The Magic Become Us
1 Prólogo
Data desconhecida.
—Vamos! Não o deixem escapar! – Gritava uma voz rouca e enfurecida na escuridão da noite.
—Os magos de animália localizem o traidor imediatamente! Não possamos deixar que ele fuja. O resto continuem a localizar o portal. Lembrando, se ele encontrar o portal antes de nós, Ernest ficará furioso!- Gritava um homem encapuzado, na qual a única coisa que dava para ver era seus longos cabelos pretos que ficavam a mostra por debaixo do capuz escuro.
— Assim que o localizarem, me deem o sinal para eu estraçalhá-lo. – Disse o homem retirando seu capuz, na qual mostrava um rosto de um grande soldado de cabelos lisos e longos, seus olhos eram vermelhos e uma aura preta envolvia seu corpo. Ele olhava para cada um de seus aliados como se estivesse caçando uma presa, pronto para agoniza-la antes de destruí-la. Finalmente algum dos seus companheiros se manifesta.
—Nessa direção. – Diz um homem magro, de cabelos castanhos e olhos azuis escuros apontando para o sudoeste – Ele se encontra a 600 metros. –
Mal terminara de falar, o soldado de cabelos negros estica sua mão direita para o chão e sua aura começa a se intensificar, amedrontando todos seus companheiros. Depois de segundos toda sua aura começa a canalizar em sua mão, formando uma arma disforme, que em pouco temo se revela uma foice.
O soldado esboça um sorriso diabólico e parte em direção do alvo numa velocidade sobrenatural. Após saltar do topo da colina onde se encontrava, ele avança por debaixo das sombras de um bosque escuro, local onde o alvo se encontrava. Ele estava decidido a abater e saborear sua presa, o que teria dado certo caso sua presa não tivesse ciência dele . O soldado encontra o alvo sentado na sua frente, com os olhos fechados e em uma posição serena, literalmente o esperando.
—N-Não pode ser! E-Então você é o traidor! – disse o soldado indignado e confuso, "como que essa pessoa poderia ser mesmo o traidor?" pensava ele.
Mas a pessoa respondeu em calado apenas balançando sua mão direita no ar, quando palavras começaram a aparecer no ar:
NEM TUDO É COMO PARECE SER
DIZEM QUE EU SOU A PESSOA QUE TRAIU O CONSELHO, MAS EU FUI ENGANADA E O VERDADEIRO TRAIDOR ESTÁ IMPUNE.
O soldado se espanta com o que lhe foi revelado, mas após pensar brevemente ele assume postura de combate, fazendo com que o alvo esboce um sorriso.
NÃO QUERO LUTAR, MAS SE NÃO ME DEIXAR OPÇÕES, NÃO IREI MAIS ME SEGURAR.
—Você está me subestimando, lixo! Acha que eu sou apenas um mero sold... – Fora interrompido com uma perfuração causada pelo traidor, ou melhor, pela traidora. Que com suas garras estocou a garganta do soldado.
—Você que não deveria me subestimar, afinal, eu sou a herdeira do cargo de líder do conselho. Essa é sua última chance, renda-se Torn e eu lhe pouparei. – Disse a mulher limpando sua mão com algo que parecia sangue.
Ele segurou o pescoço, que em segundos estava regenerado e após uma longa gargalhada ele voltou a expandir mais sua aura, fazendo-o desaparecer na escuridão.
—Agora você conhecerá o verdadeiro conceito de sofrimento. —
Num piscar de olhos, Torn estava atrás de Alice, a traidora, que suavemente desviou de um ataque horizontal com sua foice das trevas.
—Terá que ser muito mais rápido e silencioso para me acertar com um golpe desses — Diz a mulher ruiva com desdém
— Mas, que seja! Agora é seu fim. – enfatiza com um leve sorriso.
Alice transforma suas duas mãos em patas de leão e aparece atrás de Torn num piscar de olhos.
—Muito lento – Diz a mulher antes de ir para frente dele e quase arrancar sua cabeça com uma patada, na qual não conseguiu porque ele se esquivara com dificuldade, mas sofrera danos severos, seu olho esquerdo estava perfurado e seu rosto sangrava muito.
Torn fica a encarando e aponta os dedos na direção do alvo durante alguns segundos, criando uma esfera negra em cada dedo seu, que crescia gradualmente com o passar do tempo. Ele estica suas mãos para o céu e dispara as esferas como se fosse um sinalizador, era esse o sinal que todos esperavam. Inúmeros soldados começaram a descer colina abaixo, todos focados em parar o traidor custe o que custar. Mas os feixes criados por Torn fizeram uma curva para baixo e começaram a se dividir, criando uma chuva negra.
—Quando os feixes tocarem o chão você não terá mais para onde escapar. – Concluiu Torn, caindo no chão. A mulher virou e saiu correndo, fora a ultima coisa que Torn viu antes de desmaiar.
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