The Marauders Era: All Have Dirty Secrets
4 Wormtail: Peter Pettigrew
Notas iniciais
Eu me surpreendi em escrever este, Peter é um personagem que realmente foi bom trabalhar em cima.
A verdade era que ele nunca entenderia varias coisas, talvez fosse sorte sua. Ter amigos tão incríveis que as pessoas invejavam em Hogwarts, ter a sorte de estar na casa da grifinoria e deixar sua mãe orgulhosa. O que era mera ilusão, pois ele nunca verdadeiramente pertenceria a aqueles lugares, seus supostos amigos simplesmente gostavam de te-lo por perto pois sabiam que ele era alguém que sempre poderia admira-los e fazer com que rissem de qualquer uma de suas besteiras. Bem como sabia que não deveria pertencer aquela casa, não conseguia ter coragem ou determinação que eram as qualidades mais valorizadas pelo que dizia a musica do chapéu seletor antes da seleção em seu primeiro ano.
Tudo em sua vida era frágil, nunca seria bom o suficiente como ele sabia que deveria merecer. Tinha que ter algo que o fizesse feliz, talvez se procurasse alguém que pudesse ama-lo tudo aquilo pudesse mudar afinal. James mudara por conta de Lily, por que ele não poderia mudar e começar a viver sua própria vida saindo da sombra dos outros?
Ele sabia que nunca poderia competir com os seus amigos no quesito romance, certamente era um fracasso nato para conquistar bruxas. Em Hogwarts nunca tivera qualquer atenção que realmente merecia, Sirius era o senhor pegador da escola, usando seu charme de badboy para as garotas que o pobre Peter nem ao menos poderia sonhar um dia poder sequer trocar qualquer espécie de palavra. James tinha batalhado tanto, e enfim conquistado sua garota enquanto Remus se encontrava sozinho pelo simples motivo de se achar perigoso demais para qualquer pessoa não podendo nem ao menos se relacionar romanticamente com alguém.
As poucas com quem tivera algo haviam o usado como uma forma de descobrir coisas sobre os seus amigos, ele podia sentir e perceber isto conforme via as mesmas garotas que semanas atrás ao seu lado agora parecendo bastante intimas ou de James ou de Sirius, este ultimo era mais frequente.
Aquilo só servia para que ele alimentasse dentro de si a ambição de ser alguém de um dia ser reconhecido e amado de verdade pelas pessoas. Sua mãe o amava, mas ele não podia ter certeza do restante do mundo e apenas o amor maternal não era importante. Não ele queria o que James tinha, queria uma garota especial com quem pudesse passar o resto da vida.
Ele a conheceu um dia, na plataforma 9 ¾ quando Lily se despedia deles e ia para junto de sua família. Os olhos do pequeno Peter nunca em sua vida pareceram tão impressionados antes, nem mesmo quando vira pela primeira vez Lupin se transformar ou mesmo quando ele e seus amigos haviam se tornado animagos no quinto ano.
Aquela era, sem duvida alguma a garota mais bonita que ele já vira em sua vida, ele viu algo além daquela cara fechada e nariz empinado que ninguém via e agora sabia que por mais que Lily certamente fosse a garota mais bela da família isso não deixava sua irmã mais velha para trás. Sim, Peter havia visto algo em Petúnia que muitos nunca haviam notado ou talvez fosse apenas aquela primeira impressão e ele acha-la atraente por conta de suas roupas de trabalho que usava.
Afinal de contas, que chances que ele poderia ter com uma garota mais velha se as da sua idade nem ao menos lhe davam atenção? Elas eram bruxas, elas conviviam com outros bruxos fantásticos e impressionantes, é claro que iriam preferir a estes a um fracassado como Pettigrew. Agora, Petúnia podia não olhar desta forma para ele, talvez pudesse aceita-lo sem se importar com o que ele pudesse fazer de especial afinal ela mesma era uma trouxa de modo que magia não deveria ser importante em seu ponto de vista.
Peter mandou uma carta para Lily confessando seu interesse em Petúnia, não demorou muito para que uma coruja viesse em sua janela com a resposta da ruiva de que aquilo não era uma boa ideia e que era para que ele esquecesse aquilo antes que se decepcionar-se. Peter, no entanto quisera se arriscar, e insistiu que ele queria pelo menos tentar e talvez por pena ou qualquer outro sentimento a ruiva lhe dera o endereço do trabalho da irmã.
Peter foi atrás da mais velha das irmãs Evans por volta do horário de saída a seguindo até um parque do outro lado da rua em que ficava o prédio onde trabalhava. Não soube de onde veio tanta coragem, talvez seu instinto grifinorio estivesse enfim se manifestando, ele não sabia dizer só soube disto quando já se encontrava de frente para a garota pedindo para se sentar ao seu lado.
A conversa foi impressionantemente agradável, iniciou de forma fria pela parte dela que parecia não muito interessada nele nem ao menos o encarando, mas após ele ter começado a se soltar e conseguir usar alguns elogios que sabia que iria funcionar, pois aprendera ao ver Sirius os usando para conseguir garotas, conseguiu a atenção dela.
Peter pela primeira vez se sentia mais próximo de uma garota que toda a sua vida, passara horas conversando com ela ali que nem mesmo vira a noite chegando conforme a tarde se despedia. Eles riram de algumas brincadeiras que ele fazia, em outras o rapaz simplesmente ouvia o que ela tinha para dizer do trabalho e ainda aproveitava para elogia-la sempre que tinha chance para isto.
Quando já haviam percebido o quanto estava tarde, a garota se despediu e pegou um objeto estranho da bolsa e usou como uma pena anotando um sua mão uma serie de números que fez o rapaz olhar confuso para aquilo. “Espero que me ligue, adoraria continuar a conversa com você qualquer dia destes Peter”. Ela sorriu enquanto guardava aquela coisa de escrever trouxa na bolsa e quando olhou para ele, o rapaz retribuiu o sorriso. Não fazia a mínima ideia do que aquilo significava afinal o que ela queria dizer com “me ligue”, mas decidiu que era algo que mais tarde Lily poderia lhe explicar.
E ela então percebeu ao longe o ultimo ônibus que deveria tomar para casa passando, mesmo tentando correr para alcança-lo pelo fato de não poder ser tão rápida quando se usa salto alto. Peter sentiu pena da garota que murmurava algo de ter que encontrar algo chamado telefone para poder ligar para casa, mas antes que pudesse pensar em algo o rapaz já havia lhe pego pelo braço e com um estampido os dois desapareceram.
Peter desaparatou com Petúnia na porta da casa da garota que se separara dele assustada e confusa, tentando encontrar palavras ou mesmo entender o que havia acabado de acontecer. Depois de um cinco minutos, a porta da residência se abriu e uma ruiva olhara da irmã para o rapaz nem ao menos conseguindo segurar a exclamação de surpresa ao perceber de quem se tratava.
Peter pode ver o olhar da mais velha das garotas mudar, para uma expressão seria e raivosa. E então veio, as odiosas palavras que nem ao menos pareciam ser da mesma Petúnia com quem havia tido uma tarde tão agradável.
“O que afinal de contas é isto? Vocês se conhecem é isto que estou entendendo bem?” Ela gritava com raiva, lagrimas saltando de seus olhos escorrendo por seu rosto enquanto soluçava.
“O diabos é isto sua monstra, alguma espécie de brincadeira para gente da sua laia?” Petúnia se dirigia a própria irmã daquela forma, chocando o rapaz que não estava entendendo nada o que havia de errado com a garota para ficar tão escandalizada daquela forma? Ela possuía uma bruxa na família era obvio que deveria estar acostumada com magia, mas não era bem assim.
“Petúnia, ela não tem nada haver com isto” Peter começara a falar, não sabendo ao certo o que estava para dizer. “entenda, desde o dia em que te vi tenho pensado em você...então eu...”.
“Espere, você o que? Então não foi a primeira vez que me viu, o que achou que iria conseguir algo comigo tão fácil assim?” Ela se encontrava com o rosto completamente vermelho enquanto esbravejava, seus soluços haviam acabado, mas sua voz parecia estar ficando rouca de tanto gritar.
“Eu gosto de você, de verdade... e acho que você pode gostar de mim” Peter se surpreendeu mais tarde como ele havia sido ousado em suas palavras ou a melhor palavra seria tolo para aquela situação. Um estalado tapa então veio da garota, e ele sentiu o rosto queimar na área atingida.
“Eu nunca iria poder gostar de alguém como você” Ela falara pausadamente enquanto se afastava. “nunca ninguém com juízo iria querer algo com alguém como você...” Petúnia tropeçara quase caindo se não fosse por ele lhe dar apoio. “Não me toque, me largue... nunca mais coloque um dedo em mim” ela o empurrara para longe.
“mas...” Peter não evitava, seus olhos estavam marejados, sua voz morria em sua garganta por não haver mais nada a dizer. Era uma guerra perdida.
“nunca mais fale comigo, nunca mais olhe para mim enquanto viver.” Ela já estava a alguns passos de distancia quase em casa. “você é um anormal, uma aberração como ela...” A garota indicara a irmã. “Vocês dois e sua gente são desprezíveis, imundos isto que são.”
Então ela se foi. Lily se aproximou para consola-lo e o rapaz chorou em meio ao abraço que recebia da garota, em seu peito toda a alegria daquela tarde parecia ter ido embora. Petúnia havia não apenas partido seu coração, ela o destruiu, o estraçalhou sem deixar nada ali que pudesse ainda lhe dar alguma esperança.
Peter nunca realmente havia tido preconceito contra trouxas. Mesmo quando seu pai que era um trouxa havia abandonado sua mãe e ele após descobrir que eles eram bruxos. Aquilo ele podia tolerar, mas a atitude de Petúnia, não conseguia compreender, era completamente chocante saber que uma garota que havia sido tão agradável com ele diferente de todas as outras que conhecia simplesmente o havia repudiado e desprezado ao saber que ele era um bruxo.
Ele havia ido para casa, e pensado sobre aquilo por um bom tempo. Então ele começou a odiar Petúnia, e não apenas ela como todos os trouxas que existiam que simplesmente não conseguiam tolerar o que era diferente. Talvez toda aquela historia de guerra contra as trevas fosse idiotice, talvez os trouxas realmente merecessem pagar por ter feito o que fizeram no passado com os bruxos e ainda fazem obrigando-os se esconder ou mesmo os odiando por serem diferentes.
Agora ele sabia, ele queria que os trouxas pagassem. Peter não se importava com o que teria que fazer, ele iria garantir a vitória das trevas sobre a luz, mesmo que para isto tivesse que ficar contra seus amigos. Ele queria poder, agora ele não se importava mais com amor, isto era para os tolos e no final iria acabar. O poder poderia ser eterno, e o lord das trevas poderia dar isto a ele.
Nunca ninguém deveria saber, Lily guardaria o segredo e ele iria manter silencio sobre aquela noite. Quando perguntado sobre sua traição aos seus amigos, ou mesmo porque havia ido para lado das trevas todos iriam deduzir que havia sido covarde. Que preferia o lado mais forte naquele momento.
Peter simplesmente não podia dizer que quem havia lhe aberto os olhos e o feito se tornar o que era, havia sido uma trouxa por quem em um único dia conseguira lhe fazer amar e que na mesma noite lhe fizera saber que o amor não existe de verdade.
Notas finais
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