The Marauders

1 Chapter I - Angel (Sirius/Marlene)


Notas iniciais
Na ausência de criatividade para terminar De Repente Mães, e no tempo ocioso no serviço nasceu esse conjunto de ones pequenas e bobas.

Sirius Black (Guitarrista do The Marauders)

Ela estava me encarando com os enormes olhos azuis brilhantes e tinha um sorriso bobo no rosto. Já havia se aninhado na cama, usando minha camiseta e com os cabelos presos em um coque ridiculamente desgrenhado. Marlene nunca me pareceu tão sexy quanto naquele momento. Estava sentado á sua frente com o violão apoiado na perna, dedilhando o início da musica que a fazia dançar onde quer que estivesse.

Seu sorriso se iluminou quando minha voz, mesmo que desafinada, começou a acompanhar as notas. Ela sabia que nada soaria tão sincero quanto aquela canção para nós. Marlene era meu anjo.

Eu já havia cantado aquilo em alguns shows, notando-a me encarar e mexer os quadris sensualmente ao ritmo da guitarra. Já tinha visto como ela repetia o refrão comigo, olhando em meus olhos.

De alguma forma, a modelo bonita e nímia havia entrado em minha vida e me encantado com os olhos de estrelas. E acabei vendo que ela podia sim ser um pouco mimada e irritante, mas não supérflua. Aos poucos ela havia se tornando minha redenção.

A vi pela primeira vez como a mulher que era em uma capa de revista, com os cabelos cacheados e o sorriso sedutor, deixando em xeque os lábios bem desenhados. Ela era sim uma das mulheres mais gostosas do mundo a meu ver e chamava a atenção com as longas pernas que se insinuavam sensualmente nas curtas saias dos conjuntos CHANEL que desfilava por Londres quando estava na cidade.

Começou com uma troca de olhares lascivos em um bastidor de desfile, onde ela exibia-se na passarela com trajes mínimos e eu observava sua desenvoltura sentando na platéia. Ao passar confiantemente por mim, encarnando as câmeras e sorrindo, percebi que a queria.

Eu a queria da forma mais sexualmente possível e a queria já.

Começamos a nós encontrar conforme nossas agendas combinavam. Às vezes em Milão, outras em Paris e então aconteceu em Berlim. Quando vi seu sorriso ofuscar todas as outras garotas que estava ali. E eu toquei pra ela, toquei pra que ela dançasse e continuasse sorrindo daquela forma pra mim.

Éramos figuras publicas, e desde que nos descobriram caminhando juntos em uma praia espanhola, os tablóides europeus fizeram festa. Muitas e muitas vezes Marlene era dita “grávida”, outras que eu fora encontrado em uma casa de prostituição em Amsterdam. Lidávamos com boatos o tempo todo.

Mas eu era egoísta, e por muitos momentos quis Marlene só pra mim, esquecendo-me de quem ela era e de que mesmo estando juntos, ela não me pertencia. Nossas discussões começaram e ela afirmava que era livre, livre porque ninguém podia tomar posse de outro. Porque ela chegara até onde conseguira sozinha e livre, Seu discurso feminista me irritava. E afirmava que só ela mesma podia tê-la de corpo e alma. Ela não era minha. Ao contrario do que pensara, a garota dos olhos de estrela tinha total controle sobre si e parecia segura ao tomar suas decisões. Ninguém falava por ela, ela respondia por si. E quando ela me encarou uma ultima vez antes de sair do quarto de hotel, mostrou a força que eu jamais tive.

Semanas se passaram e viraram meses, Marlene continuava linda, confiante e livre. Ainda desfilava pelo mundo com os mesmo olhos estrelados que me conquistaram. E por mais que eu continuasse tendo mulheres aos meus pés, nenhuma delas me fazia querer tocar somente pra ela. Nenhuma delas ofuscava a platéia que eu tanto lutara pra conseguir.

E em uma noite, onde eu jazia bêbado e desacordado ela entrou em meu quarto e cuidou de mim. Esteve lá quando eu dizia palavras sem nexo e sorriu ao ouvir minhas piadas. E eu percebi que ela podia ser dela, desde que eu pudesse ser seu também. Ela era uma redenção pra mim. Um anjo de sorriso sedutor e voz arrastada, que suspirava com meus beijos em seu pescoço elegante e em seu rosto de traços delicados. Percebi que por mais que o mundo a visse, apenas eu enxergava sua alma. Ela me permitiu ler seus sorrisos, compartilhar muito mais que noites de sexo e prazer. Ela me deixou ancorar em seu ser, e a partir daí se dividiu comigo. Deixou-se ser minha, eu deixe-me ser seu.

Meu anjo, imperfeita a sua maneira, mimada e de sorriso bobo enquanto eu tocava somente pra ela, naquele quarto onde nossos olhares diziam mais que qualquer conjunto de palavras. Ela era minha salvação, a luz e era bem mais do que eu merecia. Ela era minha enquanto fosse sua. E por aquela garota eu deixaria o estádio mais lotado, o show esgotado e abriria mão dos maiores prêmios apenas pra vê-la cantar comigo, baixinho e sorrindo. Enquanto estivéssemos nos pertencendo estava tudo bem, estava tudo certo.