Notas iniciais
Olá! Eu ainda não tenho previsão de quando postarei o terceiro capítulo. E estou com tanto sono que não revisei esse. Então perdão qualquer erro, obrigada aos que deixaram reviews e boa noite.

Assim que eu fechei a porta de casa, minha mãe me chamou, “Quinnie, é você? Venha aqui.” Eu deixei minhas coisas na escada e segui o som da voz dela até a sala de estar. “Oh, aí está você,” Mamãe disse. “Você pode cuidar da Hannah por uns minutos? Eu preciso ir ao banheiro”

Hannah era o bebê da minha irmã, Frannie e estava passando uns dias conosco. “Ei, Hannie,” Eu balbuciei, levantando-a no ar ela sorriu para mim, ela tinha covinhas. Tão fofa. Eu arrumei Hannah nos meus braços e dei a mamadeira a ela, então atravessei a sala e me sentei no sofá. Apoiei Hannah nas minhas pernas. Ela acabou e bateu os braços gordinhos. Deus, ela era preciosa.

Minha mãe voltou, suspirou de alívio enquanto prendia o cabelo e sentava-se na poltrona, ela perguntou, “Como foi o seu dia?”

“Bom.” Eu respondi enquanto Hannah brincava com os meus dedos, “Como foi o seu?”

“Exaustivo.” Ela respondeu massageando as têmporas.

“Uh. Será que você pode me passar essa toalha?” Hannah estava se babando completamente. Minha mãe levantou e entregou-me a toalha. “Sua irmã vem buscar Hannah esse final de semana.” “Já? Eu quase não tive tempo de ficar com ela.” Eu passei os dedos pelo rosto de Hannah.

Minha mãe se sentou no braço do sofá passando a mão nos meus cabelos. “Eu sei como você se sente sobre Hannah, mas ela é filha da sua irmã, você vai ter um tempo com ela da próxima vez.” “Tudo bem.” eu suspirei “Eu entendo.”

Mamãe respirou fundo. “Eu aprecio sua paciência com a sua irmã.”

Como se eu tivesse alguma.

“Eu vou ser breve agora, você estará deixando a escola em breve. Muito em breve.” Mamãe mexeu no meu nariz. Ela pegou Hannah de volta e perguntou, “Para onde Finn está indo? Ele já se decidiu?” “Havia uma bolsa para jogar futebol, da ultima vez que eu ouvi.” Era um assunto que nós evitávamos, tipo uma praga. Finn queria que fossemos para o mesmo lugar, a probabilidade disso acontecer era inferior a zero. Ele tinha metas. Ele seria um grande jogador de futebol. Com vinte e cinco anos ele seria casado, com dois ou cinco filhos, um cachorro, uma garagem com vaga para três carros – e um grande queijo grelhado. Ele disse que não conseguia suportar a ideia de sermos separados por quatro anos, que mesmo se entrássemos na mesma faculdade deveríamos tentar ficar perto. Tal como vinha sendo. Ele esteve me pressionando a me inscrever – para alguma coisa, qualquer coisa. – nas universidades onde lhes eram oferecidas bolsas.

Eu rolei para fora do sofá e estiquei meus pés. Me espreguicei e bocejei. Mamãe e Hannah foram para a cozinha, eu pensei alto, “Merda, eu tenho um monte de dever de casa para fazer.” Minha mãe deu a volta e franziu a testa para mim.

“Perdão, Hannie.” Eu falei colocando minhas mãos em suas pequenas orelhas. “Você não ouviu nada dessa boca suja.”

Minha mãe me encarou séria, mas não pode evitar um sorriso.

“Diga-me novamente porque eu tenho que tomar tantas classes nesse semestre.”

Eu falei pegando minha mochila na escada.

“Porque você tem que ganhar uma bolsa. Eu não quero ter que recorrer a Russel.” Eu suspirei e assenti. “Essas classes vão ficar bem no seu histórico escolar” Mamãe disse, “Vamos lá, mostre que você está falando sério.”

“Sobre a especialização em masoquismo?”

Ela me ignorou. “Isso vai deixar você adiante. Oh, peça para Emma lhe dar outro folheto daquele sobre bolsas em universidades privadas, certo? Só no caso de precisar.”

Apenas no caso d’eu ser uma rejeição universal.

Suspirando, eu joguei minha mochila na cama e comecei a retirar as coisas dela. O saco branco da farmácia na escrivaninha chamou a atenção, então eu corri para o banheiro e abri. Wow, eu me esqueci de passar na farmácia depois da escola para pegar meus anticoncepcionais. Eu esqueci na segunda-feira e na terça-feira. Mamãe surtaria se eu engravidasse de novo? Ela me mataria. Ela tem planos para Quinn Fabray. E eles não incluíam o que Quinn Fabray queria. O que quer que fosse.

***

O toque do meu celular me desprendeu do livro de história. Eu marquei a página e fechei o livro enquanto procurava o meu celular dentro da bolsa, atendendo o celular no quarto toque, “Alô?”

“Querida, você precisa dar uma pausa nos estudos?” Finn disse com sua voz mais sugestiva.

“Sim, mas se eu fizer isso eu nunca vou voltar pra eles.”

Ele riu, “Posso ir até aí?”

Eu olhei as horas. Vinte para as onze. “Por pouco tempo. Eu ainda tenho que resolver meus problemas de matemática.”

“Te vejo em dez minutos,” ele disse e desligou.

Eu guardei o celular e voltei a ler. Alguns minutos depois, uma batida soou na janela do porão. Pulei da cama e desci as escadas correndo, o rosto de Finn se materializou na janela da porta dos fundos. Ele deu um passo à frente e entrou na cozinha. “Sua mãe está acordada?” Ele sussurrou.

“Não, ela foi dormir cedo,” Eu sussurrei de volta.

“O bebê dragão já adormeceu?” Eu balancei a cabeça. Ele meneou as sobrancelhas. “Finn, nós não podemos demorar, certo?” Ele subiu as escadas atrás de mim.

Fizemos um sexo bom, rápido e silencioso. Talvez depois de um ano se supunha que fosse assim. Fácil. Ensaiado. Ele foi embora pouco antes da meia-noite, me deixando com mais duas horas de dever de casa. Decidido, nova regra. Nada de sexo em noites antes da aula. O que inclui os domingos. Minha mãe não deveria se orgulhar?

***

Notas finais
Reviews são sempre aceitos.