The Loving Dead
11 Capítulo 11
Notas iniciais
"O amor é nossa resistência" — Muse
Estávamos ansiosos pela resposta, mas Tom não respondeu rapidamente.
— O que você viu, Tom? — eu perguntei de novo.
— Uma casa, cabana... Sei lá — ele disse sério.
— Vamos voltar Jack — Jenna disse com autoridade — Pode ser o lugar que tanto esperamos.
Jack freou o carro e Cássio parou ao ouvir o barulho dos pneus.
— O que aconteceu? — Cássio perguntou preocupado. Bianca estava assustada.
— Tom viu alguma coisa lá atrás — Jack disse incrédulo — E eles querem dá uma olhada.
— Pode ser um lugar para ficarmos por um tempo — Jenna reafirmou. Os olhos de Bianca brilharam.
— Isso é ótimo — Bianca disse — Vamos dá uma olhada.
— Ou pode ser só mais uma encruzilhada. — disse Cássio.
— Se formos pensar assim, nunca vamos achar um lugar seguro — Jenna disse desafiando o marido.
— Não existe lugar seguro, Jenna. — Disse Jack.
— Mas precisamos tentar... — ela respondeu.
— Vamos lá então — eu disse. Não aguentava mais a pequena discursão do casal.
— Vocês estão loucos — Jack disse.— Vamos encontrar mais mortos nessa maldita casa.
— Jack, o que está acontecendo com você? — perguntou Jenna irritada.
— NADA! As coisas não estão fáceis e vocês continuam querendo se arriscar. Já não temos comida, não temos água e a gasolina está acabando. VOCÊS QUEREM FICAR NUMA CABANA, NO MEIO DO NADA, ONDE PODEMOS MORRER DE FOME, OU SEDE, OU ATÉ ENCONTRAR MAIS MORTOS?
— Se eu tiver um pouco de paz, por pelo menos 2 segundos, então sim Jack, eu quero— eu disse sem pensar. Todos me olharam como se eu fosse louca por estar confrontando Jack, e Tom me deu um olhar agradecido, mas não podíamos ficar vagando pelo mundo — Eu prefiro morrer feliz.
— OK, ENTÃO. Mas não digam que eu não avisei — Jack disse contrariado — É por isso que não concordo com democracia.
Ele deu meia volta e continuou pela estrada. Poucos metros depois vimos o que Tom tinha dito. Era uma cabana bem simples, mas grande, com vista pro mar. Como Jack tinha dito, não havia nada ao redor dela a não ser uma grande floresta tropical e oceano por todo o horizonte, mas apesar de tudo, poderia ser nosso porto seguro.
Jack saiu da estrada e foi em direção a casa. Havia um esqueleto bem na entrada, e quando Bianca o viu correu para colocar o que havia no estômago para fora, ela andava estranha.
Cássio nos pediu para fazer silêncio e ele e Tom foram em direção a casa. Jack ainda estava no carro e o resto estava do lado de fora. Cássio sumiu nos fundos e Tom estava olhando pela porta e pelas janelas. Após um tempo Tom entrou. Alguns minutos depois ouvimos um tiro. Bianca e eu saímos correndo para ver o que era.Antes de chegarmos dentro da casa, Tom e Cássio saíram rindo. Eu agarrei Tom e Bianca foi direto para os braços de Cássio.
— O que aconteceu? Vocês estão bem? — Eu disse preocupada.
— Estamos. Esse idiota entrou pelos fundos e me assustou lá dentro — Tom disse descontraído. Talvez esse tempo longe da confusão nos fizesse bem.
— Ele quase atirou em mim. — disse Cássio rindo.
Não que eu tenha achado aquilo tudo sensato, mas era bom um pouco de distração. Jenna e Jack estavam conversando baixinho no carro. Jenna do lado de fora e Jack ainda com as mãos no volante. Passado um tempo Jenna nos dirigiu um olhar caridoso.
— A casa está limpa. Nem um morto, a não ser aquele esqueleto. — Disse Tom.
— Só espero que a gente não termine igual ele... — concluiu Jack.
Jack saiu do carro e começou a esvaziá-lo, entregando algumas coisas pra Jenna. Eu e Bianca fomos ajudar, Tom e Cássio foram fazer uma ronda pelos arredores da casa. Assim que todos se ajeitaram fomos para a casa. A aparência era de uma casa que só era habitada nas férias de verão. Os móveis estavam tampados com lençóis empoeirados e tinha uma escada estreita que levava para o andar dos quartos. Os armários da cozinha estavam cheios de enlatados e biscoitos, a geladeira estava vazia. Arrumamos a sala de estar e sentamos para conversar.
— Isso aqui parece bom — Jenna disse satisfeita.
— Vamos torcer para que continue assim — Jack disse. Agora ele estava um pouco mais calmo.
Já era bem tarde quando decidimos dormir. Jenna havia encontrado velas e fósforo na cozinha, por isso estávamos iluminados. A casa era pequena e só havia dois quartos.
— Jenna e eu ficaremos na sala. Esse sofá é grande para nós dois — Jack disse.
Sobraram então os quartos no segundo andar e como já era esperado, Bianca e Cássio dormiriam juntos. Eu ainda tinha esperança da velha divisão de meninos e meninas, mas isso era ridículo quando todo munda já estava se relacionando. Fiquei meio sem graça de dormir com Tom, o que é bobo, mas eu nunca dormi com um garoto. Não sabia o que fazer e o que pensar. Tentei parecer normal, mas não sei fingir muito bem.
— Cássio e eu ficamos em um dos quartos — Bianca disse por fim — Acho que isso já era óbvio — ela riu.
Tom pigarreou e disse finalmente.
— Se você não se importar Sophia — ele parecia um bobão falando — Posso ficar no seu quarto?
— É... Sim — eu sorri — Mas se roncar te jogo da cama e você vai dormir com o Jack e a Jenna lá no sofá.
Todos riram. O clima estava mais leve, até Jack se comportava como um homem normal. Jenna conseguira fazer miojo para todo mundo, eu percebi que sentia saudades da época em que eu só comia isso. Preparamo-nos para dormir. Fui para o quarto antes de Tom, havia uma cama de casal antiga, um armário e um sofá duro. Tirei os lençóis e preparei a cama para dormir. Tom não demorou a chegar.
— Eu fico no sofá — ele disse.
— Não — falei em alerta — Fica na cama.
Ele sorriu. Deitei-me em um lado da cama e ele em outro. Tom estava sem camisa e só aí eu pude perceber o quando o ele era musculoso. Ficamos em silêncio. Olhando um pro outro. Nos encarando como se fossemos idiotas.
— Do que você está rindo? — eu perguntei.
— Não estou rindo, eu estou feliz.
— E eu posso saber porque você está feliz, Tom?
Ele me abraçou e me puxou para mais perto.
— Porque eu estou com você. Aqui. Agora. E você é linda.
Eu agarrei o seu cabelo e comecei a beijá-lo. Tom me colocou em cima dele e pude sentir o quanto ele me queria. Ele começou a passar a mão pelo o meu corpo, o que me fazia enlouquecer. Foi só aí que eu percebi o quanto estava apaixonada por ele. O quanto eu o desejava, o quanto eu queria que ele fosse meu. Mal senti quando ele tirou a minha roupa e eu tirei a dele, foi tudo tão automático, tão esperado. No momento que ele entrou em mim eu me senti a pessoa mais feliz do mundo. Em outras palavras: eu o amava. Sim eu o amava e não queria que aquele momento acabasse. Podíamos estar no meio de 200 mil mortos que eu continuaria ali com ele. Faria tudo por ele. Não importava o lugar, eu sabia que era com ele que eu iria ficar.
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