The Love of My Life
33 Come Back With Me??
Notas iniciais
POV Robert
Acabei ficando bem surpreso quando ela pulou em cima de mim, não esperava que ela ia fazer isso.
—O que você vai fazer??- perguntei a olhando.
—Vamos brincar... -ela falou e sorriu, só que quando olhei pra sua boca suas presas estavam a mostra, essa era a primeira vez que eu via suas presas e achei ela realmente atraente assim, por mais que eu esteja correndo um grande risco aqui, só consigo pensar em como ela tá gostosa desse jeito. Como se meus pensamentos não fosse suficiente, ela prendeu minhas mãos com as sombras e passou as suas pelo meu pescoço... pedía realmente pra não ficar muito animado porque ela poderia me matar.
—Vamos ver se você fica de palhaçada se eu te morder.
—Não faça isso... Por favor...- pedi olhando em seus olhos.
—Por que eu não faria?? Você me prendeu, me machucou e ainda cismou que gosto de ti. Se eu te morder talvez você mude de idéia.
—Se você me morder não vai mudar nada, já esta muito visível que você gosta de mim.
Ela cerrou os olhos e veio em direção ao meu pescoço. Primeiro senti um arrepio muito bom pela sua aproximação, mesmo sabendo que não era à minha Sadie, tinha o mesmo efeito em mim. Mas quando senti suas presas tocando meu pescoço, admito que fiquei com medo, mas alguém abriu a porta, desviando sua atenção e me deixando completamente solto.
—EEEEEEIITAAA!!! Vocês se resolvem rápido hein, mas no meio da sala é sacanagem, tem um motel pertinho daqui seus indecentes.
Aproveitei que ela tinha se distraído e me soltado e troquei nossa posição. Segurando ela pra não escapar.
—Arrgh!! -falou tentando fazer força pra se soltar. Foi aí que o Arthur viu o olho dela.
—O olho dela não era azul?? -perguntou meio confuso, ela não tinha contado pra ninguém ainda.
Antes que ela falasse alguma coisa sobre isso e ele fizesse mais perguntas que eu tivesse que responder eu a beijei.
Ela tentou me morder de novo, mas eu dei uma mordida de leve nela, olhando nos seus olhos com um sorriso travesso. Mesmo ela não sendo fácil vi ela ficando levemente vermelha, bem menos do que ficaria a minha Sadie, mas já contava.
Esperei ela continuar sem reação nenhuma para a beijar de novo, dessa vez com uma resposta relutante. Quando a beijei novamente ela finalmente correspondeu, não demorou muito o nosso beijo mas quando ela abriu seus olhos eu pude perceber que estavam novamente azuis.
—Sai de cima de mim por favor. -falou sem me olhar.
—Desculpa...- falei saindo de cima dela.
—Obrigada. -falou se levantando e olhando pro Arthur que ainda estava confuso.
—Seu olho tava cinza e você tava branca. -ele falou ainda surpreso, ela olhou pra mim querendo saber como ele descobriu.
—Podemos conversar agora de verdade??- perguntei a olhando.
—Eu ainda não quero conversar com você.
—Por favor...- pedi a olhando.
—Não... Não quero mais falar com você. -falou com a cabeça baixa, Arthur ainda sem entender nada pegou o sorvete que ela tinha deixado no sofá e voltou de fininho pra cozinha.
Apenas assenti me levantando, não ia forçar ela a conversar comigo então o único jeito era ir embora. Quando sai da casa dela, entrei no carro, mas não dirigi, somente respirei fundo e encostei a cabeça no volante. Sabia que seria difícil.
Voltei pra terra quando ouvi a porta abrindo e alguém entrando, olhei pro lado e vi o Arthur. Ele estava todo sujo de batom, mas nem fazia idéia, isso fez com que eu sorrisse.
—Alguém precisa de ajuda??
—Sim...- falei o olhando e indicando a sua boca.
—Que foi?? -perguntou passando a mão na boca. -Tá sujo de sorvete?? Oh!! Eu trouxe sorvete da Sadie pra você.
—Obrigado, mas eu não quero.
—O que aconteceu?? Pode contar pro seu irmão aqui. -falou se encostando e me olhando.
—Ela não quer mais me ver.- falei o olhando.
—Mas por quê??
—Eu não sei.
—Alguma coisa você fez...
—Ela esta assim por que eu fiquei um tempo sem falar com ela.
—Nossa. Mano, tu vacila muito.
—Eu sei.
—O que vai fazer??
—Eu não faço ideia.
—Você ainda canta e toca??
—Claro, por que??
—Já cantou pra ela alguma vez??
—Não, no que você esta pensando??
—Você poderia fazer uma serenata pra ela. Pedindo desculpas. -falou sorrindo. -Robert meu irmão, você é um garoto com pinta de galã, só falta despertar o romance que tem dentro de ti. Vamos acordar porque o coração dela não vai aguentar muito
—Até que é uma boa ideia.- falei o olhando e sorri.
—Pois é. Vê se vocês se resolvem logo porque quero meu padrinho de bem com a madrinha da Jenny. E eu quero ser padrinho de vocês também.
—Okay.
—Eita, lembrei. Você não vai mais entrar com a Sadie.
—Por que??
—Jennifer disse que ia colocar ela como dama. Só não sabe como avisar isso.
—Sério??- perguntei rindo.
—Pois é. Acho que tu vai entrar com sua prima. Ela me expulsou da organização e disse que ela resolvia sozinha.
—É por isso que você estão noivos a quase dois anos.- falei o olhando.- Você precisa ajudar ela.
—Eu quero, mas ela não deixa. E cismou que depois da lua de mel tem que ter um filho.
—Eu acho que você devia conversar essas coisas com ela.
—Robert você vai saber que pior que mulher em tpm é quando você fala que quer ajudar na organização. Ainda mais quando a família dela diz que dá azar o marido participar.
—Eu sei disso.
—Então não tem conversa. Quase perdi minha mão quando fui ver a palheta de cores.
—Nossa, parece que o negócio é sério.
—Pois é. Mas então, me dá uma carona até lá em casa porque eu não estou com meu carro e depois vai fazer sua música pra Sadie.
—Okay.- falei e depois comecei a dirigir pra sua casa.
Deixei o Arthur em sua casa e logo depois fui pra minha, fiquei preparando uma música e ensaiando um pouco. Assim que ficou de noite fui para a casa da Sadie, passei em uma floricultura e comprei algumas flores e também passei em uma loja e comprei uma caixa de bombons, estava pronto pra fazer a minha serenata. Quando chegou em sua casa, primeiro procurei por uma janela com a luz acessa e achei a do seu quarto. Fui pra lá, ajeitei meu topete que ela amava bagunçar e peguei meu violão. Respirei um pouco fundo antes de começar a fazer a serenata.
Comecei a tocar meu violão e depois de alguns segundos comecei a cantar.
“Eu queria ver no escuro do mundo
Onde está tudo o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas
Pra te prender?
Você está na minha mente o tempo todo
Eu sei que isso não é o suficiente
Se o céu pode rachar
Deve haver algum jeito de voltar
Para amar e só amar
Feche os olhos, me dê sua mão, meu bem.
Você sente meu coração batendo?
Você compreende?
Você sente o mesmo?
Estou apenas sonhando?
Isso ardendo é uma chama eterna?
Existe tanta coisa que um homem pode contar a você
Tanto que ele pode dizer
Você permanece
Meu poder, meu prazer, minha dor, amor
Para mim você é como um vício crescente que eu não posso negar
Eu tive um sonho ruim e acabei chorando
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?”
Acabou que no meio da música começou a chover muito, em poucos segundos eu já estava encharcado, com cabelo na cara e água entrando pela boca. Permaneci ali, competindo com o barulho da chuva, até que finalmente ela abriu a janela do segundo andar e sem ir pra sua varandinha particular olhou pra mim. Pelo menos o que era de mim. Um garoto que a magoou, com cabelo na cara e todo molhado, gastando até a última voz pra receber seu perdão. Olhando fixamente nela, vi que ela sorriu e isso já me deixou feliz. Amy e Jenny apareceram logo em seguida, sorrindo também, aposto que minha prima nunca imaginou isso de mim.
Vi outra pessoa entrando no quarto e logo depois aparecendo na janela, era a Katy. Ela falou alguma coisa pra Sadie, que somente assentiu e fechou a janela. Fiquei triste quando isso aconteceu e parei de tocar, ficando parado olhando pra sua janela agora fechada e com a luz apagada. Quando pensei em voltar pra casa, senti alguém me abraçando. Olhei para baixo e só vi muito, mas muito cabelo grudado em tudo. Era alguém mais baixo que eu e eu sorri só de ver aquele cabelo castanho ondulado. Ela levantou o rosto e eu retribui o abraço. Logo depois pra minha surpresa, senti ela me puxando pra dentro da casa dela.
Quando entrei em sua casa, percebi a Katy com uma toalha em sua mão sorrindo. Fiquei feliz dela não estar mais brava comigo e retribui o sorriso. Logo depois ela me deu a toalha que estava em sua mão.
—Eu acho que vocês tem que conversar a sós. -falou com um sorriso travesso. -Qualquer coisa eu vou estar no meu quarto.
Assenti a olhando e depois olhei pra Sadie sorrindo.
—Você é doido... -Sadie falou depois que as três saíram.
—Eu precisava fazer alguma coisa.
—Não precisava colocar sua saúde em risco. -falou tirando meu cabelo do rosto. -Acabou com seu topete.
—Eu tinha que me arriscar.
—Mas você ainda é doido. -falou e me abraçou. Percebi que ela também tinha se molhado toda por mim.
—Então... Vai esquecer tudo e voltar comigo??- perguntei a olhando.
—Acho que não tem como dizer não pra você depois disso. -falou me olhando e sorriu.
—Eu te amo.- falei a olhando.
Fale com o autor