The Mark Of The Vampire

42 Capítulo 42 - The Mark Of The Vampire Parte II


Notas iniciais
Desculpa a demora, mas o tempo anda meio apertado por aqui.
Bjksss.

PVE

Eu não sabia o real motivo pra bella ter essa reação, mas seja o que for tenho certeza que era algo intenso, tanto que ela não disfarçou seu desconforto e ainda chorou, eu estava preocupado mesmo sabendo que se existe uma criatura que não precisava de qualquer proteção essa criatura com certeza seria bella e quando ela não gosta de alguém é esse alguém que precisa se proteger, duvido que alguém consiga fugir dela.

-preciso te contar uma coisa. — ela disse olhando fixamente em meus olhos, seu tom era firme.

-qualquer coisa, sabe que pode confiar em mim. — quer dizer, eu acho que ela sabe, ela até parece a Alice que sabe da maioria das coisas.

-eu sei, mas não é algo agradável e muito menos bondoso. — falou saindo meu colo e sentando-se de frente pra mim.

-pode me contar qualquer coisa que quiser, mas não vou pressioná-la a nada. — fui o mais sincero possível, é claro que tenho muitas curiosidades sobre ela, mas aprendi que ela só fala se quiser e não há nada que posso fazer para obrigá-la a falar, principalmente sobre si mesma.

-eu sei, embora não possa disfarçar sua curiosidade sobre mim. — ela disse dando um risinho, realmente, não se esconde as coisas dela.

-tem razão, mas não fico pressionando você a me dizer, mas não entendo sua reação lá em casa, ainda mais diante de todos. — ela desviou o olhar e suspirou.

-o quanto você é capaz de guardar um segredo? Mas não qualquer segredo. — ela disse seriamente. — o meu segredo. — fiquei estático, eu sabia o quanto ela é reservada e não imaginava que ela fosse querer dividir comigo algo importante sobre sua vida. — entenda uma coisa Edward, eu o amo muito. — foi impossível não sorrir com isso. — muito mesmo, sei que cometi muitos erros, um deles foi abandoná-lo daquela maneira. — meu sorriso morreu ao lembrar dos anos de sofrimento e por tudo que passei. — imagino que você sofreu por isso e não imagina o quanto eu sofri longe de você e de Nessie, mas entenda que eu precisei fazer isso.

-não precisava fazer isso, sumir por cem anos sem me dar qualquer notícia, qualquer que fosse, me senti não só abandonado, mas também traído, achei que não me amava o suficiente pra pedir minha ajuda e ficar ao meu lado. — não queria falar isso, mas não acho legal justo agora que estamos tentando nos resolver começar uma conversa assim com mentiras, só espero que ela seja tão sincera quanto eu.

-sim eu precisava ir embora e de preferência sem nenhum de vocês comigo e foi o que fiz. — seu tom de voz era duro. — eu não suportava ficar perto da sua família, não de todos é claro, mas a maioria deles sempre me incomodou muito, confesso que não sou a maior fã de Carlisle e de Jasper e que se não tivesse ido embora hoje em dia eles não estariam mais aqui e você teria que escolher entre consolar sua irmã Alice a qual você ama muito e sua mãe, porque eu tenho certeza que já teria os matado assim como fiz a Tânia. — fiquei quieto, sem duvida eu sabia que ela seria capaz de fazer isso, imaginar o sofrimento de Alice pela morte de Jasper e teria que escolher entre a mulher que amo e minha família, naquela época apesar de amar bella profundamente eu teria escolhido minha família. Olhei pra ela que me analisava tranquilamente, sim, ela sabia o resultado se ela tivesse ficado.

-poderia ter dado notícias. — falei dando de ombros. — e eu saberia que apesar de tudo você me amava e que um dia voltaria pra mim, assim não teria sofrido tanto e principalmente, não teria cometido o erro de me casar e acabar magoando uma grande amiga. — ela estreitou os olhos ao ouvir isso.

-tocou nela? — fiquei quieto. — responda Edward? Transou com ela? — não entendi seu tom cortante.

-me casei, ela era minha mulher e eu tinha certas obrigações a cumprir. — falei e bella levantou-se do chão furiosa e começou andar de um lado para o outro. — não entendo sua atitude, achei que não voltaria mais e tentei seguir em frente assim como você. — ela parou de andar e me olhou diferente, não entendi esse olhar, mas não gostei, levantei-me ficando cara a cara com ela.

-não segui em frente, só fui atrás de respostas sobre mim. — ela disse friamente, não gostei do rumo que estava seguindo nossa conversa. — e porque acha que segui em frente?

-depois de décadas o sol voltou a aparecer, o que indica que todo aquele tempo você estava procurando por Victória e pelos outros, assim como você disse que faria, então sim, você seguiu em frente. — afirmei e ela me analisou sem disfarçar.

-sim, eu os procurei, mas só encontrei Damon, o matei e as coisas voltaram a ser como antes, mas nunca, durante todo esses anos eu deixei outro homem tocar em mim. — congelei quando ouvi isso. — jamais transei com alguém e senti repulsa quando Damon tentou me seduzir, tanto que o matei antes que ele me tocasse, e agora me diz que sofreu tanto por mim que se casou e transou com outra? — ela estava magoada, passei as mãos nos cabelos me sentindo um idiota, não queria confessar isso a ela, mas não havia outro jeito.

-foram tempos muito difíceis pra mim, eu não sentia vontade de caçar e brigávamos o tempo todo, Maggie que era minha amiga se aproximou ainda mais, sua companhia era reconfortante e com o passar do tempo às coisas mudaram, eu não suportaria a idéia de ficar sozinho e toda vez que ela se afastava minha angústia ficava visível pra qualquer um, não pode exigir tanto de mim quando não sabe metade do que passei por sua causa. — me arrependi imediatamente de falar isso, mas eu me sentia muito a vontade com ela. Eu queria que ela nunca soubesse disso, e então eu fiquei chateado e falei de mais. Ela baixou os olhos e uma lágrima rolou por seu rosto, sem dúvida eu falei de mais. — me desculpe por falar...

-tudo bem, eu que peço desculpas por minha grosseria. — ela me interrompeu com a voz falha e não olhou pra mim.

-não queria que soubesse o que aconteceu comigo. — falei arrependido. — acabei que não segurei a língua e falei o que não devia e o que não queria. — ela respirou fundo e voltou a sentar no chão, sentei-me ao seu lado me sentindo um verdadeiro idiota, como pude falar aquilo a ela? Nem sei o que aconteceu e o que ela fez durante todos esses anos e quando ela resolve me contar algo importante eu resolvo lavar a roupa suja, não acredito que fiz isso.

-Ares não consegue ficar longe de mim. — ela comentou depois um tempo em silêncio, esse silêncio não era agradável. Olhei ao redor e não o vi. Ela riu. — nem eu estou o vendo, só sinto sua presença.

-fiquei curioso com o que fez a Jasper hoje, não sabia que você conseguia manipular a mente de alguém. — resolvi iniciar um assunto mais leve, quer dizer, eu acho que esse era um assunto leve.

-eu não fazia isso antes. — o olhei curiosamente, mas ela olhava pra cima, em direção ao céu. — com o tempo meus dons, digamos que eles evoluíram. — confesso que fiquei surpreso, não sabia que isso poderia acontecer.

-qual sua espécie? Híbridos normais de vampiros não têm dois dons e muito menos eles evoluem com o tempo. — eu já sabia que bella pertencia a uma espécie diferente, percebi isso desde a primeira vez que ela ficou com os olhos vermelhos, mas nunca nenhum de nós descobriu a qual ela pertence.

-é complicado explicar. — e lá vem ela e seus mistérios, acabei rindo disso. — digamos que eu sou setenta e cinco por cento vampira e vinte cinco por cento bruxa, é, acho que essa é a maneira mais fácil de explicar. — a olhei de olhos arregalados, como...? — em média sou meia vampira e meia bruxa, mas quando me transformo e fico com os olhos vermelhos e deixo as presas crescerem as porcentagens mudam. — eu nem respirava, não sabia que isso era possível, quer dizer, eu sabia que ela era muito diferente e especial, mas confesso que nunca imaginei que ela seria tão especial assim.

-então você é híbrida de vampiro com uma bruxa? — mais afirmei do que perguntei, ela acenou com a cabeça e me olhou como se esperasse algo mais. — deixei passar alguma coisa? — perguntei confuso e ela deu um riso.

-não sei, diga-me você Edward gostosão Cullen. — rimos disso, mas não veio nada a minha mente, de repente percebi que estava deixando algo muito importante passar.

-sinto que estou deixando algo passar. — murmurei e ela levantou-se rígida, fiquei confuso com sua repentina mudança de humor.

-não me respondeu se é capas de guardar meu segredo. — ela estava muito séria, levantei-me também.

-guardaria qualquer segredo que me pedisse, mas seja o que for, porque resolveu me contar justo agora? — claro que eu me sentia exultante por saber algo concreto sobre ela, mas jamais a trairia, eu queria saber o porquê de sua confiança em mim.

-porque eu o amo e acho que não devemos ter segredos um com o outro, porque sei que preciso dividir isso com alguém e escolhi você, antes eu não sabia nem qual era minha espécie e precisei ir em buscas de respostas, e acredite em mim, não foi fácil saber tudo o que sei e me manter firme, mas o que descobri me fortaleceu e fez com que eu amadurecesse, só voltei agora porque sei que sou digna do seu amor e quero aproveitá-lo o máximo que posso. — fiquei quieto absorvendo suas palavras, então percebi que esse segredo era grande de mais, poderoso de mais, ela merecia alguém forte e esperto pra estar ao seu lado, não foi fácil pra ela sair sem rumo pelo mundo em busca de algo que só ela sabia o que era, sem dúvida diante de mim estava não só a mulher que eu amava como a mulher que eu escolheria pra mim, o que mais me irritava em Tânia era sua covardia, em Maggie sua meiguice mesmo ela sendo corajosa. Já bella era a mulher completa, sem por nem tirar nada.

-eu a amo mais que tudo. — falei olhando dentro de seus olhos pra ela ver o tamanho da verdade em minhas palavras. — e juro que seja o que for estarei sempre ao seu lado e continuarei a amando, mas só peço que em troca nunca me abandone, porque não suportarei ficar longe de você outra vez. — ela me olhou e sorriu lindamente, sorri de volta e ela se virou ficando de costas pra mim, levou a mão ao zíper lateral do vestido e começou abri-lo, fiquei confuso e excitado, ela vai me contar seu segredo enquanto estamos fazendo amor?

-não tem nada haver com sexo. — ela disse e foi como um banho de água fria. O vestido desceu ficando preso em seu quadril e ela colocou os cabelos de lado deixando suas costas totalmente nuas diante de mim. Primeiramente fiquei confuso, lembro-me perfeitamente dela ter uma tatuagem nas costas que agora não existia mais, depois fiquei ainda mais confuso porque no lugar da tatuagem havia uma marca completamente diferente, mas muito bonita e repentinamente eu me vi inclinado e reverenciá-la, uma força estranha me fazia quer adorá-la e fazer qualquer coisa por ela, pisquei os olhos e finquei os pés no chão, era uma sensação muito diferente, mas incrível.

-sua marca é linda, diferente, mas linda. — comentei depois de um tempo em silêncio, ela respirou fundo.

-a observe melhor. — fiz o que ela disse e voltei minha atenção a maravilhosa marca que parecia um desenho de uma flor do campo, mas não era isso, fixei meus olhos nela e de repente algo surreal aconteceu, até mesmo pra mim que sou um vampiro dei um pulo para trás. A marca se moveu modificando o desenho que parecia com uma flor dando lugar a algo muito sombrio, como se fosse um rosto distorcido e muito enfurecido.

-o que diabos é isso? — minha voz saiu mais alta que o normal e quando pisquei os olhos bella já estava diante de mim completamente vestida.

-isso é o meu segredo. — olhei em seus olhos e eles estavam vermelhos, ela piscou voltando ao normal. — meus dois lados, o bom e o ruim, a maravilha e a simplicidade de uma flor que em segundos se transforma no pesadelo de qualquer um, é capas de me amar depois disso? — por incrível que pareça eu respondi sem hesitar.

-meu amor por você não vai mudar por causa de uma marca com duas faces e dois significados. — falei e ela sorriu aliviada, como um click em minha mente e eu entrei em choque, quando falei novamente minha voz estava firme e pronto para estar ao seu lado e em qualquer circunstância. — minha Isabella Marie Volturi.

-sempre sua. — foi como uma promessa. Se eu não tivesse visto jamais acreditaria nisso, não era um filho que o volturi teve com uma bruxa, mas uma filha que por ironia do destino me ama. E é a Isabella.

-Carlisle está ferrado. — murmurei pensativo, com certeza bella ouviu o que ele disse sobre tratá-la bem pra fazer uma média com o cara que carregava a marca. — o que pretende fazer a respeito disso? — mesmo não querendo admitir, eu gosto muito de Carlisle.

-você quem decide. — a olhei surpreso, eu?

-mas é você que é a toda poderosa. — ela riu. — você deve decidir e escolher que atitude deve tomar, mas eu gosto muito de Carlisle.

-então está decidido. — ela disse me olhando e eu arqueei uma sobrancelha. — vou desfrutar do que eles podem me oferecer. — balancei a cabeça, bella não tem jeito mesmo e acabei rindo ao perceber que eu também adoro seu lado perverso. — a propósito, a partir de agora vou protegê-lo com meu escudo mental, ninguém pode ter acesso a sua mente. — entendi o que ela quis dizer, se por acidente Aro tocasse em mim ele saberia sobre bella, nem quero imaginar o que ele faria pra tê-la ao seu lado.

-isso quer dizer que seu pai com certeza não é Aro. — ela revirou os olhos e riu concordando com a cabeça. — É Caius ou Marcus? — nem quero pensar se for Caius, saber que tratou mal a própria filha.

-isso você vai ter que descobrir. — ela disse sedutora se aproximando de mim e mordeu meu lábio. — não gosto de dar as coisas de bandeja na mão dos outros, então mexa esse corpo gostoso que você tem.

-mexo só se for dentro de você. — falei a agarrando pela cintura e a beijei com loucura, mas antes que pudesse nos divertir e eu me esbaldar em seu corpo gostoso Ares apareceu dando uns grunhidos.

-tem alguém vindo até nós. — ela disse e ajeitou a roupa enquanto eu tentava ler a mente da pessoa, mas não ouvi nada.

-não ouço nada. — falei preocupado que fosse mais inimigos dentro de nossas terras.

-é Charlie. — ela disse tranquilamente, já eu fiquei confuso, o que Charlie fazia aqui sabendo que eu estava com bella? — controle seu ciúme. — ela disse me olhando séria, então ta neh. Ele demorou um pouco, vinha caminhando e não correndo, pelo menos assim daria tempo de estarmos apresentável, ele tem muita noção das coisas.

-espero não estar atrapalhando. — ele disse nos observando e bella soltou minha mão indo até ele lhe dando um abraço, não gostei nenhum pouco disso.

-você nunca atrapalha. — ela disse o puxando pela mão até onde eu estava. — agora me diga o que precisa ser dito. — bella realmente não dava ponto sem nó.

-se importa de eu falar a sós com ela? — ele perguntou me olhando, ele estava muito ansioso, olhei pra bella esperando ela negar, mas pra minha decepção e meu ciúme ela acenou com a cabeça.

-nos vemos na sua casa — ela me disse e deu um beijo, eu não queria deixá-la sozinha com Charlie, justo ele, me afastei muito bravo e durante o caminho até em casa fui refletindo sobre o que ela me contou. Por todos os diabos, mal posso acreditar nisso, eu sei que ela não me contou tudo, mas o que me contou foi suficiente pra quer gritar pra todos ouvirem que a poderosa que carrega a marca é a mulher que amo e que também me ama, se não, jamais teria confiado em mim dessa maneira.

Quando cheguei em casa a confusão estava armada. CARLISLE PERDEU O JUÍZO?


PVB


Eu não tinha a mínima idéia sobre o que Charlie queria conversar comigo, mesmo assim pedi a Edward que nos deixasse a sós, claro que ele foi chateado e seu ciúmes estava visível pra qualquer um. Respirei fundo vendo Edward sumir entre as árvores e me virei para Charlie, ele me observava com o cenho carregado de preocupação, isso me alarmou, seja o que for não é algo agradável e eu detesto ser pega de surpresa.

-diga logo está me deixando curiosa. — falei manhosa e ele riu nervoso, lá vem merda e das grandes. Ele deu alguns passos para trás e se curvou fazendo uma reverência, congelei nesse momento. Não era possível, ou era?

-como quiser, minha senhora. — ele disse respeitoso e sem levantar a cabeça. Eu não acredito que Charlie...eu nem conseguia assimilar direito essa informação, foi como um choque pra mim. E dos grandes. Eu nunca havia sido pega de surpresa dessa forma, mas sei que não sou perfeita, a pergunta que não quer calar...

-desde quando? — não reconheci minha própria voz, eu estava abalada por saber que meu segredo sempre tão bem guardado não era tão bem guardado assim, pelo diabos...

-desde a primeira vez que a vi em baixo daquele viaduto. — fiquei ainda mais rígida do que estava, fui enganada esse tempo todo? E justo por Charlie? O meu Charlie? Se ele sabe então... — nunca contei a ninguém. — disse firme e ficou ereto diante de mim. O problema é que Charlie é muito bom em esconder as emoções, tão bom que me mentiu pra mim esse tempo todo.

-mentiu pra mim. — falei em pânico, eu suportaria muitas coisas na minha vida, até mesmo ser torturada, mas dentre as poucas coisas que não suporto é ser enganada por alguém que sempre admirei.

-não menti. — arqueei uma sobrancelha. — se não se lembra jamais conversamos sobre isso. — ele tinha razão, mas...

-deveria ter me contado, sempre confiei em você, ta, nem sempre, merda você entendeu o que eu quis dizer. — falei com vontade de me chutar de ódio porque ele riu, fechei a cara pra ele que tornou a ficar sério. — porque não me contou, porque escondeu isso de mim, justo de mim Charlie, da sua bells. — esqueci de dizer algo sobre minha personalidade que havia mudado um pouco, eu fiquei sentimental. Droga. Ele riu outra vez.

-nesse momento não parece a minha bells. — olhei chocada pra ele e rosnei furiosa, quem ele pensa que é pra me rejeitar? — agora sim, essa é a minha bells. — ele disse e deu um passo em minha direção, dei um passo atrás e ele parou ressentido, mas sou eu que devo estar ressentida com ele, e estou. O desgraçado gosta da minha natureza perversa.

-responda o que eu perguntei a você. — ordenei e tentei entrar em sua mente pra obrigá-lo a me contar tudo o que quero, para meu desespero dei de cara com uma parede, esse escudo de Charlie é muito forte, nem eu consigo ultrapassá-lo. Ele suspirou e me olhou temeroso, lá vem merda outra vez.

-sempre soube sobre você. — ele começou lentamente, já eu resolvi o analisar descarada mente, claro que ele não se importou. — desde quando nasceu e sua mãe a entregou para seu pai, em seguida ela morreu. — fechei os olhos com força, ele sabia de tudo, absolutamente tudo. — mas morreu feliz por ter gerado você e vê-la forte e saudável, era um bebê muito lindo. — o cortei.

-não precisa contar minha história, eu já sei de tudo isso, deveria ter me dito quando eu nem sabia a qual espécie pertencia, agora só quero saber porque você não contou a ninguém, incluindo a mim. — eu estava perdendo a paciência.

-porque foi o último desejo de sua mãe. — disse eu não sabia, o que mais eu não sei? — assim que seu pai saiu com você ela me pediu pra jamais procurar você e que se um dia nosso caminho se cruzasse não era pra mim contar nada, ela disse que você teria que descobrir sozinha. — claro, vivendo e aprendendo, mas no fundo sabia que era o certo, se quer algo não espere receber numa bandeja, corra e vá atrás daquilo que deseja e almeja. Assim você amadurece e se fortalece como pessoa. Minha mãe era incrível.

-naquele dia em baixo do viaduto. — o incitei a falar.

-foi puro acidente, senti o cheiro e fui ver o que era, a reconheci assim que a vi, seus olhos não era algo que pudesse esquecer. — disse me olhando fixamente. — mas quando você disse "não dê mais um passo em minha direção vampiro", percebi com desgosto que você já sabia da nossa existência, nenhum de nós queria isso, queríamos que você tivesse uma vida mais normal dentro das possibilidades, além do mais você descobriu mais rápido do que imaginávamos.

-uma vida normal comendo gente? — perguntei incrédula.

-não sabíamos qual seria sua alimentação, achávamos que seria a base de sangue e de alimentos humanos, como todo híbrido.

-mas...você e quem mais? — já que ele se referia a "nós", quem mais queria que eu tivesse uma vida normal?

-seu pai, sua mãe, Josué e eu. — respirei fundo outra vez, isso explicava muita coisa. Josué é o suposto vampiro que havia sido morto pelos volturi e que eu encontrei que me contou muitas coisas sobre mim, e como eu suspeitava ele não havia contado tudo.

-porque você? Josué eu até entendo, ele era muito amigo da minha mãe, mas e você?

-eu era e sou muito amigo do seu pai, depois que ele deixou você no orfanato ele voltou pra Volterra e antes de entrar no castelo ele tomou a poção que sua mãe havia preparado, assim ele esqueceu sobre ela e sobre você, eu era a garantia que quando fosse necessário eu contaria a ele tudo o que houve.

-com seu escudo ninguém jamais saberia, a menos que você contasse. — falei o óbvio e ele acenou concordando, mas eu ainda me sentia traída por ele. Ele foi meu primeiro homem, teve em minha cama e em meus braços por diversas vezes. — como teve a coragem de ir pra cama comigo sabendo de tudo e sabendo que eu não sabia nada? — no fundo eu estava magoada, não esperava isso dele.

-não planejei nada disso. — ele estava frustrado. — quando vi você adulta em Los Angeles eu simplesmente quis ter você, quis senti-la, quando vi que você havia feito uma tatuagem escondendo a marca tudo o que eu não queria pensar era que você era a pessoa que a carregava, desejei algo além de mim, quis algo que não me pertencia e eu amei você como um homem ama uma mulher, depois de todos esses anos eu ainda a amo. — olhei bem pra ele, ele ainda era meu Charlie, dei um sorriso o qual ele retribuiu um pouco mais aliviado, eu o entendo perfeitamente, em outros tempos eu o teria matado.

-sabia que minha mãe fez Ares pra mim através de bruxaria? — perguntei depois de um tempo em silêncio.

-disso eu não sabia. — então eu não era a única a não saber das coisas, isso era de certa forma era reconfortante. — mas ela era muito inteligente e muito esperta.

-imagino que sim. — falei pensativa, minha mãe deveria ter sido maravilhosa em todos os sentidos da palavra. — eu não acredito que você sabia. — murmurei perplexa, tinha a impressão que a fixa ainda não havia caído, ele deu um riso novamente nervoso e se aproximou com cautela de mim.

-sinto muito por esconder isso de você. — olhei em seus olhos e vi arrependimento neles, encostei minha cabeça em seu peito enquanto ele me abraçava. — agora que sabe, ofereço meus serviços e minha total lealdade a você. — ergui minha cabeça rapidamente.

-mas você deve lealdade aos Cullen's. — falei confusa com sua atitude.

-todos os passos que dei foram pra ficar perto de você ou pra protegê-la. — ele falou isso como se fosse uma fraqueza. — permaneci com os volturi pra garantir que não iriam atrás de você e quando me juntei aos Cullen's sabia que cedo ou tarde você voltaria, por causo do Edward. — eu senti a sua dor ao falar isso, acariciei seu rosto perfeito.

-sabe que de certa forma eu o amo. — ele ficou muito, mas muito surpreso com o que eu disse. — sabe Charlie, acredito que ninguém me conheça tão bem quanto você e no momento eu fico grata a isso, mas não posso negar meu amor por Edward que está acima de mim, e também não posso negar que adoro sua companhia e Edward vai ficar chateado com isso. — desabafei e voltei a encostar minha cabeça em seu peito.

-eu não me importaria em dividi-la. — ele disse seriamente e convicto, pensei na possibilidade de fazer amor com os dois, acredito que eu estava querendo de mais, mesmo assim não descartei essa hipótese, Charlie ainda exercia sobre mim uma forte atração sexual e do seu toque eu não sinto repulsa.

Voltamos pra casa dos Cullen's estava no meio da tarde, eu não sabia que teria outra surpresa e das grandes, por sorte eram todas agradáveis. A propósito, Charlie serve a mim e a ninguém mais, contei a ele que Edward sabe sobre mim, ele apesar de tudo entendeu meu lado. Mas não é fácil andar com Charlie segurando em minha cintura, da uma vontade de agarrá-lo. Avistei a casa dos Cullen's.

Mas...o que era aquilo? CARLISLE PERDEU O JUÍZO?