The Loyal Husband
3 Moças Impuras
Notas iniciais
Seung estava dormindo. Naquela cama confortável, os travesseiros de pena, os lençóis de seda e o cobertor macio e cheiroso. O quarto em que dormia cheirava a canela. As velas aromáticas eram vermelhas, e as cortinas que cobriam as três grandes janelas eram roxas, e não deixavam a luz do sol entrar. Seung dormia, um sono pesado e demorado, pois nunca tinha se deitado em algo tão confortável.
As concubinas dormiam todas num mesmo o quarto, e era o mesmo com Seung, que após o banquete em sua homenagem, foi levado, junto com as moças, para o enorme quarto repleto de camas de diferentes cores que enchiam o lugar. As janelas eram altas, o piso era em pedra, as paredes pareciam brilhar com a prata que as enfeitava. O quarto ao lado era onde as moças se lavavam, e depois de passar por um pequeno corredor e virar a esquerda, elas se vestiriam no cômodo repleto de guarda roupas onde suas vestes eram guardadas e selecionadas, assim como suas jóias, sapatos, perfumes, óleos e maquiagem. Tudo muito bem organizado.
Enquanto os servos se ocupavam em esquentar a água para o banho da manhã, em separar as roupas, abrir as cortinas, e acordar as donzelas, a ama que serviria a Seung estava parada, em frente a sua cama, sem saber como agir. Era seu primeiro dia lá, e fora treinada sua vida toda para servir a mulher que se tornaria a rainha. Mas tinha mudado tudo quando ouviu que a escolha dos Espíritos era um homem.
Ela não sabia como agir. E enquanto as outras concubinas acordavam e se dirigiam ao salão de banho, ela assistia Seung dormir.
— Mei! Ande logo! O Rei não pode esperar!
Mei, a pequena ama, e uma das mais jovens trabalhadoras do castelo, filha de um jardineiro e uma cozinheira, estava tão nervosa que sentia que iria desmaiar.
Pediu forças aos Espíritos e sussurrou:
—Er... Senhor... Seung... Você precisa acordar.
Seung não se moveu.
— Fale mais alto! — Uma das concubinas se aproximou de Mei e puxou os cobertores de Seung — Vamos! Acorde vossa senhoria! Se apresse e se arrume para o seu primeiro dia no palácio.
Seung acordou com o susto da voz alta e aguda da concubina, e se levantou rapidamente. Aquilo tudo ainda parecia um sonho.
—Senhor... Eu sou Mei... Sua ama, preciso te arrumar para o café da manhã. São oito horas. Tudo está pronto.
— Ah, sim, claro. Vamos.
Seung estava desajeitado, se sentia fora do lugar, com seus pijamas delicados de renda branca, foi caminhando até o salão de banho, sonolento, quando se deparou com a cena mais absurda do dia;
Todas as concubinas, nuas, se lavando graciosamente em uma enorme banheira com flores, o vapor da água quente fazia o lugar parecer uma sauna.
Seung corou como um louco, e as moças não sabiam como agir. Estavam esperando uma mulher. Um dia atrás elas especulavam que tipo de mulher os Espíritos escolheriam, como seria seu rosto, corpo e cabelo. Nem tinham pensado na hipótese de se banhar com um homem.
Mas... não se importavam.
—Senhor... Deve se despir...
Seung tremia, enquanto tentava ignorar alguns olhares furtivos das concubinas que o observavam. Se despiu aos poucos, tirando a camisa primeiro, deixando a mostra seus músculos pouco definidos, pelo trabalho braçal que fazia desde adolescente. Seus braços eram fortes, tinha ombros largos, era um homem bonito, com olhos castanhos claros, os cabelos ondulados de cor escura, sempre presos em uma trança que descia até os ombros. Tinha a pele parda, marcada pelo sol e por algumas cicatrizes que adquiriu ao longo do tempo.
Lentamente, Seung se despiu da calça, e todas as concubinas o olhavam sem pudor. O corpo másculo do homem era desejável, mesmo que fugisse um pouco dos padrões estéticos da época.
Mei, percebendo a vergonha de Seung, passou a toalha pela sua cintura enquanto ele se despia, impedindo as concubinas de matar sua curiosidade.
— Ah nem! Qual é a graça de se cobrir?
— Todas estamos nuas aqui!
— Uma hora ou outra nós vamos ver ele.
Seung estava vermelho como um tomate, e enquanto entrava na banheira em um canto mais afastado, ia retirando a toalha lentamente. Mei se aproximou e começou a desfazer sua trança, para lavar seus cabelos.
— Nossa... Você tem cabelos tão lindos... Eu sou Mi-Cha, fui a terceira concubina, estou aqui há algum tempo.
Uma das concubinas, de pele parda e olhos verdes e seios especialmente grandes disse, com um sorriso amigável.
— Prazer. Me chamo...
— Todo o reino sabe como se chama tolinho! Você é o assunto mais comentado nas províncias — A concubina mais alta, de cabelos avermelhados e olhos ágeis disse, sua voz era diferente de qualquer outra voz que Seung ouvira — Sou Kyung-Soon, a quinta concubina.
— Prazer.
Mei lavava os cabelos de Seung cuidadosamente, limpando com óleo de menta e o hidratando com óleo de coco.
— Logo após o café da manhã vou levar o Senhor para a sua limpeza, onde vão cuidar do senhor com os procedimentos estéticos padrão da realeza.
— Ahhh! Você vai amar! Eles vão te deixar lindo! Mal posso esperar pra te ver livre dessa sujeira, rugas, manchas, caspa, olheiras, cicatrizes, essa sobrancelha monstruosa, esses dentes um pouco amarelos demais, e também as suas unhas! Ah e as suas espinhas e...
— Já chega Yong! Desse jeito o rapaz vai fugir do castelo de tanta vergonha. Ele não tem culpa de ser... Desajeitado — A moça que parecia ser a mais velha do grupo, de mais ou menos 25 anos, com os cabelos negros e ondulados, e uma cicatriz que ia da orelha direita até a bochecha, disse, ríspida, calando a concubina mais baixa do grupo, que tinha o rosto quase todo submerso na banheira, e os cabelos castanhos muito claros, os olhos brilhantes e azuis — Não ligue pra ela, e não se ofenda, ela só está agitada com a ideia de ter um homem conosco. Ela foi a única que disse que os Espíritos escolheriam um homem, mesmo que só de brincadeira...
— Ryung!
— Eu ouvi que você teve uma vida muito dura e teve que trabalhar desde cedo — A concubina de cabelos curtos e franjas que quase cobriam seus olhos disse — Não se preocupe, a maioria de nós também veio de família pobre, todas passamos por dificuldades. Você vai amar o palácio. Eu sou Kwan.
— Seung! — Era Joo, que se aproximava de Seung, se sentindo mais confortável. Nem parecia que estava nu, entre moças belíssimas também nuas, enquanto seus respectivos servos as lavavam — Posso te fazer uma pergunta mais... íntima?
Seung já tinha percebido que Joo era um pouco... pervertida.
— Er... Sim...
—Ah, por favor! Nós estamos todas nuas, na mesma banheira, não podemos ser mais íntimos que isso.
Yong disse, se aproximando lentamente, na ponta dos pés, tentando não afundar. Por que diabos aquela banheira era tão funda?!
—Na verdade, tem sim, um jeito de ficarmos mais íntimos...
— Mi-Cha! Sua pervertida!
— Nem parece a menina que chorou por meia hora depois do príncipe beijar a sua testa...
Kyung-Soon disse, com desdém.
— Isso foi há muito tempo!
—O banho já vai terminar...
A serva de Yong disse, para as garotas, e o garoto, se apressarem.
— Bem... Como eu ia dizendo antes de uma certa virgem me interromper... — Ei! Você também é virgem! — O que eu tenho pra perguntar é bem simples. Os Espíritos te escolheram para ficar ao lado do Rei, até aí tudo bem, mas... você... sente atração... você gosta de... er...
— O que a virgem quer perguntar é: Você gosta de homens? Sempre gostou de homens? Uke ou...
— Mi-Cha!
Seung não tinha problema algum em responder aquela pergunta, mas as mulheres estavam tão próximas dele que ele não podia não reparar em seus corpos... Estava muito vermelho, e mesmo que não se sentisse atraído por elas, ainda era uma situação bem constrangedora.
— Eu sempre me senti atraído por homens, mas... Eu nunca namorei...
— Kyaaa! Eu sabia! Os Espíritos nunca erram! Você é virgem! Eu vou ficar com a sobremesa da Yong, da Kyung, e da Joo que disseram que você já tinha dad...
— Shhh! Já chega! Vamos nos arrumar, o banho acabou!
Joo disse, enquanto tapava a boca de Mi-Cha.
Seung sabia muito bem o que ela ia dizer, no entanto ficou calado, enquanto sentia o aroma fresco que emanava de seu corpo limpo. Seus cabelos estavam macios, as olheiras diminuíram, e se sentia leve, sem dores nos braços ou nas costas. Seus pés estavam macios, os calos das mãos haviam desaparecido, as manchas do rosto também.
—O que...
—Eu sei, é mágico não é?
Mei disse, sorrindo, enquanto enrolava Seung na toalha, e o levava até seu guarda roupa.
Seung estava no grande salão, esperando pelo Rei e Rainha para comer. Estavam em pé, em sinal de respeito, as concubinas lado a lado, em uma fila, todas muito bem vestidas, com diferentes cores e tecidos. Seung estava vestido com um terno de seda negra, com pequenas flores vermelhas, seus cabelos estavam presos em diversas tranças que Mei fez cuidadosamente, e usava um pingente de ouro puro que era dado às esposas.
O Rei e Rainha logo chegaram, em suas vestes impecáveis, seus servos e o príncipe logo atrás. Bon-Hwa estava vestido com um terno azul, e seus longos cabelos negros estavam presos em uma única trança, que o fazia parecer mais velho.
As moças tiveram a permissão de se sentar, e quando Seung percebeu que Bon-Hwa se sentaria ao seu lado, não pode conter o nervosismo e agitação. Tentou não corar, ou fazer algo que o envergonhasse, e não sabia o que dizer.
— Bom dia. Como todas estão hoje?
A Rainha disse, sorridente.
As moças responderam educadamente e Seung esperou passar despercebido, não estava confortável com aquela situação. Só o fato de estar morando no palácio, comendo frente a frente com o Rei, prestes a ser treinado para se tornar um esposo real, e... passar mais tempo com o príncipe, que logo se tornaria rei, Seung sentia que podia desmaiar a qualquer instante.
— Seung? Você dormiu bem?
— Ah sim! Obrigado por perguntar. Todos estão sendo muito gentis comigo.
— Espero que esteja pronto para passar a tarde com Bon-Hwa. Como é de costume que as esposas passem a primeira tarde com o homem que estão prometidas em casamento, não será diferente com você.
— Ah, sim... Claro...
Seung estava suando frio, suas mãos tremiam e seus olhos analisavam o prato de cerâmica branca. Não sabia o que fazer, e enquanto os servos enchiam a mesa com a deliciosa comida, Seung observava seu noivo de soslaio. Seu rosto era firme, com traços ríspidos e elegantes, sua boca tinha lábios macios e rosados, os olhos pequenos mas expressivos, de uma tonalidade especial, os cabelos macios e negros, tão longos...
Seung percebeu que não teria dificuldade em se apegar com aquele homem, sua aparência era agradável e o fazia se sentir mal por ser tão simples. Não tinha nada de especial, mas quem sabe, se depois do extenso tratamento estético que passaria, não se tornaria um homem mais elegante e, quem sabe, bonito? Se os Espíritos o tinham escolhido, mesmo que ainda estivesse em dúvida sobre o motivo da escolha, ele daria o seu melhor para honrar o reinado de Bon-Hwa, em hipótese alguma ele seria um motivo de desonra.
Tinha pensado sobre aquilo praticamente a noite toda, ele realmente não tinha nada de especial, mas depois de conversar com Mi-Cha, ele descobriu que todas as concubinas estudavam e se preparavam diariamente. Ele tinha apenas cinco meses para aprender tudo sobre como agir, falar, se vestir, e... satisfazer Bon-Hwa. Ele daria o seu melhor e mostraria que os Espíritos estavam enganados se achavam que o escolher como esposo real era uma punição. Tinha aprendido com o tempo a enfrentar situações difíceis, a ver o lado bom de qualquer situação, e de dar o seu melhor a qualquer custo. Ele mostraria a todos o que Seung da província Amarela era capaz de fazer.
Após o café da manhã, o príncipe se dirigia ao salão de treinamento, para aperfeiçoar sua luta com a espada, o arco, e as artes marciais. As concubinas começariam suas aulas, e Seung passaria pelo procedimento estético que acontecia toda semana. As moças deviam zelar pela aparência, e bem, Seung também.
Mei o acompanhava de perto, dando instruções de como andar pelo palácio sem se perder, felizmente, Seung tinha uma boa memória e aprendia tudo muito rápido.
Chegaram em um salão com vários espelhos, e dois homens se curvaram ao verem Seung entrar.
— Estes são Haneul e Ineul, e irão cuidar de você até o almoço. Fique a vontade.
— É uma grande honra poder cuidar de você, — disse Haneul com os cabelos loiros e olhos verdes, seu sorriso era contagiante e tinha uma barba engraçada, Seung sorriu com a cortesia — Vamos começar.
— Por favor, sente-se aqui. Vamos começar cuidando dessas unhas que estão horrorosas!
Ineul tinha a cabeça raspada, e uma longa barba, usava um terno florido e sapatos de cores diferentes, suas mãos estavam repletas de anéis, e seu toque era suave.
— Enquanto eu amacio esses seu pés tão maltratados e limpo suas unhas, Haneul vai cuidar de seu rosto e devolver a beleza inicial que lhe foi concedida.
Seung sorriu, e enquanto sentia o creme gelado que Haneul passava pelo seu rosto, percebeu que o príncipe, em nenhum momento havia olhado para ele, ou o cumprimentado. Fora educado com todas as cinco concubinas mas com ele, nada!
— Eu estou perdido!
Seung levantou a cabeça subitamente, assustado com o pensamento que lhe ocorrera, Haneul e Ineul se assustaram e ficaram preocupados se tinham machucado o esposo real.
— Mas o que aconteceu? — Ineul perguntou, a mão esquerda no peito, a lixa que usava na outra mão — Eu te machuquei?
— O que? Não... É só que... Meu... Que o Grande Ser me proteja mas um pensamento me ocorreu e... Estou preocupado que possa ser verdade.
— E que pensamento seria esse, vossa graça?
Haneul perguntou, curioso e preocupado se o esposo real era um doido de pedra.
— Não é nada... Não quero aborrecer vocês.
A máscara verde no rosto de Seung começava a cair-lhe sobre o pescoço.
— Estamos aqui para serví-lo, senhor, pode nos contar qualquer coisa, se disser que é segredo, juro levá-lo ao túmulo.
— Pois bem... Como devem saber... Foi uma surpresa eu ter sido escolhido para ocupar o cargo de esposa real... Mas por mim, tudo bem sabe... Se é que me entendem...
— Entendemos.
Disseram os dois em uníssono.
— Mas quanto ao príncipe... Eu não sei se ele... Bem... Se ele é interessado por mim... Talvez esta seja uma punição dos Espíritos do Destino.
— Ha ha ha ha ha!
Haneul gargalhou de uma maneira espalhafatosa, enquanto Ineul se segurava.
— Eu posso lhe garantir que não deve se preocupar com isso, e, você não ouviu isso de mim, mas, digamos que o príncipe já tenha provado ter um apetite que vai para os dois lados...
— Ha ha ha ha ha! Achei que você estivesse preocupado com algo mais sério! Mas se era só isso mesmo, vamos voltar ao trabalho porque temos muito o que fazer pra te transformar de um trabalhador pobre em um esposo real.
Seung riu com a ideia boba que tivera, os Espíritos não se enganavam. Ele tinha que apagar da cabeça a ideia de que tudo aquilo não passava de uma piada para os Espíritos do Destino.
Estava na hora do almoço, e Seung se dirigia ao salão onde teria outra maravilhosa refeição. Os procedimentos haviam terminado, e agora ele se sentia uma nova pessoa. Estava sorridente, e, agora com os dentes brancos e perfeitos, o rosto sem manchas, as mãos macias e as unhas limpas, os cabelos sedosos soltos com pequenas tranças entre seus pequenos cachos, os lábios macios e rosados, os olhos com cílios longos, o corpo cheiroso e macio, sem manchas, e apenas as cicatrizes mais profundas com os ferimentos mais sérios que ganhara. Era um novo homem, e quando entrou no salão, atrasado por três minutos, com todos sentados à mesa conversando sobre uma coisa qualquer, todos os olhos pairaram sobre ele. Sua aparência saudável e elegante, bonita e bem cuidada fazia uma enorme diferença, e agora ele realmente aparentava ser o esposo real. O príncipe, que conversava com Joo sobre qual seria a sobremesa, agora tinha sua atenção voltada a Seung, que parecia desejável aos olhos. As vestes elegantes e bonitas agora em sintonia com a aparência bonita do homem. As moças o olhavam de cima a baixo se perguntando se aquilo não era uma benção dos céus, ter dois homens com quem se relacionar no palácio. Dois homens bonitos.
Sun-Hee se sentiu orgulhosa ao ver o olhar do filho sobre Seung, e o Rei comia seu prato favorito, carneiro com molho de frutas.
Seung se dirigiu a mesa, sentindo os olhares o acompanhando. Mas não abaixou a cabeça. Se sentia à altura agora, tinha a aparência e elegância de um esposo real, e assim que começasse a aprender a como se portar, seria uma pessoa inteiramente diferente.
Se sentou ao lado do príncipe, entre Joo e Bon-Hwa. Onde era seu lugar de direito enquanto Bon-Hwa não fosse rei, e então ocuparia o lugar da Rainha.
— Você está muito charmoso.
Sussurrou Joo, e Seung sorriu.
— Fico feliz de ver que está se adaptando bem ao palácio.
Disse a Rainha, sorrindo. Seung acenou com a cabeça e começou a se servir. Dessa vez, ele sentia o olhar do príncipe nele, mas o ignorou.
A Rainha queria ver Seung depois do almoço, a sós, nos jardins. Mei o acompanhou, como sempre, dessa vez contando a história de como o palácio foi construído, e algumas lendas que circulavam o local. No caminho, Seung viu a fonte da Paz, que ficava na praça em frente ao palácio, onde o primeiro Imperador daquela região assinou o tratado que pôs fim à guerra que tirara mais de cinco milhões de vidas. Passou pelo lago de água cristalina, cercado por árvores frutíferas, e enfim, chegou ao jardim repleto das mais diversas flores, das mais diversas cores e aromas. O local era magnífico, o sol brilhando, fazendo sombra nas árvores, a grama verde, e o cheiro das flores era suave e refrescante.
— Fico feliz que gostou do meu jardim.
Sun hee disse, e Seung percebeu que sorria.
— Pedi que viesse aqui para que eu pudesse cumprir a minha promessa de trazer a sua pessoa querida para morar conosco. Depois de tudo o que passaram juntos, é justo que ela fique com você nos momentos de bonança e felicidade.
Seung se virou para a rainha e viu, a sua querida Yuga, a mulher que cuidou e zelou por ele sua vida toda, que esteve com ele em todos os momentos e o apoiou em tudo. Seu coração se encheu de alegria, e ela correu para abraçá-lo. Era mais baixa que ele, os cabelos castanhos claros roçavam seu nariz, e ele percebeu algo de diferente. Se afastou apenas o suficiente para ver seu rosto, mais suave e bonito, os olhos azuis, a boca rosada, o rosto sem manchas e rugas, as vestes de seda amarela, sua cor favorita.
— Você também passou pelo procedimento estético!
— Sim! Agora eu sou bonita!
Ela gritou, a voz alegre e aguda.
— Não seja boba, você sempre foi linda.
— Bom, só pra você.
A verdade é que Yuga era mais como uma irmã para Seung, uma irmã mais velha e engraçada. Seu coração estava alegre e finalmente, as coisas pareciam melhorar.
Ele não era um engano ou uma punição, mas cabia ao príncipe lhe dar uma chance, ou... não.
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