The Love it's born, but The Evil no
4 Capítulo 4
Notas iniciais
No último capitulo:
–Nunca mais me chame de Gina, okay? Nunca!
–Mas a Emma te chama assim!
–É, a Emma, e só ela.
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Grannys observava a conversa de Snow e Regina, quando ouviu som de cavalos aproximando-se. Ela sabia que apesar de não ser mais a mesma coisa de antes, sua audição ainda era alguma coisa. Então resolveu interferir no dialogo entre a rainha e a princesa, para avisa-las do possível perigo.
–Desculpe atrapalhar o momento de desabafos, mas temos vistas – Grannys falou enquanto se aproximava das duas morenas.
–Ninguém estava fazendo nada, e com toda certeza isso não é da sua conta. — Regina que não gostou de saber que aquela mulher estava ouvindo à conversa, levantou-se de onde estava sentada e se aproximou da janela.
–Quantos você acha que estão vindo? — Snow perguntou olhando para a avó de Ruby, enquanto se aproximava de Regina.
–Não da para contar já que estão se aproximando muito rápido, mas posso dizer que são muitos. — Grannys respondeu.
–Temos que avisar aos outros. Eles estão nos fundos do restaurante. — Snow avisa.
–Eu vou avisar, enquanto vocês duas tomam a liderança da situação. — Grannys disse, enquanto olhava pela janela. Para ela, por mais que não confiasse em Regina como pessoa, sabia que ao lado de Snow e toda sua positividade excessiva, a rainha controlava a situação. E ela sabia que naquele momento, as coisas eram criticas.
As duas mulheres mais novas acenam com a cabeça concordando, enquanto a mais velha vai para o fundo do estabelecimento.
–Pronta? — Snow pergunta à madrasta, e a vê saindo do restaurante.
A rainha balança a cabeça como se dissesse que sim, e Snow a segue para fora do lugar.
Ao saírem encontram-se com duas dezenas de homens, montados em cavalos. Todos estavam vestidos como cavalheiros com cotas e armaduras de ferro. Porém o que tomava a frente, possivelmente o líder, possuía em seu olhar uma certeza, como se já soubesse o que ali iria enfrentar.
Depois de observar o estava a sua frente, Regina percebe que Grannys tinha voltado com David, Robin, Belle e Henry, além dos três anões que vieram para em sua concepção, nada fazer.
–Sinto muito se atrapalhamos, mas viemos até aqui para saber quem se encontra em nossos domínios. — O possível líder, tomou a frente, tirando as duvidas de Regina, enquanto os outros cavalheiros que pelas contas da morena, eram dezessete, permaneceram quietos apenas observando.
Snow resolveu se manifestar. — Nós estamos aqui apenas para encontrar nossa filha. Ela foi tirada de nós por um ser muito maligno, e viemos até aqui encontra-la e ajudar a derrotar essa força.
Eles não sabiam se podiam confiar nessas pessoas, mas também sabiam que estavam em menor número e em uma causa perigosa. Sim, eles sabiam que tirar Emma do lado negro da força era algo perigoso e com chances pequenas de sucesso, após observarem a loira no ultimo encontro com ela.
–Bem, esperamos que possa nos contar mais a respeito dessa situação, e que Camelot possa ajudar. Vocês vão ver que somos um povo muito receptivo. E antes que eu me esqueça, eu sou Arthur. E esses são os cavaleiros da Távola Redonda.
Todos, com exceção de Regina, encontravam-se admirados por encontrarem esses personagens, que mesmo em seu mundo de historias e mitologia, eram considerados lendas e até mesmo mito, por ninguém nunca ter estado naquele mundo. Porém Regina conhecia a realidade daquele lugar por meio de sua mãe, que quando era criança, sabia que Cora realizava acordos com feiticeiros locais. Nunca soube que tipos de acordos eram feitos, e nunca teve coragem de descobrir. Com o tempo, esqueceu-se daquele lugar até o momento que sobe que ali encontrava-se Emma.
Saindo de seus desvaneios, a rainha percebeu que David tinha se aproximado e falava com Arthur.
–Agradecemos pela generosidade e esperamos não ser um incomodo — Regina então percebeu que Arthur tinha oferecido levar eles para seu palácio e para ajuda-los em sua busca.
Já andavam a algum tempo, quando finalmente avistaram um majestoso palácio, com torres altas e bem esculpidas.
–Espero que se sintam à vontade com o lugar. — Arthur parou e seus seguidores, incluindo o grupo de Storybrooke, o acompanhou.
– Você acha que podemos confiar nessas pessoas?
Regina estava desconfiada com tudo aquilo. Sabia que era ingenuidade deles confiar em Arthur e toda sua conversa de amigo do povo, mas era a única maneira de terem passe livre em Camelot para encontrar Merlin e ajudar Emma. Foi ai que se pegou pensando na salvadora e em como a escuridão se mostrava atraente nela. Percebeu que os pensamentos estavam se encaminhando para um caminho perigoso e voltou a prestar atenção em Snow.
–Não sabemos se podemos confiar, mas no momento é a única coisa que temos. – Snow estava parada do lado de Regina de mãos dadas a David que segurava Neal. Também estava nos mesmos conflitos que a rainha, e preocupada com Emma.
–Observamos o lugar e as pessoas, se acharmos que não são o que dizem ser ficamos por conta própria. – David que observava atento o diálogo, se manifestou.
–Concordo com o Charming ali. – Regina falou. David e Snow olharam surpresos para a mulher. – O que? Eu admito que mesmo com o fato de vocês terem tido a brilhante ideia de ter a minha querida irmã como baba do seu filho, às vezes vocês têm ideias inteligentes. Snow revirou os olhos com o comentário da madrasta e David resmungou algo inaudível.
Então viram que Arthur desceu do cavalo e agora se encontrava andando de encontro aos três.
–Vamos acomoda-los em aposentos para cada um e depois queremos conversar e ver como podemos ajudar. – O homem parou em frente aos três moradores de Storybrook enquanto falava.
–Queremos agradecer a hospitalidade e esperamos poder retribuir. – David tentou ser cordial com o Rei.
–Como eu disse antes, Camelot é um lugar aberto para todos, e o que pudermos fazer para ajudar, faremos.
O grupo então seguiu viajem até adentrar o palácio. Ao chegarem foram recebidos por mais homens com vestes parecidas com as dos cavaleiros, e por eles levados até uma sala com uma mesa redonda. Viram também uma mulher sentada na mesa, que ao ver Arhtur andou até ele e o abraçou.
–Quero apresentar minha rainha e a mulher mais bela e adorável de Camelot, rainha Guinevere.
Snow e David se curvaram e o resto do grupo os seguiu. Regina muito a contragosto e achando tudo isso ridículo fez o mesmo.
–Meu rei, quem são nossos convidados? – Guinevere perguntou.
Arthur retornou o olhar para a mulher. – Eles estão aqui em busca de ajuda para salvar a filha deles, e achei mais do que justo que como anfitriões ajudássemos.
Guinevere olhou para o grupo de estranhos e chamou por empregados para ajudar a instala-los.
Regina estava com raiva. Raiva de Snow e David que pareciam não se preocuparem o bastante com a própria filha. Ela sabia que talvez estivesse sendo injusta com os dois e que eles estavam tão preocupados como ela com Emma. Mas não conseguia parar de pensar na mulher loira e em como quanto mais demoravam, para achar a tal ajuda de Merlin, mais Emma entrava em um poço sem fim que era o Dark One.
Após se acomodarem no castelo, Arthur e Guinevere acharam que era necessário um jantar para comemorar a chegada deles e relatar a situação que se encontravam com Emma. Mas Regina achava tudo isso ridículo e perigoso, já que não conheciam Arthur e como seria sua relação ao descobrir que um ser tão maligno como o Dark One estava em suas terras, porém Snow e Charming não partilhavam dessa ideia no momento.
Regina, David, Snow, Henry, Hook, Belle, Robin e Grannys estavam no salão sentados na mesa redonda com mais alguns cavaleiros, Arthur, Guinevere e uma garota, Violet. Eles jantavam um pouco de tudo, a cada momento os empregados serviam algo seja comida ou bebidas. A conversa rolava solta e todos entrosavam com todos. Regina ainda se mantinha quieta sem entrosar com qualquer um, quando sentiu uma vibração diferente, um resquício de magia que Já tinha sentido antes.
– Regina? Algum problema? – Snow que estava sentada do lado da rainha, sentiu sua rigidez e se preocupou.
–Alguém está nos observando, e tem magia, magia poderosa. – Regina sussurrou para Snow.
– Quem você acha que é? Você conhece? – Snow questionou.
–Não sei, é como se eu já tivesse sentido antes, mas não sei quem é. — Foi ai que a rainha percebeu de onde vinha todo esse poder. — Emma.
–Emma? Você acha que é ela? — Snow fazia tantas perguntas para sua madrasta que já estava se sentindo cansada.
–Parabéns majestade. Confesso ter ficado meio decepcionada com a demora em me reconhecer. — A Dark One resolveu se fazer presente nesse momento. Ela estava escondida atrás da grande porta do salão, e quando passou por elas quase todos que estavam na mesa se levantaram ao perceber quem era. O povo de Camelot não sabia quem ela era e o que representava, estavam confusos e continuaram sentados.
–Emma o que você esta fazendo aqui? — Hook perguntou dando um passo para longe da mesa e se aproximando de Emma. Ele se lembrava do fora que a loira deu nele, porém achava que tudo tinha sido esquecido, incluindo os sentimentos dela por Regina.
A Dark One percebeu a aproximação do pirata e com magia o prendeu na parede. Regina via aquilo tudo e por mais que achasse que aquela a sua frente não era a Emma, sorria por dentro ao olhar para Hook.
–Emma o coloque para baixo. — Snow estava assustada. Ela permanecia próxima da mesa, não por medo de sua filha, mas sim do que aquele poder estava fazendo com ela.
–Por que você acha que eu faria isso? — Emma olhava diretamente para Snow com um sorriso macabro no rosto. — Vocês não pararam quando tiraram minha escuridão e colocaram em Lily, por que eu deveria? Se bem que eu tenho que agradecer. Por causa de tudo que vocês fizeram eu sou muito mais poderosa do que um dia pensei ser.
Emma percebeu que suas palavras tinham afetado Snow. E ela gostou disso. Percebeu que machucar aquelas pessoas era revigorante, era divertido, então não se importou com o olhar de tristeza e quem sabe, decepção que estava nos olhos de Snow e David.
–Acho que deveriam contar aos seus novos amigos sobre o monstro que assombra os pesadelos das crianças, e que ela é nada mais, nada menos que a doce garotinha de vocês. Afinal ela esta no reino de Camelot, o lugar mais Hospitaleiro e agradável para se estar. — Emma zombava de seus pais e das palavras de Arthur. Sabia como seria para o rei descobrir a verdade sobre ela e como aquele grupo de regate vindo de Storybrooke só fez esconde-la.
Ela olhou para cada um até parar em Henry. A Ex salvadora percebeu que o menino tinha um olhar que não sabia ser capaz de receber naquele momento, esperança. Claro, essa era a função do verdadeiro crédulo acreditar. E foi ai que a loira sentiu a liberdade das forças das trevas, olhar para o seu filho tinha lhe proporcionado isso. Mas não durou muito tempo. Logo a escuridão tão presente em Emma tomou lugar novamente e ela desviou o olhar.
A Ex salvadora logo começou a se sentir entediada e resolveu fazer o que ali veio fazer. Finalmente ela olhou para Regina, a quem a todo momento desviava o olhar, deixando o melhor para o final.
–Por que esta aqui Miss Swan? — Regina analisava tudo que a loira fazia. Ela notou que durante todo o discurso que a Dark One fez a mesma não olhou para ela. E que só agora a olhava como se fosse devora-la.
–Eu vim atras do que é meu. — Emma sorria olhando para Regina. — Cansei de esperar para lutar por isso.
–Do que você esta falando? — Regina já estava sem paciência para toda aquela cena de Emma.
–Pensei que já soubesse. — Emma se aproximou de Regina e de onde elas estavam para os que ficaram só uma fumaça preta foi deixada.
–Pronto, finalmente em casa – Disse a Dark One aparecendo com Regina em seu castelo.
–Casa? Casa é quando você se sente bem e acolhida, isso aqui ta mais para Malsoleu — Exclama a Rainha.
–Menos né Gina, eu sei que você gostou deste meu lado dark, ele te deixa sem folego.
–Você não é a Emma, só está usufruindo de seu corpo, mas eu sei que ela está ai dentro – Fala Regina com a respiração descompassada por causa da aproximação da loira.
–EU SOU A EMMA, A MESMA EMMA QUE SE APAIXONOU POR VOCÊ – Grita a Ex-Salvadora encurralando a prefeita entre ela e a parede.
Regina estava assustada, nunca ficou desse jeito com nada, mas agora essa nova Swan, estava a deixando com um pé atrás. Essa não era sua garota, pensava Regina, sua Emma era boa e carinhosa, mas este ser a sua frente, era rude, agressivo e má.
A prefeita logo se lembrou do que Belle fez para tirar as trevas de Rumple, e puxou Swan pela nuca a beijando, na espera de que ela pudesse se tornar boa novamente. Emma quebrou o beijo com os olhos ainda fechados, seus cabelos estavam mais loiros do que antes. Regina atordoada abriu os olhos e viu a mudança em Swan, que foi passageira, pois a mesma recobrou os sentidos e tudo estava como antes, Dark.
–Cadê a Regina? – Perguntou Snow
Todos estavam confusos. Qual o objetivo de Emma em levar Regina com ela? O que Regina tem que eu não tenho? Killian Pensava.
–EU VOU MATAR VOCÊ, SWAN – Gritou Robin.
–Porque você fez isso Regina? Acha que pode funcionar comigo o que aconteceu com o covarde do Rumple? – Perguntou Emma
–Emma, eu sei que lá no fundo ainda tem luz em você, eu sei que minha Emma ainda está ai – Disse Regina.
–EU SOU A EMMA, a mesma Emma. Quais os seus planos contra mim Madam Mayor? Acha que eu não sei, usa meu amor por você para ganhar vantagem contra mim.
–Não Swan, não é nada disso, eu... Eu... Nunca irei usar você. Pelo contrário, quero salva-la destas trevas que não deveriam habitar seu corpo – Fala a Rainha com os olhos cheios de lágrimas.
–Por quê? Porque Regina? Porque não aceita essa realidade? Eu me sinto tão mais viva, mais corajosa, mais útil! Isso deveria ser bom não é? Eu sinto o lado negro te chamando Majestade, ele ainda está ai, você ainda tem a essência da Rainha Má – Emma fala quase sussurando enquanto se aproxima mais de Regina.
–Emma, eu não posso deixar você se destruir, eu sei como as trevas podem ser convidativas – Disse Regina olhando nos olhos da loira. – Eu me destruir, fui uma pessoa horrivel, não posso permitir que você tenha o mesmo destino.
– Está ai o problema. Eu não sou igual a você, eu sou pior — Emma sussura no ouvido da Rainha.
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