The Made Of Love
1 Chapter 1 - The return of a long lost friend.
Notas iniciais
CHANGMINS POV
A chuva já tinha afastado todas as pessoas que outrora houveram dedicado umas três horas ali, a olhar para ambos os defuntos deitados naqueles dois caixões de madeira escura. Exeto eu. Sinceramente, não tinha nenhum tipo de afeto por aqueles dois dos quais se designavam meus pais, porém, algo impediu com que minhas pernas se movessem do local. Talvez um miúdo senso de sensibilidade que ainda me restava, acho eu.
Segui direcionando o olhar àquelas figuras até ao som da buzina que surgiu e logo pus-me a andar dali, indo em rumo ao carro.
CHANGMINS POV OFF
Entra longo Changmin, está chovendo demais. Disse August, tio de Changmin. Um homem de estrutura média, não muito favorecido sendo que seu corpo era visivelmente velho; uma barriga nada reduzida, ausência de cabelo. E claro, ele nunca se esquecia de seu charuto.
Max nada disse, apenas adentrou o veículo, desleixou educadamente suas costas no encosto do estofado cruzou as pernas e enfim, suspirou. Isto bastava para evidenciar um possível estado nervoso ou então mesmo, irritado.
August bufou num suspiro sínico e rude, logo, gesticulou com a destra dando assim ordem ao motorista para que seguissem até à mansão. Não demorou muito para que chegassem ao destino desejado. Saíram todos do veículo e quando entraram na casa, a imagem que esta dava era de algumas pessoas trajadas com uniformes.
O corredor principal era enorme mesmo estando preenchido por duas fileiras de 14 empregados em cada lado; uma fila de homens e a outra de mulheres.
Changmin entrou acompanhado de seu tio e de dois de seus diversos seguranças, enquanto estes passavam a meio dos serviçais cada um destes dava seus pesemos a Max; tais como: Lamento imenso, Espero que esteja bem etc. Max sequer olhava para eles, na verdade pouco se importava com os ditos deles.
Chegou ao fim do all de entrada e Yonna pôs-se atrás dele, retirando-lhe timidamente o casaco molhado. Max não olhou a garota muito menos a agradeceu, pensava ele que ela fazia nada mais que sua obrigação já que era uma simples empregada como muitas outras.
O moreno seguia até ao quarto de banho, trajava agora somente um roupão de cor de vinho. Cerrou a porta do local este bastante requintado; os azulejos quase impunham o reflexo do rapaz de tão limpos que estavam, a pia media mais ou menos uns três metros de largura, a banheira bastante grande e o restante do cómodo definitivamente esbelto.
Parecia não se importar com o fato de seus pais terem falecido, sua expressão estava única e simplesmente idêntica às dos outros dias. O ponto principal era que ele raramente sorria.
Após uns 45 minutos dentro do banheiro, o jovem saiu de lá com o mesmo roupão de outrora, a única diferença era que tinha seu corpo levemente húmido já que não se secara totalmente. Os cabelos ainda estavam ligeiramente molhados o que demonstrava-se ao ter pequenas gotas a escorrerem-lhe dos fios negros. Andou alguns metros do corredor secundário da casa um não muito grande; apenas para separar a casa de banho dos três quartos , por fim, rumou à sua habitação. Trajou algo decente; uma camisola de meia, mangas e gola alta e uma calça social.
O jovem coreano seguiu então até à sala de estar, quando chegou nesta deparou-se com aquela figura feminina; Victoria, sua noiva.
Max sinto muito. A garota encontrava-se totalmente encharcada pois fora uma das últimas pessoas a abandonar o enterro mesmo ante ao tempo terrível de chuva.
Os olhos do rapaz dirigiram-se rapidamente à jovem este então aproximou-se dela descendo as mãos sobre seu pescoço de modo a retirar-lhe o cachecol molhado. Deixou aquele acessório sobre o estofado e logo seguiu a retirar-lhe o casaco escuro, depositando-o também no sofá.
Vá tomar um banho quente, Vicky. Ou então poderá ficar doente. Era óbvio que o oriental tinha fugido ao assunto, melhor dizendo, ele preferiu não dar continuação a ele.
Victoria sorriu e após recolher seus trajes de sobre o estofado subiu a longa escadaria, queria ver-se livre de toda aquela roupa molhada ou queria simplesmente fazer a vontade do noivo.
Changmin já estava desperto a algum tempo, eram por volta das oito e meia da manhã. Era costume ter seu café da manhã posto na mesa antes de ele acordar mas aquele dia foi diferente, Max chegou à sala e sua mesa estava completamente vazia.
O rapaz arqueou uma das sobrancelhas. Primeiro ponto, odiava se atrasar e nesse dia tinha uma reunião importantíssima na empresa que agora lhe pertencia. Segundo ponto, ele disse que odiava que não obedecessem às suas regras e uma destas era que queria o pequeno almoço preparado antes mesmo de acordar.
Yoona! Max aparentava estar entrando num estado de raiva, o que não era bom logo de manhã.
Sim senhor! A garota apareceu na sala e ao ver a ausência do alimento que supostamente deveria estar ali, na mesa, Yoona passou a piscar mais que o normal; evidenciando seu estado nervoso.
O homem simplesmente apontou com o indicador para a mesa e uniu os próprios lábios, pressionando-os. Seu cenho uniu-se e logo aquele semblante impaciente fez-se.
S-senhor a funcionária encarregada de servir-lhe o café da manhã d-demitiu-se!
E só agora é que me diz!? Deixe de ser incompetente! Vá AGORA tratar disso! A voz dele elevava-se e seu rosto tomava um leve tom rubro, algo comum em momentos de ira.
T-também há outro problema. Yoona encolheu os ombros, juntou as mãos ao peito e abaixou o rosto. Max ao ouvi-la abriu os olhos de forma a afastar suas sobrancelhas. Ainda há mais!? foi o que ele pensou. A cozinheira também era a Jessica. A que a que devia lhe servir o café da manhã e o restante das refeições.
. Max massajou a testa com uma de suas mãos como se tentasse acalmar-se, logo passou a mesma palma nos cabelos, desajeitando-os. Faz o seguinte, vai IMEDIATAMENTE tratar disso. Se eu chegar aqui hoje e isso não estiver resolvido, pode pegar suas trouxas e sair daqui! O rapaz caminhou então de forma apressada até à saída, e claro o bater da porta fora de tal forma alto que a própria Yoona assustou-se.
CHANGMINS POV ON
Mas que raios deu naquela imbecil da Jessica para demitir-se assim!? Sem ao menos falar comigo! Claro só podia ter sido obra do filho da mãe daquele August. Maldito velho que só serve para me atazanar.
O dia não tinha começado bem, e para piorar o restante dele na empresa estava sendo um inferno total; documentos a mais para tratar, atrasos de contas para tentar resolver e entre outras coisas. Só sei que quando deu as nove em ponto, sai dali o mais depressa que pude. Não pelo fato de ir ver a Victoria ela tinha dito que me esperaria em casa mas sim por me ver livre daquele lugar.
No caminho ao estacionamento vi alguém encostado na parte da frente do carro. Eu realmente odiava que tocassem daquele jeito no meu carro, principalmente desconhecidos. Ia começar os insultos até que minha visão abrangeu-se mais e observei direito aquela pessoa.
Yuno! Um sorriso que há tempos não exibia fez-se naquele momento.
Ah.. Pensei que ia me agredir por estar acariciando seu carrinho. Ele riu-se, como era de costume. Yuno era meu melhor amigo, conhecíamo-nos há mais de seis anos, entretanto não nos víamos há uns três.
Ouvi a notícia sobre seus pais. Yuno baixou o tom de voz, mas não o suficiente para parecer preocupado, ele sabia muito bem que tipo de relação eu tinha com eles. Sinto pena por eles, porque além do mais, morrer não era o castigo certo.
CHANGMINS POV OFF
Max riu nasal quando ouviu o dito de seu amigo, ainda assim, preferiu não falar nada, simplesmente destravou o veículo e adentrou neste, logo, inclinou-se para o lado e abriu a porta do passageiro.
Vem. Yuno entrou no descapotável antes mesmo de começar a rir. Ambos colocaram o cinto de segurança para depois o mais novo ligar o motor e assim prosseguir com a condução.
Há quanto tempo chegou a Seoul? Pensei que fosse ficar lá pela Europa mesmo.
Ah Max sabe como é. Sinto falta do que é meu. Ambos olharam um para o outro e depois de alguns pouquíssimos segundos puseram-se a rir devido ao semblante afeminando que Yuno formou propositadamente.
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