The Lucky One

6 The Lucky One - Rachel


Notas iniciais
Esse capitulo ficou um pouco maior que os outros...e é para conhecerem melhor a Rachel da minha fic! :)
Espero que gostem e se não entenderem alguma coisa favor mandar um review ou uma MP, quero saber a opinião dos meus leitores!
Obrigada pelos reviews e as favoritações! :D
Boa leitura! haha

Domingo. Depois da igreja, deveria ser um dia de descanso, para se recuperar e carregar as baterias para a semana seguinte. Era um dia para passar em família, cantar, ensaiar, ler, qualquer coisa. O que ela não queria fazer era passar o dia todo sentada em um escritório quente recebendo pessoas e mais pessoas, vindo buscar seus cachorrinhos de estimação no Canil Sunshine, enquanto sua avó ficava vendo o jogo na TV, sua avó Nana, ela havia criado-a desde os três anos de idade, após seus pais terem morrido em um acidente de carro, e desde então elas moram juntas em Hamptom, em uma casa branca perto do canil. Rachel nunca gostou muito de cachorros, mas simpatizava com eles, ela gostava era de cantar; Ela dava aula de música na Academia Musical Berry, era sua paixão. Mas mesmo assim ela adorava viver em uma cidade do interior, se sentir livre e a noite poder olhar as estrelas e sentir a brisa da noite em seu rosto. Para ela isso valia á pena em continuar trabalhando no Canil, recolher alguns côcos de cachorro no gramado de treinamento e trabalhar algumas horas extras. Isso era o que ela havia feito desde que havia chegado da igreja.

Dois cães já haviam sido entregues, porém mais quatro haviam sido agendados para aquele dia. Nana tinha sido muito gentil, deixando todas as fichas arrumadas antes de entrar em casa para assistir o jogo. Atlanta Braves iria jogar e Nana tinha uma fervorosa paixão pelo Atlanta Braves, que Rachel achava ridícula, como também amava toda e qualquer parafernália relacionada ao time.

Mesmo com a porta aberta, era sufocante dentro do escritório, era um daqueles dias quentes e úmidos de verão, ótimos para nadar no rio, mas inadequados para qualquer outra atividade. Sua camisa estava ensopada de suor, Rachel odiava suor e, como estava de shorts, as pernas grudavam na cadeira. Cada vez que mexia as pernas, ouvia o som delas se desgrudando. Nojento! Apesar de Nana achar importante que os cães se mantivessem frescos, nunca havia se preocupado em ampliar os cabos do ar-condicionado até o escritório. Pensou em buscar um copo de água gelada em casa, mas tinha a estranha sensação de que, assim que saísse do escritório, alguém iria aparecer.

Seria bem mais fácil se Harry estivesse em casa, ele iria fazer companhia para ela. Harry era seu filho, ela havia engravidado no colegial com Jessie, e acabou atrapalhando todos os seus planos de fazer faculdade, mas Rachel não se arrependia de ter tido Harry, pois ela o amava, porém se arrependia de com quem tinha tido ele. Nana sempre falou que eles não iriam dar certo, mas depois que Rachel engravidou quando eles ainda namoravam, Rachel tentou acreditar que eles poderiam ser uma família e acabaram se casando. Não duraram quatro meses e estavam se divorciando, Rachel não conseguiu Harry só para ela e se livrar de Jessie, por sorte conseguiu que ele morasse com a mãe, porém Harry tinha que ir a cada quinze dias na casa de seu pai, o que ele odiava. Jessie era grosso e Harry para ele era um problema, alguém que sempre tinha um defeito. Harry era esperto. Tinha senso de humor. Era naturalmente gentil. Era educado. Harry era maravilhoso, e o fato de Jessie não se dar conta disso a deixava louca.

Ela queria muito mesmo estar dentro de casa fazendo... Alguma coisa. Qualquer outra coisa. Ali onde estava, ficava com muito tempo disponível para pensar. Não só em Harry, mas também em Nana. E se ia continuar a dar aulas de música. E até mesmo no estado lastimável que sua vida amorosa se encontrava, o que sempre a deixava deprimida. Pensou que seria maravilhoso encontrar um homem com quem pudesse sair para jantar ou ir ao cinema, um homem normal, que segurasse a porta para ela passar ou que lhe fizesse elogios de vez em quando. Mas tudo bem! Tinha sobrevivido todo aquele tempo sozinho e ia continuar prosseguindo. Além disso, isso não incomodava a maior parte do tempo.

Rachel sentiu que estava muito quente e que precisava de um copo d’água urgentemente, ao se levantar deixou um bilhete dizendo que voltaria em dez minutos. Colou-o na frente da porta do escritório. Lá fora, o sol queimava, fazendo a correr para debaixo das árvores que havia no caminho á casa em que havia crescido, cercada por uma vasta varanda, com flores amarelas por todos os lados, era uma casa antiga, mas em ótimo estado.

Assim que chegou á varanda da frente e abriu a porta, Rachel sentiu uma onda de ar fresco, tão agradável que ficou parada á entrada da porta, curtindo aquela sensação.

–- Feche a porta – gritou Nana – Está deixando o ar fresco sair – virou-se na cadeira, olhando Rachel de cima a baixo – Parece que você está com calor.

–- Estou com calor!

–- Creio que o escritório esteja um forno hoje.

–-Você crê?

–- Pelo seu estado, eu tenho certeza disso...

Rachel apontou para a televisão. – Como está indo o seu time?

–- Parece um maço de cenouras!

–- Isso é bom ou ruim?

–-Cenoura sabe jogar beisebol?

–-Acho que não...

–- Então você já sabe a resposta.

Rachel sorriu ao ir para a cozinha. Nana ficava meio irritada sempre que seu time estava perdendo.

Pegou uns cubos de gelo no refrigerador. Depois de jogá-los no copo, encheu-o de água e tomou um longo e satisfatório gole. Sentou-se no sofá da sala ao lado de Nana. Uma parte dela queria perguntar quantos pontos tinham sido marcados, mas sabia que o humor de Nana não estava para isso. Pelo menos não no dia em que seu time jogava como um maço de cenouras. Olhando no relógio, soube que tinha que voltar para o escritório.

–- Preciso ir Nana.

–- Ok tente não passar tanto calor.

–-Vou tentar!

Rachel fez o mesmo caminho na volta ao escritório e percebeu, desapontada, que não havia carro algum no estacionamento, o que significava que os donos ainda não haviam chegado. Entretanto, havia um homem, bem alto, bonito e com olhos cor de chocolate, vindo em direção á entrada, com um pastor- alemão ao seu lado. A poeira levantava atrás deles, e a cabeça do cão baixa, com a língua de fora. Rachel ficou pensando por que estariam fora de casa em um dia como aquele. Até mesmo os animais preferiam ficar dentro de casa. Aquela deveria ser a primeira vez em que alguém vinha a pé trazer seu animal para o Canil. E não parava por aí, mas quem quer que fosse não tinha marcado hora. As pessoas que deixavam seus animais ali sempre marcavam hora.

Notas finais
Mereço reviews? Ou mandem só um "Oi" que eu já ficarei feliz :)
kisses