, tenho certeza que por mim ela até fugiria da família pra poder passar um tempo comigo. Senti sua presença se aproximando e segurei o sorriso, mas fingi não perceber ela se aproximando, hoje iria ser só festa.
-desculpe-me pelo atraso, PROMETO que isso nunca mais vai se repetir. — disse sentando-se na cadeira a minha frente enquanto eu trancava a respiração e a soltava lentamente. — como vai você irmãozinho querido?
-olá, Isabella. — a cumprimentei de forma mais digna que consegui enquanto ela retirava o celular de Isa da bolsa e o colocava em cima da mesa. Depois pegou a taça de vinho e bebericou um pouco, tudo isso com tal elegância que ao nosso redor era só o silêncio, todos olhavam pra ela, sem exceção.
-gostou da festa? — perguntou tranquilamente observando a movimentação ao redor. — nossa, isso aqui ta lotado.
-era o que você queria. — falei me recostando no encosto da cadeira e beberiquei meu vinho. Eu havia demorado pra perceber o que estava acontecendo.
-sim, era o que eu queria. — falou me olhando diretamente nos olhos, arqueei uma sobrancelha, eu também sei jogar com o que tenho. — esse é o tipo de vinho que com certeza agradaria a Isa, pena que ela não pode vir não é?
-pelo menos sua companhia será mais agradável que a dela, o que estou dizendo, qualquer companhia é melhor que a dela. — falei debochado e não veio surpresa alguma da parte dela.
-nem nos apresentamos adequadamente, sou Isabella Marie.
-tem razão, sou Matteo Volturi. — falei dando um cumprimento com a cabeça. Sem dúvida alguma diante de mim estava à mulher mais bela que já vi, não teria medidas pra medir tamanho grau de beleza.
-obrigada, mas dispenso elogios. — falou sem me olhar, o que?
-não fiz elogio algum a você. — retruquei e ela deu um riso de lado.
-nem precisa, mas poderia enxugar a baba ao olhar pra mim, incesto é pecado e cuido muito bem da minha alma pra cometer tamanho sacrilégio. — juro que quis um buraco pra enfiar minha cara, porque realmente eu fui limpar a baba só que não tinha, ela riu. Os homens suspiraram. Arrumei minha postura.
-comprou o bilhete? — perguntei.
-claro, meu carro preferido sempre foi o guardiam, tive um há mais ou menos uns cem anos atrás e ele era incrível.
-esse já é seu. — falei só pra confirmar, desgraçada.
-claro, afinal ganhei de presente do meu namorado, só o coloquei pra sorteio pra atrair a população, nada melhor do que uma festa assim pra me apresentar adequadamente a alguém tão importante quanto você. — se eu achava que meus deboches eram pesados era porque não conhecia a rainha deles.
-uma bela recepção devo dizer, deveria agradecer por tanta gentileza? — quase não nos movíamos, um esperando pelo movimento do outro. Mas havia pessoas demais pra iniciar uma briga. Ela havia planejado tudo.
-mas claro que não, afinal somos irmãos e agradecimentos são completamente desnecessários. — a vendo falar assim com tanta intimidade estava começando me irritar.
-tem razão, e como vai Ares? A ultima vez que o vi ele não estava muito bem, ele parecia meio quebrado. — seu sorriso morreu dando um lugar a um biquinho. Ela analisou as unhas e disse.
-ele vai bem, com carinho e dedicação ele se recuperou rápido, tadinho do meu baby. — se lamentou e eu estreitei os olhos.
-ele está pronto pra outra? — falei só pra provocar, e consegui.
-ele não, mas a mãe dele sempre está. — disse me olhando desafiadora, dei um riso de lado.
-e como está Isa?
-ela está bem, chateada porque perdeu o celular, mais tarde digo que o encontrei perdido por aí, sem o chip é claro. — mas assim eu perdia qualquer contato com ela, a menos que ela me ligue. — e como está papai?
-melhor impossível. — respondi bebendo mais um pouco.
-você não sabe quem ele é. — ela disse impressionada e eu a encarei confuso.
-ninguém sabe. — ela riu alto com isso, eu não via graça alguma nessa merda toda.
-eu sei. — disse convicta e chamou o garçom pra fazer seu pedido, eu estava estático, se nem eles sabiam como ela sabia? A menos que esteja mentindo.
-o que deseja? — perguntou o garçom, esse sim estava babando.
-me traga a sopa de legumes. — quase ri agora.
-eles não servem isso aqui. — falei risonho.
-desculpe senhor, mas foi feito um pedido especial que era pra ter essa sopa hoje. — perdi o sorriso e encarei essa filha da puta. Que mamãe me perdoe.
-era para mim, pode trazer. — disse Isabella satisfeita e o garçom se retirou, eu me sentia irado. — Rose é muito eficiente, ela passou a manhã toda por aqui resolvendo alguns empecilhos para mim, santa Rose. — falou rindo e se sentindo bem à vontade. — tudo por sua causa, rei. — fechei as mãos em punho e me segurei pra não partir pra cima dela. — calma aí estressadinho, a mamãe está la no céu e deve estar brava por seu mal comportamento, cuidado se não eu conto pro papai. — disse e caiu no riso.
-você tem um senso de humor e tanto. — falei irônico.
-acredite maninho. — falou séria bebendo seu vinho, rápido demais para os olhos humanos seus olhos ficaram vermelhos e voltaram ao chocolate. — você ainda não viu nada. — entendi o que Esme disse sobre o olhar de Isabella gelar até os ossos. Mas comigo é diferente.
-nem você. — falei deixando meus olhos vermelhos e com um estalar de dedos fiz com que um raio caísse próximo a nós, ele caiu em cima de um carro fazendo ele partir em dois, a olhei sorrindo. — onde estávamos?
-aqui mesmo. — disse como se fosse óbvio e se animou quando chegou à dita sopa, ela comeu animada. Depois veio outra surpresa. Um vampiro com uma cor estranha de cabelo se aproximou, eu não me sentia intimidado por isso, pra mim quanto mais diversão, melhor.
-está tudo bem? — perguntou dando lhe um beijo na testa e sentando-se conosco.
-claro que está, meu maninho adorou a festa que preparamos pra ele. — ela se divertia humilhando os outros.
-que bom, fico contente em saber que o pegamos de surpresa, não é sempre que podemos surpreender alguém com tanto...poder. — falou debochado.
-Matteo Volturi. — me apresentei percebendo ele segurar a mão dela.
-Edward Cullen, namorado de Isabella.
-e reinará ao meu lado, quando eu matar você. — ri alto depois dessa.
-não trouxe minha Layla para apresentá-la como minha rainha, que pena. — falei despreocupado.
-quem é Layla? — olhei para o lado dando de cara com Isa parada, ela estava com as mãos na cintura e batia o pé no chão. — em Breno, to esperando uma resposta.
-o que faz aqui? — perguntou Isabella incrédula, pela primeira vez ela não usava máscara para disfarçar sua surpresa.
-vim ver se era verdade o que me disseram, deveria acreditar sempre na mamãe e na tia Rose, homens não prestam e fui me apaixonar justamente por ele. — ela disse chorando e apontando o dedo para mim. — ai vovó, o que eu faço? — senti pena dela, realmente. Mas vê-la chorar assim me fez sentir culpado.
-olhe para mim. — disse Isabella se levantando e olhando em Isa, lentamente Isa amoleceu como se estivesse desmaiando e o Cullen a segurou. — leve-a daqui.
-bom jantar. — ele nos desejou antes de sair com Isa adormecida nos braços, Isabella me olhou nada satisfeita, havia acabado os joguinhos.
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