The Love it's born, but The Evil no
6 Capítulo 6
Notas iniciais
No ultimo capitulo:
Henry voltou a pensar em suas mães. Sentou-se no chão de novo e pegou o caderno ao qual estava escrevendo antes e começou a escrever a historia da Rainha e da Salvadora.
Na clareira, um Regina cheia de ódio por Emma apareceu envolta da fumaça preta tão habitual da nova Dark One. A rainha percebeu que não estava no castelo de Arthur e que seus cavaleiros estavam a postos em frente ao Grannys. Mexeu a mão direita e sua fumaça roxa apareceu levando-a para o restaurante.
No Grannys, Robin, David e Snow encontravam-se conversando quando Regina apareceu na frente deles.
–Regina! Nós estávamos preocupados com você e Emma. Onde vocês foram? — Snow levantou da cadeira que estava sentada e perguntou para Regina.
–Eu acho que o que aconteceu não tem nada haver com vocês, então por favor não façam perguntas. — Regina estava cansada de tudo e só tinha pensamentos envolvidos em seu filho e na calma que o mesmo lhe proporcionava e que ela tanto necessitava naquele momento. — Eu sei que você e David estão preocupados com Emma, mas eu já tive o suficiente dela e de seus joguinhos.
–Vocês ficaram de alguma maneira juntas? — Robin tinha se mantido quieto, mas essa questão o estava corroendo.
–Isso não é da sua conta Robin. — Regina estava em seu limite, e o ladrão não estava ajudando em nada com o ciúmes que ele insistia em possuir. — O que aconteceu comigo e Emma não é da conta de ninguém.
Snow e David sabiam que não conseguiriam nada de Regina e se afastaram da rainha e do ladrão os deixando sozinhos para discutir a "relação". Regina percebendo que estava sozinha com Robin, ia atrás do casal Charming , mas foi parada por uma mão em seu braço.
–Não comece ladrão. Você não tem direito de ficar com ciúmes, nós não temos nada e minha historia com Emma é minha e dela e só. — A rainha tirou a mão de Robin de seu braço e se afastou dele.
–Eu só quero saber se mesmo após pouco tempo que nós terminamos, você já está com aquela mulher. — Robin deu um passo a frente, enquanto Regina dava um para trás.
–Como eu disse isso não é de seu interesse. E se você não se importa eu quero procurar o meu filho e tentar descobrir uma maneira de voltarmos para Storybrooke, já que pelo visto, Arthur não nos quer mais aqui. — Regina deu as costas ao homem e foi atrás de Henry.
Henry já tinha uma grande parte do que considerava o final feliz de suas mães. Desde o momento que decidiu escrever, não tinha conseguido parar até perceber que regina tinha voltado. O garoto então, escondeu o caderno dentro de um pote de biscoitos que encontrou ao seu lado, levantou do chão e foi atrás de sua mãe morena que tinha ido na direção contraria a qual ele estava. Percebeu também que Robin tinha saído do restaurante.
Henry encontrou Regina parada na porta do banheiro feminino com a cabeça apoiada na porta.
–Mãe, ta tudo bem?
–Henry! Eu já ia procurar você. E é obvio que tá tudo bem, querido. — Regina se afastou da porta e se aproximou do filho.
–Eu ouvi a conversa entre você e Robin. E eu quero saber, você e a Emma estão realmente juntas? — A rainha naquele momento abaixou a cabeça. — Você sabe que eu tenho o direito de saber. Eu sou filho de vocês.
Regina levantou a cabeça e olhou fundo nos olhos do filho.
–É complicado Henry. É verdade que eu me apaixonei por ela, mas agora a Emma não é mais a mesma. E o que ela quer de mim, é algo que eu não posso dar. Não se for para eu perder você e tudo que eu consegui até agora.
–Então traga ela de volta. — Henry estava atento ao que a mãe dizia, e sabia que com incentivo Regina seria capaz de fazer o necessário para trazer a loira para a luz. — Um beijo de amor verdadeiro é o suficiente.
Regina olhava para o menino a sua frente e perguntava-se como ele tinha crescido tanto. Ela se o puxou para mais perto de si e o abraçou.
–Não é tão simples assim. A Emma precisa querer se ver livre do Dark One, e não é uma coisa que ela quer. Acredite eu já tentei. — Henry se afastou dos braços de Regina e olhou para ela.
–Você quer dizer que já se beijaram? — Henry perguntou com um sorriso no rosto. Regina corou com o olhar que o filho estava lhe dando e sorrio sem graça.
–Sim, mas não funcionou. — Ela desfez o sorriso e segurou na mão do menino.
–E se voltarmos para casa? Talvez lá ela se sinta mais aberta a tudo e você consiga.
–Primeiro: Eu não acho que o lugar vai fazer diferença para Emma. E segundo: Ainda não sabemos como voltar para casa, e se sua mãe vai querer voltar.
–Nós podemos da mesma maneira que você nos trouxe. E se nos formos ela não vai querer ficar sozinha aqui. Confia em mim, eu conheço a minha mãe. — Heny sorria para Regina enquanto abraçava a mesma. A morena respondeu ao gesto e deixou o menino ir.
–Mais uma coisa, onde a Emma esta? — Henry perguntou curioso. — E relaxe eu não vou fugir para ir atrás dela. — O menino afirmou ao olhar a preocupação em sua mãe.
–Ela fez um castelo um pouco afastado daqui no meio da floresta. — Regina respondeu. — Mas sabe o que eu acho? Que você deveria ir atrás de seus avós para dormir.
–Fala serio mãe! — Henry gemou e viu o olhar que Regina estava dando para ele. Resolveu então seguir as ordens.
Regina observou o filho se afastar e entrou no banheiro querendo lavar o rosto e ficar um pouco sozinha.
O problema era que nenhum dos dois viu Robin escondido atrás da porta do banheiro masculino ouvindo toda a conversa.
–Eu acho que deveria fazer uma visita a Dark One. — O ladrão sussurrou para si mesmo enquanto sorria. Ele saiu do Grannys escondido para que nenhum dos cavaleiros de Arthur o visse, e foi procurar pelo tal castelo da Dark One.
No meio de uma clareira mais afastada do Grannys, Robin avistou o castelo e parou a caminhada.
–DARK ONE, EU A INVOCO! — O ladrão chamou por Emma.
Foram se passando alguns segundos, que para Robin pareciam minutos, até que uma figura encapuzada de preto apareceu na sua frente. O ladrão deu um passo para trás e Emma tirou o capuz.
–Eu sabia que você é muitas coisas, mas um homem morto não! — Emma deu um passo para frente enquanto encarava o ladrão e falava.
–Eu vim aqui exigir que você deixe Regina em paz. Ela é minha, e eu quero que você se afaste dela. — Robin olhava com raiva para a mulher.
Enquanto o homem falava, Emma começou a rir.
–Ela é sua? — Naquele momento a Dark One gargalhava. — Com toda certeza você tem problemas. A rainha é muito para você, e além do mais eu tenho planos para com ela, e se você não quiser ter problemas comigo é melhor não interferir neles e deixa-la em paz. — Emma estava agora a centímetros afastada de Robin enquanto sussurrava para ele.
–Você acha que eu tenho medo de você? — Robin sussurrou também. Naquele momento parecia haver um acordo silencioso de que se um dos dois falasse um pouco mais alto perderia. — Nós vamos voltar para Storybrooke e ficar o mais longe possível de você. Eu mesmo vou me certificar disso.
–Acha que voltar para aquele lugar vai me parar? Só facilita as coisas. — Emma se afastou um pouco do ladrão. — A cada vez que Regina usar aquela varinha, e perceber que um lado de si mesma sempre esteve nas trevas, eu fico mais próxima de conseguir o que eu quero.
Emma se aproximou novamente de Robin. — E você? — Nesse momento a Dark One se encontrava com sua mão direita no peito de Robin. — Você é uma mancha que eu pretendo remover.
A Dark One tirou o mão juntamente com o coração do ladrão. Os olhos do homem eram de puro terror por perceber os planos da mulher. Ele olhava para ela sem conseguir esboçar nenhuma palavra. Enquanto isso Emma olhava o coração vermelho, porém cheio de manchas pretas do ladrão.
–Olha só! E você diz que rouba dos ricos para dar para os pobres. — A mulher parecia chorar de felicidade enquanto olhava para o terror nos olhos de Robin. — Espero que você se divirta no inferno.
Dito isso, Emma se afastou dois passos do ladrão e apertou o coração do mesmo, enquanto ouvia os gritos de puro sofrimento do homem. Ela observou como ele caiu no chão com os olhos sem vida enquanto ela abriu a mão direita e os restos esmagados do órgão vital de Robin se espalhavam pelo ar.
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