The Love - My Life
6 Capítulo - 6
Notas iniciais
— Ei, Gerard, o que você acha? Eu prefiro mais rápida. — Frank me olhava com esperanças de que eu concordasse com ele. Seja lá sobre o que eles estivessem conversando, Frank não estava se dando muito bem.
— Hã? — saí do transe.
— A música, Gee! Lenta ou rápida?
— É... eu não sei. — ainda estava muito confuso. As caras com que eles me olhavam estavam começando a me assustar.
— Ah, Gee. Assim não dá! Você tem que levar as coisas mais a sério!
Eu não consegui dizer nada, algo nela me prendia totalmente. Era impossível não olhar pra ela, mas ela parecia tão triste.
De repente, algo despertou minha curiosidade. Quando ela saiu da sala, algo caiu de sua mochila. Um papel.
— Gerard Way!
— O que?! — desta vez eu gritei, e bem alto.
— De-desculpa. V-você dormiu denovo.
— Ah, tudo bem. Me desculpe por ter gritado com você.
— Não foi nada, Gee. Mas então, como fica aquele refrão?
A conversa foi longe. A aula acabou e o refrão ainda não tinha um rítmo certo. Não que eu me importasse muito. Aquela garota tinha dominado meus pensamentos. Ninguém havia notado o papel no chão, só eu.
Alguns passaram por cima, outros olharam sem muito interesse, mas ninguém ousou pegá-lo.
— E então, vamos? — Ray perguntou impaciente.
— Até que enfim essa aula chata acabou! — Bob suspirava com a cara amarrada.
— É mesmo! Parece até que eles ficam repetindo as mesmas coisas todos os anos! — Mikey não se tocou de que nós é que repetimos de ano. — Ei, Gerard?
— Hã?! Oh, outra vez não! Foi mal, galera. — Todos me olhavam feio. Dei um sorriso sem graça.
— Okay, okay. Mas nós vamos conversar sobre isso depois, viu?
— Sim, Mikey... Ah! Pessoal, hoje eu não vou com vocês, decidi dar mais um tempo aqui na escola.
— Okay, então. Você fica bem?
— Sim, Ray. Podem ir. Mikey, nos vemos em casa.
— Valeu, maninho. Bye.
— Okay, bye.
Nós sempre saíamos da sala por último. Logo que os meninos saíram, fiquei sozinho na sala. Espiei pela porta para me certificar de que estava realmente sozinho. Ainda na porta, olhei para o chão. Era um envelope preto fortemente lacrado. Não tive coragem de abrir. Guardei-o na mochila e fui para casa.
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