The Mark Of The Vampire
5 Capítulo 5- A arte de irritar
Notas iniciais
PVB
Estacionei dentro da garagem e levei nessie no colo até seu quarto, onde a ajeitei em sua cama e a cobri. Sempre que nos mudamos ela fica assim por uns dias, acho que é por causa das mudanças e das novas notícias.
Mas agora era hora de fazer as coisas direito, do meu jeito é claro.
Desci para a sala e liguei meu note book, digitei cullen Forks, e qual não foi minha surpresa quando cliquei em um link e apareceu:
" Doutor Carlisle Cullen, médico formado em cirurgia cardiovascular, pela universidade do Alaska, no momento trabalha no Forks Hospital, como clínico geral.........." não precisei ler o resto, até porque não me interessava, será que ele tinha preguiça de sair pra caçar e pegava o sangue do hospital? tive uma crise de riso quando pensei nisso, mas me controlei rapidamente pra não acordar nessie.
Liguei para o hospital e marquei uma consulta de emergência com ele, como a cidade era pequena não tinha muito movimento e eu disse que era a nova moradora, rapidamente deram um jeito de me encaixar, pois a curiosidade em me conhecer era tanta que eu sentia até por telefone mesmo, em duas horas eu estaria cara a cara com o todo poderoso.
Tomei um banho e me vesti pra matar, nos dois sentidos da palavra, se fosse para morrer ou para matar gosto de estar no estilo.
Deixei um bilhete para nessie para quando ela acordar saber que eu fui dar uma volta na cidade e que se eu não chegasse até as seis da tarde ela que fosse sem mim. Era uma espécie de código que nós tínhamos, por uma questão de segurança. Se eu não voltasse até as seis ela imediatamente sairía de Forks, a quem estou tentando enganar assim que ela acordar e ver o bilhete, não vai nem ver as horas e irá atráz de mim, acho bom eu estar de volta antes que ela acorde. Eu poderia esperar e levar ela comigo, mas se um dos lados perder o controle da situação não quero minha filha por perto.
Me dirigi até o hospital e estacionei próximo a uma outra mercedes preta, mas que não chegava aos pés do meu carro. Eu sabia de quem era o carro, pois o povo humano de Forks não teria condições de ter um carro como aquele. É parece que eu e o doutor temos gostos parecidos, pensei com sarcasmo.
Caminhei até a recepção sobre olhares surpresos e chocados de todos. Mas dessa vez eu olhei com simpatia e um leve sorriso no rosto por onde eu passava e até cumprimentei a mulher da limpeza com um boa tarde educado, ela imediatamente me deu um sorriso quase sem dentes. Reprimi uma careta.
-Boa tarde, Sou Isabella Swan, eu tenho uma consulta marcada com o Dr. Cullen — disse para a recepcionista que estava, imagino eu querendo um buraco pra enfiar a cara feia dela.
— Ele está aguardando — disse de mau humor e apontou com o dedo para um corredor, como se eu soubesse onde era a sala, eu poderia seguir o cheiro dele mas daria muita bandeira.
— É que eu sou nova na cidade e não sei onde fica o consultório dele- falei um pouquinho mais alto e imediatamente um enfermeiro que estava me secando desde que eu entrei aqui, apareceu ao meu lado e se ofereceu para me acompanhar até a sala.
-O atendimento quando é gratuito é sempre assim?- perguntei a ele deixando claro que não estava acostumada com esse tipo de tratamento.
-Peço desculpas em nome da recepcionista ela está num mal dia hoje- ele disse, duvido, com aquela cara amarrada só pode ser falta de homem isso sim, mas mordi a língua quando quase falei isso pra ele.- bom a cidade é pequena como a senhorita viu, então não há necessidade de ter um consultório particular.- ele tentou se explicar por algum motivo que eu não entendi, e então ele olhou pra mim e ficou quieto com meu olhar que dizia" eu te perguntei alguma coisa?" . Em seguida bateu na porta do consultório que tinha uma plaquinha ridícula escrito " Dr. Carlisle Cullen, clínico geral".
Ouvimos um entre, para o humano soou como um entre normal, mas pra mim eu percebi a tensão e curiosidade em sua voz, eu tinha retirado meu escudo assim que entrei no hospital, então ele sabia que era um ser sobrenatural que estava do outro lado da porta.
Nem me despedi do enfermeiro, entrei e fechei a porta sem dar as costas para o vampiro gostoso que estava na minha frente.
Ele permaneceu em pé atrás da sua mesa, me encarando e esperando acredito eu, que eu o atacasse, somente pela posição de defesa em que ele se encontrava, eu sabia que ele não estava com medo de mim , e sim pelo local onde estávamos, nem um dois queria fazer uma cena.
Não dei nenhum passo quando me apresentei a ele, não por medo, eu também não sentia medo dele e ele percebeu isso, mas por certa cortesia , tipo manter a política da boa vizinhança.
— Sou Isabella Marie Swan, sou nova na cidade.- comecei pelo obvio, mas ele me interrompeu, vampiro mal educado, não sabe que não se interrompe uma dama?
— Eu sei que você é nova na cidade, mas o que faz aqui no hospital, aqui não é lugar para apresentações. — só arqueei uma sobrancelha pra ele e dei um risinho, acho que está irritado comigo, segurei uma gargalhada.
— Pelo contrário aqui é o lugar perfeito — disse e andei toda sexy e me sentei na cadeira destinada a pacientes.- Já que você não me convidou pra sentar, tomei a liberdade, espero que não se importe.- disse bem a vontade, o que de fato eu não estava, mas pela cara dele, ele acreditou
— Sinto muito pela minha falta de educação- começou ele de forma educada e também se sentou- e ainda a interrompi, mas confesso que fiquei surpreso, vamos começar de novo sim?- ele disse como se eu estivesse no jardim de infância, me irritei com isso, mas não deixei minha expressão me denunciar, e ele não gostou nada disso, o que me leva a crer que ele fez de propósito, nesse momento fiz uma promessa a mim mesma: um dia ainda vou matar Carlisle Cullen. Entrei no jogo dele.
Estendi minha mão em sua direção em forma de cumprimento.
— Sou Isabella Marie Swan — ele pegou minha mão e respondeu.
— Sou Carlisle CULLEN- ele frisou bem seu sobrenome tosco,- LÍDER DO CLÂ CULLEN — disse ele esperando minha reação de medo ou de veneração, não dei a ele nem uma das duas e soltei minha mão "suavemente"
.
— Eu sei- disse a ele como se estivesse falando do tempo, agora ele se irritou de verdade, mas manteve a mascara de que está tudo bem, o que ele não sabe é que não se pode mentir pra mim, afinal estamos falando de mim, e eu sempre sei. — Viemos morar aqui somente para manter nosso disfarce, estava na hora de mudarmos e acabamos escolhendo forks — ele se calou e resolver ouvir me analisando o tempo todo, cada movimento meu, mas eu gostei tanto do ambiente em seu consultório muito bem decorado e de extremo bom gosto, que já estava me sentindo em casa ele também percebeu isso e novamente não gostou.-Mas quando chegamos aqui e nos instalamos é que ficamos sabendo que os cullen's moravam aqui- falei o sobrenome dele como se fosse só mais uma palavra comum, achei que ele ia me atacar agora, mas fingi que não vi isso e continuei- e como chegamos em um território onde um clã reside, o certo a se fazer é nos apresentarmos pra que fique claro que não somos inimigos e que não estamos atrás de confusão, tudo que queremos é seguir com nossa existência no máximo de paz que conseguimos e quando chegar a hora nos mudamos novamente pra um outro local. — terminei explicando a ele no mesmo tom que ele usou comigo, como se estivesse falando com uma criança, vi que ele se segurou na cadeira, segurei outra gargalhada.
— Quando e como ficou sabendo que estávamos aqui?- perguntou cheio de suspeitas, e eu sei exatamente o motivo dele estar desconfiado.
-Chegamos hoje pela manhã, e fomos ao supermercado, sabe como é néh? os comentários, fofocas e num desses comentários surgiu os cullen's, se iríamos disputar popularidade na escola e essas idiotices que eles sempre falam.
— Você disse "nós" em quantos vocês são?- é pelo jeito começou o interrogatório, mas vamos acabar logo com isso.
- Eu e minha filha — e olhei teatralmente para o relógio e levantei me espreguicei como se estivesse entediada e encerrei a conversa- Bom ela deve estar acordando agora e não quero que ela saia sozinha por aí me procurando, mas obrigado por me receber doutor.- e alcancei novamente minha mão pra ele só que agora em sinal de despedida a qual ele não pegou de volta, mas ao invés de ficar constrangida com sua recusa, sorri largo pra ele e aumentei meu sorriso quando vi ele trancar a respiração- Tenha uma boa tarde- e sai daquela sala toda satisfeita.
Agora eles sabiam que estávamos aqui, não gostava de tomar esse tipo de atitude, mas se não queríamos confusão o melhor a se fazer é nos mostrarmos, eles nos veriam de qualquer maneira na escola, posso esconder nosso cheiro, mas não posso mudar nossa aparência, e quem está errado ou aprontando algo não se mostra e sim se esconde, é claro que eu estava aprontando algo, mas existem três maneira de se fazer as coisas: o certo,o errado e como eu faço.
Quando cheguei já ouvi passos apressados pela casa, entrei e nessie pulou em cima de mim e me deu um abraço forte, mas ela esta aliviada por eu estar ali.
Olhei pra ela que estava vestida com roupas de guerra, uma calça vermelha toda rasgada e desbotada, uma bota surrada e sem salto e uma jaqueta do exército tão antiga que me surpreende que ainda exista.
- Vai aonde estilosa desse jeito? — perguntei só pra irritá-la, hoje eu estava com minha língua afiada, quer dizer, eu sempre estou, mas hoje eu estava a todo vapor.
— Você acha que eu vou colocar minhas maravilhosas roupas pra brigar? não mesmo, e eu estava indo atrás de você.- ela desceu do meu colo e me analisou- wow, quem você foi incomodar pra estar vestida assim?- ela olhou bem em meus olhos e balançou a cabeça negativamente. — sério mamis aposto que a população de Forks está em peso no hospital depois de ver você assim, e então fala logo, ONDE VOÇÊ FOI CRIATURA?- ela tava estressada por que eu não falava nada, mas resolvi não judiar do meu bebê.
— Fui ver o Dr. Carlisle Cullen — respondi tranquilamente, e aguardei sua reação.
Ela começou andar de um lado para o outro praticamente em pânico, resolvi dar esse tempo a ela e fui até a cozinha beber uma coca-cola. Mas não dei nem um passo quando ela disse totalmente fora de si:
- Como assim você está doente mamis, porque não me contou antes hein? estávamos em Los Angeles, lá os avanços da medicina são um dos melhores em todo o mundo, aqui nesse fim de mundo as pessoas morrem sem a assistência necessária, sei que não podemos voltar lá por enquanto, mas vamos para outra cidade onde tenha médicos especializados e aparelhos que serão fundamental na sua recuperação- ela tomou fôlego, pegou entre suas mãozinhas meu rosto chocado e disse cheia de convicção-Eu não vou deixar você passar por isso sozinha mamis, vou agüentar essa barra junto com você, nesses momentos família é tudo, está entendendo?- ela perguntou com firmeza, mas eu preferiria não ter ouvido isso. — SEJA HOMEM ISABELLA, JÁ QUE TUA MÃE NÃO FOI, HONRRE O QUE VOÇÊ TEM NO MEIO DAS PERNAS E LUTE POR SUA VIDA.- e me abraçou apertado me passando confiança e força no MEU momento difícil.
Será que ela ainda não percebeu que eu sou imortal e nunca fico doente?
Mas apesar dela estar louca, eu confesso que fiquei comovida com sua atitude, eu nunca tive alguém que se preocupasse comigo e que me desse um abraço sem segundas intenções.
No orfanato eu era a garota estranha que todos tinham medo e ninguém chegava perto, a vantagem era que o medo deles impedia que fizessem maldades comigo, então eu ficava no meu canto e eles no deles.
Eu tinha sete anos quando as coisas mudaram, eu estava no meu quarto, ou melhor no quarto onde eu dividia com mais nove meninas, quando um garoto veio me maltratar, ele era novo ali no orfanato e as outras crianças falaram que se ele queria ser bem recebido ali, ele tinha que me bater, lógico que era coisas infantis , o bater deles era me dar um tapa, ou me empurrar no chão. Como ele não me conhecia só sabia minha idade achou que seria fácil realizar a tarefa que lhes foi imposto.
Engano seu, eu claramente vi quando ele se aproximou de mim e quais eram suas intenções, sem nem ser preciso olhar pra ele. Desde que eu completei sete anos uma coisa me incomodava, minha garganta as vezes ardia e as vezes ficava tão insuportável que bebia muita água, mas somente aliviava, mas não passava completamente.
E esse era um dia que eu não conseguia pronunciar uma palavra do tanto que tava doendo, o garoto se aproximou e estacou quando eu olhei pra ele, eu sabia o que ele estava vendo, um monstro de olhos completamente negros, e eu agi pelo impulso de me defender das suas intenções, eu dei um tapa nele, mas esse tapa o jogou na outra parede e eu não me assustei, simplesmente me aproximei e vi que um filete de sangue escorria de sua cabeça, rapidamente montei um plano, o tirei dali pela janela do quarto que ficava no segundo andar. Pousei sem fazer som algum, já não posso dizer o mesmo do garoto, já que antes de pular o tinha jogado pela janela, o sangue que era pouco aumentou bastante, ouvi seu coração bater bem fraquinho, e o tirei dali. Quando cheguei no terreno ao lado do orfanato fiz o que meus instintos mandaram e depois eu apaguei.
Quando acordei e vi os restos do garoto entrei em pânico, então os fleches do que tinha feito me atingiram como um soco, eu tinha comido o garoto, saí dali sem olhar para trás, ainda era noite e já deviam estar nos procurando, quando achassem o garoto provavelmente pensariam que o mesmo aconteceu comigo, ninguém iria dar buscas intensas pra uma órfã que não tinha ninguém. Nunca mais voltei ao orfanato.
Voltei ao presente e retribuí o abraço.
— Obrigada filha, fico contente que você se preocupe comigo, mas sou uma imortal lembra, não posso ficar doente.- falei pra ela de uma forma bem tranqüila.
-Nossa é mesmo mamis, não sabe o alívio que eu estou sentindo agora, fiquei com tanto medo de perdê-la que não raciocinei direito.- ela suspirou aliviada e novamente agradeci por tê-la ao meu lado.- mas o que queria que eu pensasse quando disse que foi ver Dr. Carlisle Cullen- ela foi abaixando o tom de voz enquanto terminava a frase, para seguida gritar- DESDE QUANDO UM VAMPIRO TEM CONTROLE SUFICIENTE PRA SER MÉDICO? — é incrível a capacidade dela de entender o que não precisa e ignorar as coisas que são importantes .
Falei sem rodeios.
- Dizer a ele que quando viemos pra cá não sabíamos que tinha vampiros aqui e que não somos inimigos, assim que terminar nosso tempo aqui iremos embora, simples assim — falei e me encaminhei até a cozinha com ela me observando, talvez agora eu conseguisse beber minha coca em paz.
-Você está planejando algo- ela disse- qual é o próximo passo? eu já estou pronta- e deu uma voltinha exibindo aquela roupa ridícula que ela usava, nos olhamos e caímos na gargalhada.
— Vamos provocar um acidente.- eu disse após bebermos nossa coca, é, até nisso ela me faz companhia.
- Como e porquê?- ela estava bastante interessada, tava até quicando ao meu lado no sofá.
- Daqui a pouco sai um ônibus lotado de operários de Por Angeles pra Forks, aqui não tem muitos empregos e a maioria das pessoas trabalha lá. Estão construindo um shopping lá, mas uma boa parte dos funcionários são aqui de Forks. — expliquei a ela.
- Como você sabe de tudo isso?- perguntou incrédula olhando pra mim com os olhos arregalados.
- Enquanto meu bebê dormia depois de uma crise de choro, eu trabalhava pra resolver logo a nossa vida sabia?- respondi zoando com ela que fez um bico gigante, ri dela.
-Isso não tem graça táh? mas porque vamos matá-los?- me irritei com ela.
-Eu disse que vamos provocar um acidente, não vamos matar ninguém — exclamei
-aaa entendi, mas qual é o propósito disso?- agora ela tava muito curiosa.
-Espere e verá!- disse cheia de entusiasmo.
- Entendeu o plano nessie, não quero falhas — disse sussurrando pra ela enquanto explicava o plano.- e se você me disser que está tudo sob controle mando você pra casa agora mesmo, entendido? — perguntei com muita raiva e a peste ainda ri.
-Eu entendi tudo mamis, relaxa e confia em mim. — respondeu ainda rindo, quase tive um treco quando ouvi isso e cheguei levantar as mãos pro céu pedindo paciência e me perguntando por que eu?
Após alguns minutos ainda esperávamos logo após uma curva fechada, quando...
- O ônibus está vindo, luz, câmera, ação — ela disse rindo e saiu correndo na nossa velocidade, com uma espada em sua mão ,correu e ficou lado a lado com o ônibus , pegou a espada e cortou o pneu dianteiro do lado direito. Só que era pra ela ter cortado o pneu traseiro do lado direito, então assim que eu ouvi o barulho do pneu estourando, fui fazer a minha parte no plano, e quando o ônibus balançou eu corri e empurrei, só que ele tombou em cima da nessie que estava do outro lado, quando ouvi o gemido dela fiz com que o ônibus capotasse outra vez, pra sair de cima dela, peguei nessie na minha supervelocidade e tirei de lá.
Nenhum humano viu nossa fracassada missão, seria vergonhoso se alguém soubesse disso, ta certo que em nosso currículo temos muitas vergonhas ocultas, e que eu gostaria que ninguém soubesse. Mas essa foi o cúmulo do ridículo. Pelo menos o ônibus capotou e os funcionários estão sendo atendidos pelos médicos de Forks que era a cidade mais próxima do local do acidente e então o Dr. Cullen não iria pra casa hoje.
Mas em todo o resto deu errado, absolutamente tudo.
Nesse momento estávamos sentadas no sofá enroladas por cobertores em frente a lareira, aguardando nessie se recuperar totalmente.
Em um vampiro aquilo não teria feito nada, a regeneração deles também é muito mais rápida, leva apenas alguns segundos e eles já estão prontos pra outra. Mas em mim e em nessie, demora um pouco mais, alguns minutos,e dependendo do estado leva até horas. eu me alimentei bem ontem, afinal quando eu saio pra caçar, não fico me enrolando, mas quando eu achei nessie ontem ela estava ainda no início da refeição e por motivos óbvios não pode terminar então incendiou o corpo e fomos embora, resumindo ela esta fraca por isso vai levar algumas horas pra ficar totalmente curada.
Estou aguardando ansiosamente ela se recuperar pra matá-la depois.
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Pela manhã nessie já estava completamente recuperada e pronta pra outra, não quero nem pensar nisso por enquanto. Estávamos nos arrumando para o nosso primeiro dia de aula, confesso que minha filha exagerou na escolha da roupa, parece que ia em um desfile de moda, eu também estava bem produzida claro, mas não exagerada como ela.
— Desculpe por ontem mamis?- ela disse hesitante, também não era pra menos, quase ferrou com tudo, mas eu estava curiosa sobre uma coisa.
-Claro que eu te desculpo filha, não foi do jeito que planejamos, mas o que importa é o resultado final, e esse pelo menos deu certo, e ninguém morreu. -eu acho, completei em pensamento, pois quando o ônibus capotou pela segunda vez pra mim tirar nessie de baixo, eu fiquei surpresa e acabei usando um pouco mais de força que o necessário.
- Será que não morreu mesmo mamis?- perguntou, mas ignorei sua pergunta, ainda estava curiosa.
- Nessie, porque não saiu antes do ônibus cair em cima de você?- afinal ela era bastante veloz.
- aa sabe o que que é mamis- ela começou envergonhada, me arrependi de ter perguntado.- Eu fiquei me perguntando porque ele tava vindo pra cima de mim e não indo pro outro lado, e me distraí- realmente me arrependi de ter perguntado, maldita curiosidade.-mas a culpa foi sua sabe -como assim a culpa foi minha? — você empurrou o ônibus pelo lado errado. — terminou ela toda feliz porque tinha me pegado em um erro.
Parece que ela esqueceu com quem está falando.
- Eu empurrei o ônibus do lado errado ou você cortou o pneu errado? — perguntei completamente séria, logo cedo ela já estava me irritando.
Ela fez cara de pensativa em quanto seguíamos para a garagem e deixou os ombros caírem.
- Eu sabia que estava esquecendo de algo — ela sussurrou, me enchi de pena, mas não falei nada, eu a mimo de mais, talvez aí está o erro que ela tanto procura em mim.
Entramos no carro já desanimadas para o primeiro dia de aula. Mas tinha algo que com certeza animaria nosso dia.
Avistamos a escola e nessie já abriu um sorriso nem parecia desanimada agora pouco.
- Cuidado com esse sorriso nessie, tem que ser mais discreta. — alertei novamente, ela diminuiu o sorriso só um pouquinho, revirei os olhos.
Quando entramos no estacionamento ele já estava lotado, tinha uma parte dele que era coberta, provavelmente era pros carros dos filinhos de papai e vampirinhos do papai, dei um risinho, os carros aqui eram tão terríveis quanto os do supermercado ontem, não me surpreendi, claro que tinha uns carros legais e encostados neles estavam, acredito eu os cullen's. Um volvo prata, uma BMW conversível vermelha com a capota aberta e um porshe amarelo canário, todos claro muito bonitos, mas não como o meu, e imediatamente entendi o que estava acontecendo, coloquei meu escudo pra isolar os sons e tive uma crise de riso.
- O que foi mamis? — perguntou rindo também sem saber o motivo, respirei fundo e disse.
-Duvido que os cullen's venham todos os dias com aqueles carros, é atenção de mais até mesmo pra eles, provavelmente ouviram as conversas na cidade sobre nós, que somos lindas e que o meu carro é mais bonito que já viram e blá blá blá, e não querem ficar por baixo, ou perder sua popularidade.- terminei de falar olhei para ela e rimos tanto que ficamos sem ar. Eram muito estúpidos mesmo, e eles nem viram nada ainda. Como eu disse antes eu só estava me aquecendo.
Estacionei na parte dos excluídos, a diferença entre o meu carro e o dos outros era gritante. Respiramos fundo, olhei pra nessie e disse:
- cuidado com o que você fala de agora em diante não esqueça que os vampiros vão ouvir tudo. — eu sabia que ela tinha entendido, ela tem meio que traumas de vampiros, também não é pra menos. Ela acenou com a cabeça e não disse nada o que significava que ela tinha entendido. Respirei fundo outra vez e retirei o escudo de isolar sons e coloquei o mental em nessie, pra evitar surpresas indesejadas. E saímos do carro.
Novamente em seus rostos tinha choque e surpresa mas gostei de ver que os vampiros tiveram a mesma reação que os humanos. Tirando uma vampira loira que tinha tanta inveja e ciúmes que era palpável, na expressão dela também tinha raiva.
Ignoramos todos eles e fomos em direção a secretaria pegar nossos horários, que graças ao choro de nessie ontem não foi possível
Mas quando estávamos chegando próximo das escadas, a vampira loira veio em nossa direção os outros cullen's vieram logo atrás. Fingimos que não era até nós que eles vinham e seguimos nosso caminho, ela foi obrigada a nos chamar, a escola toda estava olhando o desenrolar da cena.
- HEI NOVATAS!- ela disse bem alto, será que ela ainda não tinha percebido que se ela sussurrasse nós também ouviríamos?.
Viramos pra eles bem tranquilamente, e então estávamos frente a frente.
-Sim?- perguntei confusa, na verdade eu não estava confusa, estava me divertindo, senti algo tentar penetrar meu escudo, mas não me preocupei, meu escudo não tinha falhas.
Ela olhou pra mim por meio segundo a mais do que necessário para me dizer.
- Como são novas alunas aqui temos algumas regras que se serem seguidas não trarão problemas pra ninguém.....- resolvi cortar a ladainha, eles ainda não tinham percebido que não estavam diante de humanos, vampiros idiotas.
- Poderia ir direto ao assunto estamos com um pouco de pressa. — não era nenhuma mentira, eu não queria chegar atrasada logo no meu primeiro dia. Ouvi um leve OOOO vindo de alguns alunos próximos, pelo visto aqui os cullen's falavam e eles obedeciam. E para completar a desgraça nessie da um risinho, olhei pra ela com uma sobranceira arqueada e ela da de ombros. Então viro-me de volta pra loira que está com uma expressão nada agradável. Sorri pra ela de forma amigável e ouvi alguns suspiros. A verdade é que não dava brechas para discussões.
- Quando passarmos vocês saem da frente, não gostamos que fiquem nos encarando....- a cortei novamente, eu sabia que ela estava irritada e fiquei feliz com isso.
- E porque nós — disse de maneira confusa e apontei para mim e para nessie- iríamos ficar encarando vocês- apontei para eles
SILÊNCIO
E foi assim por trinta segundos, me estressei.
- Bom- olhei pra nessie- a conversa realmente está muito animada mas temos que ir- encerrei aquela conversa chata e me afastei com nessie para pegar os malditos horários e fomos conversando normalmente uma com a outra.
- ahhhhhhhh- nessie dá uns gritinhos e uns pulinhos- precisamos de compras, fala sério bella, eu não vou deixar que o mau gosto para roupas daquela loira me contamine, o my good, Seattle deve ter lojas incríveis......- e continuou tagarelando alheia a tudo a nossa volta, mas eu ouvi claramente um rosnado quando ela falou da roupa e também um arfar indignado. Sorri com isso. E me encaminhei rumo ao matadouro.
Minha incrível arte de irritar os outros, eu aprendi com Nessie.
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