The Lucky One.
1 Capítulo 1.
Notas iniciais
Nova no lugar com um nome feito na cidade dos anjos, caçando fama e fortuna — The Lucky One, Taylor Swift
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Não acreditava que isso estava acontecendo. Não consigo. Era injusto, cruel, desumano.
Ela trabalhava duro desde os 13 anos, tinha toda a pressão para ser cada vez melhor e bater seus próprios recordes e de outros artistas, e, mesmo assim, elas não entendiam que, no momento, com sua carreira começando a entrar em um período crítico, onde tudo que a mídia falava nas últimas duas semanas era sobre o murro que tinha dado em um paparazzi no meio da rua, elas queriam que ela fosse para um colégio no meio do nada para que "encontrasse novos valores".
Bufou.
Elas não entendiam, nem sua mãe ou sua empresaria Tsunade, que havia a descoberto aos 12 anos, não sabiam como era passar de adolescente mais influente para má exemplo mundial, ninguém entendia. Se todos queriam que ela assumisse o papel de vilã que não se importa com nada nem ninguém, ela assumiria, traria ibope, bom ou ruim. Ela seria assunto. E porque não se divertir?. A vida inteira teve que seguir regras para que o resto dos jovens e crianças do mundo se inspirassem nela, agora queria se divertir, sair para o máximo de baladas que pudesse, beijar quantos garotos quisesse e ter quantos amigos lhe aparecessem. Mas o que ela poderia fazer? Ainda não tinha 18 anos e depois que a mãe a ameaçou de impedi-la de voltar a cantar, ela teve que aceitar.
– Sakura, está acordada?- Mebuki, mãe de Sakura, chamou-a e a rosada a olhou.
Sim, rosada.
Desde que começou o seriado ela tinha que interpretar o papel de Penny, uma garota que descobria que tinha poderes e que, por isso, inexplicavelmente, um dia seus cabelos amanheceram róseos, e por isso ela começou a pinta-los. Ela até tiraria essa cor se já não tivesse tão acostumada a usa-la, sem contar que seu contrato com a marca da série durava até o final do ano e nele havia uma cláusula da qual ela não podia tirar a marca registrada de sua personagem.
– Acabei de acordar.- Respondeu sem nenhum ânimo.
Mebuki e ela sempre tiveram uma relação ótima entre mãe e filha, mas desde todos os seus escândalos, parecia que haviam entrado em crise também, ela não entendia como a mãe conseguia ficar do lado da mídia que a criticava por está sendo quem queria ser.
– Ótimo, arrume-se e desça logo, temos que chegar no aeroporto antes das 7:00- Mebuki concluiu e, antes que Sakura pudesse responder algo, já podia se ouvir os passos da mesma se afastando. Sakura se levantou de má vontade, como se fosse difícil pra ela ser pontual, sempre fora, não seria diferente agora. Tomou banho e se arrumou, short rendado preto, blusa branca, sapatilha preta, casaco também preto, alguns colares e seu óculos de armação redonda. Prendeu os cabelos rosados em um coque. Só por serem rosas já chamavam muita atenção, então quando saia para lugares públicos, sempre dava um jeito de deixa-los menos a mostra.
Pegou seu celular e viu que tinha uma mensagem de Ming, uma de suas amigas mais próximas. Ming havia ganhado fama a mais ou menos dois anos, ao interpretar um papel em um filme sobre máfia do ópio, depois um sobre tráfico humano. Ela era conhecida ainda mais da mídia marrom, sempre saia algo de ruim relacionado a ela, desde festas que duravam a madrugada toda até envolvimento com drogas. Desde que Sakura começara a ser amiga dela, a mídia caiu ainda mais em cima, o que não era uma coisa boa, mas ela não ligava, acreditava que Ming era a única que não tentava a mudar, que aceitava e gostava da "nova Sakura", sem contar que ela era uma boa pessoa e mais da metade das coisas que falavam dela, não eram exatamente o que falavam. Na mensagem dizia:
"Aproveite o inferno, testa".
Típico dela.
Sakura desceu a escada da grande mansão a qual morava e parou na sala, Tsunade estava lá, falando ao telefone e parecia irritada, a TV estava ligada em um programa de famosos e pareciam está falando mal sobre ela.
Como sempre, pensou, revirando os olhos.
– Bom dia- Disse enquanto passava direto para a cozinha, Tsunade apenas acenou com a cabeça enquanto continuava a discutir, provavelmente com algum repórter idiota que destorceu alguma de suas entrevistas. Ao chegar na cozinha viu as empregadas que trabalhavam a muito em sua casa fazendo seus serviços e sua mãe sentada na mesa, tinham a sala de jantar, mas, geralmente preferiam fazer suas refeições na mesa da cozinha, onde era mais prático pra agitada vida que levavam.
– Ainda bem que desceu, Saky- Sua mãe começou, assim que a viu entrando na cozinha- Coma logo, vi na tv que está tendo engarrafamento perto da rodovia do aeroporto- Começou a explicar enquanto bebericava seu chá
– Se Kami permitir perderemos o avião e não precisarei ir a essa escola- Falou em um sussurro
– Se isso acontecer, o que não vai, acabaríamos dando um jeito- Sua mãe deu um sorriso de lado, Sakura abriu a boca para tentar argumentar mas sua mãe interrompeu- Não adianta começar com mais um de seus discursos, você vai para esse colégio e está decidido- Falou séria, encerando o assunto. Mebuki sempre foi esquentada e era perigoso a estressar, ela virava uma verdadeira fera.
Terminaram de tomar o café da manhã sem trocar mais nenhuma palavra e logo Mebuki se levantou, avisando que iria pegar sua bolsa e iriam, que suas malas já estava no carro, esperando-as. Na mente de Sakura só se passava uma coisa: Ela mostraria a mãe que ninguém a dizia o que fazer.
*-*-*-*
– Não será tão ruim assim, Sakura- Tsunade falou enquanto passava o dedo na tela de seu celular, vendo e desmarcando alguns eventos que iria fazer nos próximos meses
– Então porque não vai você para esse colégio maldito?- Respondeu Sakura, rispidamente. Estavam no caminho para o aeroporto e, por azar, na percepção de Sakura, não tinham pegado engarrafamento algum
– Porque eu já passei por tudo isso, agora é sua vez!- Disse Tsunade, dando um sorriso sarcástico
– Acredite, você não passou pelas mesmas coisas que eu- Sakura murmurou olhando pela janela e já se despedindo de Tokio, então, teve uma ideia. Pegou seu celular em seu bolso e entrou na sua conta do twitter, postando que estava a caminho do aeroporto. Sorriu consigo mesma, sabia que suas fãs fariam de tudo para chegar lá rapidamente.
Minutos depois estacionaram a frente do aeroporto e, de longe, já pode ver uma aglomeração de jovens dentro do mesmo, pegaram suas malas e entraram, olhando ao redor, podia-se vê crianças e adolescentes com cartazes e blusas feitas especialmente para elas que até agora não tinham a avistado ainda
– Droga- Tsunade praguejou ao seu lado discando um numero em seu fiel celular- Jiraya, traga os seguranças- Falou rapidamente
–Por que, Tsu? São meus fãs, não é você mesma que fala pra tratar meus fãs do melhor jeito possível?- Perguntou Sakura, descaradamente e Tsunade arregalou os olhos
– Foi você, sua pestinha?- Antes que pudesse falar mais Sakura subiu em um dos bancosque haviam por perto, soltando rapidamente seu cabelo que caiu em cascata até a cintura
– Gente! Aqui estou eu!- Gritou e imediatamente todos os olhares foram pra cima dela, muitos começaram a correr para se aproximar e os que estavam mais próximos levantavam papeis para que autografasse e câmeras para que pudessem tirar fotos com ela. Sakura fazia o que podia mas logo uma multidão se formava ao seu redor, não conseguia mais ver Tsunade ou sua mãe, começava a se sentir sufocada e percebia que muitos dos fãs estavam se machucando tentando chegar mais próximos, alguns deles começaram a tentar puxa-la para que descesse do bancoque estava em pé- Por favor, mantenham a calma, por favor!- Pedia, já começando a assustar-se, claro que já tinha sofrido diversas vezes o acedio dos fãs, mas sempre estava acompanha com seguranças
Eu e minha mania de agir antes de pensar!, praguejou.
Antes que pudesse pensar em uma forma de escapar daquela situação, um puxão mais forte a fez cair no chão e em cima de si não conseguia ver mais nada além de uma multidão de pessoas que estavam a deixando sem ar, estava apavorada sem conseguir se desvencilhar dos braços que a agarravam por todas as partes de seu corpo, puxavam seu cabelo e quase rasgavam suas roupas
– Abram espaço, abram espaço!- Ouviu alguém gritando, uma voz conhecida, depois de certo tempo de agonia abriu-se espaço onde ela estava. Jiraya, seu motorista e segurança particular, tinha conseguido com esforço chegar até onde ela estava, acompanhado de outros seguranças, ele a levantou e continuou abrindo espaço até a sala de embarque, Sakura ainda estava um tanto atordoada, em pânico. Só pareceu se acalmar quando já estava longe de toda a confusão.
– O que você pensou que estava fazendo? Estava doida? Queria morrer?- Tsunade gritava, chamando atenção das poucas outras pessoas que também embarcariam no mesmo vôo que elas
– Beba um pouco de água para se acalmar- Sua mãe apareceu com uma garrafa de água, ela pegou com as mãos tremendo e levou aos lábios
–Eu ainda não sei o que você estava pensando ao fazer uma burrice dessas, não pense que não vi que foi você que postou que estava vindo até aqui, obvio que tramou tudo isso!- Tsunade continuava a falar ao mesmo tempo que uma voz feminina eletrônica anunciava que o avião que iriam logo ia sair.
Apesar do destino delas ser Konoha, o avião não pousaria lá,mas em uma cidade a algumas horas dela, a cidade nem ao menos um aeroporto tinha.
Jiraya segurou seu braço e assim fiou até que estivessem dentro do avião, não sabia se era por achar que podia desmaiar ou por medo que ela fizesse outro escândalo. Dava os passos mais lentos que podia, relutante em entrar na seu transporte para o inferno, ou purgatório, quem sabe.
*-*-*-*
Quase 5 horas depois, desembarcaram no aeroporto de Suna e, inesperadamente, haviam fãs lá, parecia que tinham descoberto o numero do vôo e supervisionado o mesmo até ela chegar. Tudo foi mais calmo e Sakura ainda parou algumas vezes para atender algumas fãs. Tinha que admitir, mesmo detestando os paparazzi, ela amava ser famosa, tinha se acostumado ao glamour, as festas, ao estilo de vida que tinha.
Pegaram o carro que alugaram para irem até Konoha e assim se seguiu, era uma viagem de algumas horas as quais Sakura colocou os fones de ouvido e se desligou da conversa animada que Tsunade e sua mãe estavam tendo sobre como no interior o ar é mais limpo e a paisagem mais bonita, ou das discussões de sua empresaria e Jiraya, tirou os fones e passou a prestar atenção só quando estavam atravessando uma entrada onde, no topo, tinha "Bem-vindos a Konoha"
Brega.
– Tenho certeza que vai gostar daqui, Sakura, sua madrinha disse que a escola que você vai é muito boa, a mesma do filho dela- Mebuki tagarelava sem parar.
Esse era o motivo de terem escolhido Konoha como destino de suas "férias". Era sua cidade natal, mesmo que para a mídia, ela tivesse nascido em Suna, uma cidade pouco desenvolvida, mas não inexistente como Konoha. Como Tsunade dizia: Era tudo sobre publicidade. O carro parou e eles olharam pela janela para a casa que ficariam, Sakura arregalou os olhos.
Não, não, não.
Sua família nunca tinha sido rica, sua mãe engravidou de si quando tinha 16 anos e seus avós a expulsaram de casa, Mebuki, abandonada pela família e pelo namorado, que assim que soube da gravidez fez questão de evaporar, fez de tudo para se sustentar, assim, trabalhando na pequena fazenda de Kushina, uma conhecida de Mebuki. Sakura nasceu e foi criada sobre o mesmo teto dela, de seu marido e de seu filho, que tinha sua mesma idade, até sua mãe conseguir dinheiro suficiente para alugar uma casa para elas, com ajuda de Kushina. Era uma vida difícil, por isso, assim que descobriu seu talento para a música, Sakura participava de competições que davam uns trocados para ajudar sua mãe com as despesas, ela odiava saber que precisavam da ajuda de outros para se sustentar. O problema era que, como a casa que moravam era alugada, quando foram embora, não tinham deixado nada para trás, por isso, agora estava ali, frente a frente com a fazenda de seus pesadelos.
– O que estamos fazendo aqui?- Perguntou assim que desceu do carro, depois de sua mãe
–Não encontramos nenhuma casa por aqui para alugar então, por enquanto, vamos ficar hospedados na casa de sua madrinha- Mebuki respondeu com um sorriso, olhando ao redor, parecia feliz ao ver tudo aquilo de novo, o que era totalmente o contrario do que Sakura estava
– Mebuki!- Ouviram uma voz feminina gritar da varanda da casa
– Kushina!- Sua mãe também gritou, indo de encontro a uma mulher de cabelos vermelhos escarlate, ambas pareciam alegres de estarem se vendo depois de tantos anos. Sakura olhou pra Tsunade
– Você só pode ta brincando comigo, fala sério, Tsunade, olha pra esse lugar, não podemos ficar aqui, ainda mais de favor!- Falou exasperada
– Eu sei, Sakura, eu sei... mas sua mãe achou que seria uma boa ideia, mesmo parecendo, não tenho total controle da sua vida- Tsunade respondeu enquanto tentava matar um mosquito que zanzava em frente ao seu rosto- Vamos indo- Tsunade foi em frente, para onde estavam as outras mulheres. Sakura ouviu uma zoada as suas costas
– Droga- Jiraya havia derrubado uma das suas malas, ela bufou
– Mais cuidado aí- Resmungou
– Não tenho culpa! O que tem nessa mala? Chumbo?- Perguntou e Sakura apenas revirou os olhos, seguindo o caminha que Tsunade havia feito, em direção a sacada da casa
– Por kami! Sakura, como você cresceu!- Kushina falou, empolgada e ela apenas deu um pequeno sorriso, sendo pega de surpresa com o abraço apertado que Kushina lhe deu. Sakura lembrava como a família Uzumaki era entusiasmada, até demais.- É muito bom vê você!- Falou sorrindo largamente quando se separaram
– Er... Também acho...- Falou incerta, com vontade de dizer o quanto não era um prazer a vê, ou sequer está ali, mas sabia que sua mãe a mataria se falasse isso, tinha que ser educada, pelo menos na frente dela
– E onde estão Minato e Naruto?- Perguntou Mebuki enquanto entravam na casa, com Jiraya atrás levando todas as suas malas com dificuldade
– Eles foram até o centro levar algumas verduras que encomendaram para a feira, mas devem chegar em tempo do jantar!- Falou- Vou mostrar o quarto de vocês, devem está cansadas- Concordaram então Kushina as levou para o primeiro andar, a casa tinha quatro quartos, um de Kushina e Minato, outro de Naruto, seu filho, e dois de hospedes- Pensei que você e Sakura poderiam dividir o quarto, como nos velhos tempos, não?!- Kushina e Mebuki riram com a lembrança e Sakura fez uma carranca
– Minha mãe e Tsunade se dão bem, podem ficar juntas, eu preciso de um pouco de privacidade!- Respondeu impertinente indo em direção ao ultimo quarto do corredor
– Sakura, ai não é...- Antes que Kushina terminasse de falar, Sakura abriu a porta e um cabo, que depois percebeu ser de um rodo, acertou direto na testa, só pode ouvir a risada dos adultos que estavam no corredor, ela olhou irritada
– Não teve graça alguma!- Disse vermelha, tanto de raiva quanto de vergonha, abrindo, dessa vez lentamente, a outra porta, vendo que esse sim era o quarto de hospedes, entrou lá e se trancou. Respirou fundo para se controlar, mas quase se engasgou com o cheiro de mato cortado que vinha pela brisa da janela, foi até lá e a fechou. Tudo naquele lugar parecia ser contra ela. Observou o quarto, não era tão grande e percebeu que não tinha banheiro ou closet, apenas um pequeno guarda-roupa e uma cômoda, a cama era de solteiro e todas as cores, desde as paredes até os lençóis e fronhas da cama, eram de cores pastel, nada muito aconchegante. Já começava a sentir falta de seu quarto enorme e de suas coisas todas colocadas em seus devidos lugares por si mesma. Sentou na cama e percebeu que a mesma era até confortável, pegou seu celular e viu que tinham mais mensagens
Que loucura foi essa no aeroporto? Só se fala disso! Isso sim que foi saída triunfante! Queria ver a cara da sua mãe e de Tsunade, aposto que foi hilário!. xoxo Ming
Riu com a mensagem e respondeu dizendo que assim que achasse fotos da cena na internet enviaria pra ela
As festas não serão as mesmas sem você!. xx Deidara
Deidara e Sakura tinham feito os personagens principais do seu último filme, depois disso ficaram muito próximos e engataram em um namoro de dois meses, sim, dois meses. Logo perceberam que a única coisa que os mantinham juntos era o fato de ambos serem loucos por balada e curtição, não porque gostavam um do outro, mesmo assim, eles continuaram amigos. Não era tonta pra não saber que Deidara gostava da mídia que está junto a ela trazia, mencionando ela em praticamente todas as suas entrevistas, mas não incomodava isso, afinal, no fundo todos eram assim.
Ouviu batidas em sua porta
– Sakura, o jantar está pronto- Era sua mãe. Nossa, quanto tempo estava no quarto?
– Estou sem fome!- Respondeu, não querendo ter que ficar sendo educada e fingindo está amando toda aquela situação
– Mas Naruto e Minato chegaram, querem te ver!- Mebuki insistiu
– Estou ansiosa por isso, mas eu passo!- Falou sarcástica e ouviu sua mãe suspirar e depois se afastar. Deitou na cama e ficou encarando o teto, a ficha ainda não tinha caído de que estava em Konoha, no fim de mundo que era Konoha! Teria que estudar e morar aqui por tempo indeterminado e sabia que nada poderia ser pior. Foi com esse pensamento que acabou dormindo.
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