The Mark Of The Vampire
36 Capítulo 36 - O Retorno Parte III
PVB
Eu não queria ter aparecido daquela maneira, depois de tanto tempo sem vê-los apareço porque tenho que matar um original, deveria ter sido algo planejado, tenho certeza que parecia uma louca, toda desarrumada, descalço e segurando o corpo de um bicho, bela maneira de ser vista depois de mais de cem anos.
Estava com Ares ao redor da propriedade dos Cullen's, só por precaução, eu sabia que não tinha o direito de invadi-la então ficamos dando algumas voltas, meu instinto dizia que eu deveria ficar por ali, jamais o ignorei. Fazia algum tempo que estávamos parados no mesmo local somente observando as movimentações, estava tudo silencioso, eu conhecia esse tipo de silêncio e não gostava dele, vi meus netinhos de longe, era tão bom vê-los parecia que tudo se resolveria num passe de mágica, ouvi que eles estavam planejando aprontar alguma coisa com Seth e Leah e tive que segurar o riso pra não chamar a atenção, eles pareciam muito próximos e sem dúvida eram muito arteiros, em seguida sentimos cheiro de vampiros e fomos atrás, não sei o queriam ou o que faziam aqui, mas de duas coisas eu tinha certeza, primeiro: eles não queriam dizer olá e tchau, segundo: eles não chegariam perto dos meus netinhos porque eu não deixaria. Fomos até eles em poucos segundos.
-mas que bela visão — disse de forma debochada um deles, o estranho era que eu não tinha visto nenhum dos volturi que eu conhecesse, todos eram de certa forma, novos, pelo menos para mim.
-muito bela — disse outro me olhando de cima a baixo, o ignorei. — pena que não vai durar muito. — eles estavam convencidos e não se assustaram ao ver Ares, só o olharam com curiosidade e mais nada, que não seja o que estou pensando, pedi internamente.
-que desperdício — disse outro, revirei os olhos, hora de matar mais alguns.
-quero que conheçam meu baby — eu gostava de apresentá-lo porque ele cumprimentava de volta, quando ele balançou a cabeça em cumprimento os vampiros se assustaram — e eu sou Isabella Marie. — falei e suas reações foram as mesmas de sempre, medo e pavor, meu nome era muito conhecido, além do mais se eu sou Isabella com certeza aquele ao meu lado é...
-Ares — um deles sussurrou, meu baby era o único original perfeito que conseguiram criar, os deles tinham suas vantagens, mas não muitas, entre elas estavam a feiúra, porque convenhamos, aquelas coisas eram muito fedorentas e muito feias, duvido que existisse algo tão feio no mundo.
-isso mesmo — disse dando um risinho e depois fechei a cara — não to com paciência, Ares — falei e avançamos em direção a eles, em poucos segundos onde havia três vampiros agora não havia mais nada. Foi aí que a coisa se complicou, ouvimos um barulho enorme, tipo uma sirene seguido dos gritos dos meus netinhos, droga, eles haviam ouvido o barulho da nossa pequena luta e se assustaram, vi que eles corriam de volta pra casa, mas eles choravam e gritavam, sem duvida alguma eles eram muito exagerados, não havia necessidade de fazer tanto escândalo, aposto que com o barulho da sirene todos os vampiros e lobos estão prontos para uma batalha, muito inteligente da parte deles de instalarem um alarme assim.
-os acompanhe mas não deixe que o vejam — falei pro meu baby e ele acenou com a cabeça sumindo em seguida, só então permiti a mim mesma um momento de alegria, fui abrigada a rir dos meus netos, a palavra netos ficou rondando minha mente, agora eu sabia que merecia cada momento feliz que a vida me oferecesse, eu não sei como, mas não abriria mão de vê-los, afinal de contas eles são meus netos, seria insensível da parte deles se me proibissem de...que sensação foi essa? Não pensei em mais nada e saí correndo seguindo o rastro de Ares, eu odiava tanto essa sensação, mas com o tempo aprendi que essa minha conexão com Ares era crucial para nossa sobrevivência, se um de nós dois estivéssemos em apuros o outro sentia, dessa forma nos ajudávamos e protegíamos um ao outro. A diferença era que antigamente eu matava por Ares, hoje em dia eu morro por ele.
Cheguei a tempo de ver aquele maldito e futuro morto arremessar meu baby em direção a floresta, eu sabia o que Ares estava fazendo, quando se tratava de originais ele aprendeu uma forma diferente de lutar, nada melhor do que eliminar definitivamente um inimigo do que se fingir de fraco, o inimigo acha que a batalha já está ganha, mas no fim é pego de surpresa com um único golpe mortal, mas havia um problema com esse original, era ainda mais insano e forte do que os outros que havíamos conhecido, os malditos volturi haviam conseguido criar uma espécie forte e louca. Ergui meu escudo físico bem a tempo de impedi-lo de atacar os Cullen's, agora já era. Já que não tinha saída apareci rapidamente diante deles, eu queria olhar pra saber o que estavam pensando sobre esse acontecimento e principalmente sobre mim, mas um segundo de descuido poderia ser fatal estando diante de uma coisa tão feia e poderosa como essa.
-ualll — falei pra mim mesma — conseguiram, demorou mas conseguiram — eu estava inconformada o olhar desse bicho era de gelar a alma até dos vampiros, menos a minha, a coisa me encarava pressentindo o grande perigo que eu representava, ele não tinha idéia do quanto estava certo em temer-me, todos os outros incluindo Ares estavam esquecidos, ele me olhava mortalmente e se preparou para atacar-me, eu estava preparada pra tudo, foi o que eu achei, não estava preparada pra ouvir...
-VOVÓ — meus netinhos gritaram porque estavam preocupados comigo, a emoção que senti de ser chamada assim foi tão grande que fui obrigada a olhá-los, em um segundo que eu olhei na direção deles e vi o quanto eles me admiravam, sorri apesar deles estarem sendo segurados pelos Cullen's então senti o impacto, maldito filho da puta estragou meu momento de vovó babona, mas esse daí me paga.
Enquanto voávamos em direção da floresta ele tentou me morder, desviei rapidamente e quando senti a proximidade do chão inverti nossas posições e dei um soco com cada mão as afundando em seu pescoço, senti seus ossos sendo rompidos pela minha força e arranquei a cabeça do corpo a fazendo voar longe, só então caímos no chão, eu estava por cima. Levantei-me furiosa, senti o quanto esse era ainda mais forte do que eu imaginava, o que os volturi tem na cabeça pra criar algo tão abominável, inconformada eu peguei o corpo no chão e voltei rapidamente o arrastando, precisava encontrar a maldita cabeça, não foi só isso que eu encontrei. Encontrei Edward sendo abraçado e beijado por Maggie, tentei o máximo manter a respiração tranqüila e finquei os pés no chão pra não arrancá-la de perto dele, eu não sabia que ele tinha me esquecido e seguido em frente, não estava e nunca estaria preparada pra isso.
-vamos atrás dela — ele disse firmemente e soltou Maggie bruscamente, com isso eu me senti confusa, se está com ela, porque se preocupa comigo? Antes eu merecia isso, mas hoje era até injusto ver uma cena dessas, seu amor sendo abraçado e beijado por outra, a sensação era algo terrível, mas ele estava preocupado, me foquei nisso. Ele olhou para o lado e viu a cabeça do original jogada próximo a ele, só então ele olhou na minha direção e no momento que nossos olhos se cruzaram eu tive a certeza que ele ainda me amava, isso não bastou no passado, bastaria agora? Ainda mais ele estando...era uma aliança na mão dele? Olhei rapidamente na mão dela e também havia uma aliança igual, o filho da mãe havia se casado? Foi impossível não olhar de um para o outro, ela ali se achando a rainha da cocada preta o segurando de forma possessiva, tudo isso era insegurança? Pois ela que se prepare que eu não vim de longe, matei um original pra voltar de mãos abanando, porque com certeza eu vou lutar com todas as minhas forças por ele. Mas eu estava horrível e toda desajeitada, enquanto ela ali toda arrumadinha, fiquei magoada.
-vovó — disse Isa chorando e vindo até mim, Iran a seguiu, com isso desviei o olhar de Edward, se não corria o risco de agarrá-lo e levá-lo nem que seja a força pra longe dela.
-você é o máximo — disse Iran me olhando com admiração e fascínio, eles gostavam de mim, mas seria indelicado da minha parte chamá-los pelo nome sendo que eles ainda não sabiam que eu já sabia várias coisas sobre eles.
-e vocês são? — era muito divertido ver os dois parados diante de mim, me senti um doce bem gostoso sendo observado por crianças.
-seus netos, sou Isabella e esse é meu irmão gêmeo Iran, se considere sortuda por ter netos lindos como nós — pelo visto a modéstia havia passado longe deles.
-netos — falei e olhei na direção do meu bebê pela primeira vez em mais de cem anos, por todas as criaturas o quanto eu havia sentido saudades dela, seu olhar mostrava o tamanho da mágoa que ela sentia, mas também mostrava saudades, aproveitei que Ares de aproximou e preferi adiar o quanto fosse possível a nossa conversa. — esse é meu baby Ares, diga oi — ele os cumprimentou, mas parece que eles estavam com medo do meu baby. — digam olá a ele — pedi, ele gostava quando o cumprimentavam descentemente, mas não se magoava como antes, como resultado eu também não me ofendia.
-até parece que vamos dar oi pra essa coisa — Isa disse indignada.
-vocês que sabem — disse dando de ombros, isso era mais um costume e as vezes uma provocação, mas não era algo que mudaria nossas vidas o simples fato de alguém não cumprimentá-lo. Agora eu precisava encará-la, a olhei sem conseguir esconder a alegria de vê-la — mamãe Nessie? — fui cautelosa em me dirigir a ela, mesmo minha vontade sendo de gritar e pedir desculpas pela minha ausência, mas isso não mudaria fato algum.
-é — ela respondeu com a voz embargada e correu na minha direção, vi claramente todas as suas intenções mas não as evitei, ganhei um merecido tapa na cara e ainda tapei sua boca quando ela começou se desculpar, eu a conhecia o suficiente pra saber que se deixasse ela falar, amanheceríamos aqui. Foi tão bom abraçá-la, seu cheirinho estava exatamente como havia guardado em minha memória, os anos e a distância não haviam destruído nossa relação e ela como sempre teve um coração bondoso me perdoou rapidamente, não quis entrar em detalhes, mas eu acho que eles ainda me devem muito, todos eles, mas isso é algo que eu não penso em cobrar, o que eles poderiam me dar? Dinheiro? Tenho o suficiente pra me manter, Casa? Tenho uma cidade inteira, ou pelos o que foi uma cidade inteira, objetos materiais eu não preciso, o amor de minha filha apesar das mágoas eu sempre tive, segurança? Com isso eu me garanto, então não havia nada que eles pudessem me dar.
Senti-me quase completa quando Rose e Charlie vieram me abraçar e me dar boas vindas, vi nos olhos de Charlie que seu amor por mim continuava o mesmo, dessa vez eu lamentei muito, ele não merece sofrer, ele merece encontrar alguém que o ame muito e que o respeite, todos nós erramos no passado, mesmo sendo lindos, fortes e imortais não somos perfeitos.
As coisas se complicaram um pouco quando comecei falar sobre os originais, mas com tanta interrupção falei pouco ou quase nada, se eles queriam ter alguma chance contra eles era bom começarem a me ouvir. Infelizmente eu precisava sair dali, ainda iria fazer uma ronda pra garantir que não havia outro original nas proximidades, mas não queria alarmar ninguém e não deixaria minha filha e meus netinhos a mercê de uma coisa daquela.
-preciso ir — informei a Nessie. Estava triste e nem havia matado as saudades, mas tenho um dever e não posso adiá-lo.
-não vai me dizer nada? — havia tanta mágoa na voz de Edward que eu quase não tive coragem de encará-lo e dizer a verdade, mesmo assim o fiz.
-não sei se sua esposa gostaria de ver seu marido sendo abraçado por mim — fiz o possível pra ninguém perceber que eu também tinha mágoa sobre isso.
-quem disse que ele é casado — perguntou Isa. Até parece que eu deixaria passar algo tão importante quanto isso.
-as alianças são do mesmo modelo, sem contar a forma possessiva com que ela o segura — isso era obvio, não precisava nenhum gênio pra ver isso.
-ualll — quase ri com a admiração de Iran, pelo visto ele era bem namorador, mas pra mim só serve um.
Carlisle resolveu que queria saber mais sobre os originais então contei mais um pouco, mas eu estava preocupada e queria verificar pessoalmente se estavam seguros. Senti um olhar sobre mim e olhei em sua direção, eu queria tanto correr até ele e abraçá-lo, mas aquela coisinha sem graça estava grudada nele, dei um sorriso e para minha surpresa ele sorriu, também tive outra surpresa muito agradável.
-Edward — Maggie o chamou, mas ele não desviava os olhos de mim, eu que não sou besta nem nada também não desviei. -EDWARD — ela berrou e Edward fez uma cara de quem odiou isso, comemorei internamente, seria fácil assim? Chegar e pegar?
-diga — ele resmungou.
-olhe pra mim — ela usou um tom doce, cadê a estressadinha? Mas ele não a olhou.
-quer um abraço? — perguntei, se ele me quiser corro até ele sem pensar duas vezes.
-você quer? — sério mesmo que ele queria garantias? Mas depois do que fiz é justo ele querer ter certeza. Isso não era algo que eu gostaria de conversar na frente dos outros, então abri minha mente pra ele "quero" quando ele leu isso na minha mente deu um sorriso deslumbrante, olhando assim parecia o mesmo Edward de antes, falo isso porque percebi a sombra de tristeza em seu olhar, infelizmente eu sabia que a culpada era eu, magoar alguém que se ama não importa os motivos era algo muito doloroso.
Então fui sincera com ele e disse através do pensamento exatamente o que eu queria, eu o queria de volta e ignorando qualquer tipo de moralidade o aceitava casado ou não, me surpreendi quando ele perguntou até quando, ele estava muito magoado, é claro que eu o queria para sempre.
-dá pra falarem normalmente — Isa resmungou, eles não tinham muita paciência — Maggie está se roendo de ciúmes, sério songa monga só você não percebeu que tio Edward sempre foi ligadão na vovó, casou por que quis — disse dando de ombros, para meu espanto e surpresa Edward não defendeu sua esposa, essa palavra deixou um gosto amargo na minha boca, era difícil acreditar que ele havia se casado. Perguntei a ele se ele me queria, e quando ele respondeu que sim fiz uma coisa que queria desde que vi Maggie agarrada a ele, usei meu dom e a joguei pra longe dele, eu não agüentava mais esperar, quando ele percebeu eu já estava com o corpo quase colado ao dele e deixei claro que se ela se aproximasse dele outra vez eu faria o mesmo e sem qualquer requisito de culpa. Ficamos nos encarando por algum tempo, por anos eu sonhei em estar assim com ele e agora não sabia o que fazer, será que não seria muita cara de pau beijá-lo como se ele sempre fosse meu? Meus netinhos responderam por mim.
-BEIJA LOGO — não precisaram repetir, porque eu não agüentei mais e colei minha boca na sua sentindo-me renascer outra vez, eu sabia que enfrentaríamos muitas coisas e o maior problema seria sua família, vi claramente o quanto eles gostavam de Maggie, isso era bom, assim quando ela sofrer eles a consolarão enquanto estarei feliz com Edward.
A surpresa deles foi grande quando contei onde morava, eles achavam o que? Que eram realmente as almas dos mortos? Eu era um pouco pior que isso, ta eu confesso, sou muito pior que isso, mas são pequenos detalhes da vida, hoje por exemplo eu havia voltado definitivamente para o lugar a qual sempre pertenci, ao lado de Nessie e Edward, Charlie e os meus netinhos foram um belo bônus.
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