The Mark Of The Vampire
49 Capítulo 49 - A Isca Parte II.
Notas iniciais
Bjksss.
PVALICE
Arrumei-me e desci preparada para o que viesse, não poderíamos deixar que os volturi se dessem bem, se aprontam conosco, nós aprontamos com eles, eu sei que bella tem outros planos e que não dividiu conosco, mas ela me deu sua palavra que nada aconteceria comigo, confiei nela porque não havia motivos pra ela querer o meu mal, sei o quanto Aro é ensandecido pelo meu dom, dom esse que vem falhando a muito tempo, sei também que ama Edward acima de tudo e que se algo me acontecer ele vai sofrer muito, ela não quer isso pra ele, ta...confesso que estou me cagando de medo do que vai acontecer, sem meu dom me sinto cega e perdida, tudo o que tenho é a vontade de participar ativamente de um plano montado por bella e a confiança em sua palavra, espero que ela não falhe.
Como sempre sou pega de surpresa, dessa vez só revirei os olhos, na sala estavam minha família, Charlie e alguns vampiros da guarda, era tudo o que tínhamos, tudo o que sobrou de nossa enorme guarda foram os poucos vampiros que estavam na sala, todos em posição aguardando uma ordem, na sala também se encontrava a cobra da Maggie, encolhida num canto com um pano jogado por cima dela, a olhei triunfante e ela baixou os olhos.
–porque ela está aqui? — perguntei apontando pra ela, quem me respondeu foi Edward.
–ela não é a amiguinha dos volturi? Então nada mais justo ela estar presente, ou melhor, ela será o presente. — Maggie se encolheu ainda mais, o olhei confusa e ele me deu uma rápida piscada, ela ia junto por algum motivo que nem ele sabia, ele acenou concordando, calma Alice, respire fundo e mantenha a cabeça erguida, só vamos sair em uma missão sem saber qual é a missão e você será a isca sabe-se la pra que, não entre em pânico Alice, NÃO ENTRE EM PÂNICO. Então chega Isabella pronta pra partir, meu ego escapuliu, pra que me arrumei mesmo? Eu conhecia essa roupa, fui que fiz pra Nessie quando demos uma festa do dia das bruxas, as coisas andavam muito tristes e resolvi elevar nossos ânimos, uma festa é sempre uma boa pedida, então fiz essa roupa pra ela se animar e havia ficado ótima nela, mas em Isabella ficou perfeita e sexy, muito sexy. A roupa era de couro preto e consistia em uma calça colada ao corpo, um corpete com um belo decote e uma varinha, também acompanhava um chapéu, mas esses acessórios Isabella não usava, era só a calça e o corpete com uma bota preta de salto fino, nem precisei olhar para os lados pra saber que estavam todos de boca aberta, eu sabia que o plano era muito maior do que ela havia nos dito e sua aparência me provou isso.
–é o seguinte. — ela começou e se encaminhou até Edward, segurou sua mão e se voltou para nós, segurei um riso, a cara de Edward era de um puro babaca. — vamos acompanhar Alice até certo ponto, depois é por conta dela. — a olhei tranquilamente, mas por dentro eu estava surtando. — quando chegar o momento irei tirar meus escudos permitindo que você use seu dom e torcendo pra que ele não falhe. — disse me olhando e eu concordei com a cabeça. — quero que todos saibam que os volturi vão ficar uma fera depois dessa. — isso me animou. — estão sobre as ordens de Charlie, quem não gostar disso não vai conosco, os Cullen's estão sobre as minhas ordens, mas não são obrigados e me obedecer, se decidirem agir por conta própria agüentem as conseqüências, pois Alice estará sozinha na linha frente. — mantive a expressão tranqüila e respirei fundo, eu sozinha com um bando de volturi, é...não há motivos pra mim me preocupar, pensei irônica. Ela veio até mim e olhou bem em meus olhos. — não surte, não entre em pânico e mantenha a calma. — falar é fácil. — se precisar de ajuda, olhe para cima. — vi que os outros estavam confusos. — não estão nos ouvindo.
–vai dar tudo certo. — eu acho, completei em pensamento e como assim? Devo olhar para o céu e pedir misericórdia a deus?
–vai sim. — disse convicta e deu as ultimas instruções para todos. — Maggie minha querida vampirinha, se divertiu? — perguntou carinhosamente e foi até Maggie a levantando do chão com uma só mão. — garanto que vai se divertir muito mais, se cubra com esse pano e vamos logo, não tenho paciência pra aturar piranhas.
–não sou piranha. — Maggie retrucou baixinho.
–você não era, mas depois que passou pelas mãos dos vampiros aqui, passou a ser uma piranha sem valor algum. — o tom de voz de bella foi bem cruel.
–assim como você. — Maggie disse com os dentes trincados, paralisei no lugar chocada com tamanha idiotice, mas bella gargalhou alto, a principio achei que ela fosse dar um beijo no rosto de Maggie tamanha foi sua delicadeza, mas não foi isso, ao invés de um beijo bella deu uma mordida no rosto de Maggie arrancando um pedaço, Maggie gritou de dor e tentou correr, mas bella a segurava pelo braço como se não fosse nada.
–a cada merda que você falar será um pedaço a menos que terá. — avisou bella e olhou pra nós como se nada tivesse acontecido. — vamos. — falou e saiu arrastando Maggie, deu um aceno as pestes e a Nessie e disparou floresta a dentro, a segui sem pensar duas vezes, sentia os outros correndo atrás de mim, eu corria pra algum lugar seguindo bella, isso era muito irônico. Uma visão me fez diminuir e senti o braço de Jasper, ele me conduzia.
"Aro estava furioso, Caius nem se fala, eles brigavam entre si por algum motivo que eu não conseguia ver, Aro apontou para um vampiro e fez o sinal para que o matassem, vi vários volturi em uma sala bem escura e enorme, mas não vi Marcus."
–o que você viu? — era bella diante de mim me olhando ansiosa, eu me sentia confusa e relatei o que eu vi, em minha opinião não era nada de mais, mas uma simples linha nas mãos de quem sabe o que fazer se transforma em uma bela peça. Ela ficou animada, eu acho, depois se virou e continuou sua corrida. Fiquei confusa com sua reação, mas dei de ombros e a segui. Jasper me olhou preocupado e eu lhe sorri confiante, ele sentiu que de confiança, eu não tinha nada.
–sabe que não precisa fazer isso, podemos achar outra forma de irritá-los sem usá-la como isca.
–quero fazer isso, nesse momento união é tudo, recuar não está nos meus planos. — disso eu tinha absoluta certeza, se eu disse que podiam contar comigo, é porque podiam. Ele também sentiu minha decisão e resolveu aceitar.
Nesse momento Edward não corria ao lado de bella, ele se encontrava pouco atrás de mim, estranhei isso, já que era Charlie o mais próximo dela, "algum problema Edward?"
–nenhum. — foi tudo o que ele disse, mas distingui um leve toque de ciúmes em sua voz, não é pra menos, bella e Charlie tiveram um relacionamento físico muito intenso, até namoraram por poucas horas, ela quase teve um filho dele, agora Edward é seu namorado e quem a acompanha é Charlie, Charlie esse que se manteve fiel ao seu amor enquanto Edward se casou a megera da Maggie. — chega Alice, já sei disso. — "Eu avisei você pra não casar com ela, sabia que isso não daria certo e não deu, bem feito, quem manda não me escutar". — sim você avisou, mas agora isso é passado. — "Vai me dizer por que Charlie está ao lado dela e você não?", eu estava curiosa quanto a isso. — ordens. — foi tudo o que ele respondeu, preferi não ficar com pensamentos maliciosos e me foquei no meu destino e adivinha? Tudo negro, mas isso é uma maravilha. — menos Alice. — virei a cabeça para trás só pra lhe mostrar a língua, esse meu irmão é muito intrometido, mas o amo muito.
–separar. — parei no lugar, o que? Mas nós nem chegamos próximo a fronteira com o Canadá. Olhei pra bella que havia parado e olhava ao redor em busca sabe-se la do que. — Charlie, você sabe o que fazer. — ele acenou e chamou a guarda para segui-lo, estou perdendo algo? Pensei com ironia pesada, achei que iríamos todos juntos e depois eu seguiria sozinha. Sobrou bella e minha família.
–e agora? — Carlisle perguntou mais perdido que cego em tiroteio.
–a partir daqui Alice segue sozinha, sei que está muito longe, mas é assim que vai ser. — pois o momento chegou mais cedo do que imaginei. Beijei meu marido e acenei pra minha família.
–vai dar tudo certo. — me encorajou Edward, sorri incerta. Quando passei por bella ela segurou meu braço.
–não se esqueça, se precisar de ajuda, olhe para cima, agora...CORRE — claro, deus irá descer e me ajudar, mesmo assim só acenei e saí correndo sem olhar para trás, agucei todos os meus sentidos e respirei fundo.
Eu corria o mais rápido que eu conseguia, ao meu redor era tudo um borrão e mesmo assim eu não perdia nenhum detalhe, ao cruzar por um rio saltei e pousei com extrema habilidade na outra margem, não parei nenhum por um segundo e continuei minha corrida, era noite escura e sem lua, também não havia uma única estrela no céu e o vento parecia uma canção fúnebre, "garanto que não vai acontecer nada com você" mantive a promessa de bella presa em minha mente e segui meu rumo mesmo não sabendo ao certo qual era, eu só sabia a direção.
Quando cruzei o estado do Canadá percebi exatamente a oscilação do meu dom e soube que bella havia retirado seu escudo sobre mim, por um lado é bom poder usufruir de meu dom e por outro é péssimo, estava sem proteção alguma. As vezes eu tinha a sensação de ser observada, olhava para os lados vendo que estava sozinha e percebia que era o meu receio que me fazia imaginar coisas, disse receio pra não dizer medo. A medida que eu me aproximava da fronteira com os Estados Unidos a quantidade de árvores ia aumentando e a floresta ia parecendo mais com um cenário de guerra e adivinha? Era isso mesmo, só que agora eu estava sozinha na linha de fogo e lutaria por minha vida enquanto bella colocava seu plano em prática, não tinha a mínima idéia do que ela tem em mente e nem quando receberia ajuda, se é que receberia.
Mas que porra é essa? Era noite e baixou uma serração tão forte que minha própria visão se confundiu, a serração era diferente, parecia uma fumaça negra e senti-me arrepiar da cabeça aos pés, meu dom me avisou e eu me abaixei, se não teria batido em um galho baixo, claro que não faria nada comigo, mas em situações assim barulhos nunca são bem vindos, prossegui com minha corrida só que agora mais lenta, estava praticamente cega e isso me assustava, o quão escuro pode estar a ponto de deixar uma vampira sem rumo? Respirei fundo e fechei meus olhos deixando-me guiar por meus sentidos e meu dom, correr ficou mais fácil do que antes e eu voltei a acelerar, vi o momento em que era cercada por cinco vampiros dos volturi, só espero que os reforços não demorem.
Quando coloquei meus pés nos Estados Unidos parei e abri os olhos, a serração estava se dissipando e eu soube que era ali que eu seria cercada por aquele bando de hipócritas. Onde eu me encontrava era meio montanhoso e a floresta era bem fechada, e silenciosa, silenciosa demais para meu gosto, eu não ouvia nada, nem um único barulho de grilos. Fiquei parada esperando por eles, o vento chegou até mim trazendo o cheiro deles e eu me preparei, pra sabe la o que. Levou alguns minutos e eles apareceram, não corriam e sim caminhavam como se estivessem passeando, um deles até assoviava e sorriu largo para mim ao ver que eu me encontrava sozinha. Não era nenhum dos volturi que eu conhecesse, sabia quem eram pelas roupas que nunca mudam.
–mas olha o que temos aqui, procurando encrenca bonequinha? — falou um deles me analisando de cima abaixo. E agora o que quê eu faço? Fico quieta, os ataco ou corro? Optei por ficar quieta e enfiei as mãos nos bolsos da calça como se estivesse nervosa e com medo, realmente eu estava. Senti a textura de um pedaço de papel e decidi ler, a visão veio nítida e clara, "você sabe o que fazer, aguarde, os enrole e depois os mate, com carinho: Edward", foquei meus olhos neles e fiquei pensando em que momento ele colocou esse bilhete em meu bolso e porque não disse abertamente, a letra era dele, mas não foi ele quem colocou, foi bella no momento em que segurou meu braço só pra me dizer que era pra olhar para cima se eu precisasse de ajuda, desde quando bella é religiosa?
–parece que a assustamos, já que perdeu a fala. — provocou outro, dei o meu melhor sorriso a eles.
–sou Mary Alice Cullen. — eles se olharam satisfeitos, no mínimo achando que se me levarem até Aro irão ganhar um bônus, agora entendi do porque bella me escolheu, se fosse qualquer outro eles matariam sem pensar duas vezes, mas como se trata de uma peça talentosa que Aro não possui e quer muito eles não podem me matar se eu não der um motivo, eles vão me levar a força.
–nossos nomes não importam, mas o seu sobrenome minha querida, com certeza importa, que venham as regalias. — disse um idiota todo animado, revirei os olhos.
–sou uma Cullen e não podem me levar a força, terão que lutar comigo. — falei arrogantemente e eles caíram no riso, mantive minha pose que meu sobrenome me garante, é ridículo eu sendo quem sou baixar a cabeça pra esse bando de inúteis.
–e o que você vê? Hein vidente? Vê-nos a despedaçando, usufruindo de seu corpo ou a levando aos berros até Aro? Todas as opções são viáveis para nós. — segurei o impulso de revirar os olhos e vi mais alguns volturi se aproximando.
–parece que precisam de reforços? — falei debochada e eles se olharam confusos. — tem mais de vocês vindo aí, terão que dividir o prêmio e também as regalias. — mesmo pertencendo à mesma guarda e tendo os mesmos objetivos, dividir algo não faz parte da nossa natureza, ainda mais vampiros que não foram bem treinados e que não tem tantos séculos, o peso dos anos é leve pra quem sabe a forma como carregá-lo, mas muito pesado pra quem só quer saber de regalias, isso é praticamente uma condenação e um fato comprovado que mesmo sendo volturi não tem a primeira parte de prática que eu tenho, bella sabia disso? E onde estão que não os vejo? E principalmente, fazendo o que?
–merda, isso é ruim, mas não podemos eliminar uns aos outros, isso é uma regra. — falou medindo o peso das decisões. Então se aproximaram mais três, é impossível eu lutar com eles e vencê-los, me mandaram para a morte? E quanto vale a palavra de Isabella? Pensei em pânico vendo minhas chances de sair daqui inteira escorrer pelo vão dos meus dedos como areia ao vento, eles me rodearam me observando e me encurralando.
–ela é Alice Cullen, a vidente que Aro tanto fala.
–então é um enorme prêmio, o patrão ficará satisfeito.
–já se perguntaram por que ela está aqui e sozinha? — perguntou um deles de repente, havia acabado o momento dos diálogos.
–vocês não voltaram e deixamos nosso posto livre pra vir atrás de vocês. — falou um deles confuso.
–e quem está protegendo seu posto se estão aqui? — eles arregalaram os olhos e me olharam com ódio, vi um deles me atacando e fiquei em posição de ataque.
–a nossa parte da fronteira que protegemos está livre e nem tem como avisar os outros. — dei um sorriso convencido e não saí da minha posição, eu não precisava olhar diretamente neles pra saber quem me atacaria primeiro.
–ela é isca. — falou um deles rosnando e meu sorriso alargou.
–não me culpem por isso, essa idéia é de vocês. — falei e desviei com habilidade do primeiro ataque, então eles me atacaram, todos juntos e isso é covardia, mas abaixar minha cabeça e desistir sem lutar eu não faria.
Senti seus socos e chutes e revidei com toda a experiência que possuo, eles tentaram me segurar, mas se isso acontecesse seria meu fim, então me foquei em me defender sem tentar bater de frente com eles, mas eram oito contra um, os números era muito desfavoráveis para mim, quando me abaixei desviando de uma mão virei rapidamente e a puxei a arrancando fora, o vampiro urrou e senti o soco no rosto, iriam me matar e meus braços foram segurados, o fim chegou antes do esperado.
–e agora hein vidente? Lute. — falou me forçando a ficar ajoelhada enquanto eu me debatia, vi meu futuro e ele estava negro, isso é o fim da picada.
–mas ela está presa, nem deu tanto trabalho, acho que Aro nem vai sentir tanto pela morte dela. — e me deu outro soco, eu rosnava e me sacudia percebendo que eu deveria ter corrido quando tive oportunidade.
–ele vai é nos agradecer. — outro soco, eu não tinha mais chances e seus socos eram dolorosos, trinquei os dentes e me recusei a soltar um único lamurio de dor, eu não daria esse gostinho a eles. Fechei os olhos quando seguraram minha cabeça pra arrancá-la fora, "SE PRECISAR DE AJUDA, OLHE PARA CIMA", foi o que bella me disse, achei uma boa hora pra rezar e abri os olhos os levantando em direção ao céu escuro, meus olhos se prenderam em um par de olhos vermelhos concentrados e atentos, eu conhecia esses olhos e ele estava exatamente cima de mim se segurando na copa de uma das árvores. Não segurei o sorriso quando ele se soltou despencando de uma altura de quase quinze metros.
–qual o motivo do riso? Sua vida é tão chata assim que a morte é bem vinda? — nem tive tempo de responder, pois ele caiu em cima de nós ao mesmo tempo em que aquela serração baixava outra vez muito mais forte do que antes, com o impacto eles me soltaram e levantei-me rapidamente, olhei ao redor sem nada ver, eu só ouvia, ouvia os gritos que pareciam música, ouvia pedaços de membros sendo arrancados, sentia eles correndo pra la e pra cá tentando se livrar da morte que chegou e eles nem viram, corriam e gritavam desesperados ao ouvirem os poderosos rosnados daquele que se tornou meu herói, então o silêncio absoluto seguido da dissipação da serração tornando possível eu ver normalmente, a primeira e única coisa que vi foi ele parado diante de mim, ao nosso redor só restaram as cinzas daquele bando de covardes. Eu que nunca havia tocado nele me joguei em seus braços soluçando, só agora me dei conta do perigo que corri, que quase deixei minha família e meu Jazz para trás, ele passou um de seus braços enormes sobre mim e eu me senti sumir em seu peito, levantei a cabeça e olhei pra ele.
–obrigado Ares. — eu tinha que agradecer, por incrível que pareça eu entendi o que ele queria me dizer. — os outros precisam de nós. — deduzi e ele concordou, então ele me colocou em suas costas e começou correr, me agarrei nele percebendo que minha corrida comparada com a dele era o mesmo que comparar uma lesma e uma lebre, mesmo eu percebendo muitos detalhes eu não conseguia acompanhar todos, ele era muito veloz.
Ele correu paralelo com a fronteira que dividia Canadá e Estados Unidos, quando chegamos em um certo ponto eu já ouvia a voz de bella, depois ela entrou em meu campo de visão, não só ela como toda minha família e nossa guarda, mas não foi esse cenário que me atingiu em cheio. Havia em torno de trinta vampiros dos volturi em posição de respeito olhando para ela e absorvendo suas palavras, formavam três fileiras, as mãos para trás, as pernas espaçadas e a cabeça erguida, mas o que raios é isso? Jasper veio me receber de braços abertos e eu desci de Ares, fiz um carinho nele antes de jogar nos braços de meu Jazz.
–fiquei tão preocupado, se machucou?
–estou bem, graças a ele. — falei indicando Ares que já se encontrava a direita de bella, Charlie estava a esquerda e Edward com minha família logo atrás dela, era a poderosa Isabella que havia entrado em ação. — o que está acontecendo?
–eles são nossas novas aquisições. — arregalei os olhos.
–eles mudaram de lado? Traíram os Volturi? — perguntei incrédula, nenhum deles olhou pra mim.
–não, eles são leais aquilo que disseram a eles, agora Isabella está contando a eles o que realmente aconteceu e estão do nosso lado.
–isso não vai dar certo, eles são treinados, não vão acreditar em única palavra dela. — retruquei percebendo que eles não estavam ouvindo nada além das palavras de bella.
–o amor Alice, aquilo que motiva não só os humanos como também qualquer espécie. — fiquei confusa e o olhei pedindo explicações. — Isabella está contando a eles o que aconteceu com suas famílias depois que foram transformados, todo o sofrimento e angústia que passaram, seus filhos e suas esposas na rua da amargura procurando qualquer emprego, eles eram pais de família, mães de família que tiveram que abandonar tudo por uma guerra que eles nem sabiam que existia, Isabella está contando a eles que os Volturi lhes tiraram tudo o que um dia eles sonharam, a alegria, esperança e seus maiores desejos, ela está usando o amor deles por suas famílias para colocá-los contra os volturi.
–e eles vão acreditar nisso? E como ela sabe disso? — perguntei incrédula, agora o que bella disse sobre o amor fez sentido. — mas eles alimentarão o ódio. — falei.
–o ódio pelos volturi, vão querer justiça em nome do amor por suas famílias. — ele explicou. — não sei se eles vão acreditar, como também não sei o que de fato está acontecendo, Isabella sabe o nome de todos eles, sobre suas vidas e quais dons possuem, ela escolheu a dedo cada um deles. — arfei com essa informação. — parece que Isabella tem sim um informante seu entre os volturi.
–então pra que me usou como isca? — perguntei confusa e ele sorriu.
–precisávamos de uma brecha, toda a fronteira é protegida por eles, mas uma equipe saiu de seu posto quando sentiram seu cheiro e foram verificar, você os enrolou e eles não voltaram logo obrigando os que sobraram a ir atrás deles.
–deixando uma brecha pelo qual vocês cruzaram. — completei e ele acenou concordando. Tudo isso é muito louco. — e como chegaram até eles? — perguntei indicando a guarda dos volturi, se der certo, a nossa guarda.
–acontece que Isabella conhece toda a fronteira como a palma da sua mão, ela sabia exatamente qual equipe era mais talentosa e onde estava.
–então o informante é dos bons. — deduzi. — então ela me mandou para um local onde a equipe era um bando de idiotas, me dando mais tempo pra enrolá-los.
–isso mesmo, mas não era só a equipe mais fraca, como também a responsável por alertá-los no caso de invasão.
–foram pegos de surpresa. — falei meio perdida. — como reuniram todos eles?
–isso foi fácil, nós chegamos até eles pelo lado do Canadá, foi Charlie e nossa guarda que usaram a brecha e nós os cercamos. — isso ainda estava confuso.
–mas porque eles estavam todos juntos?
–não sei, mesmo a fronteira estando toda vigiada havia essa equipe extra de trinta vampiros, estavam todos reunidos esperando alguma coisa, mas não eram nós, eu acho que o informante de Isabella tem um posto bem alto entre os volturi. — congelei com essa informação, mesmo sendo impossível, acho que sei quem é o volturi que pode trair seus companheiros por Isabella, só resta saber por que e se é realmente essa pessoa que estou achando que é. Quando pensei isso Isabella desviou os olhos vermelhos da guarda e olhou pra mim, sua piscadinha arteira me mostrou que eu estava certa e que era pra mim manter minha boca fechada, foi o que fiz e vi Edward me olhando de olhos arregalados, acho que descobri isso antes dele, ele deu um leve aceno concordando. Mas porque Marcus Volturi se arriscaria tanto por Isabella?, me toquei que não tenho nenhuma visão dele, são raras quando vejo os líderes, mas ele nunca está entre eles, peguei você Isabella...ela protege Marcus. Cheguei dar uns pulinhos de alegria.
–o que foi? — perguntou Jasper e eu lhe sorri animada.
–coisas de mulher, você não vai querer saber, confie em mim. — falei na malandragem.
–eu sempre confio. — ele disse convicto e olhamos bella falando pra guarda.
–E QUEM VOCÊS TÊM QUE MATAR? — ela berrou.
–OS VOLTURI. — responderam juntos e rosnando de tanto ódio.
–todos eles. — ela concluiu arrogantemente e com a cabeça erguida, todos eles? Mas...mas e Marcus?
Fale com o autor