Notas iniciais
mais um cap novinho pra vcs Capa de hoje, Annabeth

— SAIA JÁ DA MIANHA CAMA JEZIEL! — Grito após fechar a porta, ninguém pode ver isso.

Jeziel saiu da minha cama com um biquinho. Papai ficou olhando para o anjo atrevido.

— ELE ESTÁ DE CARNE E OSSO!

Jeziel dá uma rodadinha, aquela com direito a pé esquerdo levantado. Usava uma calça jeans, blusa preta e um casado de flanela verde musgo.

Sério, já estava ruim, agora piorou.

— Como você veio pra cá seu orelhudo do caramba?! —Pergunto irritada jogando um travesseiro nele.

— AI! Pra que essa violência? Meus superiores em enviaram para ajudar vocês dois seus incompetentes. Já se passaram três dias e nada dessa família estar unida!

Bufo, essa história de família unida é impossível de revolver. Mas bem, se os superiores do Jeziel o mandaram, eles devem saber de alguma coisa.

— Eu tenho só duas perguntas. — falo — O que eu vou dizer para os meus irmãos? E o como você vai nos ajudar?

— Eu sei de algumas coisas sobre seus irmãos que poderia ajudar muito vocês. E você poderia dizer que eu sou uma amigo da época da faculdade que está precisando de abrigo. E tu, como uma boa amiga, vai me ajudar por uns tempos. Três anos na verdade.

Papai fez uma careta.

— Mais um pra comer. Mas você é um homem de verdade agora, nada de angelicalidades? — Ele inventou essa palavra.

Jeziel não entendeu muito bem o que meu pai quis dizer.

— Bem, eu não senti diferença nenhuma, o que você quer dizer?

— Enfim, digo me aproximando do anjo, ou ex anjo— Sua ideia é boa, mas como você entrou aqui?

Ele aponta para a janela sem saber o que é.

— Como você entrou pela JA-NE-LA?— Falo apontando para a janela de vidro, com guarnição de madeira branca.

— Eu não sei,eu simplismente escalei, mas tudo bem bem, já estou indo.— Então ele simplismente pulou da janela e caiu de pé. DE PÉ! Ainda por cima fez um joinha.

Boquiaberta, apenas olhei para papai, ele deu de ombros:

— Ele já era estranho quando anjo,agora que é um homem vai ficar mais estranho ainda. Acho que é melhor eu não acompanhar você, minha presença pode confundir você e Jeziel.

— Temos que achar uma forma de nos comunicar sem que eu passe vergonha. — Falo.

— É verdade, não se preocupe, vou pensar em algo enquanto estou por ai. Vou tentar pensar em algo enquanto tento assombrar pessoas por ai. MUAHAHAH.

Faço uma careta.

— Para uma alma que quer ir para o céu, isso é meio maléfico.— Saio do quarto rindo da cara apavorada dele.

Ouço vozes alteradas vindas da cozinha:

— EU NÃO COMO SALADA DE FEIJÃO SEU IDIOTA — Era a voz de Débora, e na feliz.

— ENTÃO FAÇA SUA PRÓPRIA SALADA! — Steve berra, ele sempre faz a comida pra gente, mas acho que está um pouco farto das reclamações.

— E EU LÁ SEI FAZER SALADA!

Vou até a sala, dar uma de que não sabe de nada. Jimy está vendo televisão com Clara e Annabeth, se bem que ela está mexendo em seu tablet com cara de entediada.

— Olá pessoal. — Falo animadamente.

— Oi Diana, como foi seu dia hoje? — Clara pergunta

— Foi bem, e o seu?

Ela se empolga:

— Foi ótimo! Achei alguns desenhos do Tio Rick que ele nunca expôs !, eu sempre ficava lá, vendo ele desenhar, mas nunca tinha trabalhado no ateliê. É simplismente incrível!

Sorrio, Clara sempre foi muito cheia de vida. Por que eu quase não falava com ela?

Ah, ela morava na Índia.

Mas mesmo assim, eu devia ter mandado cartas, mandar uma mensagem, telefonar...

— E o seu Jimy? Como você passou o dia?

Ele estava muito interessado num progama de pegadinhas. Ficou meio desnorteado e me respondeu:

— Bem, eu .... dei uma arrumada no jardim

— Que bom, aquilo realmente precisava de uma limpeza— respondo.

— Você só fez isso o dia inteiro?! VOCÊ É UM GORDO PREGUIÇOSO! — Annabeth parece er despertado, não em um sentido bom.

Clara ficou boquiaberta, ela ainda não se acostumou com as discussões. Jimy fechou a cara e eu fiquei parada.

O QUE EU PODERIA FAZER? BATER NELA?

Sim, eu poderia.

Mas Annabeth me odeia. Isso daria uma treta ainda maior.

— AQUILO ESTAVA UMA SELVA! ACHA QUE É FÁCIL? TERMINE VOCÊ! —meu irmão fofinho berra. JIMY, MEU IRMÃO CALMO E FOFO COMEÇA A USAR SUA AUTORIDADE DE IRMÃO MAIS VELHO!

Anna se levanta. Clara se encolhe no sofá tentando ver Televisão, e eu, continuo parada.

— Haha,como se você conseguisse me obrigar a algo seu estúpido! Vai me bater? Você não tem coragem, nem capacidade para isso!

— Por favor, parem com isso! — Clara implora.

— CALA A BOCA CLARA! — Anna e Jimy gritam juntos.

— Annabeth, pare agora, eu estou mandando! — ordeno com a voz mais firme que posso.

Ela me lança um olhar frio, eu e Anna não nós damos muito bem, devido a alguns acontecimentos,mas desde a nossa estadia aqui não tivemos uma grande discussão, talvez porque ela não superte a minha cara.

— Cala a boca sua Ladra de Noivos! E você Jimy pare de ser tão marica, eu apenas disse que você é um lerdo. É alguma mentira, lerdo e marica. VENHA, ME BATA, PROVE SER MACHO PELO MENOS UMA VEZ !

Ela levanta o braço direito, sim, ele tem capacidade para isso. Sinto meu corpo gelar. EU NÃO POSSO DEIXAR ELE FAZER ISSO, mesmo ele estando certo, ela conseguiria o que tanto queria, provoca-lo.

A campainha toca.

Graças a Deus.

Jimy abaixa o braço, olha feio para Anna e vai embora.

— CAMPAINHA! Deixem que eu atendo. — Falo correndo em direção a porta.

Abro a porta o mais rápido que posso. Quando abro, vejo um Jeziel idêntico ao que pulou da janela, nem um arranhão.

— MINHA AMIGA DIANA! — Jeziel se joga em mim e me abraça forte, muito forte.

— Nossa cara, você caiu do céu, ia acontecer um desastre aqui.

— Mas eu cai do céu de verdade. — Ela fala desentendito.

Solto – me do seu abraço.

— Que surpresa meu amigo! — Faço a melhor voz de surpresa.— Entre.

Levo ele até a sala. Clara que ainda estava sentada no sofá e ficou espantada.

— Visita? Seu namorado Diana? Que homem feio...

—Clara! Não seja rude! Ele é apenas um pouco orelhudo. — Falo tentando amenizar a situação

— Um pouco? Ele é EXTREMAMENTE ORELHUDO. — Annabeth zomba.

Engulo em seco. As bochechas de Jeziel estava vermelhas e ele tocava as próprias orelhas.

— Pare de destilar seu veneno nas pessoas Anna. Deixe as orelhas dele em paz, agora sente-se Jezi — inveitei esse apelido agora, muito estranho? — Faz muito tempo que não nós falamos, como encontrou meu endereço?

Ele se senta entre Clara e Annabeth e fica meio constrangido.

— Um amigo do hospital me deu seu endereço. Fiquei feliz em saber que agora mora com seus irmãos.

Annabeth solta uma gargalhada malígna:

— Só estamos morando juntos por causa de um maldito testamento. Agora com licença, eu vou para o meu quarto, pois não estou a fim de ver a cara desses idiotas. — Annabeth sai do sofá e sobe as escadas com passos tão firmes, que parece que e

Um grito interrope, a nossa ‘’conversa’’.

— JANTAAAAAAAAAAAAR!

— Venham, Steve já terminou o jantar. Aproveite e fique para o jantar Jezi

Levo ele para a sala de jantar, Steve já tinha arrumado a mesa. Débora e Jimy já se serviam.

— Ooh, temos uma visita. Muito prazer, eu sou Steve, aquela é Débora e aquele é Jimy. Sente-se logo, e espero que goste da comida.

— Jeziel me pegou de surpresa com essa visita, mas espero que seja a primeira de muitas! — eu comemoro.

— Então Jeziel, que curso você fazia? — Steve pergunta colocando um pedaço GIGANTE de bife no prato dele, poxa Steve, vc me deu um bife minusculo.

Também tem salada de feijão, arroz e uma salada estranha de ceunoura que ainda está com casca, provavelmente, Débora foi obrigada a fazer sua própria salada.

Jeziel esquece a faca e o garfo, pega o bife com as mãos, dá uma mordida e responde de boca cheia:

— Teologia. — Ele da mais uma mordida no bife.

— Oh, Diana é amiguinha do pastor. — Débora solta suas piadinhas ácidas.

— TEMOS UM PASTOR AQUI? ME ABENÇOE CARA! PRECISO GANHAR ESSA LUTA!

Um Carter sem camisa desçe as escadas.

— Oi, eu sou o Carter, eu tenho uma luta amanhã super importante, que vencer vai para a final. Me abençoe, vamos! — ele se ajoelha na frente do ex anjo.

Pera, ex anjo pode abençoar as pessoas?

Jeziel quase engasgou.

— CARTER! Você não pode pedir para que ele te abençoe por causa de uma luta! — Clara estreia os olhos.

— Clara, eu não quero que o o meu oponente caia aos meus pés e morra, eu quero apenas vencer.

— Bem Carter, eu não sou pastor, nem tenho capacidade para abençoar ninguém. Mas quem sabe, depois do jantar, todos nós fazemos uma oração para te dar força e proteção, alías, proteção divina à todos certo?

—Ótima ideia! — grito— Agora se sente logo e coma Carter, porque você precisa ficar forte para lutar!

Carter parece satisfeito e começa a fazer seu prato.

— Ae cara, eu vou ver a sua luta. Tinha uma festa pra ir mas como você é meu irmãozinho e um ótimo atleta. — Débora sorri, seu cabelo curto lhe dá uma aparencia ameaçadora .

— Muito obrigada. Fico feliz por saber que quase todos vão, Débora, Diana, Steve, até Irina disse que tentaria ir. Agora, Clara e Jimy por que vocês não vão ?

— Ah, lutas são tão violentas... — Clara fala de voz mole.

— É um esporte como qualquer outro. Mas tudo bem, se você não for nessa, na final você vai ter que ir!
Clara sorri e se volta para Jeziel.

— E você Jeziel, onde você mora?

Ele estava quase terminando o prato, nem parecia estar surpreso com a pergunta. Dou um olhar discreto para ele.

AGORA É A SUA HORA SEM ERROS.

Ele entendeu o recado.

— Bem, eu morava numa cicadezinha no interior, mas a minha casa foi destruída por um tornado. Então fiquei desabrigado, perdi tudo, fiquie com apenas a roupa do corpo e umas sesenta libras. E como os amigos existem para ajudar uns aos outros nos momentos de necessidade, eu vim pedir ajuda para a Diana. Afinal, eu ajudei ela em tantas coisas no passado. E então, onde eu durmo?

Débora engasga. Steve arregala os olhos. Jimy continua comendo. Clara aparenta ficar feliz. Carter fica pasmo. E eu bem, digamos, não era assim que eu imaginava.