The Lost Time
1 Andrômeda
Notas iniciais
A magia existe em todos nós, não importa se é semideus, bruxou, mortal... Se você tiver imaginação, coragem e uma motivação você tem a magia. Uma pessoa sem isso é uma pessoa sem magia, uma pessoa morta.
Digo isso porque sou filho de Hécate. Meu nome é Cory Westerfield e tenho 15 anos. Vivo no acampamento meio-sangue o ano todo. Meu pai me abandonou assim que eu fui entregue na porta de sua casa, fui levado a um orfanato e lá eu cresci e aos 10 anos descobri que era um semideus e vim para o acampamento meio-sangue. Mas essa historia estou cansado de contar. Estou aqui para contar a historia de uma menina, então vou parar de enrolar e começar logo antes que vocês se cansem e parem de ler.
Estava indo para o meu treino de esgrima como toda quinta-feira de manhã quando ela chegou. Assim que vi os cabelos loiros prateados, me lembrei. Era ela! Só que mais nova. No mesmo instante que olhei nos olhos da pequena garota tive um flash back.
Eu tinha 10 anos, havia um mês que tinha chegado ao acampamento e já tinha me acostumado a ver coisas estranhas acontecerem. Estava caminhando a noite pelo acampamento, todos estavam no refeitório, mas eu estava sem fome. Fiquei olhando as estrelas em quanto andava. Foi quando ouvi um barulho na floresta, me assustei e pulei para trás no mesmo instante.
– Burra! Não era para você ter voltado, e ainda por cima esta no tempo errado! – ouvi a voz de uma garota, ela falava baixo, como se fosse só para ela.
– Olá? – eu disse indo em direção a voz.
Uma garota saiu do meio dos arbustos. Ela era linda, devia ter uns 15 anos, tinha cabelos loiros prateados, curtos, não deviam passar do queixo. Os olhos dela me hipnotizavam com aquela cor verde. Ela usava um casaco de couro preto por cima de sua camisa vermelha, segurava uma foice, mas assim que me viu a soltou e me abraçou.
– Cory! Como é bom te ver – Ela disse me tirando do chão em quanto abraçava.
– Eu te conheço? – Eu perguntei assim que ela me colocou no chão.
Ela forçou um sorriso e ficou vermelha.
– Ainda não. Mas eu te conheço.
– Então prove!
Ela sorriu e me lançou um olhar desafiador.
– Seu nome é Cory Westerfield, foi abandonado. Sua sobremesa favorita é bolo de limão, é filho de Hécate, mas não gosta muito de usar a magia por achar que ela te torna mais fraco. Sempre dorme com seu lobo de pelúcia, o sr. Willi...
– Ok está me assustando!
Ela deu uma risada, achei fofo o jeito silencioso que ela ria, mas ainda achava ela meio assustadora.
– quem é você?
– Não posso dizer agora, mas um dia vai descobrir – ela se ajoelhou de frente para mim ficando da minha altura e me olhou nos olhos, ela parecia seria e os olhos dela deixaram de ser lindos para serem ameaçador e assustadores – quero que me escute com atenção. Em alguns anos uma menina, chamada Andrômeda vai chegar ao acampamento. Fique longe dela, ok? Não confie nela! Não fale com ela!
Eu balancei a cabeça para dizer sim. Ela me puxou e me deu um beijo na testa.
– Adeus meu amigo...
– Nos veremos de novo?
Ela balançou a cabeça dizendo sim e deu um sorriso forçado. Ela parecia estar triste. Quando vi ela tinha corrido para trás dos arbustos, fui atrás dela, mas quando vi, ela tinha sumido.
E assim voltei, o flash tinha acabado. Corri ate aquela garotinha que tinha um olhar assustado.
– Ei é nova no acampamento não é? Sou Cory prazer – estendi a mão para ela.
Ela continuou olhando para o chão sem falar nada.
– não é muito de falar não é?
Ela balançou a cabeça dizendo sim, fazendo seus cabelos balançarem, seu cabelo era mais longo do que o da menina que tinha aparecido para mim aquele dia.
Eu dei um sorriso meio tímido para ela.
– Gosta de Magica?
– Gosto – ela disse baixinho.
Juntei as palmas da minha mão e quando abri uma flor branca, igual ao vestido que ela usava, apareceu flutuando entre elas. Com uma de minhas mão peguei a flor que estava no ar e ofereci a garota. Os olhos dela brilharam e ela sorriu ao pegar a flor.
– Isso foi incrível! Como faz isso?
– Um magico nunca revela seus truques – dei um sorriso travesso.
Ela me socou com força no ombro. Não sabia que uma garotinha daquele tamanho tinha tanta força.
– Diz logo!
– Tudo bem – eu sorri – sou filho de Hécate, por isso consigo usar a magia.
– Serio? Então todos aqui são semideuses mesmo?
– sim. Já sabe de quem é filha?
Ela voltou a encarar o chão com tristeza
– Não...
– Tudo bem, uma hora você descobre. Mas em quanto isso não acontece ira ficar no melhor chalé de todos! O de Hermes, só cuidado para não deixar nada a vista dos filhos de Hemes ou suas coisas podem sumir – eu disse isso e ela voltou a sorrir – Então, me fale mais sobre você.
– Bem, meu nome é Andrômeda, tenho 14 anos. Vim de um orfanato de Miami, minha mãe... Bem ela era uma prostituta, por isso me tiraram dela. Não gosto de falar sobre isso. E você?
Assim que ela falou o nome eu me perdi. A garota que apareceu para mim aquele dia tinha falado para eu não confiar na Andrômeda, mas podia ser outra. E afinal, era a mesma garota não era? Mas não era possível ser a mesma garota, essa que esta comigo agora é mais nova que aquela que estava comigo aquele dia. Meu cérebro começou a dar voltas e mais voltas. A única coisa que eu sei é que eu não devia falar com essa menina. Ela estralou os dedos na frente do meu rosto e eu acordei de meu raciocínio.
– Você tá bem? – Els sorriu meio preocupada.
– estou sim – eu sorri.
– Então, me fale sobre você.
Comecei a contar minha historia resumida. Então me lembrei de meu treino de esgrima.
– me desculpe, mas preciso ir, tenho treino agora e estou atrasado. Nos vemos mais tarde Andrômeda – Disse. Acho que pronunciei o nome dela como se fosse um veneno e ela me olhou triste.
Ao chegar no treino não consegui me concentrar. Aquela menina do passado havia me dito para não confiar em uma garota chamada Andrômeda. As duas meninas se pareciam bastante... Mas não era possível aquela garota do passado ser a Andrômeda, senão como é que ela estaria mais nova agora? E porque havia me dito para não confiar nela mesma?
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