The Lost Princess
1 De volta à Nárnia.
Notas iniciais
Athenodora: Dianna Agron
Os quatro irmãos Susana, Lúcia, Pedro e Edmundo estavam todos reunidos no quarto de Lúcia, o maior da casa, falando sobre Nárnia.
- Eu e a Su nunca mais voltaremos. — disse Pedro, finalmente conformado com a situação, mas ainda triste. — Mas vocês dois ainda tem uma chance, isso é realmente bom.
Lúcia odiava a ideia de não ter os outros dois irmãos e queria muito voltar à Nárnia, ela sentia como se não pertencesse mais ao planeta Terra.
- Nós sabemos e esperamos que seja logo. — disse Edmundo. — Não aguento mais ficar aqui e com essa guerra.
Susana olhou para a janela e bufou.
- Odeio esse lugar! Nunca para de chover? — ela disse, carrancuda.
- Aslam não vai nos abandonar. — disse Lúcia, calmamente, ela acreditava com todas as suas forças nessa afirmação.
- Olhe, Su, a chuva está piorando! — disse Pedro, e era realmente verdade, raios cortavam o céu e o vento estava muito forte.
- Vamos para fora! — gritou Susana, ela não sabia exatamente o motivo, mas sentia como se fosse a coisa certa.
Todos obedeceram sem questionar e uma coisa estranha que só pode ser causada por magia aconteceu, os quatro irmãos foram carregados pelo vento, que ficava muito forte a ponto de não ser possível abrir os olhos. O vento finalmente cessou e os quatro caíram em algo que parecia grama molhada.
- Voltamos, Lúcia! — gritou Edmundo, esperando que apenas os dois estivessem lá. — Voltamos pra Nárnia!
- Nárnia? — ele ouviu a exclamação descrente de Susana. — Como eu voltei também? Achei que não pudesse mais.
Pedro concordou com a cabeça e Lúcia olhava para todos os lados, maravilhada.
- Como vocês vieram eu não sei, Aslam nos dirá, mas voltamos! — ela disse, com uma alegria que não cabia em seu peito.
- Sei onde estamos. — disse Edmundo. — E Cair Paravel é por lá, pela direita, teremos que andar bastante.
Então os quatro se puseram a caminho de Cair Paravel, foram 3 horas de caminhada sem parar, mas eles já estavam bem alimentados e haviam bebido muita água antes de serem trazidos de volta.
- É ali! — gritou Pedro, apontando para o bem cuidado palácio, onde na janela estava uma bonita moça de cabelos dourados com um olhar preocupado.
Os irmãos correram até o Castelo e entraram por um lugar onde sabiam que havia uma porta, subiram todas as escadas sem serem percebidos por ninguém e encontraram a moça.
- Com licença. — disse Susana. — Qual é o seu nome?
A moça a olhou, descrente.
- Sou a rainha Athenodora, menina, como não sabes? — ela perguntou, ainda assustada.
- Ah, sinto muito... — Susana abaixou a cabeça. — Já ouviu falar da lenda do Príncipe Caspian?
A moça, que devia ter em torno de uns 30 ou 40 anos, acenou positivamente com a cabeça.
- Não é uma lenda. — disse. — É totalmente verdade e eu queria que os quatro irmãos viessem ajudar minha filha como fizeram com o Príncipe.
Os outros três deram um passo à frente e Pedro tomou a palavra.
- Eu sou o Grande Rei Pedro, o Magnífico. — ele disse, e a Rainha o olhou como se procurasse um tom de mentira na voz dele.
- Eu sou o Rei Edmundo, o Justo. — disse Ed, parando ao lado do irmão.
- Eu sou a Rainha Susana, a Gentil. — Su disse, parando ao lado de Ed.
- E eu sou a Rainha Lúcia, a Destemida. — Lúcia andou até o lado de Susana e sorriu.
- Impossível... — disse a Rainha Athenodora. — Finalmente vocês vieram! Quando os tempos ficaram ainda mais sombrios, obrigada Aslam!
Pedro pareceu confuso ao ouvir sobre "tempos sombrios" e perguntou:
- Como assim, Rainha?
- Oh, está tudo tão terrível! — A Rainha disse em uma voz chorosa. — Tive que esconder minha pequena Annie em uma de nossas ilhas, mas não sei quanto tempo ela vai durar lá. O Domínio de Lotus está nos atacando, eles quase capturaram Annie e Nárnia está por um fio, Aslam não vem nos ajudar e... e agora ele finalmente trouxe ajuda!
- O que devemos fazer? — perguntou Edmundo, já envolvido no espírito de Rei.
- Vocês devem se separar. Dois tem que ficar vigiando a Princesa Annie e outros dois lutando.
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