The Mark Of The Vampire

37 Capítulo 37 - Salvamento


Notas iniciais
Como havia dito eu postaria as sextas feiras, mas eu não resisto, assim que o post fica pronto eu já posto, por isso já adianto que estou perdida em relação aos dias de postagem, já que não consigo ver um cap pronto e guardadinho esperando a dita sexta chegar....kkkkkk
Bjksss

PVALICE

Isabella mora em Nova York, isso não me admira muito, não entendo como podemos ser tão cegos com tudo o que é relacionado a ela, sempre foi assim, algum dia isso iria mudar e nós a veríamos exatamente como ela é? Odeio não saber das coisas.
A realidade era que novamente precisávamos dela, ela como sempre estava um passo a nossa a frente e isso feria nosso ego, feria muito, não é fácil você ser importante, ter um dom importante e do nada se torna dispensável, ninguém gosta de ser deixado de lado ainda mais por alguém que foi responsável por seu maior sofrimento, eu sofri muito vendo dia após dia meu irmão definhar e ficar depressivo, até pra caçar era uma briga, ele só ia quando realmente precisava e não saia do quarto pra mais nada.
As poucas vezes que saíamos pra caçar havia brigas, Edward culpava nossa família por Isabella ter ido embora, na verdade ele nos culpava por tudo o que acontecia de errado, tivemos que ter muita paciência com ele, foi aí que Maggie declarou que o amava e que faria qualquer coisa para vê-lo bem, nem que pra isso tivesse que sair pelo mundo atrás de Isabella, ela só não foi porque nós não deixamos, era uma época perigosa e andar por aí sozinha era uma sentença, então a convencemos que a melhor forma de ajudar era ficando ao seu lado assim como nós, foi o que ela fez, eles eram muito amigos e Maggie nunca se envolveu em seu curto relacionamento com Isabella, para Edward isso a tornava uma pessoa confiável e inocente nessa história, a amizade que já era grande se tornou ainda maior, o apoio e a companhia dela o reergueram, nunca voltou a ser como antes, mas com o tempo isso com certeza aconteceria, todos nós apostávamos nisso.
Depois de um tempo as coisas melhoraram e veio o início do namoro, Maggie estava imensamente feliz porque Edward queria ter um relacionamento com ela, a princípio eu fui contra por que eu não via futuro pra eles, eram bons amigos e curaram suas feridas um no outro, só isso. Maggie o amava, mas um amor quando não é recíproco se torna um veneno para os dois, um sofre por amor e o outro sofre dobrado por ver uma grande amiga sofrendo por ele, em lugar algum isso poderia dar certo, eu até os alertei sobre isso, disse o que achava, mas me calei quando vi que Edward estava animado com isso e queria uma chance de ser feliz, fazia tempo que ele não se animava dessa maneira.
Eu dificilmente errava, só errava quando o assunto era Isabella, mas eu via que esse relacionamento cedo ou tarde iria prejudicar Edward e Maggie, foi com pesar que descobri que estava novamente certa, a primeira briga foi porque Edward não a beijava, a segunda foi porque Edward não dava prazer a ela, a terceira era a ausência de Edward para com ela, as vezes ele ficava no quarto e se esquecia dela, quando isso acontecia todos sabíamos em quem ele estava pensando, isso a deixava furiosa, mas ela respirava fundo e ia até ele, o consolava e voltavam a ser namorados, quase tive um treco quando anunciaram que iriam se casar, não se concerta um erro com um ainda maior.
Fiz o que toda irmã faria, organizei a recepção, isso mesmo recepção, Edward não quis festa, isso causou outra briga, mas no fim foi uma recepção e então os votos de casamento, aquilo foi um horror, imagine a cena: diante do altar Maggie se declarando diante de todos e Edward pensando sabe-se lá no que, porque quando gritamos que era a vez dele ele olhou em volta com o cenho franzido se perguntando o que estava acontecendo, quase o arranquei dali e dei um safanão pra ele cair na real. Aos trancos e barrancos eles se uniram, Maggie era uma ótima companhia e só ia caçar quando Edward ia junto, com isso para não vê-la sofrer com a ardência da sede ele sempre nos acompanhava, no fim das contas Maggie o ajudou muito, mas não conseguiu alcançar seu coração, esse já tinha dona, uma dona que não o quis e agora o beija e o abraça como se nada tivesse acontecido, era muita cara de pau pra uma só pessoa.
Gostando ou não, ela ficaria aqui por que sabia de coisas que nós não sabíamos, ela tinha que nos contar principalmente por onde andou e o que fez durante todo esse tempo, mas antes teve outra básica discussão.
-e você vai dormir onde? Na minha casa não tem espaço — disse Esme, agora eu quero ver.
-não preciso dormir na sua casa, posso dormir em qualquer cantinho, fiz isso durante anos — respondeu bella com toda a tranqüilidade.
-você pode ficar lá em casa Jake não se incomoda — Nessie disse e olhou pra Jake, seu olhar dizia claramente que essa era uma decisão tomada.
-nem nós, se quiser pode dormir na minha cama — com certeza quem disse isso foi Iran.
-aceito ficar na sua casa, mas tenho que fazer algumas coisas antes, portanto, preciso ir, volto pela manhã, tudo bem?
-que coisas? — perguntou Jasper desconfiado.
-fazer uma ronda pra ter certeza que não tem outros originais por aí — disse dando de ombros, onde foi parar o olhar arrogante e a pose superior?
-vou junto — disse Edward agarrado a ela, no mínimo com medo dela sumir outra vez, ele fazia questão de ignorar todos os nossos pensamentos, será que ele não tinha compaixão por Maggie depois de tudo o que ela fez por ele?
-não precisa, vou ser rápida, além do mais você não consegue me acompanhar — ela disse rindo, ela não tinha vergonha de aparecer como se nada tivesse acontecido?
-vai voltar? — ele perguntou, não sei o que ela respondeu porque ele estava lendo sua mente, mas não precisava ter o dom de Jasper pra saber o quanto ele estava feliz, respirei fundo, se ela fosse embora outra vez meu irmão não suportaria.
-mamis me leve junto — disse Nessie com olhos pidões.
-por que não fica aqui e faz aquele macarrão que eu tanto senti falta?
-sei que está trapaceando — Nessie resmungou — mas eu faço sim, só não demore muito.
-prometo não demorar. — Isabella disse e deu um beijão em Edward, será que ela não tinha vergonha na cara de beijar um homem casado diante de sua esposa? Nem ela nem Edward tinham vergonha. — até mais — ela despediu dando um abraço em Nessie e nas pestes, em seguida ela literalmente sumiu diante de nós, Ares acenou com a cabeça e fez o mesmo que ela.
-a que velocidade a vovó chega — perguntou Isa com os olhos arregalados.
-antes era muito veloz, parece que ela melhorou muito suas habilidades — respondeu Nessie também surpresa, em seguida ela saiu saltitando em direção a sua casa fazer a tal macarronada, as pestes se olharam confusos, eles não sabiam de onde haviam puxado esse lado espevitado, agora vendo Nessie agir dessa maneira não precisava nem perguntar.
-precisamos conversar — Edward disse a Maggie.
-não faça bobagens meu filho, largar sua esposa dessa maneira, pense bem, pois Isabella poderá ir embora novamente e você ficará sozinho — foi golpe baixo de Carlisle, todos nós sabíamos o quanto Edward tinha receio em ficar sozinho. Edward o ignorou.
-vamos pra casa — ele disse a Maggie e se afastou de nós, apesar de ele sofrer por magoá-la não havia hesitação em sua voz. Maldita seja Isabella.
-precisamos fazer alguma coisa e impedi-lo de fazer uma loucura — disse Jasper os vendo se afastar.
-o que poderíamos fazer? Ele esquece de nós quando se trata de Isabella, o melhor a se fazer nesse momento é ficar bem próximo dele para impedi-lo de tomar uma decisão que se arrependerá no futuro — falou Carlisle e olhou pra mim. — vê algo? — me concentrei na conversa de Edward com Maggie, mas não vi nada.
-não vejo nada, Isabella está bloqueando tudo — quase rosnei de ódio.
-como... — começou Carlisle e depois ficou quieto, Isabella já se achava no direito de intervir dessa maneira. — vou ter uma conversa séria com ela, aqui não é sua cidade e quem manda somos nós, ela terá que entender por bem ou por mal. — Carlisle estava bem irritado, olhei pra Jasper e ele também estava, o que posso fazer pra evitar brigas? Preciso fazer alguma coisa, não posso ficar parada no lugar esperando que mais uma desgraça caia sobre nossas cabeças.
-preciso de um tempo — falei e sai caminhando lentamente, eles sabiam que eu precisava organizar minha idéias e não me seguiram, caminhei até a divisa da nossa propriedade com a floresta e sentei-me no chão, olhando na escuridão eu só sabia que precisava encontrar um meio de impedir que nossa família se destruísse com a volta de Isabella.
Eu queria muito que Edward fosse feliz, e tinha que admitir que com Maggie isso seria impossível, vivendo dia após dia sem qualquer esperança de ser verdadeiramente feliz, assim se definia a vida de Edward, ele merecia muito mais que isso, será que Isabella o abandonaria outra vez? Eu não poderia ver esse futuro, meu dom não alcançava o poderoso escudo dela, mas eu precisava apoiar e estar ao lado do meu irmão como sempre estive, nem que pra isso eu tivesse que esquecer ou fingir esquecer todo o passado sofrido e depressivo pelo qual ela havia nos imposto, eu falaria abertamente com Isabella sem medos ou receios, ela precisava entender que Edward jamais esteve sozinho, ela precisa saber o quanto ele sofreu por culpa dela pra que pense bem antes de ficar enfurnada aqui, parei a linha do pensamento quando senti um arrepio, isso mesmo um arrepio, procurei pelo futuro, o meu futuro e me assustei pois estava tudo negro, como se eu não existisse, era só o que me faltava morrer antes de por as coisas nos eixos, levantei-me lentamente observando tudo ao meu redor, o silêncio estava agourento e nem barulho de grilos eram ouvidos, apurei meus sentidos e quando o cheiro chegou até mim mal pude acreditar na minha má sorte, o que me deu na cabeça de vir até aqui sozinha depois de ver uma coisa horrível daquelas sendo morta por Isabella? Ela havia dito que iria fazer uma ronda pra ter certeza que não havia mais originais por ai, inclusive não quis nem que Edward nem Nessie a acompanhasse, ela sabia dos riscos e mesmo assim eu saí e vim até aqui, na parte mais escura e longe da nossa casa, olhei lentamente em direção ao botão do alarme e pesei minhas opções, eu precisava avisá-los do perigo e principalmente que EU me encontrava em perigo, o cheiro bateu mais forte, lembrei-me do que Isabella havia dito sobre eles, que eles não enxergavam direito e se localizavam principalmente pelo barulho, finquei os pés no chão pra não sair correndo e ser notada pela coisa, eu não sabia onde a coisa estava, mas tinha certeza que olhava pra mim, eu sentia seu olhar me gelar os ossos e meu dom não poderia me salvar, eu tinha que fazer alguma coisa, não poderia ficar parada esperando por uma ajuda que não viria, olhei atentamente na direção da floresta, dependendo a distância eu teria chances, encontrei os olhos vermelhos me olhando, eu sabia que eu era seu alvo, infelizmente para mim ele não estava muito longe, vi que ele se agitou olhando ao redor, eu permaneci quieta o analisando, para meu profundo desespero ele havia se agitado porque viu outro original, ótimo Mary Alice, muito bom, não achei o que fazer vim parar diante de dois originais enlouquecidos. Era literalmente como um antigo ditado, se ficar o bicho pega se correr o bicho come, qualquer movimento meu eles me atacariam, sabe aquele momento em que você sabe que vai morrer e toda sua vida passa diante dos seus olhos? Não foi o que aconteceu comigo, eu tinha mais de trezentos anos, era muita coisa pra se lembrar num momento como esse, então lembrei-me das pessoas que eu amava, toda minha família, a família Black e parei em meu Jasper, deixá-lo sozinho ele sofreria como Edward, com isso eu sabia que precisava lutar e respirei fundo preparando-me pra correr, assim que virei minha cabeça meus olhos cruzaram com um par de olhos chocolates, os olhos de Isabella eram inconfundíveis até mesmo no escuro, ela estava parada um pouco distante dos originais nos analisando a não sei quanto tempo, ela me deixaria morrer? Olhei bem pra ela, não sei porque motivo, mas me senti segura, eu sabia que ela não deixaria nada de mal acontecer comigo, seu olhar era sério e determinado, mesmo eu não merecendo sua ajuda e muito menos sua compaixão, eu a tinha, quando pensei em dizer algo ela balançou a cabeça negativamente e eu continuei quieta, eu não sabia o que ela estava esperando, mas confiava em sua decisão, primeiramente porque eu não tinha escolhas e segundo porque eu simplesmente confiava.
Ela permaneceu parada por alguns minutos, depois deu um leve sorriso e me olhou nos olhos, independente do que ela esperava havia chegado o momento de fazer alguma coisa, olhei novamente nos originais, eles estavam bem agitados olhando para os lados, só espero que não seja mais deles, Isabella pode ser boa, mas é somente uma, mas não era mais um deles chegando, Isabella esperava Ares e ele acabou de chegar, só ouvi o grito.
-CORRE ALICE — e saí em disparada em direção a casa, no caminho um braço passou por mim, parei pra olhar se não pertencia a bella ou a Ares, claro que não pertencia a nenhum deles, voltei, isso mesmo, voltei pra ver exatamente como se mata uma coisa dessas, assim que os vi parei estática, a luta em si era muito violenta e Isabella parecia tão pequena pra lutar com aquilo, mas ela estava se divertindo, pois fazia bastante barulho e ficava correndo em volta dele e rindo alto, impossível não dar um risinho, eu sabia que ela tinha me visto, mas não olhou pra mim, somente Ares que estava sentado em cima dos restos do outro original deu um aceno em minha direção, fui até ele lentamente e também me sentei.
-ela está se divertindo — comentei vendo Isabella provocar o bicho, Ares acenou novamente com a cabeça, eu queria saber porque ela não o matava rapidamente como fez com esse aqui em baixo.
-olha só coisinha incompetente — ela disse rindo e deu um super hiper mega rosnado, o bicho sendo movido por barulho perdeu a linha e ficou muito furioso partindo pra cima dela, ela desviou tranquilamente e rosnou de novo, ela estava brincando com um original, tive a certeza de que bella não regulava muito bem. — vem brincar Ares — ela não precisou chamar duas vezes, Ares assumiu seu lugar na brincadeira de irritar o bicho e Isabella veio se sentar ao meu lado.
-porque não o matou logo? — não agüentei a curiosidade vendo Ares se divertir as custas da coisa feia.
-precisamos aprender lutar com eles, saber seus pontos fracos e a melhor forma de derrotá-los, eu e Ares sabemos como se faz, mas vocês não, então a gente se diverte vendo quanto tempo eles permanecem atentos, depois de um tempo eles cansam e ficam mais fracos — ela disse olhando Ares — está vendo? Eles são muito fortes nos primeiros ataques, mas depois enfraquecem é nesse momento que vocês terão a chance de matá-los, pelo menos enquanto não treinarmos.
-está dizendo que vamos usá-los contra eles mesmos e a nosso favor? — perguntei a analisando, ela olhou pra mim e sorriu.
-isso mesmo, parece confuso eu sei — ela disse ainda rindo — mas pense bem, não se pode derrotar isso sem conhecer alguma coisa sobre eles, esse aí teve o azar de ser escolhido pra nossa cobaia, Ares querido — quando ela disse isso Ares avançou no pescoço da coisa feia o decapitando. — vamos queimar esse ai — ela disse e levantamos, em seguida ela tacou fogo na coisa morta — agora vamos levar esse para sua família, precisam treinar, tenho certeza que tem muitos deles por aí — falou olhando para a floresta.
-eu nem sei o que me deu na cabeça de vir até aqui sozinha — falei lembrando do arrepio que me deu ao ser encarada por aquilo.
-imagine eu — ela disse rindo e me alcançando a cabeça da coisa, a peguei observando de perto o quanto era feia, ela pegou o corpo no chão e voltamos pra minha casa, ela assoviando e sacudindo o bicho morto e eu me sentindo constrangida, a julguei tanto e mesmo assim ela salvou minha vida, será que iria querer algo em troca? Assim que nos aproximamos da casa vi minha família vindo até mim aliviados e parando rapidamente ao me ver ao lado de Isabella, cada uma de nós segurando uma parte do bicho sem contar que Ares escoltava nossa retaguarda, devia ser uma cena bem interessante.
-Alice onde estava e o que houve? — disse Jasper vindo até mim e me dando um beijo.
-precisava pensar e organizar as idéias, acabei indo longe e tive que ficar parada por um tempo sendo observada por dois originais — expliquei rapidamente, não precisava ser nenhum gênio pra saber que Isabella e Ares haviam me salvado.
-a salvou — disse Carlisle lentamente — o quer em troca? — ele foi direto.
-você não tem nada que eu queira — Isabella também foi direta — pela manhã ele estará inteiro e precisam se preparar, Alice explica isso porque eu sinto o cheiro da macarronada de Nessie de longe, hummm — ela disse passando a mão no estômago e largou o bicho no chão indo em direção a casa de Nessie, Ares a seguiu e minha família me olhou pedindo explicações. Ops.


PVNESSIE


Enquanto preparava a macarronada lembrei-me dos anos em que a mamis ficou ausente, não posso dizer que no início foi mais difícil por que pra mim todos os anos foram difíceis, nunca superei, mas ergui minha cabeça e segui em frente, também não havia outra escolha, sei também que ela foi embora por algum motivo, ninguém abandona tudo e todos a toa, mas isso eu faria ela me contar, incluindo tudo o que fez durante esse tempo e onde esteve, eu estava muito curiosa, me sentia imensamente feliz por seu retorno inesperado e nada discreto, acabei rindo ao lembrar da mamis aparecendo e acabando com a raça daquele feioso.
-está tão feliz — Jake comentou me observando.
-e por que não estaria? Minha mamis voltou — falei o que era obvio, assim que a vi tentei parecer forte, mas de nada adiantou quando ela olhou pra mim e eu vi o quanto ela estava feliz em me ver, mandei o orgulho para o quinto dos infernos e fui abraçá-la, digamos que o tapa foi acidental, saiu sem querer, mas ela não ficou brava comigo.
-não quero problema com os Cullen's por causa dela, sabe o quanto eles nos ajudaram principalmente depois que as pestes nasceram — ele disse seriamente e eu olhei pra ele, Jake não queria a mamis aqui? É isso mesmo ou estou surda depois de velha?
-se ela quiser ficará aqui, fim de papo — isso mesmo, aqui em casa quem manda sou eu, se não fosse minha autoridade tudo seria uma enorme bagunça.
-Nessie, você já percebeu que tempos difíceis se aproximam, precisamos estar bem com os Cullen's, quando nos unimos ficamos mais fortes — me irritei com isso.
-acha que eles vão nos proteger? Se não percebeu foi a mamis que chegou salvando todos nós, se não fosse ela sabe-se lá o que teria acontecido, a verdade é que contra esse originais nós não temos chances, precisamos da mamis, agora vá por o lixinho pra fora, não quero receber a mamis com minha casa estando uma bagunça — mandei e olhei as pestes que estavam em silêncio olhando de mim para Jake e de Jake para mim — e vocês dois, não quero ver nada fora do lugar, vamos receber visitas por tempo indeterminado e vamos tratá-la como se deve.
-nós já amamos a vovó gostosona — Iran teria que parar de falar assim dela.
-olhe o respeito, agora vão achar o que fazer e me deixem terminar a macarronada, e nada de irem longe, ou querem que aquela coisa feia pegue vocês — os assustei só assim pra ter certeza que eles iriam se comportar.
-não vamos mais sair durante a noite, aquela coisa me deu tanto medo — lamentou Isa.
-nem me fale, aquela é o tipo de visão que eu quero esquecer, incluindo aquele tal de Ares.
-Iran meu filho — falei lentamente pra ele entender — Ares é meu irmão, quero que o respeitem, não estou dizendo pra ficarem grudados nele, só peço que não o ofendam.
-se ofender Ares é o mesmo que ofender a vovó? — perguntou Isa, só acenei com a cabeça — não quero ofendê-la, mas não esperem que eu faça amizade com ele.
-nem eu — se manifestou Iran.
-ótimo, agora desapareçam da minha frente — não foi preciso pedir duas vezes. Assim que fiquei sozinha pude me concentrar na macarronada, pelo visto essa ainda era a comida humana preferida da mamis.
Quando já estava pronta ouvi batidas na porta, sério mesmo que ela vai fazer isso? Fui abrir dando de cara com a mamis toda descabelada, acabei rindo dela.
-espero que não seja preciso mandar entrar — falei e ela deu um risinho entrando na minha humilde casinha, mentira, minha casa era tudo de bom.
-bela casa — ela comentou casualmente, a olhei com uma sobrancelha arqueada esperando as críticas sobre os moveis e decoração, a crítica não veio e eu me senti um pouco perdida, aquela mulher linda e de sorriso fácil não era a mesma mulher que havia me transformado, impossível ela ter mudado tanto.
-decepcionada — levei um susto ao perceber que eu não era a única a ser analisada.
-não — respondi rapidamente e foi a vez dela arquear uma sobrancelha — só...só estranhei suas atitudes, não parece ser a mesma pessoa.
-mas sou — respondeu vagamente olhando algumas fotos em cima de um aparador.
-pode ver, mas só depois de comermos — falei e sai puxando ela pela mão em direção a cozinha, no caminho chamei delicadamente minha família pra jantar — APAREÇAM CAMBADA QUE A JANTA TA PRONTA. — só ouvi os risos da mamis — por que ta rindo?
-nada de mais, só achei interessante seu método de reunir a família — ela disse e riu ainda mais. Sério, o que há de errado com ela?
-VOVÓ — chegaram às pestes gritando, não posso falar muito da mamis, eles também não são nada discretos — porque está rindo tanto?
-nada — disse a mamis — só senti saudades do censo de humor da mãe de vocês. — preferi ignorar esse ultimo comentário, que em minha opinião foi desnecessário — e a comida?
-sentem-se que eu sirvo vocês — resmunguei e fui servi-los, mas ai teve outra briga, entre mim e as pestes, nós queríamos sentar ao lado da mamis, o meu lugar estava garantido, mas o das pestes não.
-a mamãe senta do lado direito e eu do esquerdo, a vovó não precisa de um marmanjo secando ela enquanto ela come — argumentou Isa.
-isso é preconceito e eu sou o único neto homem que ela tem, então eu sento do lado esquerdo. — disse Iran se achando o melhor.
-e eu sou a única neta, portanto sento do lado esquerdo — a mamis só ria ao invés de por ordem na bagunça, a olhei estreitando os olhos e ela resolveu intervir antes que eles saíssem rolando pelo chão.
-um senta do lado esquerdo e o outro do lado direito — mas e eu? Agora todos estão rindo da minha cara de desacreditada.
-e posso saber onde euzinha aqui me sento?
-no meu colo, faz tempo que não dividimos um prato de comida — até que não era má idéia, concordei enquanto as pestes brigavam pelo direito ao colo, já que ela nunca os pegou estando longe, novamente a mamis riu. Os servi assoviando e me sentei no colo da mamis, comemos entre risos e brigas, nós riamos enquanto as pestes brigavam, era só mais um jantar feliz em família, mas agora a família estava completa.