The Lucky One.
2 Capítulo 2.
Notas iniciais
E os flashes das câmeras, fazem isso parecer um sonho — The Lucky One, Taylor Swift
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Sakura. Sakura.
Escutou alguém a chamar, seguida de batidas em sua porta. Abriu os olhos lentamente, tentando focar em algo, olhou ao redor e percebeu o quarto desconhecido que estava, e então lembrou de sua localização
Não foi um pesadelo...
Sentou-se na cama e ainda pôde escutar as batidas na porta
– O que foi?- Pergunta com uma voz ainda rouca pelo sono
– Hora do café da manhã!- Escuta uma voz masculina e desconhecida dizer e ela franze o cenho
– Er... Já estou descendo...- Respondeu e se levantou, vendo que continuava com as roupas do dia anterior, olhou ao redor do quarto e viu suas malas perto da cômoda, não lembrava de ter aberto a porta para Jyraia colocá-las pra dentro, mas era capaz de ter o feito ainda embriagada de sono. Colocou uma das malas na cama e procurou uma roupa nela, pegando um short jeans claro, uma blusa de calcinhas preta lisa e rasteirinha. Abriu a porta do quarto e viu que não tinha ninguém no corredor, mas dava pra ouvir vozes vindas do andar de baixo, foi até a última porta do lado oposto do corredor e a abriu, sorrindo consigo mesma ao encontrar o banheiro. Fez sua higiene matinal e depois saiu do banheiro já pronta e desceu as escadas, os sons aumentavam enquanto se aproximava do local onde achou ser a cozinha, então adentrou, vendo que realmente era. Sua mãe, Tsunade e Kushina estavam á mesa juntas a duas cabeleiras loiras vibrantes, três pretas como ébano, outra castanha presa em um rabo de cavalo e uma vermelha, mais até do que a de Kushina, todos se viraram para si, o que a deixou constrangida por poucos segundos, logo voltando a si
– Bom dia...- Cumprimentou, olhando ao redor e vendo que não tinha nenhuma cadeira vaga
– Não posso crer que essa seja a pequena Sakura!- Um dos que estavam a mesa, o mais velho, se levantou e veio até mim animado. Minato.
– Olá...-Disse incerta enquanto retribuía sem jeito o abraço apertado que ele lhe dava
– Você cresceu muito, Sakura, nem parece aquela menininha que saiu daqui- Disse sorridente, mas brando e calmo
Será que é porque eu não sou mais uma menininha?, queria responder, mas apenas sorriu, sabia que seu humor era péssimo de manhã
– Sente-se aqui, Sakura, vou pegar um prato pra você, fiz bolo de chocolate, lembrei-me que adorava meus bolos!- Kushina falou orgulhosa de si enquanto se levantava de seu lugar
– Arigatou, mas não posso comer bolo- Respondeu e todos voltaram a olhar pra ela em silêncio
– Mas, por quê? Fiz com tanto carinho- Kushina perguntou um tanto desapontada
–Tenho uma dieta muito restrita, me desculpe- Disse, mas não se sentia realmente arrependida de recusar, era só um bolo
Silêncio.
– Ohayo Sakura-chan, lembra de mim?- O outro loiro, mais novo, se levantou da mesa com um sorriso que aos poucos foi ficando enorme
– Naruto.- Disse, sem animação, mas com um sorriso de lado
– Ta vendo, eu disse que ela iria se lembrar!- Mebuki disse sorridente. Por que todos pareciam tão felizes? Chegava a irritar!
– Eu não sei se lembra deles, mas esses são meus amigos- Ele apontou para os outros da mesa- Sai, Lee, Sasuke, Shikamaru e o Gaara- Ele diz apontando para um de cada vez.
Sim, ela tinha lembranças remotas sobre eles, lembrava-se de terem estudado juntos por alguns anos
O tal de Sai, o que tinha uma expressão quase que robótica, com um sorriso no rosto que não se aumentava ou diminuía, como se quisesse ir no banheiro mas soubesse que não poderia e que tinha que manter as aparências costumava chamá-la de feia entre outros xingamentos, a professora o defendia quando o chamavam de estranho, dizendo que ele tinha um jeito diferente de socializar com os outros.
O Lee era o esquisito, tinha os cabelos cortados como os de um índio, em formato de cuia, e as sobrancelhas grossas, seus olhos pareciam ter um brilho incomum de expectativa e animação, vivia correndo atrás de Sakura.
Shikamaru estava totalmente encostado em sua cadeira e cada vez que piscava parecia demorar mais a abrir os olhos, como se esforçasse para tal, seu cabelo era ondulado, dava para ver, mas estavam presos, sempre passava despercebido, sempre dormindo e sem animação para nada
Os outros dois era que não conhecia
O Sasuke mantinha uma expressão séria e olhava avaliativamente para ela, como se tentasse achar algo para de cara desaprovar. Seus olhos onix e sem brilho, pele muito branca, não tanto quanto a de Sakura, mas ainda assim mais clara que a dos outros, o cabelo arrepiado e rebelde, mas, estranhamente, um rebelde organizado.
E Gaara tinha um olhar de arrepiar, diferente de Sasuke, ele não parecia procurar algo para desaprovar, ele parecia já desaprovar tudo logo de cara. Seus olhos eram verdes musgo e seu cabelo chegavam a doer na vista de tão vermelhos que eram.
– Como vai, Sakura-chan?!- O sobrancelhudo se levantou rapidamente da mesa, fazendo sua cadeira quase cair com o impulso- Não sabe o quanto é incrível ter alguém tão famosa assim aqui, por Kami, poderia me dar um autografo para eu por em um quadro na parede do meu quarto?- Ele falava rapido enquanto balançava sua mão para cima e para baixo, deixando-a tonta
– Está assustando a superstar desse jeito, Lee- O tal de Shikamaru disse, sonolento e fechando os olhos
– É, Lee, deixe para fazer tudo isso depois do café da manhã, aposto que a Sakura vai gostar de contar as historias dela enquanto ajuda vocês com as galinhas- A mãe de Sakura disse, com um sorriso arteiro de canto, enquanto bebericava seu chá, Sakura arregalou seus olhos
– O quê?- Antes que alguém desse a resposta, Kushina pôs seu prato na mesa
– Aqui está Sakura, tem algumas frutas e pão integral se preferir- Kushina disse e então Minato a empurrou até a mesa, dizendo algo como "saco vazio não para em pé". Sakura tomou seu café em silêncio, como estava acostumada, em sua casa sempre era tudo silencioso, diferente daquela, todos principalmente Naruto, não paravam de falar e gritar alegremente, falando sobre um touro bravo que tinha fugido do dono e que correu pelo meio da rua na tarde passada, fazendo uma baita confusão. Quando terminou de comer seu pão integral com requeijão e seu suco de laranja, sentiu Naruto a puxar pelo braço
– Até que enfim, Sakura-chan, vamos, temos algumas galinhas e vacas a nossa espera!- Ele a puxava quase correndo pela sala sem se importar com os protestos da mesma
– Naruto, solte-me!- Não parava de repetir e pela primeira vez sendo atendida, mas não adiantou muito pois já se via em frente ao que parecia ser um galinheiro, não tinha certeza
–Qual é, Naruto, não nos faça correr tão cedo!- Ouviu Shikamaru resmungar as suas costas, já sabendo que ele parecia ser o único racional entre todos dali, ele tinha toda razão!
–Assim as galinhas acordam e não dá mais tempo!- Naruto retrucou
–Pensei que as galinhas fossem as primeiras a acorda, não é por isso que existe o ditado "acordar com as galinhas"?- Sakura disse, fazendo aspas e achando tudo muito desnecessário, o que ela estava fazendo ainda ali mesmo?
–É, mas...- Naruto se calou por um momento, coçando a nuca- Ah! Dattebayo! Vamos logo!- Disse um tanto estressado, pegando de novo no pulso de Sakura mas ela conseguiu se esquivar
– Onde pensa que eu vou?- Perguntou exasperada e Naruto a olhou como se fosse obvio
–Vamos pegar os ovos!- Disse confuso e Sakura deixou um riso debochado sair
–Não, vocês podem ir pegar os ovos, podem pegar até as galinhas se quiserem, eu vou voltar pro meu quarto!- Disse se achando até um pouco infantil, mas não ligou
–Sua mãe disse que você estava louca para vir fazer alguns trabalhos conosco- O tal de Gaara disse, sua voz soava fria e avaliativa e Sakura mais uma vez riu
–Minha mãe só falou isso, provavelmente, pra que me trouxessem até aqui, mas eu tenho mais a fazer, me matar talvez!- Disse estressada, só podia ser Mebuki!
–NÃO, Sakura-chan, você não pode se matar, o que será da nossa vida sem você?!- Lee começou a gritar histérico, segurando os ombros de Sakura e a balançando. Esse cara só podia ter problemas!
–Me solta, seu esquisito!- Sakura gritou empurrando Lee para que a soltasse, ele olhou aturdido para a mesma, antes que Sakura pudesse falar mais, ouviu perto da casa o som de uma buzina e reconheceu o mesmo carro que tinha vindo até aquela casa ontem, era Jyraia, que naquele momento mais parecia um santo salvador. Sem falar mais nada, saiu correndo até o carro- Jyraia! Jyraia!- Gritou quando o viu saindo do carro- Entra, nós temos que sair daqui!- Disse e Jyraia arqueou uma das sobrancelhas- As perguntas vem depois, primeiro temos que ir! — Disse e entrou no carro, Jyraia fez o que o foi mandado, entrando e saindo da fazenda
–Poderia saber para onde estamos indo?- Perguntou ele enquanto entrava na estrada de terra que Sakura sabia que dava á cidade
–Eu não faço ideia, mas não quero voltar para aquela fazenda. Eles queriam que eu tirasse ovos das galinhas! Você acredita nisso? Eu nem sequer como ovos!- Disse como se fosse impossível acreditar que isso era real, ouvindo Jyraia ir do banco da frente- Não tem graça!- Falou irritada
–Tem que admitir, patroinha, tem sim graça... Imagine você correndo de galinhas enfurecidas!- Jyraia disse, logo depois rindo ainda mais, o que acabou por fazer Sakura rir também, realmente, essa vida não era para ela. Jyraia ligou o rádio e mudou as estações, em todas estavam tocando alguma música que nunca tinha ouvido na vida, o que estranhou, era incomum ligar o rádio e não ouvir uma de suas músicas tocando.
Chegaram na cidade, quer dizer, o que eles chamavam de cidade. O centro de Konoha nada mais era do que um lugar com alguns supermercados,e farmácias e lojas de roupas cafonas, seguidos por um enorme numero de bancas de feira coberto por frutas e verduras por todos os lados. Jyraia a deixou no centro da tal "cidade" e então ela desceu e olhou onde estava. Era uma praça e ela se lembrava muito bem dela. Era uma praça com grama verde e algumas árvores espalhadas, fazendo sombra a alguns bancos ou mesas de xadrez, que eram ocupados por jovens, crianças e alguns idosos, ao centro tinha um mini palanque, onde as vezes o prefeito ia discursar ou onde, as vezes, aconteciam algumas apresentações, foi naquela praça que fez a apresentação que mudou a sua vida, a apresentação que fez Tsunade encontrá-la, jamais esqueceria. Lembrava também que amava passar os fins de semana nessa praça, correndo pelo gramado, sentada nos bancos comendo algodão doce ou se apresentando, chamando atenção, querendo que todos vissem que tinha talento, que não era como todas as outras pessoas daquela cidade, que não se contentaria com o que tinha, sonharia, e, acima de tudo, realizaria seu sonho. E aqui estava ela agora. Teve vontade de subir naquele palanque e gritar que tinha conseguido realizar seu sonho que todos acreditaram ser besteira de criança e que seu futuro seria como o de sua mãe, que era tão mau vista na cidade, de trabalhar na casa de alguma família, mas se aquietou, não queria chamar atenção para ela, ainda estava um pouco traumatizada do que aconteceu no aeroporto, e, afinal das contas, todos já deviam saber mesmo.
Disse a Jyraia que era para esperar até que voltasse e passou o resto do dia caminhando pela praça com o boné que sempre deixava no carro em sua cabeça, tampando seu cabelo para que ninguém notasse. Diferente da casa em que estava, aquela praça sim estava fazendo bem para Sakura, mostrando que, apesar de todos estarem contra ela, nada importava, ela estava fazendo o que sempre sonhou fazer. Não percebeu quanto tempo ficou ali, seu almoço foi um cachorro quente que comprou em uma barraquinha, não se importou com Jyraia, conhecia a figura, ou tinha ido até um restaurante almoçar ou estava dormindo no banco de trás do carro com o ar-condicionado ligado. Só quando o sol estava pra se pôr que voltou até o carro, enquanto Jyraia enconstado no mesmo jogando algum jogo em seu celular, mesmo assim, a baba seca no canto da boca o acusava que seu pensamento estava certo
–Ué?! Nós já vamos? Passamos tão pouco tempo aqui!- Jyraia disse sarcástico e Sakura apenas revirou os olhos
–Tempo suficiente para você tirar uma ótima soneca, então não reclame!- Falou e o mesmo abriu a boca para retrucar, mas ela foi mais rápida- E limpe a baba de sua boca, não quero que achem que ando com um porco!- Disse enquanto entrava no carro.
Jyraia trabalhava como seu motorista e segurança desde sua primeira turnê, com 14 anos, então já se conheciam muito bem e Sakura até o considerava um amigo, um amigo velho, mas um amigo. Muitas vezes foi a ele que Sakura foi para conversar e pedir conselhos, mesmo sabendo que ele era um velho pervertido e idiota, mas, como com todos os outros, a relação deles estava esfriando nos últimos tempos e eles não mais tinham esse tipo de conversa ou intimidade, tinham realmente passado a ser apenas empregado e patroa.
Voltaram em silêncio até a fazenda dos Uzumaki e o céu já se enchia de estrelas, Sakura não comentou, mas não deixou de reparar o quanto o céu era bonito de se observar naquela cidade, era tão cheio de estrelas a noite e quase nenhuma nuvem de manhã, era encantador. Mas não seria um céu que faria Sakura gostar de Konoha, jamais!. Subiu a varanda e entrou na casa, já esperando para os resmungos de sua mãe, mas nada ouviu, a casa estava em silêncio, mas dava para escutar um som vindo da área de trás, então o seguiu, ao chegar ao terraço da casa viu do que se tratava. Pelo visto estavam dando uma festa banhada a carnes e marshmallows assados na fogueira, com um grupo perto dela tocando alguma música agitada, fazendo algumas mulheres dançarem com o som. De longe pode reconhecer algumas das pessoas. Minato no banjo junto a mini banda formada, Kushina dançando perto do marido e cantando junto a eles, sua mãe e Tsunade conversando com algumas mulheres perto do fogo com as carnes, Naruto e os seus amigos estavam pertos da fogueira sentados a um tronco, junto com mais um rapaz de cabelos compridos, e em outro tronco, um pouco mais distante, estavam algumas meninas
–Sakura! Venha, Sakura! Queremos ouvir você agora!- Ouviu Kushina gritar e percebeu que a atenção de todos foi voltada a si. Queria recusar quando Kushina chegou até ela e a puxou para perto de onde estava antes, mas olhou para sua mãe e viu em seus olhos que se fizesse isso teria coisa bem pior do que passar um tempo naquele lugar, se é que era possível haver algo pior
– O que a madame gostaria de cantar?- Perguntou um dos homens, ele tinha um cavanhaque negro e o cabelo preso em um rabo de cavalo, como o do amigo de Naruto, além de duas cicatrizes no lado direito do rosto, ele estava no banjo assim como Minato
– O que tiver para me oferecer de melhor!- Disse prepotente e todos ao redor riram
–Tudo bem, mocinha, vamos ver se conhece essa- Ele disse começando a tocar
–Todos venham para mais perto!- Kushina disse ao ver que as outras mulheres já vinham, chamando os mais novos, assim eles fizeram. Quando ouviu o toque da música, já sabia com exatidão qual era.
Eu parti em um caminho estreito, muitos anos atras
Esperando encontrar amor de verdade ao longo da estrada partida
Mas eu me perdi uma ou duas vezes
Sequei o suor e continuei em frente
Eu não percebia que todas as placas apontavam diretamente à você
Começou cantando e muitas das mulheres ao redor fecharam os olhos para apreciar a música, ela era realmente cativante
Que todo longo sonho perdido me guiava para onde você está
As outras que partiram meu coração, eram como estrelas do norte
Apontando me para o meu caminho, dentro dos seus braços amorosos
Sei que isso tudo é verdade
Que Deus abençoou a estrada partida
Que me guiou diretamente à você
Minato deixou só o barbudo tocando banjo, os outros nos outros instrumentos e se levantou, pegando a mãe de Kushina e a puxando para dançar
Eu penso sobre os anos que eu gastei apenas de passagem
Eu gostaria de recuperar todo o tempo que eu perdi e gastar ele com você
Mas você apenas sorri e pega a minha mão
Você esteve lá, você entende
É tudo parte de um plano maior, que está tornando-se verdade
Sakura cantou sorrindo vendo outros homens pegarem o que parecia ser sua respectiva mulher, até Naruto chamou Mebuki para dançar com ele e Jyraia, que tinha aparecido do nada como sempre, estava com uma emburrada Tsunade, que parecia não está gostando nada da dança repentina
Que todo longo sonho perdido me guiava para onde você está
As outras que partiram meu coração, eram como estrelas do norte
Apontando me para o meu caminho, dentro dos seus braços amorosos
Sei que isso tudo é verdade
Que Deus abençoou a estrada partida
Que me guiou diretamente à você
Fechou os olhos sentindo a vibração que emanava daquele momento. Sakura lembrou quando era criança e acreditava com todas as suas forçar que, mais do que versos formando refrões, a música era capaz de unir todas as pessoas, fazendo algo mágico sair delas, como a junção da letra com a melodia
Agora estou apenas indo pra casa, dentro dos seus braços amorosos
Sei que tudo isso é verdade
Que Deus abençoou a estrada partida
Que me guiou diretamente à você
Que deus abençoou a estrada partida
Que me guiou diretamente à você
Colocou ainda mais vontade no final, para dar ainda mais força a música e, quando acabou, foi como se as palmas que estivessem soando a transportasse de volta a realidade. Sempre foi assim, quando cantava saia de si, esquecia de tudo ao seu redor.
– Não é que a jovenzinha é boa- Disse o do cavanhaque, com um sorriso irônico, mas em um tom divertido. Voltando a si, Sakura apenas empinou o nariz
– O seu banjo está desafinado- Disse, mas sem nenhum pingo de diversão, ela queria apenas mostrar que era superior a cantorias de quintal. Não olhou pra sua mãe, que sabia que estaria lhe direcionando um olhar repreensor.
Quando Mebuki entenderia que já era grande o suficiente pra ser repreendida pela mamãe?
Deu meia volta e voltou para dentro da casa, não estava com sono, mas não tinha paciência para ficar perto das pessoas com as quais não queria conviver, ou muito menos ter contato por tempo prolongado. Se trancou em seu quarto e foi até uma de suas bolsas, pegando seu notebook e o ligando, queria se atualizar das coisas que falavam sobre ela, mesmo tendo a certeza que mais da metade seriam coisas ruins. Ao entrar em sua conta do Twitter, de cara já via que seu nome estava em um dos assuntos mais comentados do momento.
Bom, pensou ela.
Quando foi ver o que tanto falavam, viu que ainda comentavam sobre seu pequeno incidente no aeroporto, e sobre uma entrevista que Ming tinha dado, que falou sobre ela. Clicou no link da entrevista e logo pode ler do que se tratava.
Ficou -quase- boqueaberta com o que leu.
Ming Xiaoping também falou em nosso encontro sobre a relação, que ela diz ser "mais que uma amizade", com Sakura Haruno.
Etrevistadora: Você e Sakura Haruno tem uma amizade bastante próxima, o qual chegada é a relação de vocês?
Ming: Você sabe, ultimamente nessa indústria é muito difícil acharmos pessoas que realmente gostam de nós pelo o que somos, e é isso que encontro em Sakura. Nós somos muito parecidas. Nossa relação vai além de qualquer amizade.
Entrevistadora: Como assim além de qualquer amizade?
Ming: Bem, todos sabem das mudanças que Saky está tendo, quando nos conhecemos ela estava começando a descobrir a si mesma, ela estava descobrindo seus gostos e suas preferências, com uma mãe que, como já devem ter percebido, não a apoia, eu estive lá e a ajudei a descobrir sua real personalidade
Entrevistadora: Muitos acusam você de má influência para ela, o que acha disso?
Ming: (risos) Sakura já era uma vadia louca antes de me conhecer, mas com nosso relacionamento, dei força pra que ela mostrasse ao mundo isso. É mais fácil ela ser uma má influência pra mim do que eu para ela, vá por mim, vocês não tem ideia do quanto imoral aquela garota pode ser.
Por algum motivo que não entendeu, Sakura começou a rir. Era tão a cara de Ming chamá-la de vadia louca e imoral, via que muitos de seus fãs estavam revoltados com aquelas palavras, mas, para o calibre escroto de palavras que sabia que sua "mais que amiga" tinha, eram palavras até mesmo doces. De qualquer forma, realmente achou legal Ming falando aquelas coisas, tirando a parte de sua mãe. Sim, era verdade, sua mãe não apoiava suas mudanças, mas isso não era o tipo de coisa que se fala em uma entrevista. Sorriu consigo mesma enquanto tweetava algo para seus seguidores, e logo depois um tweet para sua amiga Ming, dizendo que vadia louca era a mãe, terminando com vários coraçõezinhos.
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