Notas iniciais
Oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooiiie (:
Tudo boooom? Nada a dizer, nada a comentar, então...
BOOOOOA LEEEITURA *-*
P.S: Capítulo dedicado a Lana_carol e VanillaBerry, que comentaram em todos os capítulos, e Vanilla, vc vai ter uma surpresinha mais embaixo (:
beeesos ;*

Capítulo 5: Gringotes.

No capítulo anterior...


[...] “nossa primeira parada vai ser em Gringotes”.

[...] “Duendes? – Agora ele ficou louco, primeiro vampiros, depois bruxos, e agora duendes, o que mais existe? Fadas? Papai Noel?”.

[...] “Podemos comprar tudo isso em Londres?”.

[...] “Se você souber aonde ir”.

[...] “—Gringotes – anunciou Emmett.”.

Agora...

Sapphire L. Cullen Potter


Tínhamos chegado a um edifício muito branco que se erguia acima das lojinhas. Parado diante das portas de bronze polido, usando um uniforme vermelho e dourado, havia...

—É, é um duende – disse Edward baixinho, enquanto subíamos os degraus de pedra branca até o duende. Ele era do tamanho de uma criança de 10 anos. Tinha uma cara escura e inteligente, uma barba em ponta e, eu reparei mãos e pés muito compridos. O duende nos cumprimentou com uma reverência quando entramos. Em seguida nos deparamos com um segundo par de portas, desta vez de prata, onde havia gravado o seguinte:

Entrem estranhos, mas prestem atenção.

Ao que espera o pecado da ambição,

Porque os que tiram o que não ganharam

Terão que pagar muito caro,

Assim, se procuram sob o nosso chão.

Um tesouro que nunca enterraram,

Ladrão, você foi avisado, cuidado,

Pois vai encontrar o que mais procurou.

—Não te disse só um louco tentaria roubar o banco – lembrou Carlisle.

Dois duendes se curvaram quando passamos pelas portas de prata e entramos em um grande saguão de mármore. Havia mais de cem duendes sentados em banquinhos altos atrás de um longo balcão, escrevendo em grandes livros caixas, pesando moedas em balanças de latão, examinando peças preciosas com óculos de joalheiro. Havia ao redor do saguão portas demais para contar, e outros tantos duendes acompanhavam pessoas que entravam e saíam por elas. Nós nos dirigimos ao balcão.

—Bom dia – disse Esme a um duende desocupado. – Viemos sacar algum dinheiro do cofre da Srta. Sapphire Cullen.

—A senhora tem a chave?

—Tenho aqui – respondeu mamãe, mostrando uma chavinha de ouro.

O duende examinou-a cuidadosamente.

—Parece estar em ordem. Muito bem! Vou mandar alguém levá-la ao cofre. Mas só cabem quatro pessoas. Grampo!

—Sim, sim, é claro. Sapphire, você irá com Edward, Carlisle e Alice. Nós esperaremos. – disse Esme.

Assenti. Grampo era outro duende, assim, nós acompanhamos Grampo a uma das portas que havia no saguão, ele segurou a porta aberta para passarmos. Eu esperava mais e mais mármore, mas me surpreendi nos encontrávamos numa passagem estreita de pedra, iluminada por archotes chamejantes. Era uma descida íngreme, em que havia pequenos trilhos. Grampo assobiou e um vagonete disparou pelos trilhos em nossa direção. Embarcamos e partimos.

A princípio, nós apenas viajamos em alta velocidade por um labirinto de passagens cheias de curvas. Tentei memorizar, direita, esquerda, direita, direita, esquerda, em frente no entroncamento, direita, esquerda, esquerda, direita, mas era impossível. O vagonete barulhento parecia saber o caminho, porque Grampo não o estava dirigindo, e mais parecia uma montanha russa de tantas curvas, descidas, subidas, esquerda, direita, era tanto que já não aguentava mais gritar, a cada susto.

Meus olhos ardiam no ar frio que passava cada vez mais rápido por nós, mas mantinha-os bem abertos. Uma vez, pensei ter visto uma labareda no fim da passagem e me virei para conferir se era um dragão, mas foi tarde demais – nós mergulhamos mais fundo, passamos por um lago subterrâneo onde se acumulavam no teto e no chão enormes estalagmites e estalactites. Por fim, o vagonete parou ao lado de uma portinhola na passagem.

Grampo destrancou a porta. Saiu uma grande nuvem de fumaça verde, e enquanto ela se dissipava, fiquei sem respirar. Dentro havia montes de moedas de ouro. Colunas de prata. Pilhas de bronze.

—É tudo seu. – sorriu Alice.

Tudo meu, é inacreditável, tenho uma fortuna que me pertence, enterrada no subsolo de Londres. Alice me ajudou a guardar um pouco de dinheiro em uma bolsinha.

—A propósito, as moedas de ouro são galeões – explicou Edward. – Dezessete sicles de prata fazem um galeão e vinte e nove nuques fazem um sicle, é bem simples.

—E Harry, como ele viveu todos esses anos, nossos pais não nos deixaram um cofre?

—Sim, seus pais lhe deixaram um cofre e Harry o usa, mas achamos melhor fazer um cofre só seu, porque ele não sabe que tem uma irmã.

—Com licença, — Grampo pigarreou. – estão falando de Harry, Harry Potter? E que essa menina é irmã dele?

—Sim, Grampo. Estamos falando de Harry Potter, e Sapphire é irmã dele. – respondeu Carlisle.

—Não, acredito. Criança, você se parece com sua mãe, os mesmos olhos verdes, o mesmo cabelo ruivo, tão parecida, mas ao mesmo tempo tão diferente. Um futuro sombrio a aguarda, tome cuidado.

—Do que você está falando? — perguntei. Mas ele resolveu ignorar-me. Olhei para Edward e perguntei mentalmente se ele sabia do que Grampo estava falando, mas ele apenas balançou a cabeça, dando a entender que não conseguia ler a mente de Grampo.

—Deixe para lá, você deve saber no momento certo. – respondeu-me Grampo.

—Ok. Obrigada, mas podemos voltar agora? Por favor, será que podemos ir mais devagar? – perguntei.

—Só tem uma velocidade – falou Grampo.

Depois de mais uma viagem no vagonete descontrolado, nós chegamos à claridade da luz do dia, mesmo estando nublado, do lado de fora de Gringotes. Eu não sabia aonde ir primeiro, agora que tinha uma bolsinha cheia de dinheiro. Não precisava saber quantos galeões perfaziam uma libra pra saber que estava carregando mais dinheiro do que imaginara.

—Vamos comprar logo seu uniforme – falou Rose, indicando com a cabeça a loja Madame Malkin — Roupas para Todas as Ocasiões. – Vamos meninas, meninos, vocês podem dar uma volta por aí.

Madame Malkin era uma bruxa baixa, gorda e sorridente, toda vestida de verde neon.

—Hogwarts, querida? – perguntou quando comecei a falar. – Tenho tudo aqui. Para falar a verdade, tem outra menina agora ajustando uma roupa.

Nos fundos da loja, uma garota de rosto pálido, e cabelos lisos e loiros com mechas coloridas, estava em pé em cima de um banquinho enquanto uma segunda bruxa encurtava suas compridas vestes pretas. Madame Malkin colocou-me num banquinho ao lado da outra, enfiou-me uma veste comprida pela cabeça e começou a marcar a bainha na altura certa.

—Olá – cumprimentou a garota. –Você é de Hogwarts?

—Sim. – confirmei.

—Sou de lá, que estranho, nunca a vi, é de que casa?

—É minha primeira vez. Como assim casa?

—Oh, prazer, meu nome é Dexay McHale, mas pode me chamar de Dex. Bom, existem quatro casas: Grifinória, Corvinal, Lufa-Lufa e Sonserina, é aonde você irá ficar durante o ano letivo.

—Meu nome é Sapphire Cullen, prazer. Você é de que casa?

—Corvinal. A casa dos que tem a mente sempre alerta, onde os homens de grande espírito e saber sempre encontrarão companheiros seus iguais, de acordo com o Chapeu Seletor, ele é um chapeu encantado, meio maluco, mas designa as pessoas para suas respectivas casas. – disse Dex divertida.

—Hm... Você conhece Harry Potter?

—Se o conheço? Você tá brincando né? Ele é o bruxo mais famoso de todos os tempos, a não ser é claro Dumbledore e Você-Sabe-Quem.

—E você é amiga dele? De que casa ele é?

—Não sou amiga dele, mas minha melhor amiga Luna é. Ele é da Grifinória e joga Quadribol, há rumores de que nesse ano, ele seja o Capitão.

Antes que eu pudesse falar mais alguma coisa, Madame Malkin anunciou:

—Terminei com você, querida.

Pulei do banquinho para o chão.

—Bom, vejo você em Hogwarts, foi um prazer conhecê-la Dex. – Acenei.

Quando saímos, Edward, Jasper, Emmett e Carlisle vinham em nossa direção. Fiquei quieta enquanto andávamos.

—O que foi Sapph? – perguntou Jasper.

—Nada. – menti.

—Não me engane, Sapphire, você sabe muito bem que posso ler suas emoções. – Jasper pontuou.

—É que, eu não sei nada de magia, não sei nada sobre o mundo bruxo, e muito menos da minha família.

—E é por isso que você vai conhecer Dumbledore, e ele vai lhe ensinar algumas coisas para você não ficar de fora, e enquanto isso, você pode praticar com os livros extras que compraremos pra você, desde o 1º ao 6º ano de Hogwarts, está bem? – respondeu Emmett.

—Não se preocupe Sapph, você vai aprender bem depressa. – falou Carlisle.

—Todos começam pelo começo em Hogwarts, sempre temos que começar por algum lugar, você vai se dar bem. Seja você mesma, sei que é difícil. Você vai ser discriminada, e isso é muito duro. Mas você vai se divertir em Hogwarts, como seu irmão. – falou Edward. Assenti.

—Você quer saber o que é Quadribol? – perguntou Rose.

—É mesmo, fiquei com essa dúvida na cabeça na hora que Dex me falou um pouco sobre Harry. Quero sim.

—Bom, é o esporte dos bruxos, é como o futebol no nosso mundo. Todos os bruxos o praticam. Eles jogam no ar montados em vassouras com quatro bolas, tem até times. É meio difícil de explicar as regras, vamos ver se tem algum livro sobre isso, e você fica a par de tudo.

Nós compramos os livros escolares e mais outros na Floreios e Borrões, onde as prateleiras estavam abarrotadas até o teto com livros do tamanho de paralelepípedos encadernados em couro, livros do tamanho de selos postais com capas de seda; livros cobertos de símbolos curiosos e alguns livros sem nada. Rose quase teve de me arrastar para longe do Pragas e Contrapragas (Encante seus amigos e confunda seus inimigos com as últimas vinganças: perda de cabelo, pernas bambas, língua presa e muitas, muitas, mais) do Prof. Vindicto Viridiano.

—Eu estava tentando descobrir como rogar uma praga para os Volturi, Rose, qual é?!

Rose não me deixou comprar um caldeirão de ouro maciço, tampouco (“Diz estanho na sua lista”), mas compramos uma balança bonita para pesar os ingredientes das poções e um telescópio desmontável de latão. Visitamos a farmácia, que era bem fascinante para compensar o cheiro horrível, uma mistura de ovo estragado e repolho podre. Havia no chão barricas de coisas viscosas. Frascos com ervas, raízes secas e pós coloridos cobriam as paredes. Feixes de penas, fieiras de dentes e garras retorcidas pendiam no teto.

Enquanto Esme pedia ao homem atrás do balcão um conjunto de ingredientes básicos para preparar poções para mim, eu examinava chifres de prata de unicórnios, a vinte e um galeões cada, e minúsculos olhos faiscantes de besouros, cinco nuques uma concha.

Ao sairmos da farmácia, Alice verificou minha lista mais uma vez.

—Só falta a varinha, a vassoura e um animal, porém Olivaras está fechado, mas isso não é problema, há dez anos atrás, fomos atrás dele, e ele encomendou uma varinha para você, está aqui em algum lugar... – falou Alice.

—Achei! –falou estendendo-me uma caixa. – Vinte e seis centímetros de comprimento, farfalhante, maleável, feita de salgueiro, fibra de coração de dragão e núcleo de pena de unicórnio. Uma boa varinha para encantamentos segundo o Sr. Olivaras.

Eu apanhei a varinha e senti um repentino calor nos dedos. Ergui a varinha acima da cabeça e baixei-a cortando o ar com um zunido, e uma torrente de faíscas douradas e verdes saíram da ponta como um fogo de artifício, atirando fagulhas luminosas que dançavam nas paredes. Alice gritou entusiasmada e bateu palmas.

—Então vamos comprar um animal de estimação pra você, vamos lá! – falou Rose.

—Vamos fazer o seguinte. – disse Esme – Nos dividiremos. Os meninos vão comprar uma vassoura pra você, enquanto nós vamos comprar um bichinho. Não vai ser um sapo, além de serem nojentos, saíram de moda há muito e todos iam rir de você. Nunca gostei de gatos, e você tem alergia a eles. Vamos-lhe comprar uma coruja. Todos querem corujas, são muito úteis, levam cartas e tudo o mais, e você poderá se comunicar conosco. E serão os seus presentes de aniversário, é claro.

Vinte minutos depois, saímos do Empório de Corujas, que era escuro e cheio de ruídos e brilhos e olhos que cintilavam como joias. Ao mesmo tempo os meninos voltavam com um embrulho pardo. Meus olhos brilhavam, mas Emmett percebendo falou:

—Nada disso, você só vai abrir quando chegarmos ao Hotel. Uma dica pesquise no seu livro sobre vassouras, a vassoura mais rápida do mundo. – piscou.

—Okay, então.

E agora eu carregava uma grande gaiola com uma bela coruja fêmea cor de creme com pintas brancas, que dormia profundamente com a cabeça debaixo da asa. Decidi dar-lhe o nome de Vanilla, por ter um cheirinho inconfundível de baunilha, e a cor.

O sol de fim de tarde quase chegara ao horizonte quando refizemos o caminho para sair do Beco Diagonal, atravessar a parede e passar novamente pelo Caldeirão Furado.

Voltando para o The Langham Hotel, a recepcionista nos disse que havia uma carta endereçada a mim com ela, agradeci e peguei a carta. Era de Dumbledore, e dizia que começaria as minhas aulas daqui a duas semanas, ele chegaria após o almoço e aguardava minha coruja.

Cansada demais, dei a carta a Esme, subi para meu quarto e tomei um banho relaxante, ansiosa demais pela chegada de Dumbledore. Tudo o que podia fazer enquanto isso era esperar e praticar. Afinal, eu tinha a meu dispor todos esses maravilhosos livros, para que deixá-los praticamente ‘’mofando’’ durante essas duas semanas?

Notas finais
Quero bastaaaaaaante comentáaaarios ouviram? E uma recomendação, quem sabe? haha
Beeeeeeesos ;*