The Mansion

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Não sou boa com terror (embora eu tenha ficado com medo quando escrevi essa história ontem a noite), eu espero que gostem.

Teresa, Teresinha, como a chamavam. Ela estava de viagem de uma cidadezinha Piauí, chamada Cristino Castro para São Paulo, capital, comemorar seu aniversário de 35 anos com seus parentes. O ônibus havia enguiçado, então parou em uma cidade pequena na Bahia para consertar o ônibus e seguir viagem no dia seguinte, como a empresa não cobria a viagem completa de cada passageiro teve que encontrar um lugar para dormir na cidade e estar de volta na rodoviária às seis e meia da manhã. Teresa que estava com suas malas grandes e pesadas e o seu salto escarpam (pois como estava indo para São Paulo, queria passar uma boa impressão) começou a procurar por uma pousada.

Como a cidade era pequena, ao havia poucas pousadas nelas, e todos os passageiros se apressaram para conseguir vaga.

-Com licença moço, o senhor tem um quarto vago? – Ela perguntou com suas malas na mão.

-Não, desculpe.

-Certo. Obrigada. – Ela saiu à procura de outro lugar.

Todos os lugares que ela ia, sempre a mesma resposta.

-Desculpe, mas não há vagas.

Seus pés estavam doloridos por andar incansavelmente naquela estrada de barro e em baixo de sol quente. O céu estava escurecendo e ela estava precisando urgentemente de descanso.

Embaixo de uma cabana de palha (aqueles quiosques ao qual vendem coco e outras coisas nas ruas) estava um velho senhor, repousando em sua cadeira de balanço velha e rangente. Teresinha se direcionou a ele com o resto de força nos pés que tinha e colocou suas malas no chão, sentando em cima delas.

-Olá. – Ela disse.

-Pois não, moça? – Ele perguntou.

-O senhor sabe que algum lugar que eu possa passar a noite por aqui?

-Bom, existe aquela mansão ali. – Ele apontou para uma mansão antiga e com a pintura descascando, que havia no morro mais alto da cidade seguido por um lance enorme de escadas que só de olhar fez o pé de Teresinha gritar. – Mas eu não aconselho a passar a noite naquele lugar.

-Por quê? – Ela perguntou, mas quando voltou os olhos para o velho senhor, ele havia sumido. – Bom, desde que dê para dormir... – Ela disse e voltou a pegar suas pesadas malas.

Ela parou no pé da enorme escada e tirou seu escarpam, onde seus pés descalços encontravam-se bolhas e calos, devido à longa caminhada.

-Maravilha... – Ela murmurou para si mesma e com esforço começou a subir as escadas.

Após uma longa subida ela chegou até a mansão. De perto era ainda mais assustadora. Suas janelas estavam sujas e quebradas, o vento passava pela madeira envelhecida fazendo-a gemer de um jeito horripilante, a porta estava aberta, e para não parecer pior do que já estava Teresinha colocou com esforço seu escarpam e caminhou dolorosamente até a recepção.

No balcão sujo estava um homem que aparentava ter uns vinte e poucos anos. Ele tremia de medo e seus olhos rodeavam o local, como se estivesse procurando alguém que o vigiasse.

-Com licença, eu gostaria de um quarto para...

Antes de terminar a frase, o rapaz jogou uma chave para ela e saiu correndo da mansão, poucos segundos depois ela ouviu um barulho de um carro partindo velozmente daquele lugar.

-Nem aceitou pagamento... Melhor para mim. – Ela sorriu consigo mesma e foi em direção ao seu quarto.

Depois de muita procura devido à mansão ser bastante grande e ter vários quartos, ela conseguiu encontrar o seu quarto, o 207. O interior não era muito confortável, a cama velha e com as colchas empoeiradas, o armário quebrado e a janela que estava lacrada e não se podia abrir. Ela colocou as malas no chão e sentou no colchão, ao menos este parecia confortável.

Ela pegou uma toalha e seus utensílios pessoais e se direcionou ao banheiro que havia no quarto, era sujo e fedia, mas pelo menos a água era limpa. Após um banho rápido ela vestiu sua camisola fina e confortável, e olhou pela janela envidraçada, lá fora, de cima da mansão, dava para ter uma vista muito boa de toda a pequena cidade. Cansada, e vencida pela dor e pelo sono, Teresa se aninhou na cama com seu cobertor rosa que havia trazido na mala e adormeceu.

←۞→

‘BLAM!’

O barulho fora tão forte que Teresinha acordou com um salto, devia ser três horas de manhã e ser acordada antes do horário certo ativava o stress estremo de Teresinha, que no momento sua expressão de raiva tomou posse de seu rosto. Ela saiu da cama e abriu a porta, não encontrou ninguém, o barulho vinha de algum lugar em baixo da casa, do porão. Ela desceu as escadas e os barulhos ficaram mais fortes, algo como, alguém empurrando móveis pesados, pessoas entoando cantigas sombrias, som de correntes sendo arrastadas e pratos sendo derrubados.

Teresinha abriu a porta do porão com uma raiva imensa e o que ela viu foi.

Havia um rosto de uma mulher de branco pálida na pequenina janela do porão ao qual com a boca aberta cantava uma ópera sombria, no canto escurecido do recinto uma corrente se mexia sozinha como se alguma coisa invisível estivesse presa ali e quisesse sair. Móveis estavam se mexendo sozinhos e havia uma sombra na parece que se mexia, mesmo com a baixa luminosidade e o fato que nenhum objeto sólido estava projetando-a. Teresinha soltou um grito.

-MAS QUE BADERNA É ESSA? – Sua face estava vermelha.

A sombra da parede se virou para Teresinha e apontou o dedo.

-Você não devia estar aqui. – Sua voz era uma voz dupla, como se duas pessoas estivessem falando ao mesmo tempo, era grossa e horripilante.

-Não devia mesmo, eu devia estar lá em cima dormindo, você por um acaso sabe que horas são? – Ela disse com o rosto mais vermelho que nunca.

-Escute... – Ele disse se aproximando de um jeito fantasmagórico.

-Não meu querido, VOCÊ que vai me escutar. – Ela disse apontando o dedo para a sombra. – Eu acabei de chegar de viagem, e eu andei por essa cidade toda com um salto enorme, em uma estrada de chão embaixo do sol quente, subi uma escadaria enorme e meu pé está dolorido e cheio de bolhas. Eu estou cansada, com sono e amanhã eu tenho que acordar cedo! – E sem tomar fôlego ou deixar outra pessoa se manifestar ela prosseguiu. – Se vocês estão assombrando aqui por que morreram aqui, ou mataram a mulher ou querem vingança POUCO ME IMPORTA! Se quiserem assombrar ASSOMBREM EM SILÊNCIO POR QUE EU QUERO DORMIR! Estão mortos, mas eu não estou então sosseguem a periquita de vocês. BOA NOITE! — E dizendo isso Terezinha bateu a porta do porão com força, e voltou para o quarto onde dormiu o resto da noite tranquilamente.

Notas finais
Eu não sou boa com comédia, mas eu espero que gostem. E se verem alguma assombração perturbando vocês, estejam no controle da situação.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!