The Love Game
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Episódio 1
De uma derrota, saiu um perdedor.
Como se recuperar após ser taxado como um derrotado?
O amor. Talvez ele seja o salva-vidas.
— Você é o primeiro a jogar. Quais serão seus objetivos? – indagou Caim, o atual mentor de Love Game.
— Quero apenas o bem dela. Que tudo fique de um jeito que possa a deixar feliz. Eu estou aqui por ela. – respondeu Abassay
— Pegue os dados e jogue-os. Veja se a sorte está ao seu lado.
O primeiro jogador da batalha pegou os dados brancos que contém números em vermelho-sangue em cada uma das suas seis faces. Jogou-os sobre o grande tabuleiro.
Foi a soma dos dados.
— A casa 6, tem a te dizer que conseguirá o que almeja. Mas pedras colocadas no seu caminho irão fazer que você tropece. Não caminhe sozinho onde há perigo. Uma companhia pode ser útil. Mas nunca exija para ser acompanhado. Ajude e será recompensado.
Há um botão de tamanho médio, da cor vermelha, chamado de botão Souvenirs que fica no centro do tabuleiro posto sobre a mesa triangular. Abassay, sentado em algo parecido com uma poltrona levou sua mão sobre o Souvenirs.
O mentor analisava os jogadores. O único que conseguia enxergar além da escuridão. Os adversários apenas viam o que a fraca luz mostrava. E nem sempre o que é mostrado é a verdade.
A luz focava na mão do jogador sobre o botão. O adversário de Abassay, Asmodeu apenas via o esqueleto da mão.
Caim fez sinal de afirmativo com a cabeça.
Abassay pressionou o botão souvenirs.
Um flash de luz foi o que aconteceu.
Vida de adolescente, para os mais velhos é uma moleza, engano deles. Não é porque não trabalhamos, não temos tarefas de adultos, que nossa vida fica mais fácil que a deles. Ou eles acham que viver paixões, descobrir algo novo a cada dia, é fácil? Em qualquer fase da vida, pode ter certeza, o coração, o destino e sua mente nunca trabalham em conjunto, eles trabalham por si só e é você que sofre para tentar encontrar um ponto que te agrade no meio desta desordem.
Uma bela jovem que vive o auge dos seus 17 anos. Cabelos cacheados e escuros como a noite, ao vento hipnotiza quem se encanta com a sua beleza. Olhos sedutores e um sorriso misterioso. Poderia ser considerada uma garota que não existe, por chegar tão perto da perfeição de um anjo. Mas ela é real. Seu nome é Nora.
É a primeira quarta-feira de setembro de o ano declarado ser o fim do mundo. Começo de tarde, clima quente, típico do inverno do sudeste do Brasil.
Leandro, um garoto de 17 anos, alto, de pele parda, olhos castanhos e cabelo raspado. Aproveitando da sua altura, ele joga basquete, um pouco antes neste dia tinha saído de Campinas e ido até uma cidade vizinha jogar com o time da sua escola. Um jogo decisivo, tudo ou nada. Eles tiveram nada. A derrota deixou Leandro abalado. Um pouco triste, andou sozinho pelas ruas próximas a onde estuda.
Ele está passando na frente da casa da sua amiga Nora. Ele a avista, segurando sacolas em uma das mãos, ele deduziu que ela está chegando do supermercado próximo dali.
O olhar de Leandro brilha de felicidade. Nora fica surpresa com a presença dele.
— Você por aqui? – Chegando à calçada da frente da sua casa, onde Leandro está em pé. Ele está vestindo um tênis da linha esportiva das Adidas, bermuda e uma camisa regata de cor azul. Ela, usando chinelo, bermuda jeans e uma camisa. – Não estou gostando dessa sua cara... Vocês perderam?
— Perdermos. – afirma
— Como vocês perderam? – a decepção fica estampada no rosto dela
— Vou te contar como foi o jogo. E precisamos conversar sobre você e o Diego.
— Vamos entrar, conversamos lá dentro.
Nora abre o portão da sua casa, entra e é seguida por Leandro. A casa de Nora fica na parte de trás de um grande terreno. Na frente há duas casas menores, também dos pais dela, que alugam, mas no momento estão sem inquilinos.
No quintal da sua casa. Cachorros e gatos, bichos de estimação da Nora se aproxima de Leandro, enquanto ele tira sua mochila das costas e a coloca no banco, sentando ao lado. Nora senta-se no mesmo banco, após voltar de dentro da sua casa, sem as sacolas.
— Agora me conta o que aconteceu no jogo? Eu ainda não estou acreditando que o time da escola perdeu. Vocês já eram considerados os finalistas do estadual.
Leandro conta os detalhes da partida, alguns minutos depois, ele muda de assunto, começa a falar sobre o namoro de Nora.
— Eu pensei bem, fiquei muito tempo pensando se eu deveria falar com você ou não sobre isto. – Ele está nervoso, mãos suadas, seu olhar se perde fugindo de enfrentar o olhar de Nora – Eu não sabia que você e o Diego estão dando um tempo, fui saber esses dias. E desde então, comecei a pensar no que eu falaria para você. No começo achei que não seria certo, que seria muita intromissão da minha parte. Não queria me intrometer mais uma vez no relacionamento de vocês.
Ele faz uma pausa, procurando as palavras certas para continuar. Leandro percebe o olhar da amiga encarando-lo, e então ele continua a falar.
— Acho que estou dando o conselho certo e que você deve seguir. Nora... O melhor é você acabar seu namoro com o Diego.
No próximo Episódio:
‘’...
— Mas ela não tem namorado?- pergunta Mateus. — O Diego, não é?
— Tinha. Não tem mais. Eles estão praticamente separados. — responde Leandro.
...
De volta à escuridão da sala Dark. O mentor estava sério. Olhava para Abassay, se perguntando por que ele havia interrompido sua primeira jogada.
— Eu preciso ter o right to lie.
...
— Ande duas casas. Essa casa não é uma das melhores do tabuleiro. Ela exige que você volte ao seu passado. ‘’
LOVE GAME: Jogue com o coração.
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