The Mark Of The Vampire

18 Capítulo 18- Fera


Notas iniciais
como eu disse antes,teria um post na segunda, então esperem que gostem
bjkssss

PVB

Eu prescisava roubar um caminhão grande, bem grande, iríamos embora daquí, o caminhão serviria pra levar Ares, meu carro e outras coisas que vamos prescisar. Estava nesse momento com meu baby na beira da rodovia escondidos pelas árvores, esperando um caminhão descente passar, além de roubar eu ainda exigia um caminhão moderno, não atravessaria a América numa lata velha.


Ví ao longe exatamente o que queria, um caminhão volvo com uma carreta baú enorme, hora de agir.

-espere eu chamar pra voçê aparecer — disse a ele que só acenou com a cabeça, dei um beijo nele e assim que o caminhão estava mais próximo saí na rodovia e acenei pedindo carona, eu tinha posto uma blusa colada de botões, que no momento estavam abertos mostrando um generoso decote, o resultado eu já sabia, quando fui iluminada pelos faróis do caminhão ele reduziu a velocidade e parou. Fui até ele e abrí a porta do carona, seus olhos brilharam, mas os meus brilharam muito mais, entrei e nem dei tempo dele falar alguma coisa, o amarrei e passei a fita tapando sua boca, não poderia matá-lo por enquanto então resolví guardá-lo pra Ares fazer uma boquinha mais tarde, o joguei pra trás e chamei o bebê, que com muito esforço conseguiu entrar, lá atrás o espaço era grande e possuía cama, e tv então ele ficaria confortável, o motorista é que teria sérios problemas, assim que ele viu Ares desmaiou, ôh povinho covarde esse viu.


Assumí a direção e seguí pra encontrar com nessie do outro lado da cidade, coloquei pra tocar uma música e fui cantando o caminho todo, eu me sentia feliz ouvindo os grunhidos alegres de Ares, ele gostava de me ver cantar.

Não pensei que fosse gostar tanto de dirigir uma caminhão daquele tamanho, mas era muito bom, não era veloz como um carro mas tinha suas vantagens, o problema era que ele estava carregado então na primeira oportunidade iríamos jogar toda a carga fora.

Avistei o carro parado e dei sinal de luz, em seguida ele arrancou e eu o seguí até nos afastarmos do movimento, num espaço aberto completamente escuro parei e desliguei todas as luzes, não queria que o caminhão fosse visto e chamasse a atenção.

-e agora mamis?

-vamos nos livrar de uma parte da carga — disse a ela

-porque não tudo, assim sobra mais espaço — falou jake

-porque se a polícia nos parar e revistar o caminhão verá a carga que estará escondendo Ares e o carro — expliquei — por isso não matamos o motorista, não queremos que ninguêm denuncie seu desaparecimento e por consequência o sumisso do caminhão, não queremos arrumar confusão, pelo menos por enquanto.

-estão vamos rápido — jake falou e foi abrindo a carreta pra retirarmos a carga.

Com a nossa velocidade e força rapidamente retiramos tudo, levantamos o carro e colocamos lá dentro, Ares só ficaria alí quando fosse realmente nescessário, depois pegamos um pouco da carga, o suficiente pra esconder o carro e partimos de volta a cidade.

-porque vamos voltar pra cidade? — nessie perguntou

-vamos dar uma última ajuda a eles nessa guerra e depois partimos — informei

-eu sabia que voçê não abandonaria tudo daquela forma, eles sabem que estaremos lá? — jake esta curioso

-só Rose, com certeza Edward e talves Alice, mas não sei se vão contar aos outros ou não. — na verdade se eles vão contar ou não, não faz diferênça alguma.

-vamos nos dividir na hora da luta ou não — não sei nem porque nessie perguntou, jamais deixaria ela longe de mim.

-não, vamos ficar todos juntos, fazemos nossa parte e só. — disse e acelerei, queria aproveitar o restante da noite pra preparar uma surpresa.


Escondemos o caminhão num barracão abandonado pouco antes da entrada da cidade, amarrei firmemente o motorista pra que não fugisse e continuamos a pé, o problema era Ares passar despercebido mas eu não deixaria ele pra trás, então andamos por ruas desertas e longe da iluminação, a vantagem era que as pessoas estavam com medo por causa dos atentados, então a noite quase não havia ninguêm nas ruas, isso sem contar que o governo, por medidas de segurança pediu as pessoas que só saíssem a noite se o motivo fosse de extrema nescessidade, ou uma emergência médica, então poderíamos andar mais tranquílos mas não descuidados, afinal nosso inimigo poderia estar na próxima esquina.

-prescisamos de uma pista de onde poderão estar as crianças ou o lugar que elas vão atacar — falei à eles

-mas não sabemos de nada, não podemos sequer imaginar o local, olha o tamanho dessa cidade — reclamou nessie

-foi por isso que escolheram uma cidade grande, se fosse pequena seria mais fácil pra nós os acharmos — expliquei, aquela maldita teve muito tempo de planejar isso, não me conformo dos cullen's não saberem sobre eles.

Carlisle liderou os cullen's em guerras cruéis e devastadoras, se tornaram poderosos por seus dons e suas habilidades, sempre foram frios e calculistas, o problema é que com o passar dos anos os vampiros passaram a temê-los, e os volturi fizeram acordos com eles e aceitaram dividir seu território, ambos os clâs audaciosos e poderosos, não valeria a pena lutarem entre sí, sendo que sempre tiveram os mesmos objetivos, esse acordo tornou os dois clâs indestrutíveis,quando conquistaram o poder absoluto eles se acomodaram em seus mundinhos perfeitos, acreditaram que ninguêm teria coragem de fazer um exército e se juntar aos inimigos, estavam crentes que seus ridículos sobrenomes eram a garantia que jamais seriam confrontados, com a comodidade se misturaram aos humanos como se fossem um deles e seguiram suas "vidas" enquanto james e victória fundaram o clâ de Nova York e se aliaram aos lobisomens, planejaram tudo direitinho pra que ninguêm desconfiasse de nada, eu mesma só tomei conhecimento sobre eles depois que conhecí nessie e fomos atrás de informações de quem eram os vampiros que tinham feito aquilo à ela, então conhecí Laurent, foi de onde tirei toda a informação que queria, o idiota estava apaixonado, foi amor a primeira vista, pra ele claro, e acrescento que pra um vampiro era bem ruim na pegada, já tive homens humanos melhores que ele, mas o sacrifício valeu a pena, ele não só me contou sobre o clâ de Nova York como tudo o que sabia dos cullen's e dos volturi, então juntei as minhas próprias informações, por isso fiquei com muita raiva quando descobrí que eles moravam em Forks, de tantos lugares no mundo pra mim ir fui parar no mesmo lugar que eles.

-acha que ela está planejando outras surpresas? — jake estava preocupado com o desfecho dessa guerra, eu não estava preocupada com isso, mas sim com as suas consequências.

-aposto que quando ela ficou sabendo que james havia morrido ficou uma fera, então podemos esperar surpresa bem desagradáveis — avisei

-mas voçê fez o certo mamis, qualquer atitude que tomamos somos obrigados a enfrentar as consequências, mas não podia deixá-lo vivo pra que continuassem fortes, sem dúvida ela surtou com isso e de qualquer forma isso a enfraqueceu um pouco, perdê-lo talvez a fez perceber que tomaram o caminho errado — nessie era muito ingênua as vezes

-com certeza ela surtou, mas não a enfraqueceu, pelo contrário, vampiros são muito vingativos, ela vai querer que paguemos por sua morte, nem posso imaginar o que aquela vaca ruiva deve estar aprontando. — eu tinha a obrigação de falar a verdade nesse momento e não mentir pra aliviar a situação.

-vaca ruiva? voçê a conhece? — jake era bem burrinho as vezes

-eu conheço — disse nessie — dei as características deles pra mamis, não foi de muita utilidade já que vampiros tem a mesma aparência, muda só alguns detalhes como o tamanho e a cor do cabelo. Mas mamis encontrou Laurent e ficamos sabendo de coisas bem úteis.

-como o que? — jake não era só burrinho mas também muito curioso

-como acha que sabemos quem são os cullen's os volturi e os tranformos? pesquisamos e ficamos bem informadas — nessie disse orgulhosa

-não tem nada de extraordinário nisso — cortei o orgulho dela — é só prestar atenção e juntar as peças, é importante observar e conhecer quem está perto de voçê, nunca deixar passar nada, qualquer informação pode ser útil algum dia. — expliquei, na verdade esse foi o principal motivo pra termos capotado o ônibus, eu queria conhecer os cullen's antes deles me conhecerem, queria observá-los pra saber se corríamos algum risco, se eles tivessem conversado com Carlisle saberiam sobre nós, então agiriam diferente e suas personalidades estariam ocultadas, se mostrariam os poderosos cullen's e não a camuflagem de gente rica e populares, pra quem é observadora como eu e os ví como simples alunos e como um clâ poderoso, acredite, a diferênça é enorme, é sempre importante conhecer todas as faces alguêm. E cá entre nós foi muito bom tirar sarro* da cara deles.

-mas o que estamos fazendo parados aqui — reclamou nessie, ela não ouviu eu falar que observar é importante? deixa pra lá.

-obsenvando nessie — até jake percebeu e ela não, Ares deu um risinho, aposto que está se divertindo com tudo isso.

-observando o que, aqui não tem nem pessoas — o riso de Ares aumentou, olhei feio pra ele, que disfarçou olhando pro outro lado, pensa que me engana.

-exatamente isso, prescisamos de um lugar assim pra atrair as crianças — expliquei outra vez, e ela me olhou de olhos arregalados, suspirei.

-eu não vou ter coragem de matar uma criança, mesmo sendo imortal, não posso fazer isso. — ela estava quase chorando, quando eu por minhas mãos na vaca ruiva ela irá pagar por cada sofrimento de minha filha.

-voçê não vai, nós vamos — e apontei pra mim a pra Ares.

-e eu vou fazer o que? sentar e ficar olhando? — parece que jake não gostou muito da divisão de tarefas.

-sim — disse firme — nessie não sabe lutar sem armas, mas as armas matam lobisomens não vampiros, voçê prescisa protegê-la das crianças que vão correr pra todos os lados, será capaz de protegê-la? porque se não for, voçê vai com Ares e eu fico com ela. — esculachei mesmo, mas que porra que não percebe as coisas, me extressei.

-se é pra protegê-la faço qualquer coisa — sua confinça me aliviou, agora posso planejar sem me preocupar com nessie, como se isso fosse possível.

-ótimo — disse e continuei prestando atenção ao redor, o local era perfeito mas como atrair as crianças prá cá? e se as soltassem muito longe? aí não poderia ser aquí. Estou disposta a fazer qualquer coisa pra que elas não fiquem soltas por aí, seria o fim do mundo.

-qual a diferênça de um recém-criado e crianças imortais? — meu bebê estava bem perdida, que novidade.

-todas — respondeu jake, prestei atenção nele — bella eu não gosto quando voçê me olha assim. — ele disse meio constrangido e quem se perdeu fui eu.

-como assim? — perguntei confusa

-sabe, é que quando voçê encara desse jeito eu me sinto desconfortável, parece que está só esperando um deslize meu pra me atacar. — ele explicou e agora eu entendí, tentei disfarçar o riso, mas nessie nem tentou, riu abertamente.

-não se preocupe, voçê não é o único que se sente assim. — disse suavemente, o que eu não falei é que quem fica desconfortável sendo observado por mim é porque não vai contar tudo ou vai editar muitas coisas, mas o que sobre as crianças imortais que ele não pode ou não quer contar? desviei o olhar dele — continue — falei e não voltei a olhá-lo, ele respirou fundo pra editar a história, pensei comigo mesma.

-é proíbido transformar crianças, elas nunca crescem e nunca aprendem, o recém-criado ou recém-nascido como alguns chamam é louco e sedento nos primeiros anos, mas quando sua sede está saciada ele não sai matando por aí, já as crianças sempre estão sedentas, e matam sem parar pra se alimentar ou não, o problema é que cada um que elas mordem mas não matam acaba virando vampiro. — resumiu ele, mas tudo o que ele disse eu já sabia e nessie também, só que ela esquece muito as coisas. Mas ele ocultou algumas coisas, resolvi perguntar algo mais leve mas não menos importante.

-houve muitos ataques delas no passado? — fui direta

-não muitos, mas foram controlados logo no início — ele estava desconfortável com esse assunto, e eu nem estava olhando pra ele.

-quem controlou? — nessie perguntou

-os volturi — suas respostas monossílabas estavam começando me irritar.

-os cullen's não existiam naquela época? — perguntei me fazendo de confusa

-foi assim que eles surgiram, já eram o clâ cullen mas sempre ficavam em seus lugares e nunca se envolviam, até que teve um ataque próximo a eles que resolveram o problema, é tudo o que sei — explicou e encerrou o assunto, tá que aquilo nem se pode chamar de explicação mas tudo bem, por enquanto.

-não entendi — nessie não quis deixar pra lá — se quem controlou a situação foi os volturi, como que os cullen's acabaram se envolendo? -fiquei com vontade de gritar BÔA FILHA mas fiquei quieta.

-foram em lugares diferêntes — e deu de ombros, ele estava mentindo, mas porque? Ares resmungou, até ele viu a mentira, que ódio.


Ficamos alí mais uns minutos e resolvemos bisbilhotar, estava tudo quieto de mais para o meu gosto, tá que a rua era deserta, mas algo estava estranho, não gostei disso.

-Ares, se esconda — falei e ele como sempre fez o que eu disse imediatamente, escalou um prédio e sumiu de nossas vistas, mas o sentia nos observando, me sentí orgulhosa dele, estava muito mais ágil e esperto do que antes, os anos longe o amadureceram.

-o que foi mamis — ela disse olhando em volta, jake também estava atento, expandí meu escudo e sentí quatro vampiros, mas alguma coisa estava errada, meu escudo não poderia estar falhando, ou poderia?, mantenha a calma bella, disse pra mim mesma.

-problemas — foi tudo que falei, então eles se mostraram pra nós, não eram quatro, eram cinco, fiquei confusa, mas me concentrei, e nem acreditei quando expandí meu escudo até eles mas só sentí quatro, então o usei um por um pra achar quem meu escudo não sentia, e alí estava o vampiro com cara de superior, será que minha sorte está mudando? mas não posso confiar muito nisso, sorrí largo pra ele.

-não acredito que tudo o que encontramos foram híbridas inúteis — debochou o futuro defunto, estou quase quicando, mas não deixei transparecer. — sou Ivo, é uma pena que não estarão aqui pra presenciarem o show — continuou debochando, mas espera aí, Ivo? ele faz parte do clâ de Nova York, Laurent me disse que seu dom era bem peculiar, mas que somente Victória e james sabiam, eu perguntei porque que ele sendo líder não sabia, e como resposta disse que foi victória quem o descobriu e só compartilhou com james, suas regras eram bem diferêntes do que aos dos outros clâs. Mas isso não é importante, porque minha intuíção me dizia que alí na minha frente estava o responsável pelos cheiros camuflados, e eu sempre confiei na minha intuíção.

- olá Ivo, como vai Victória? — fui muito educada com ele, afinal tive a melhor educação de todas, aquela que se aprende com a escola da vida, meu sorriso aumentava enquanto o seu diminuía, eles ainda achavam que não sabíamos quem estava por trás disso tudo? se ferrou.

-não sei quem é — e ainda teve a cara de pau de mentir, mas ele não sorria mais, eu sim.

-bonita, ruiva, uns bons centímetros mais alta que eu, tem certeza que não conhece? — estava me divertindo, mas percebí um problema e dos grandes, somos quatro, mas não podemos contar com nessie e ainda temos que protegê-la, sobra três de nós contra cinco, Ares pega dois, eu tenho que garantir que Ivo não corra, mas como meu escudo não o sente então não posso bloqueá-lo, será inútil, passei o escudo físico em nessie, era arriscado mas não tinha outro jeito.

-ataquem — foi a resposta dele, fiquei em posição de ataque e Ares pulou do prédio de uns vinte andares e pousou suavemente atrás deles, a surpresa foi nossa vantagem, não olhei mais nada e partí pra cima de Ivo que revidou, deixei meus olhos brilharem com o vermelho intenso, ele não se distraiu com isso, claro, ele era treinado e experiente mas morreria hoje.

Só ouví rosnados e desviei dos seus ataques, minha velocidade ajudava muito nessas horas, acertei um soco que não teve quase nem um efeito nele, o filho da puta segurou meu braço e o mordeu profundamente, não sei se doeu ou não, estava concentrada de mais na luta pra perceber isso, o puxei com minha mão livre e mordi seu rosto, minha presas chegaram arrancar um pedaço dele, parece que doeu porque ele largou meu braço, ele rosnou e me atacou outra vez, o bloqueei e só ví a sua cabeça ser completamente engolida pela boca de Ares que a arrancou, seu corpo tombou e secou para depois virar cinzas, digamos que a mordida de Ares é fatal.

Olhei ao redor e nessie estava de olhos arregalados, meu escudo impedia que a atacassem e também impedia ela de sair, estava presa nele, mas eu não poderia deixá-la correr riscos, olhei jake em forma de lobo um pouco machucado e Edward incendiando os corpos, como assim EDWARD? o que ele estava fazendo alí. Retirei o escudo de nessie e ela não sabia pra que lado corria, se pra mim ou pra jake, mas como Ares estava ao meu lado ela correu ver como jake estava.

- como sabia que estávamos aquí? — perguntei a edward que se aproximava de mim.

-não sabia, estamos fazendo ronda, e ví quando começaram lutar. — explicou ele pegando meu braço e olhando o estado, se controla bella, voçê não pode ficar excitada com um simples toque, se eu não me engano era a primeira vez que ele encostava em mim.

-matou algum? — perguntei observando sua mão que segurava meu braço, eu estava alimentada o machucado já começava cicatrizar.

-um, estava indo em direção a nessie e eu o impedí, jake pegou outro, mas parece que seu bicho foi quem se deu bem, pegou os outros e ainda a ajudou com esse, mas porque ele estava levando vantagem sobre voçê? — claro que ele não perderia a oportunidade, mas não gostei dele chamar meu bebê de bicho.

-não é bicho — falei e puxei meu braço de volta — ele tem nome e se chama Ares, deixei meu escudo físico em nessie, não o sentí através do escudo, não poderia usá-lo, mas ele não poderia escapar, parece que o "bicho" matou o responsável por esconder o cheiro deles — e eu não perderia a oportunidade de elogiar meu bebê nem de ironizá-lo.

-tem certeza que era ele?

-acredito que sim, então não poderão mais se esconder — informei, mas de certa forma fiquei feliz em saber que ele lutou pra proteger nessie, com isso ganhou um pouco de minha simpatia, só um pouco.

-isso é bom — disse ele, e pegou meu braço outra vez, parece que ele gosta de contato — está doendo? — ele pareceu preocupado mas na verdade só queria estar pegando em mim.

-está tudo bem — e sorrí pra ele — obrigado por se procupar com nessie.

-mas ela já estava protegida — ele lembrou divertido

-o que conta foi sua intenção. — me aproximei dele e dei um beijo no cantinho de sua boca gostosa, me afastei sorrindo ainda mais e fui ver jake, Ares me acompanhou e Edward ficou lá estático, sua cara estava engraçada, parecia meio idiota.

-como está o pulguento? — perguntei cutucando ele com o pé.

-vai ficar bem, a propósito Ares que luta incrível, parabéns — nessie estava orgulhosa pelo que viu, eu não ví mas imagino sua violência e rapidez pra acabar com os vampiros, e ainda me ajudou com Ivo, entendem porque o chamo de protetor?. Nessie o abraçou toda saltitante, mas quando me olhou estava séria, aí vem merda.

-não devia ficar desprotegida por minha causa, jamais me perdoaria se algo acontessece a voçê — ela estava triste, como sempre meu coração se apertou por vê-la assim, Ares deu uma fungada no seu cabelo, ele também ficou triste.

-sabe que eu a amo, jamais deixaria que se machucasse — também falei séria, e para meu alívio ela sorriu

-apesar de tudo fico tão feliz por saber que se preocupam comigo — falou olhando pra todos nós e dando uns pulinhos, ela correu de volta pra jake que estava voltando a sua forma humana, mas não quis ver ele pelado por causa de nessie não que não estivesse curiosa pra ver seu...voçê sabe o quê. Me afastei um pouco e fiquei olhando os corpos queimarem, agora seus cheiros estariam por todo lugar, mas será muito mais fácil achá-los, preciso descobrir onde estão as crianças, se é que realmente existem. Mas começar por onde?

-é estranho não saber o que os outros estão pensando — Edward falou se juntando a mim.

-é difícil estar acostumado com um dom e não poder contar com ele — falei me referindo ao meu escudo.

-é sim, agora sabe como me sinto quando estou perto de voçê — é impressão minha ou ele quer bater papo comigo?

-não só de mim mas de nessie também — lembrei a ele

-mas ela sempre fala aquilo que pensa — mas é ingênuo mesmo, claro que nessie sempre fala o que pensa, só que ela interpreta as coisas de maneira diferente, isso quando ela lembra, eu já pensei em retirar o escudo dela e perguntar a Edward o que se passa naquela mente confusa dela, mas ela poderia pensar algo sobre nós que não queria que ninguêm soubesse, privacidade é tudo. Percebí que ele me observava outra vez, o encarei, eu sabia que ele era lindo, mas assim tão perto da vontade de grudar e não soltar mais, sabe esses modelos de capa de revista que passa pelo photoshop? Edward é ainda mais lindo do que eles, é impressionante, também é impressionante o fato de eu estar quase babando nele, que ódio de mim, desviei os olhos de volta para os corpos, ou melhor, as cinzas.

-diga — falei pra ele que foi pego de surpresa, é claro que ele queria dizer algo mas ao invez de dizer ficava olhando pra mim.

-voçê é bem observadora — sério que ele só viu agora, mas ele não sabia que eu estava quase o agarrando alí mesmo, que horror, virei uma tarada, preciso de Charlie.

-onde está Charlie — perguntei e ele fez uma careta, eu hein.
- está fazendo ronda do outro lado da cidade. — ele disse divertido e satisfeito, arqueei uma sombrancelha pra ele. — voçês são err...namorados? — TÁ BRINCANDO COM A MINHA CARA? eu namorando? de jeito nenhum.

-não — respondí meio emburrada, o fato de eu ser solteira não significa que estou sozinha porra.

-ficou emburrada por não namorá-lo ou....- e deixou a frase no ar.

-voçê está acostumado a ler a mente das pessoas, e quando não consegue ler também não consegue interpretar as expressões, não é tão esperto assim — viu só eu estava bem quieta no meu canto ninguêm mandou ele vim me incomodar. Mas ele riu.

-só fiz um comentário, está de TPM? — falou ainda divertido, fingí que não ouví uma coisa dessas, mas nessie ouviu e gargalhou.

-bebeu sangue estragado Edward? e está tendo alucinações — disse ainda rindo.

-não, mas parece que sua mãe está muito estressada, só fiquei curioso.

-a mamis fica assim por falta de sexo — eu não acredito que ela falou isso.

-eu não fico assim por falta de sexo — falei sem expressão alguma — e se for a culpa é sua e de emmet que sempre aparece na hora errada — então eles riram com vontade. Permanecí quieta fingindo não ouvir suas brincadeiras.

-mas ela só tem Charlie? — edward perguntou a nessie como se isso fosse assunto seu.

-quando ele está por perto eles ficam juntos mas sem compromisso, e é só olhar pra ela pra saber que um mulherão desses só fica sozinha se quiser.

-concordo — ele respondeu me analisando de cima a baixo.

-Edward não seja tarado com a mamis — parece que a brincadeira acabou pra ela, quase rí, bem feito.

-é só que eu ví umas coisas na mente de emmet, sabe, o dia que ela estava com Charlie na floresta — mas é um safado mesmo.

-e gostou do que viu? — perguntei sorrindo safada.

- gostei muito — ele retribuiu sorrindo largo, me aproximei e fiquei colada nele.

-interessante — disse surrando — precisamos ir, nos vemos por aí — disse cheia de intençoes, e me afastei — vamos que ainda tenho coisas importantes pra fazer. — e saímos deixando Edward para trás, e levando comigo um tesão dos infernos, nem queria Charlie, queria Edward.


Pedí a nessie que voltasse com jake para o caminhão, e continuei andando pela cidade com Ares, agora era perceptível o cheiro deles.

-acertamos em cheio, tá sentindo o cheiro deles? — ele só acenou com a cabeça, poderíamos seguí-los agora, mas antes eu prescisava encontrar as malditas crianças. Paramos e eu me pus no lugar de victória, se eu fosse transformar crianças o lugar deveria ser afastado por causo dos gritos, mas queria que estivessem numa rota que desce para a cidade, escolas tem muito movimento, então teria que ser uma creche talvez, não, um orfanato, claro orfanatos são afastados e ninguêm se importa, eu viví em um quando era criança, quando foi que eu fiquei lerda? eles com certeza vão usar iscas para atrair as crianças até a cidade da mesma forma que eu estava pensando em fazer para atrai-las para um local mais deserto, mas qual orfanato? presciso de um computador ou um mapa.

-vamos rápido — falei a ele e saí correndo a toda velocidade, ele era o único que conseguia acompanhar minha velocidade máxima, no caminho sentí a presença de lobisomens e alguns vampiros mas eu tinha pressa, muita pressa, corrí sem parar até chegar no caminhão, mas não falei com ninguêm, entrei na carreta e seguí até o carro onde estava meu notebook, o liguei mas não havia qualquer sinal de internet o larguei e peguei o mapa, por sorte ele era completo.

-os orfanatos — falei pra nessie que já estava do meu lado procurando e nem sabia o que era, ela rapidamente foi na legenda e achou a lista, mas haviam vários, qual seria?

-mamis se acalme e me diga que não pensa em me largar lá — eu não acredito que ela tá pensando isso — olha eu juro que me comporto melhor, e se voçê se incomoda com o tanto que eu falo eu paro, sério não abro mais a boca, mas por favor não me mande ir pra lá, voçê mesmo disse que orfanatos são horríveis e faltam muitas coisas, alguns não tem nem comida a vontade e as roupas são doadas, eu juro mamis que não critico mais suas atitudes — nessa altura ela já chorava muito, eu não prescisava disso agora, como eu disse antes, tenho pressa — eu não sei lutar mas eu me esforço mais pra não decepcionar voçê mas não me abandone, por favor — quem estava quase chorando era eu, ela não parava de falar nem de chorar sendo consolada por jake, e Ares estava rindo, melhor eu fazer algo antes que nessie culpe Ares por eu "abandoná-la".

-não vou abandonar voçê — ela me olhou com os olhos inchados, tadinha do meu bebê é tão sem noção, e deu um sorriso triste — com certeza as crianças estão sendo trasformadas em algum orfanato, prescisamos saber qual. — na minha pressa resumí minha teoria.

-bella está certa, orfanatos está cheio de crianças não prescisa nem sair procurando — jake concordava comigo — meu amor voçê entende bem esses mapas então ajude sua mãe a encontrá-los, quanto mais rápido melhor — e deu um beijo nela.

-surtei neh mamis — disse meio constrangida e olhando para o mapa.

-outra vez — falei brincando, e voltei observar o mapa e as informações básicas sobre os orfanatos, a vantagem era que as mudanças de humor dela eram muito rápidas, então ela se animou e começou me dar as opções viáveis para nossa busca.

-esse fica afastado e é muito longe do centro — falei

-mas esse aqui não é tão longe fica em Staten Island e apesar de ficar fora da cidade tem uma estrada principal que dá acesso ao brooklyn.

-esse ascesso não existe mais, nós explodimos — disse a ela e rimos, menos um.

-é mesmo, então esse em Pelham Manor, tem ascesso livre ao centro, fica afastado e ainda tem o Palhem Bay park que fica próximo — nesse eu prestei atenção, não só pela localização, mas porque pra ir até o centro teria que passar pelo Bronx, que é um dos distritos da cidade, lá tem de tudo desde faculdades até o Estádio dos Yankees.

-não vão levar as crianças até o centro — constatei.

-porque? — perguntou jake confuso, mas nessie respondeu

-não prescisam, assim que chegarem ao Bronx encontraram muitas pessoas, vão começar a devastação por lá — ela estava de olhos arregalados e não era a única.

-vamos até lá agora mesmo — disse e me levantei — leve suas armas filha.

-claro mamis — e correu pegar suas adagas "sai"

-não vai chamar mais ninguêm? — jake queria ajuda? até que não é má idéia.

-por enquanto não, se chegarmos lá e não houver nada vamos passar por trouxas e se tiver podemos dar conta, mas se for muitos aí sim pedimos ajuda antes de invadir o orfanato. — deixei claro que isso estava indiscutível.

-tô pronta mamis.

-ok, vamos logo — e saímos correndo, só espero que seja o local certo, não quero estar perto se essas crianças chegarem ao distrito, não terá medidas o tamanho da devastação que isso irá causar.


Fomos pela parte industrial que tinha menos movimento, cruzamos os bairros e chegamos a Palhem Manor, verifiquei o endereço e quando nos aproximamos já com o escudo nos protegendo é que olhei direito para o orfanato, não gostei do que ví.

Sabe essas casas enormes e com aparências assombradas que ficam afastadas da cidade que tem até uma espécie de torre que vemos em filmes de suspense ou terror? pois é, essa e a descrição do orfanato.

-que horror — nessie estava com o queixo quase no chão de tão incrédula que estava, não era pra menos

-eu achava que esse tipo de casas era pura ficção. — jake estava como nessie, desacreditado.

Eu permanecí quieta, expandi o escudo e detectei um lobisomem e um vampiro,mas só isso? pelo menos confirmava que estávamos no lugar certo, mas tinha mais de sessenta corpos que não conseguí identificar, eram as crianças se transformando, meu sangue ferveu de raiva.

-tem um fedorento e um vampiro, mas tem mais de sessenta crianças — informei

-só isso? — disse jake — céus se elas saírem daqui será o terror.

-não prescisam de mais, provavelmente só estão aqui pra não deixá-las sozinhas enquanto se transformam, não pensaram que fossemos descobrir isso — nessie quase não pensava, mas quando isso acontecia o resultado era impressionante.

-vamos entrar — disse e fui até a entrada da casa assombrada.


A abrí com o pé mesmo, a porta grande foi abaixo e os avistamos vindo em nossa direção, mas pararam quando viram Ares, não tiveram tempo de mais nada, meu bebê avançou velozmente no vampiro, não deu nem graça de ver, e jake se transformou e atacou o lobisomem, olhando assim eles lutando era bem grande a diferença, o lobisomem era maior e mais ameaçador que jake, mas na luta jake era mais rápido e forte, afinal ele tinha boas experiências com lutas, então não demorou pra ele matar o fedorento, eu seguí sentindo pelo escudo onde estavam as crianças, subí até o segundo andar, as escada antigas rangiam quando eu pisava nelas, isso aqui era um horror.

Abrí uma porta de um quarto bem grande e paralizei com o que ví, os outros que estavam atrás de mim fizeram o mesmo, em cada caminha tinha uma criança gemendo, ou dando alguns gritos, mesmo sendo o monstro que era, seria impossível não se sensibilizar, teriam um futuro, bem ou mal fariam suas próprias escolhas e agora estavam passando por algo que jamais pensaram que existisse, a dor terrível da transformação, nunca desejei tanto ter o poder de voltar ao passado pra evitar isso, mas não podia, teria que destruí-las pois assim que abrissem os olhos quem antes eram verdes, azuis ou castanhos estariam vermelhos escarlate e sedentas por sangue, sem raciocinar ou se controlar, pela primeira vez eu não tinha escolhas, pela primeira vez eu exitei em matar alguêm, ví que os outros não conseguiriam fazer nada, teria que ser eu.

-não estão todas aqui, vão procurá-las — apesar do meu estado emocional, minha voz saiu firme e sem qualquer vestígios de minha exitação, que pensassem que eu era fria e sem sentimentos, só eu sabia como me sentia quebrada por dentro, sentí jake e nessie se retirarem meio tontos com a situação, mas Ares ficou alí e me fez um carinho com a cabeça, ele sabia como eu estava. Comecei pela primeira caminha onde estava uma criança de no máximo cinco anos, era tão linda, mas depois da primeira não exitei em destruir as outras, eu sabia que nunca mais seria a mesma depois de hoje, o que estava mudando eu não sabia, só sabia que estava mudando.

Quando cheguei no fim do quarto deixei pra trás trinta e quatro crianças destroçadas e toda parte boa que ainda existia em mim junto com elas, me virei e passei por seus restos em direção a porta, nem Ares conseguia olhar para elas e ver o que fiz, imagine como eu me sentia, respirei fundo com o rosto ainda sem expressão e saí do quarto com ele me seguindo com as orelhas baixas, ele também estava acabado mas não conseguia esconder como eu.

Encontrei nessie e jake no corredor com as cabeças baixas, ela estava com lágrimas por todo o rosto.

-onde estão as outras? — minha voz continuou fria, jake só apontou pra uma escada no fim do corredor que dava ao terceiro andar, seguí até lá mas dessa vez ninguêm me acompanhou, nem Ares.

Subí as escadas e cheguei a outra porta, dessa vez não respirei fundo e não exitei, a abrí e ví a mesma cena do outro quarto, alí enquanto as destruía estravasava toda minha fúria e toda minha tristeza, mas nem um som saía da minha boca, o único som ouvido era o dos corpos sendo desmembrados por mim, pelo monstro, eu só não era mais monstro do que aqueles que iniciaram isso, mas eles teriam o mesmo fim que elas, mortas e destroçadas, por mim.

Quando comecei descer as escadas ouví o choro agoniado de nessie, passei por eles sem dizer nada e descí até o primeiro andar onde liguei o gáz do fogão industrial, esperei um pouco e quando o cheiro forte do gáz ficou impregnado na cozinha me virei pra eles, nessie estava inconsolável.

-vou queimar tudo, saiam daquí — eles não falaram nada, saíram cabisbaixos e eu virei as costas pra essa maldita casa, quando me aproximei da porta de saída acendí um fósforo e o fogo começou de mim e se espalhou por todo o andar de baixo, usei meu escudo físico pra me proteger das lavaredas do fogo e saí pra fora, mas minha vontade era de deixar o fogo me consumir e acabar com o vazio dentro de mim, mas ainda tinha coisas a se fazer, eu não deixaria pra ninguêm fazer aquilo que eu mais desejava, eu mesmo faria.

Passei por eles no jardim e ganhei velocidade de volta para o caminhão, deixando uma casa pegando fogo com exatamente sessenta e duas crianças mortas por mim, deixei também o pouco de crenças que ainda tinha, deixei a ilusão de que o mundo ainda seria melhor, levei comigo minha íra, levei comigo minha maldade e minha crueldade, não me transformei num monstro isso eu já era, me tranformei numa fera.

Notas finais
e então o que acharam?
bjkssss