The Marauders
4 It's hard
Notas iniciais
POV. Lily Evans
É um pouco difícil levantar sabendo que vai ser mais um dia tendo que aguentar as cantadas baratas de James Potter. Aquele sorriso malicioso que ele faz toda hora que me convida para sair ou aquela sobrancelha erguida sempre que eu levanto a voz para dizer o clássico "não" haviam se tornado cada vez mais frequentes nos últimos anos, e aquilo já me deixava cansada. Você provavelmente está pensando que estou pegando pesado com o Potter, mas eu vou te dizer a verdade : se ele não fosse um cafajeste e não ficasse se agarrando com qualquer uma pelos cantos do castelo, eu TALVEZ aceitaria sair com ele, mas infelizmente as coisas não funcionam assim.
Lá estava eu tomando café e conversando sobre coisas trouxas das quais Dorcas parecia entender enquanto Lene fazia uma expressão totalmente confusa, quando chegou o Remus sozinho, exatamente, S-O-Z-I-N-H-O, acho que Merlim ouviu minhas preces.
— Onde estão o resto? — Lene perguntou
— Dormindo, não consegui acorda-los, vocês sabem como eles tem um sono pesado.
Remus era com certeza o mais decente dos marotos, ele tinha um aroma bom de livros velhos pelas horas que passava na biblioteca que era misturado uma vez ou outra pelo cheiro de algumas poções que aprendíamos a fazer. Ele era completamente focado nos estudos, e junto comigo fazia parte dos alunos dos quais os marotos questionavam o fato de não terem ido para a Corvinal.
A nossa primeira aula seria de História da Magia, e foi exatamente aí que a minha paz acabou. No meio da aula apareceram Black, Pettigrew e Potter ofegantes, provavelmente por correrem após perceberem que estavam atrasados. A aula ocorreu normal até que um papel amassado invadiu a minha mesa.
Você aceita ir comigo no passeio a Hogsmeade?
Olhei para trás e vi o Potter me encarando enquanto passava a mão nos cabelos numa tentativa fracassada de arruma-los. Suspirei e rasguei o papel em quatro pedaços.
POV. Marlene Mckinnon
Eu nunca me canso de dizer que as aulas de História da Magia são as mais tediosas que podem existir. Olhei para o lado e vi uma Lily focada e mais distante dois marotos quase dormindo.
Quando a aula finalmente acabou, vi James correndo em minha direção um pouco nervoso.
— Lene, preciso da sua ajuda.
— Com?
— Lily. Eu não entendo como alguém pode me ignorar tanto.
— James, você sabe o quanto ela se sente insegura em relação a você, porque hoje você está chamando ela para sair e amanhã vai estar chamando mais cinco.
— Mas você sabe que eu amo ela, de verdade.
— Eu sei, mas falta ela saber.
— Então o que eu faço? — ele perguntou angustiado.
— Faça o que ela quer, comece a chama-la de Evans e pare de convida-la para sair. Se você acha que a Lily não é como as outras então seja diferente com ela e não fale com um tom de segundas intenções, você tem que ir aos poucos.
— Veja se não é o veado apelando para os conselhos femininos — interrompeu Sirius.
— É cervo! CERVO! — disse James — Mas já que eu consegui o que eu queria, vou deixa-los sozinhos. Obrigado Lene!
— Ele está caidinho por ela — debochou Sirius.
Aquele tom de deboche sempre arrancava um riso meu e ele sabia disso, basicamente Sirius sempre soube me alegrar até nos momentos mais difíceis. Até quando ele não conseguia se alegrar.
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