The Lucky One

11 The Lucky One - I'm just wating


Notas iniciais
Esse cap vai mostrar algumas surpresas e revelações... Ele ficou maior que os outros e ele explica bastante coisa! Não sei se ficou meio confuso... mas espero que gostem!
Obrigada aos reviews no último cap e bem vindos novos leitores ! :)
Boa leitura! *--*

Dava para entender por que Nana e Harry haviam se apegado a ele. Ele tinha uma confiança silenciosa, rara nos dias de hoje. Só quando ela voltou para casa é que percebeu que não sabia muito sobre ele e que estava saindo com ele no dia seguinte, era muita coisa para Rachel. Ela não saía com alguém á muito tempo.

Não sabia se isso a fazia se sentir melhor ou pior em relação a ele. Assim como Drake, era fuzileiro naval. Mas Finn estava ali e Drake havia morrido, e essa era uma, entre uma série de outras razões, pela qual não saberia dizer se algum dia poderia olhar para ele de coração aberto, por mais que seu coração quisesse sua mente imaginava 1001 suposições de o que poderia ter acontecido no exército.

Olhando para as estrelas que surgiram após a tempestade, sentia a perda de Drake como uma ferida reaberta. Drake era o melhor irmão que alguém poderia ter depois que seus pais morreram em um acidente de carro, Drake lhe deu força e eles chegaram a dormir na mesma cama por um ano. Eles eram inseparáveis. Mais tarde quando ele foi enviado para a guerra por escolha própria, Rachel ficou orgulhosa com a sua decisão de servir o país, seu coração quase explodiu de amor e admiração quando o viu de uniforme azul. Apesar de ter ficado assustada quando ele foi alistado para o Iraque, não conseguia deixar de acreditar que ele ia se sair muito bem. Mas Drake Berry nunca voltou para casa.

Mal conseguia se lembrar dos dias que se seguiram á notícia da morte de seu irmão, e ainda não gostava de pensar nisso. Sua morte havia deixado um vazio que nunca mais seria preenchido. Mas o tempo amenizava a dor. Atualmente, sua tristeza era maior que sua raiva.

Mas, naquele momento, sentia uma raiva real, depois de reconhecer que também havia gostado de Finn Hudson, assim como Nana e Harry, talvez por ter se sentido tão á vontade perto dele, como só havia se sentido até hoje ao lado de Drake.

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Voltando para casa, viu-se relembrando a naturalidade com que conversavam sentados lado a lado. Era mais descontraída do que havia imaginado. Mais tarde, deitado em sua cama, olhando para o teto, ficou imaginando o que ela pensaria sobre ele.

No dia seguinte, Finn levou Nana até Greensboro, Spark foi junto, pois adorava andar de carro e ver as paisagens mudando contantemente. Foi uma longa corrida, mas nada que Finn não fosse capaz de fazer.

O caminho de volta a Hamptom pareceu mais rápido e quando chegou, Harry estava brincando com uma bola no jardim. Spark correu e pulou em cima de Harry lambendo seu rosto; Eles haviam ficado muito amigos desde que Finn e Spark haviam se mudado. E Spark ás vezes era a única companhia de Harry.

-- Oi, Sr Hudson! – disse Harry do jardim.

--Olá, Harry! Como foi a escola?

--Um tédio! Como foi o trabalho?

--Uma maravilha!

Harry continuou correndo atrás de Spark que havia roubado sua bola. – Que bom!

Desde que as aulas haviam começado, todos os dias diziam as mesmas frases um para o outro. Então aparece uma Rachel toda feliz.

--Oi, Finn!

--Oi, Rachel!

Encostou-se no corrimão com um leve sorriso no rosto. – Como foi à viagem?

-- Foi boa!

--Mas deve ter sido estranha.

-- Como assim? – disse Finn confuso.

-- Quando Foi à última vez que dirigiu por cinco horas?

Hudson coçou a nuca. – Sei lá. Faz muito tempo.

Harry estava brincando longe, e os dois sentaram na varanda e ficaram vendo Harry e Spark brincarem.

-- E então... Nosso jantar ainda está de pé? – disse Finn nervoso.

-- Hum! Já que já combinamos, acho que não posso recusar não é mesmo? – disse Rachel brincando. – Como está quente hoje, você não acha?

-- Concordo.

-- O que acha de um sorvete? Eu e Harry adoramos! E como vou ter que levar Harry na casa de seu pai daqui a pouco... Vou aproveitar em quanto ele ainda está por perto. Se você quiser vir também? – disse Rachel.

--Aham! Só vou terminar de organizar uns arquivos que Nana pediu.

Foi mais rápido do que eles pensavam, quando viram eles estavam na varanda todos juntos, contando histórias e se refrescando.

-- Vou pegar mais sorvete na cozinha. – disse Rachel.

--Eu vou com você. – disse Finn.

Eles entraram na cozinha e enquanto Rachel se servia de mais sorvete, Finn ficou observando as fotografias nos porta-retratos. Havia fotos de Harry, de Nana, de Rachel. E de Drake. Finn ficou observando e Rachel chegou por trás.

-- Esse era Drake, de quem eu te falei... – disse Rachel já com uma expressão mais triste.

-- Ele também era fuzileiro naval?

-- Isso mesmo. Lembro-me de quando a invasão começou, era grande novidade para ele. Fiquei assustada por ele, especialmente quando soube das armas químicas e dos ataques suicidas, mas você quer saber com o que ele estava preocupado? Antes da invasão, quero dizer?

-- Com o quê? – disse Finn que ouvia atentamente.

--Uma fotografia. Uma velha fotografia ridícula. Dá pra acreditar?

As palavras inesperadas fizeram o coração de Finn bater mais forte, mas ele esforçou-se para parecer calmo.

-- Ele tirou essa foto minha, seria o último fim de semana que ficaríamos juntos antes de ele se alistar. Lembro-me que nos divertimos muito, estávamos de bobeira e ele tirou uma foto minha e disse que tinha amado. Estávamos nos divertindo muito me lembro de ter olhado para o céu e subitamente ter visto uma estrela cadente, e tudo o que pude pensar é que eu pudesse viver aqueles momentos maravilhosos e divertidos novamente. – Rachel já havia despejado algumas lágrimas. Ela fez uma pausa, perdida em suas lembranças antes de continuar. – Ele mandou plastificar e guardou-a durante todo o treinamento básico. Depois que chegou ao Iraque, mandou um e-mail para mim dizendo que havia perdido, e pedindo para que eu enviasse outra a ele. Pra mim parecia uma bobagem, mas eu não estava lá, e não sabia pelo o que ele estava passando, então eu disse que sim. Mas não consegui mandar logo em seguida. Não me pergunte por quê. Era como se tivesse algum tipo de bloqueio mental, e quando eu mandei recebi de volta sem ter nunca ter sido aberto. Ele havia morrido na primeira semana de invasão. Você sabe como é difícil Finn?! Eu nunca consegui enviar a única coisa que ele me pediu. Entende como isso me faz sentir?

Quando viram, Rachel estava soltandando algumas lágrimas com a cabeça escorada no ombro de Finn.

Hudson sentia seu estômago revirado, era muita informação, mas tentou se acalmar. – Nem sei o que dizer.

Rachel se separou do abraço de Finn. – Não há nada a ser dito. É só que hoje faz dois anos da morte de Drake e acho que acabei ficando mais emocional. Mas está tudo bem.

--Não se preocupe, tenho certeza que vamos nos divertir muito hoje de noite, eu vou te animar você vai ver! Por mais forte que seja a dor da lembrança,eu sei já passei por isso, nós temos que tentar esquecer e VIVER! – disse Finn.

Rachel riu. Como Finn podia sempre fazer Rachel se sentir melhor?

-- Manhêêê!! Vocês não vão vir aqui? O que está acontecendo?! – disse Harry gritando pela atenção dos dois.

Finn limpou as lágrimas de Rachel em seu rosto suavemente. – Vamos? Ou o seu sorvete vai derreter!

Os dois seguiram até a varanda onde Harry e Spark dividiam um sorvete. Depois quando Rachel levantou-se trocar de roupa para levar Harry à casa de seu pai, Finn resistiu para não chamar Spark e simplesmente sair de lá. Não conseguia parar de pensar na fotografia que estava em seu bolso, à fotografia que Drake havia perdido. Finn a achou, Drake morreu e ele estava ali, na casa em que Drake havia sido criado, tomando sorvete com a irmã que ele havia deixado para trás. Finn estava chocado. Queria que áquele dia fosse perfeito então tentou apagar as informações naquele momento por mais difícil que fosse.

-- Pronto Harry? Seu pai ligou e disse que vem pegar você aqui mesmo! Pegue a sua mochila! – disse Rachel já mais animada.

-- Então Rach, andei visitando melhor a cidade e quero te levar em um local diferente hoje. Se por você tudo bem?

--Aham, por mim tudo bem! Ah e Finn... Se não for incomodo, mas acho que depois nos falamos porque meu ex é meio brabo não sei se vocês iriam se dar muito bem...

--Certo... Então eu te pego as 8:00? – disse Finn se despedindo dos dois.

--Vou estar esperando! – Disse Rachel sorrindo.

E assim Finn caminhou pela estrada, depois se virou para trás para ver a casa, Rachel fazia cócegas em Harry para tentar animá-lo. Seu sorriso era grande e fazia Finn suspirar. Então, sentiu pela primeira vez que estava finalmente entendendo a razão que o havia levado até a ali.

Notas finais
Eu sei que nesse cap ainda não foi o capitulo do encontro deles mas tinha que acontecer outras coisas antes... Espero que tenham gostado...
E eu sei que muitos dos leitores não gostam de comentar... mas acredite! Um review faz muita diferença para quem está escrevendo... nem que seja um "Estou acompanhando" eu fico muiiitoo feliz :D
E aí gostaram do capitulo? O que precisa ser melhorado?
Reviews? ;)
Beijos e até o próximo cap!