The Love Between Us
11 Planos desfeitos com prazer
Na redação da revista, Viola esperava ansiosamente a chegada da amiga, torcendo para não se atrasar muito dessa vez. Ela estava morrendo de curiosidade para saber sobre a primeira noite, que deve ter sido maravilhosa, da Megan com o seu novo “amigo”.
A espera não foi muito longa, ela viu sua ‘bestie’ chegando com a tradicional cara de “não muitos amigos” que costuma ter pela manhã. Viola não quis saber do rotineiro mau humor matutino dela, pois foi logo perguntando se o Thomas havia gostado do lingerie.
—Ele nem chegou a vê.
—Não me diga que desistiu de recompensá-lo.
—Na verdade, a mãe dele apareceu e tivemos um turbulento jantar.
Megan contou todos os acontecimentos e de como no final tudo ficou bem. Também contou em como pela manhã, ele a lembrou da surpresa prometida por ela que correu até o vaso para encontrar um lingerie completamente sujo e gosmento.
—O que tinha naquele vaso? – Viola perguntou entre risos e gargalhadas.
—Não faço ideia. A sobrinha dele brincando com uma coleguinha jogou algo dentro desse vaso, a irmã do Thomas pediu para ele arrumar alguém que consiga limpar. Você precisava ter visto, Viola, tudo grudento e sujo. Um nojo.
Viola não se aguentava, ela estava quase chamando a atenção de toda a redação de tanto rir. Após conseguir se controlar pediu desculpas e comentou sobre saírem para comprar outra. Elas combinaram de ir na sexta-feira já que Thomas havia convidado Megan para uma pequena viagem no fim de semana até uma chácara de um amigo.
Megan e Thomas passaram o resto da semana planejando a viagem. No dia de comprar a tal lingerie com a Viola, elas tiveram um dia terrível na redação e Megan decidiu se virar com as que ela já possui. Ao chegar em casa, cansada e irritada, ela teve uma bela surpresa. A sala estava com várias velas, havia uma música suave tocando e Thomas apareceu ao fundo com uma garrafa de vinho.
—O que está acontecendo? – Megan perguntou enquanto tirava o casaco.
—Isso é um pedido de desculpas.
—Pelo que?
—Pelo fim de semana – ele foi perto dela –, teremos de adiar.
—Por quê?
—Vem. Eu te explico. -Ele abriu a garrafa, serviu os dois e sentaram-se no sofá. – Sábado vai ter um jantar de gala para arrecadar fundos para ajudar aos refugiados iraquianos. Eu já havia confirmado presença e irei fazer uma apresentação musical.
—Não pode faltar. Tudo bem, eu entendo.
—Foi antes de nós dois, por essa razão terei de ir sozinho.
—Tom, está tudo bem. É por uma boa causa. Vou passar o sábado com o Mouris, assistindo algo. Não precisava fazer tudo isso só para me dá essa notícia.
—Eu quis fazer algo bonito para não ficar tão chateada.
—Com que tipo de garotas você está acostumado? Não posso dizer que estou feliz com o cancelamento da viagem, eu tinha boas expectativas, mas o dia hoje foi tão ruim e você tão fofo. Ficar em casa vai ser melhor. Eles vão me dá uma página maior na revista se eu escrever algo até segunda.
—Isso é ótimo! Sei que vai conseguir.
Ela sorri e os dois se beijam.
Como consegui um cara tão legal?
Era o que se passava na cabeça dela. Thomas era quase irreal para Megan, pois além de ser o seu ídolo e ser muito bonito, ele era inteligente, bom humorado, sensível e romântico. Ela não entendia como ele tinha ficado solteiro por tanto tempo, mas não tinha importância, não ali naquele instante.
Megan decidiu findar com a espera. Não queria mais o lugar perfeito, a lingerie perfeita ou momento perfeito, pois estando ao lado de Thomas tudo já era perfeito.
Após um longo e apaixonado beijo, ele entendeu e a levou para o seu quarto. Roupas foram sendo jogadas; a cama ficando cada vez mais desarrumada. Megan sentiu o corpo estremecer quando Thomas tocou os seus seios passando suavemente a língua logo mais abaixo de seu ventre. Ela segurou-lhe o cabelo enquanto o rosto dele se encontrava entre as suas pernas.
Depois de penetrá-la, eles encontraram o ritmo certo para ambos. Ela entrou em um estado de agitação frenética a cada nova vibração sentida em meio ao encontro dos dois corpos. Em um arpejo de excitação o último espasmo foi manifestado, ele a beijou e a fez encostar a cabeça em seu peito ainda suado pelo esforço do prazer.
—Aonde você vai? – Perguntou Thomas ao vê-la se levantar.
—Pro meu quarto. – Ela estava se vestindo.
—Por quê?
—Não posso deixar o Mouris sozinho. Ele só dorme comigo.
—Ok. Você fica aqui e vou trazê-lo pra cá.
—Sério?
—Sim. Ele não pode dormir sem você e nem eu.
Megan estava cada vez mais apaixonada, ela se sentia tão feliz como nunca na vida, mas isso a deixa com um pouco de medo. Ás vezes, ela se via como um buraco negro, como se atraísse muitas coisas pra si, a maioria muito boa, mas no final ela as destruía. Sempre acabava estragando o melhor na sua vida.
Thomas retornou com o pequeno Mouris nas mãos e os três adormeceram juntos, dividindo a mesma cama e o mesmo pensamento de agora serem uma família.
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