Notas iniciais
AVISO!! Este capitulo esta baphonico. Segredos e confissões, além de novas sensações.

–Não estou entendendo. Você é um híbrido como...

–Não. Sou realmente um híbrido entre duas espécies diferentes. -cortei logo ele, não tenho parentes vivos humanos, apesar dos meu avós paternos serem.

–Agora eu realmente não estou entendendo.

–Olha, isso é difícil pra mim, nunca contei isso pra ninguém. Eu realmente gosto muito de você e confio bastante em você, mas mesmo assim é difícil. -falei o olhando. -Eu sou metade... Upierczis... Por favor não corra.

–Eu não vou correr. — falou me olhando. -Mas como assim??

–Meu pai era um vampiro comum, mas minha mãe é uma Upierczi. Por causa disso, eu sou um híbrido muito raro entre duas espécies muito diferentes. Como v-você sabe, eu tenho presas, mas meus olhos não ficam vermelhos e...

Quando ia continuar a falar com ele, comecei a esquecer tudo. Onde eu estava, quem eu era e o que eu fazia, tentei lugar contra ela, mas não consegui. Ela tinha me deixado muito cansada ontem, então não consegui a deter e apaguei no ombro dele.

POV "Sadie"

Finalmente, depois de muito tempo Coração não me amarra ou me amordaça. Não lembrava direito onde estava ou o que estava fazendo, olhei meu reflexo no lago do jardim e sorri, estava com os olhos cinzas e um pouco mais pálida que o normal, essa sim era eu. Olhei para o garoto ao meu lado com um sorriso irônico.

–Acho que essa é a parte que você corre. — Ele acabou não me respondendo, parecia ter ficado bem surpreso.

–O que foi?? A gatinha comeu sua língua?? –perguntei em uma gargalhada. -Quer que eu te explique??

–Seria bom. — falou me olhando.

–Pra começar, sabe quem eu sou??–perguntei com um sorriso de canto.

–Sadie??

–Isso, mas Coração não quer que eu seja. Sou o lado Upierczi dela.

–Ham....

–Olha, somos como duas pessoas completamente diferentes. Ela é simpática, fofa, tímida e doce, até demais. Eu tenho uma personalidade forte, sou independente, sincera e as vezes grossa. Mas dividimos o mesmo corpo, ela tenta me reprimir, mas eu muitas vezes consigo tomar o controle. Mas sou mais forte a noite.

–Estou começando a entender.

–Ela geralmente não sai a noite por causa de mim. Ela costuma se trancar no banheiro e se acorrentar e amordaçar, pra quando eu tomar o controle, não falar com as pessoas que ela conhece. -falei o olhando. -Deveríamos ser uma pessoa só, mas ela não me aceita, então até estarmos em um equilíbrio perfeito, vamos ser duas pessoas separadas brigando pelo controle.

–Por que vocês não se dão bem??

–Você é surdo?? Não ouviu que ela tenta me reprimir?? -perguntei o olhando. -Francamente, ela acha que eu sou culpada pelas besteiras que fazia a noite e desde da morte do nosso pai, nunca mais entramos em um consenso.

–Por que esta me contando isso??

–Você queria explicações não é??–falei o olhando. -E também, Coração gosta muito de você, então você poderia convencer ela de que eu não sou má.

–Acha que eu conseguiria isso??

–Você não acredita em si mesmo??

–Acredito, mas não sei se vou mudar o que ela pensa de você.

–Se não mudar, nos nunca vamos nos unir novamente, o que significa que se vocês ficarem juntos, vai ser só durante o dia, porque a noite o controle é meu e EU não estou afim de você.

–Irei fazer o melhor possível.

–Espero.–falei o olhando. -Acho que estraguei o momento de vocês não é??

–Sim, estragou.

–Faz parte da vida. -falei dando de ombros e olhei em volta. -Quer ela de volta??

–Quero. — falou me olhando.

–Hum... Esta bem, mas só porque você vai me ajudar.–falei e me concentrei, logo comecei a esquecer tudo e cai deitada na grama, mas mesmo assim senti meus olhos voltarem a ficar azuis.

POV Sadie.

Levantei um pouco tonta e o olhei tímida. Apesar de não lembrar nada, eu tinha quase certeza de que ela havia contado tudo pra ele. Tentei falar algo, mas estava constrangida demais.

–Você esta bem??

–Estou. E você?? Não vai correr??

–Claro que não.

–Aí, obrigada por não me deixar sozinha. -falei o abraçando, depois sussurrei baixinho, esperando que ele não ouvisse. -Eu te amo.

–Eu também te amo. — falou sorrindo.

–O-o que disse?? -perguntei só pra ter certeza que eu estava ouvindo direito.

–Eu também te amo. — falou me olhando e sorriu.

–Eu também. -falei com um sorriso bobo. -Nunca pensei que ouviria isso nessa idade.

–Eu nunca pensei que eu diria isso um dia.

–Primeira vez que diz isso pra alguém?? -perguntei sorrindo.

–Sim. — falou sorrindo.

–A minha também. -falei sorrindo. -Queria dizer somente quando tivesse certeza que amasse alguém. Amar é uma palavra bem forte.

–Concordo. — falou me olhando. — Que bom que disse isso pra mim.

–Eu digo o mesmo. -falei sorrindo e deitei na grama, olhando as estrelas. -O céu esta tão lindo não acha??

–Sim. — falou deitando ao meu lado.

–Já pensou que ao mesmo tempo em que estamos aqui admirando as estrelas, bem longe, as estrelas podem estar admirando a gente??

–É um ótimo jeito de pensar. — falou sorrindo.

–É uma historia antiga da minha família. Eles me contaram quando eu era pequena, é uma das formas de explicar o que é o amor. -falei com o olhar perdido e um sorriso bobo. -Dizem que cada pessoa tem sua estrela, que brilha de acordo com a própria pessoa. Quando esta pessoa esta apaixonada, as estrelas começam a se aproximar, observando de longe o amor do casal, brilhando cada vez mais forte. O brilho das duas estrelas se junta, e assim surge o amor eterno, as duas estrelas se tornam uma só, assim como o casal no futuro. Bem interessante não acha??

–Sim. — falou sorrindo. — Qual estrela é a nossa??

–Eu não sei... -falei procurando sobre as estrelas, até que encontrei umas estrelas que estavam brilhando uma do lado das outras. -Acho que são aquelas. Se eu soubesse os pontos cardeais exatos eu conseguiria identificar minha estrela.

–Eu não faço ideia de qual é a minha.

–A que estiver mais perto da minha. -falei simplesmente.

–Ham... Ata.

–Mas... Eu não estou achando a minha.

–Esse é o problema.

–Já sei. -falei sorrindo e observei todas as estrelas. Depois segurei sua mão e o beijei. Era um beijo normal, mas mesmo assim não deixava de ser especial e doce. Depois que nos separamos, eu olhei de volta para o céu. -Achei. Aquelas duas que estão brilhando mais.

–Agora sabemos quais são as nossas estrelas. — falou sorrindo.

–Huhum. E também sabemos que ambos ficamos mais felizes com os beijos.

–Sim. — falou sorrindo.

–Quer voltar para a festa?? Estou a fim de roubar uns brigadeiros. Mas antes, me conte um segredo seu.

–Ham... Ás vezes eu fumo.

–Eu tinha uma certa dúvida sobre isso.

–Por quê??

–Seu beijo. Tem uma mistura de tabaco e menta. -falei sorrindo e depois olhei pra frente, mordendo a parte inferior dos meus lábios. -Por incrível que pareça, é um gosto maravilhoso.

–Que bom que gosta.

–Mas fique sabendo que eu vou tentar fazer você parar

–Eu sei disso.

–Que bom. Bem... Quer que eu pegue alguma coisa pra você na festa ou você vai entrar comigo??

–Eu vou entrar com você. — falou se levantando.

–Ótimo. -falei sorrindo e me levantei. Depois que voltamos pra festa eu fui direto pra mesa de comida. Fui beliscando varias coisas que não tinha carne.

–Por que você não come as coisas que tem carne??

–Eu sou vegetariana

–Como você consegue??

–Só não gosto de carne, nem sangue. Posso morrer a qualquer momento, mas ok.

–Isso é loucura.

–Eu sei. Mas simplesmente não consigo. Tenho péssimos hábitos alimentares e quase fiquei anêmica, mas estou bem.

–Espero que esteja mesmo.

–Eu cuido de você e você cuida de mim??

–Exatamente.

–Então eu irei pegar todos os seus maços de cigarros.

–E eu vou arrumar um jeito de você beber sangue.

–Una-se a minha mãe. -falei revirando os olhos.

–Ela também esta tentando??

–Sempre.

–Então vai ser nós dois.

–Aff... Ninguém merece. -falei virando e pegando mais uma bolinha de queijo.

–Não fica brava comigo, só não quero que você morra.

–Tecnicamente falando, eu já estou morta. -falei o olhando. -Más não se preocupe. Se eu morrer, eu serei sua assombração particular.

–Não gostei dessa ultima parte.

–Irei fazer você ficar solteiro o resto da vida. -falei rindo e depois tentei fazer uma voz sinistra. -Não brinque com o fantasma da ex...

–Não vou brincar.- falou sorrindo.

–Mas você não vai ficar solteiro. Vai ficar comigo. -falei sorrindo.

–Ou com o seu fantasma.

–Você não vai ter como beijar meu fantasma. -falei sorrindo. -Eu seria só... Um fantasma.

–Essa é a parte ruim.

–Viciou nos meus beijos??

–Talvez sim.

–Responda direito, não sou adivinha.

–Sim, eu estou viciado nos seus beijos.

–Hum... Isso é interessante. -falei sorrindo. -Também estou nos seus, acho que você beija bem.

–Que bom que acha isso.

–Bom, eu disse que acho. Você foi a unica pessoa que eu beijei, então se quiser que eu tenha certeza, chame outras pessoas que eu beijo elas pra ter mais informações sobre seu beijo

–É melhor não.

–Ciumento. Eu estava brincando.

–É bom estar mesmo

–Nossa, adoro te ver com ciúmes. -falei sorrindo e coloquei a minha cabeça em seu ombro, fiquei bem surpresa quando percebi que nos encaixávamos perfeitamente, isso era raro.

–Eu não estou com ciúmes.

–Eu sei que você tem ciúmes de mim. -falei sorrindo e tentei fazer cocegas em seu pescoço com meu nariz.

–Eu não tenho ciúmes.

–Só não gosta que certos seres cheguem perto de mim. -completei sorrindo. -Você sente cocegas??

–Não. — falou sorrindo. — Então nem tente, já que não vai conseguir nada.

–Assim não tem graça, eu sinto cocegas em qualquer parte do corpo e você não sente em lugar nenhum. -falei fazendo biquinho

–É claro que tem graça.

–Pra você.

–Verdade.

–E se eu fizer assim. -falei sorrindo e comecei a passar meu nariz pelo seu pescoço devagar.

–Não muda nada.

–Gostei de fazer isso. -falei sorrindo e continuei fazendo aquilo.

–Isso é estranho. — falou me olhando.

–Não acho. Isso me deixa arrepiada, mas de uma forma diferente.

–Você esta ficando excitada. — falou me olhando sorrindo.

–Então melhor parar. -falei me afastando. -Deve ser essa sua essência magnífica de Robert. -falei rindo. -Melhor ficar longe de mim.

–Por quê?? Estava ficando bom. — falou sorrindo.

–Você fala isso até o dia que eu ficar com os hormônios a flor da pele e te agarrar. -falei sorrindo. -Gosto de sentir seu corpo junto ao meu. Mas minha respiração fica mais forte, meu coração bate mais forte e fico arrepiada. O que é isso??

–Você ficou excitada!!

–Nossa... Acho que preciso ficar um pouco mais longe. -falei me afastando mais dele. -Não posso mais agarrar você.

–Não tem nenhum problema em ficar excitada.

–Tem sim. Se eu ficar desse jeito e der muita confiança pra você, vamos parar no seu quarto na calada da noite. E isso não é uma coisa boa.

–Por que não é??

–Porque é muito cedo pra fazermos essas coisas. Só estamos juntos a três meses, quase quatro.

–Talvez no futuro isso possa acontecer??

–Tenho muita certeza que isso acontecerá no futuro.

–Eu consigo esperar até lá.

–Obrigada. -falei sorrindo e lhe dei um selinho. Quando começou a tocar uma das minhas músicas favoritas eu puxei ele pra pista. -Essa você vai ter que dançar comigo, de preferência, sem me excitar. -falei em tom brincalhão e comecei a dançar.

–Irei tentar. — falou sorrindo e começou a dançar comigo.

Ficamos dançando e tal, não demorou muito para que estivéssemos juntos novamente. Dessa vez a música era um pouco mais sensual, então ele ficou com mais gingado e me puxava pra dançarmos o mais junto possível. Fiquei de frente para ele e depois ele bebeu um pouco, o que o deixou mais solto já que pelo gosto essa tal de Vodka e Tequila pareciam ser fortes, eu não aguentei nem um gole, era muito ruim. Felizmente, ele não ficou bêbado, mas ficou mais "alegre". Ficamos dançando em um canto, agora bem juntos, mas não grudados. Nossas pernas estavam intercaladas e acho que acabei pegando bebida dos lábios dele, já que pela primeira vez eu não estava nem aí para o que as pessoas estavam vendo.

O Arthur e a Jennifer tinham continuado a festa no quarto, Austin teve que ser tirado amparado já que estava trêbado, quase comendo as garotas que agora eu vi que eram gêmeas, imagino que ele deveria estar gostando visto que elas foram pro quarto junto com ele, Charlie estava curtindo uma música lenta particular com seu par. Harry e Nico quase não ficaram, Harry chegou beijando a primeira garota que viu e Nico desmaiou de tanto beber. Amy estava com aquele garoto que eu não fazia ideia de quem era e Lilian estava aos beijos com o Marcos. Fui dar um beijo no Robert, já que ele estava brincando com meus lábios, mas não consegui.

–Ham... Robert, que tal você chupar uma balinha?? O cheiro do álcool está muito forte.

–Eu não preciso de nenhuma bala.

–Não tá dando pra te beijar, você está álcool puro.

–Não estou não!!

–Tudo bem, não vou discutir com você. -falei dando de ombros e olhando as pessoas que ainda estavam na festa.

–Que bom. — falou e me puxou, fazendo a gente ficar mais próximos.

–O que foi?? -perguntei o olhando sorrindo, como ele estava encostado na parede, com as pernas na diagonal, nos trocamos e eu fiquei entre as suas pernas, já que meu vestido estava atrapalhando. Além de estarmos da mesma altura.

–Nada. — falou sorrindo.

–Você fica me puxando, o que você quer??

–Um beijo.

–Que fofo. -falei sorrindo e lhe dei um beijo na bochecha. -Prontinho.

–Não é aí.

–Irei fazer esse sacrifício porque te amo. -falei e mesmo sendo difícil o beijei com aquele cheiro puro de álcool. Ele sorriu e logo correspondeu.

Notas finais
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