The Marauders
2 Where is the map?
Notas iniciais
POV. James Potter
Acenei para Remus e Dorcas para que nos avistassem, quando finalmente notaram a nossa presença, vieram a nossa direção e foi aí que eu notei que o Pedro estava com eles. Aí você me diz "nossa, você nota seu amigo só agora, nem se importa com ele", a culpa não é minha se o Remus é um poste e fica tapando todo mundo que está atrás dele. Acabei rindo da cena, o Pedro andava se arrastando com o casal, retratando claramente aquelas ocasiões em que o casal de amigos te convida pra sair e fala "vamos, vai ser legal" e no final você acaba ficando de vela.
Cumprimentei todos e ficamos conversando sobre o que nos esperava no último ano em Hogwarts. Até que finalmente aparece uma figura ruiva correndo para abraçar a amiga.
— Oi Remus, oi Sirius — ela desviou o olhar para mim com certa raiva — Potter...
— Bom dia Lírio — falei com aquele sorriso maroto, que era infalível com praticamente todas garotas de Hogwarts, mas Lily não ligava, ela era uma excessão, não era como as outras...nunca foi.
— É Evans, Potter!
— Isso mesmo, é Evans Potter! Pode tirar a vírgula!
No exato momento em que Lily levantava a mão para me dar um tapa, chegou a Lene que segurou o braço da melhor amiga, impedindo-a de me bater. Senti Sirius sorrir involuntariamente quando notou sua presença.
— Uau Lene, chegou na hora certa — eu disse a cumprimentando.
— Acabei de evitar que Lily te assassinasse, me agradeça — disse ela brincalhona — Aliás, senti a falta de vocês.
Quando tinha chegado a hora de embarcar, acabamos ficando em uma cabine diferente das meninas, para a tristeza do Remus, que parecia querer aproveitar o maior tempo possível com a namorada.
— Ouvi dizer que Lucio Malfoy está envolvido com comensais da morte — comentou Remus sentando no banco, Pedro pareceu congelar quando ouviu a palavra "comensais da morte", acho que deve ser medo...
— Não é novidade para ninguém, não sei como não fazem nada em relação a isso — disse Sirius.
— Talvez seja porque precisam ter certeza antes de tomar alguma providência, não se pode ser precipitado com um rumor criado por alunos, por mais que eu acredite na possibilidade — respondeu Remus.
— As coisas estão começando a ficar mais graves — falei entregando um jornal bruxo e apontando para a primeira capa — Semana passada um bruxo matou 5 trouxas sem motivo nenhum em um banheiro de um restaurante.
— Eu não entendo como alguém consegue fazer uma coisa dessas...Mas vamos mudar de assunto, porque parece que alguém aqui está ficando com medo — disse Sirius olhando diretamente para Pedro que apenas engoliu o seco.
POV. Sirius Black
Estávamos quase adormecendo na cabine até que chegou a moça com o carrinho de doces, o que pareceu dar uma animada na gente.
— Você pegou de que? -perguntei para James.
— Cera de ouvido, que vontade de vomitar. Sério, como alguém é capaz de inventar uma coisa dessas? De que você pegou Pads?
— BlueBerry — eu disse vitorioso.
— Sortudo...- suspirou Remus.
— Moony, parece meio estranho eu te perguntar isso, mas eu preciso-falei sério- Como é que você sabe que está apaixonado?
— É indescritível meu caro amigo pads, depende do que você sente, mas basicamente é algo forte que você nunca sentiu por nenhuma outra pessoa no mundo, algo diferente e bom...
Encostei a cabeça na janela e fechei os olhos. Fiquei pensando sobre o que ele disse, eu me identificava com tudo aquilo, seria isso bom? Só sei que é angustiante quando não sabe se sentem o mesmo por você. Eu não consigo acreditar muito nessa situação, eu sou Sirius Black, eu nunco sofro por uma garota, mas Marlene Mckinnon tem me deixado confuso desde o quinto ano.
Quando finalmente chegamos a Hogwarts fomos recebidos com um belo banquete no salão principal. Eu estava faminto, então nem preciso dizer que ataquei todos os pratos e Lene me olhou com uma expressão de reprovação.
— Sirius, você poderia parar de comer como um cachorro?
— Lene, eu sou um cachorro.
— Em todos os sentidos — ela acrescentou.
Eu sabia que ela não queria dizer que eu era um cachorro apenas porque eu comia exageradamente e porque eu me transformo em cachorro para ajudar Remus em seu problema peludo, mas também por causa da minha fama de mulherengo, e isso a incomodava, era bem visível.
Quando acabou a janta todos fomos aos dormitórios nos preparar para dormir, mas isso nunca acontece com os marotos, até parece que a gente vai dormir cedo.
— São tantas histórias nessa escola — comentou Pedro enquanto se jogava na cama.
— Pois é! Vocês lembram daquela vez em que achamos que alohomora poderia abrir a porta do dormitório das meninas? -lembrei e todos riram.
— Ou daquela em que Sirius quase botou fogo na sala de poções — disse James rindo enquanto eu ficava totalmente emburrado.
— Ou daquela em que o James saiu correndo quando viu um fantasma no primeiro dia em Hogwarts — revidei.
Enquanto tirava os meus pertences da mala notei que algo estava faltando...
— Por acaso o mapa está com algum de vocês?
— Não...
— EU NÃO ESTOU ACHANDO — eu disse sentindo meu rosto queimar — E eu não deixei em casa, eu tenho certeza.
— Eu não acredito — disse James irritado — Devemos ter perdido aqui mesmo, acho melhor irmos procurar, vai que alguém roubou?
Pegamos nossas varinhas e a capa de invisibilidade e fomos procurar o mapa em silêncio para não sermos descobertos, já que todos deviam estar dormindo. Era nossa obrigação achar aquele mapa, mas seria difícil.
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