Notas iniciais
Autora nova, espero que gostem Um presente de natal pra vcs. :) :) Boa leitura!

No último capitulo:

–O que vocês nesse momento tem que saber, é que eu vou dar exatamente o que ela quer. Mas não a maneira que ela pensa. — Um sorriso sombrio começou a se espalhar pelo rosto da rainha, e Snow e David já o viram antes e isso os assustou, porque sabiam a quem ele pertencia.

Naquele momento a Evil Queen estava saindo para passear.

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Uma semana se passou desde a morte de Hook e todos estavam reunidos no Granny’s para o café da manhã quando Leroy adentra o ambiente trazendo uma informação que ninguém esperava:

– Temos Visita!

Na divisa da cidade ainda estava lá o risco em laranja no chão que seguia de um lado para o outro informando o local que tinha a barreira mágica.

Uma morena alta passava para dentro de Storybrooke, andou alguns quilômetros até poder avistar a cidade e parou.

–Lar, doce lar – Disse ela.

–O que faz aqui? – Perguntou Emma, aparecendo em uma fumaça preta atrás da visitante.

–Emma querida, quanto tempo não é? Você ficou até mais bonita – Falou a morena virando-se para ficar de frente com a Dark One.

–Repetindo, o que você faz aqui?

–Passeando sabe? Conhecendo novos lugares

–Você nunca está em um local sem qualquer objetivo– Falou a Dark one observando a antiga amiga.

–Poxa, não posso nem passear mais? Ah Emma cansei sabe, de ficar vagando por ai.

–Sei você não me engana Lilith, e eu vou descobrir o que você veio fazer aqui. Essa é minha cidade, eu sou a Dark One e tudo que eu quiser, eu consigo — Disse a Ex-Salvadora sumindo em uma fumaça preta.

Enquanto isso no Grannys, Snow e David tentavam acalmar a todos. Descobrr que agora a entrada e saída de Storybrooke era feita livremente assustava os moradores por saber que pessoas como Greg e Tamara poderiam aparecer ali para arruinar suas vidas. E sem a salvadora as coisas ficavam ainda piores.

Nesse momento Regina entrava no restaurante junto com Henry, enquanto Snow finalmente obtinha sucesso em acalmar a todos. A princesa desceu da mesa a qual estava em cima e foi falar com Regina.

–Regina, temos um problema. — Snow caminhou até o balcão do lugar, onde a rainha estava com o filho.

–O que foi que aconteceu? É por isso que todos estão tão alvoroçados? — Henry tomou a dianteira e perguntou para Snow.

–Alguém entrou na cidade. — Snow falou em voz baixa, próximo ao ouvido de Regina com medo de que repetir essas palavras causasse mais alvoroço. — Eu e David pensamos que pode resolver essa questão.

–Porque Emma não esta aqui, vocês querem me fazer de isca para os problemas que aparecem? — Regina falou com um girar de olhos. Ela viu Henry implorar com os olhos e reconsiderou. — Mas tudo bem, eu vou até a linha da cidade e vejo se encontro algo.

Nesse momento o celular de Regina toca. Ela troca algumas palavras com a pessoa do outro lado da linha e desliga.

–Apareceu outro problema que precisa mais da minha atenção. — Snow abre a boca para retrucar a fala de Regina, mas a prefeita interrompe. — Zelena é o problema.

Snow concorda com a cabeça. — Henry preciso que você fique com sua avó. Tudo bem para você? — Regina perguntou olhando para o filho.

–Tudo bem, eu espero. — O garoto da um abraço na mãe, e a rainha some em sua habitual fumaça roxa.

No saguão do hospital, Regina aparece cercada por sua magia e segue atrás de Whale. A rainha o encontra na porta do quarto de Zelena.

–Por que eu fui chamada? — Regina parou em frente ao medico e perguntou.

–Eu achei que você gostaria de saber que a bruxa e o bebê vão ter alta, já que ambas estão bem, então não vejo motivos para a permanência delas aqui. — Whale explicou.

–Ótimo era desse tipo de problemas que eu precisava agora. Já não basta esse novo visitante na cidade, agora isso. — Regina falava sem perceber que disse demais. Whale fazia uma expressão de espanto ao ouvir sobre o visitante e ela se calou.

–Visitante? Quer dizer que agora nós vamos ter que conviver com estranhos na cidade? — Whale perguntou.

–Você ouviu errado. E eu tenho que levar minha irmã para casa. — Regina tentou desconversar.

–Regina eu... — Whale tentou fazer a rainha falar, porém ela entrou no quarto antes dele conseguir.

Assim que Regina entrou, ela viu Zelena segurando a filha enquanto cantava quase sussurrando. Ela se perguntou por quanto tempo a irmã permaneceria nessa faixada. A rainha limpou a garganta com o intuito de chamar a atenção da ruiva e a mesma levantou a cabeça.

–Olha só quem resolveu aparecer querida, a sua tia. — Zelena falava para o bebê enquanto olhava para a irmã. E então perguntou para a morena. — O que você veio fazer aqui?

–Você teve alta. Não sabia? Então eu tive que vir.

–Esta preocupada? Ou só veio até aqui levar minha filha e me trancar naquele inferno novamente? — Nesse momento, Zelena e Regina se encaravam sem desviar os olhos uma da outra. O odio era palpável no ar.

–Zelena, eu não vou responder a suas intrigas. Então antes que eu faça exatamente o que você disse, se prepare para sair, e se considere com sorte.

–Acho que temos definições divergentes a respeito de sorte. — Zelena sussurrou para si mesma, enquanto levantava e colocava a filha no berço ao lado da cama. Pegou um vestido preto estendido em uma cadeira e foi ao banheiro, enquanto se perguntava porque estava confiando nas palavras da irmã e deixava sua filha sozinha com ela.

Depois de saírem do hospital, seguiram para o Grannys. Regina caminhava ao lado de Zelena só observando a interação entre mãe e filha, e neste momento ela pensou que a bruxa até poderia ter amolecido depois do nascimento da primogénita, mas logo tirou da cabeça voltando a se concentrar no novo vistitante.

–Regina, precisamos conversar. Agora. — Falou a Dark One aparecendo atrás da rainha.

–Não tenho assuntos a tratar com você Miss Swan. — Retrucou Regina.

–Não me chame de Miss Swan, é Emma. E você ira conversar comigo por bem ou por mal!

–Emma já não esta mais entre nós, e quem é você para me obrigar? — Disse a rainha olhando assassinamente para a loira.

–Eu sou a Dark One e tudo que eu quiser, eu consigo. — Falou Emma sem quebrar o contato visual.

Regina girou o pulso cobrindo Zelena e Elisabeth com uma nevoa roxa mandando-as para a mansão. Ela sabia que aquela discursão com Emma iria demorar mais do que o esperado.

–Esse seu discurso barato não me convence Swan. — Disse a prefeita.

–Não? — Pergunta Emma girando o pulso envolvendo a si mesma e Regina em uma nevoa preta.

–Por que nos trouxe para a floresta? Pretende arrancar meu coração e fazer de enfeite? — Regina perguntou.

–Claro que não Gina. Viemos conversar. Digamos que aqui ninguém pode escutar seus gritos ou nossa conversa – Disse Emma encostada no ronco da árvore. — Agora vamos ao que interessa. Onde esta minha adaga?

As duas mulheres se encaravam enquanto Emma se aproximava cada vez mais de Regina.

–Vou perguntar de novo. Onde. Esta. A adaga. — Emma encontrava-se a menos de trinta centímetros de Regina, e essa aproximação tanto para a prefeita quanto para a Dark One estava mexendo com elas.

–Por que eu deveria dizer? — Enquanto Regina falava, Emma a empurrava contra uma árvore que estava atrás da morena.

–Por que você quer ficar com a adaga? — Emma segurava Regina pelos braços contra a árvore. — Por que quer me controlar?

–Eu não quero controlar você. Só acho que você não merece ter a posse da adaga após os assassinatos que cometeu. — A prefeita tentava se soltar, mas as mãos da Dark One eram firmes em seus braços.

–Não se faça de puritana Regina. Você sabe que não se importava com Robin e principalmente com Hook. Na verdade eu acho que você gostou dos meus presentinhos, majestade. — A ultima parte Emma sussurrou no ouvido de Regina. Ela foi descendo a boca para o pescoço da morena, que mesmo com raiva da loira e de si mesma por permitir esse contato, virou o pescoço para dar mais espaço para a loira. Com a permissão da outra mulher Emma passou a descer os beijos fazendo Regina soltar um pequeno gemido. Quando a Dark One percebeu que tinha conseguido o que queria, ela voltou para os lábios da rainha enquanto liberava os braços da mesma. Com isso Regina segurou os cabelos loiros da outra mulher e aprofundou o beijo. As mãos de Emma apertavam a cintura da rainha, pressionando-a inda mais na árvore.

Nesse momento a Dark One percebeu que estava levando as coisas para um rumo perigoso e totalmente diferente do que ela se propos. Então se afastou de Regina, que com a perda de contato soltou um gemido de frustação, fazendo Emma liberar um pequeno sorriso de satisfação por fazer a rainha querer mais.

–Majestade, a minha adaga por favor. — Emma que ainda mantinha as mãos na cintura de Regina, puxou a adaga de dentro da roupa da rainha, assustando a mesma. Foi quando Regina percebeu que toda aquela cena foi um plano para pegar a adaga. E ela tinha caído com tudo.

–Você me usou. — Regina empurrou Emma para longe e se afastou da árvore. — Tudo isso era apenas para isso. Você é muito baixa Swan. — A mulher nesse momento irradiava raiva e ódio. De Emma e de si mesma.

Emma abriu um sorriso sombrio no rosto, enquanto se aproximava da rainha novamente. — Se você quiser o que aconteceu aqui e muito mais, me de o que eu quero. — A Dark One se afastou de Regina.

–Você quer a Rainha Má? Eu posso dar ela para você. Mas eu te prometo uma coisa: Com a volta dela, você vai comprar a maior batalha da sua vida. — Dessa vez o sorriso sombrio chegou até os lábios de Regina. Emma não respondeu. Apenas olhou para a adaga em suas mãos e sumiu em sua fumaça preta.

Regina permaneceu parada onde estava. seus pensamentos estavam a mil. Emma levar a adaga, o novo visitante, e o que quase aconteceu entre ela e a Dark One, estavam a deixando louca naquele momento. Então a única coisa que fez foi ficar onde estava encarar o vazio.

– Merda, ela não erra uma, exclamou Lily. Ela estava escondida atrás das árvores observando Regina e Emma, esperando a hora de agir, quando a Dark One fosse embora.

Quando Hades, que por sinal era seu pai, lhe procurou oferecendo ajuda em troca de alguns favores, ela nem se quer havia editado. Porém, quando ele lhe disse que a Rainha Má estava voltando e que ele ia ter certeza de que ela estaria do seu lado, sua mente havia ficado repleta de dúvidas. Mas neste momento, como num passe de mágica, elas se dissiparam. A Dark One podia ser um dos seres mais poderosos do universo, mas com certeza não era o mais inteligente. Trazer a Rainha Má e coloca-la contra si própria era uma péssima tacada. Emma sempre havia sido precipitada. Faça primeiro, pense depois. E o filho da mãe havia previsto tudo. Lily ainda não sabia a totalidade do plano de seu pai, mas ela sabia que, o que quer que fosse, era melhor a Dark One rezar para quaisquer que fossem os deuses pra qual ela rezava.

Então, quando Lily estava prestes a se aprofundar em seus devaneios, uma nuvem preta levou Emma embora.

– Bem, parece que tenho trabalho a fazer.

Regina ainda estava encarando o vazio quando sentiu alguém a espiando. Uma rápida verificada lhe disse que era Lily. Maravilha, pensou.

– Você tem três segundos para sair de onde quer que esteja ou faço churrasquinho de dragão e incinero tudo.

Nada.

– Lilith, última chance.

Nesse momento, Regina começou a ouvir uma canção. Não era algo que ela já tenha ouvido antes. Não. Essa era uma canção antiga, muito muito antiga. Magia bruta e extremamente poderosa. Como Lily tinha conseguido algo assim?!, pensou. Essa música é um daqueles segredos que a gente guarda as setes chaves no fundo de um baú, só que esse baú parecia feito da primeira árvore da Terra.

E antes que Rainha Má se desse conta, suas pernas falharam e ela caiu no chão. Ela não conseguia mover mais nenhuma parte do corpo, sua consciência começou a escapar assim como sua resistência. Então as trevas a engoliram. De novo.

Hades estava na sala do trono pensando em uma possível reorganização de Elysium quando sua filha entrou de repente:

– Trouxe um presente pra você.

Atrás dela, carregada por um de seus fiéis servos estava a Rainha Má. Hades sorriu maliciosamente pra ela.

– Bem, tomara que ela seja tão sombria quanto é linda.

Notas finais
feliz natal pra todos vocês :) :)