Notas iniciais
Então!
Escrevi como o prometido e o capítulo está inteiro, então não precisam me linchar.
Espero que gostem, mas eu fiz meio que correndo e se tiver erros de continuação podem me avisar, eu na verdade vou agradecer pra caramba.

–Anne, é você? -Minha mãe gritava da cozinha quando eu abri a porta de casa. Meus cabelos estavam pingando ainda, já que eu estava com preguiça de secar direito e acabei deixando eles molhados mesmo.

-Sim, sou eu!

-Querida, finalmente... -Minha mãe vinha correndo da cozinha, ela estava com um avental, e seus cabelos longos e encaracolados estavam presos em um coque, algumas mechas caiam em seus olho, o que fazia com que ele parecesse com uma dona de casa. Eu a encarei espantada. Não só pelo fato dela estar preparando minha comida em plena segunda-feira, mas por ela ter me chamado de querida. Ele nunca me chamava assim, a não ser, é claro, que...

-Sua avó está aqui! -Ela tentou parecer feliz, mas é claro que não estava. Ela odiava cada momento que eu passava perto de minha avó, ela nunca me explicou o motivo completo, mas eu consegui retirar alguns fragmentos de sua infância que poderiam explicar esse fato. Minha avó não era uma pessoa ruim, pelo menos não comigo, mas sim com a minha mãe. Sempre que elas estavam juntas elas acabavam brigando e minha avó acabava indo embora cedo e com o rosto vermelho de raiva.

Eu sabia que isso acontecia desde que minha mãe era pequena, mas todas as vezes que eu conversava com ela sobre isso, a única coisa que ela me dizia era:

-”Não tente entender a sua avó Annie, ela nunca vai permitir isso, e ela sempre estará certa” -Ela me encarava- “Sempre!”

Era assim que minha mãe me chamava, de Annie, e eu a chamava de Debbie, que era seu nome, na verdade eu só a chamava de Debbie quando eu queria que ela pensasse que eu estava com raiva, eu sempre chamo ela de mãe mesmo. Ela quase nunca está brava comigo, porque ela odeia que a gente brigue. Provavelmente porque ela não quer que sejamos como ela e sua mãe.

Mas a briga piorava muito mais quando minha tia Ivy estava junto. Elas não se odiavam eu percebia isso, mas minha avó sempre conseguia fazer com que minha mãe perdesse a paciência e descontasse no primeiro que visse.

Eu entrei na sala de jantar e encontrei minha avó, com as roupas simples de sempre, sentada na cadeira que geralmente eu me sentava. Quando ela me viu entrando ela colocou um largo sorriso no rosto e abriu os braços.

-Anne, que braços fortes querida, anda malhando muito? -Minha avó sabia que eu fazia natação, ela sempre ia em minhas competições, mas ele vivia implicando comigo por causa dos músculos que se formavam em meus ombros.

Eles são um pouco exagerados, eu admito, mas não são tão ruins quanto minhas pernas, eu odeio minhas coxas, elas era grossas e largas, de um jeito que assusta, mas já que minhas pernas eram grandes, minhas coxas não me incomodavam. Na verdade, quase parte nenhuma do meu corpo me incomoda, porque eu não me importo com quão gorda eu sou ou deixo de ser, ao menos é claro, que isso interfira nas minhas atividades, como na natação ou no hipismo.

-Oi, vó.... -Eu me desvio de seu abraço- O que está fazendo aqui?

Graças a minha mãe eu aprendei que minha avó nunca vem aqui sem alguma razão, e que no final ela ia acabar falando de alguma coisa que minha mãe fez errado, ou vai acabar falando como minha mãe nunca deveria ter tido filhos, pois ela não sabe como criar uma criança.

Essa parte que minha mãe não deveria ter filhos eu ouvi apenas uma vez, quando eu tranquei a porta de meu quarto para não ouvir a discussão das duas, mas como elas estavam gritando muito alto eu acabei ouvindo essa parte. Eu não fiquei triste por ter ouvido isso da boca de minha avó, como se eu já soubesse que ela fosse capaz de dizer uma coisa como essas. Mas eu sei que minha mãe ficou, quer dizer, ao modo dela, porque quando minha mãe fica com raiva de algo que minha avó fala sobre mim, ela finge que está insultada e manda minha avó embora, mas quando esta cruza a porta de casa ela me chama e acaba rindo, pois ela realmente não se importa.

Acho que esta é uma característica que ela passou para mim, porque desde pequena, quando as pessoas tentavam me xingar ou algo do tipo, ao invés de chorar, como todas as crianças normais, eu acabava rindo, e admitia que tudo o que eles me falavam era verdade. Mas eu sabia que lá no fundo, tudo que minha avó fala sobre minha mãe, a machuca de verdade, mas como ela escondeu todos esses sentimentos por tanto tempo, acho que ela nem consegue mais distinguir qual deles importa de verdade e qual não importa.

-O que eu estou fazendo aqui? -Ela abre os braços parecendo ofendida- O que você acha peixinho? Eu vim te ver é claro, sua mãe me contou que vai ter aquela competição na sua escola, e eu queria saber como está indo.

Eu olhei para minha mãe surpresa. Ela não costuma contar sobre minha vida escolar para a minha avó.

-É... Esta indo bem, quer dizer, elas ainda nem começaram, mas acho que vou me dar bem sim.

Então minha avó começa a discutir com a minha mãe falando sobre como ela devia ter me ensinado a ser mais auto-confiante e eu subo as escadas para me trancar em meu quarto. Meu quarto é branco com alguns adesivos de frases na parede, na verdade é só uma frase: “I became insane with long intervals of horrible sanity”. Que é na verdade uma frase de Edgar Allan Poe, eu ainda lembro de quando eu comprei esse adesivo, Minha mãe me perguntou se eu não teria medo de acordar todas as manhãs e de olhar para uma frase dessas, quando eu respondi que não ela apenas deu de ombros e me ajudou a colar o adesivo. A verdade é que minha mãe é louca por esse cara, ela ama Edgar Allan Poe tanto quanto eu, e tenho certeza que ela adora que eu goste dele também.

Eu me joguei em cima da cama derrubando minha mochila, que foi de encontro com o chão produzindo um estrondo quando ela colidiu com uma estrutura sólida, e eu me virei para ver o que era. Ela tinha batido na minha estante de livros e derrubado meu exemplar de “O Homem de São Petersburgo” no chão, eu levantei da cama com um pulo e corri para colocar o livro no lugar, ou melhor, no único espaço que sobrava, que era de frente a outros livros que já estavam empilhados. Eu virei a cabeça. Minha estante era realmente pequena em relação a quantidade de livros que eu tenho, ainda lembro de quando eu e minha mãe fomos escolher uma prateleira para mim, ela comprou uma média e disse que se eu conseguisse fazer com que ela ficasse cheia ela me comprava uma grande que iria até o teto do meu quarto. Mentirosa. Meus livros já estão empilhados e bagunçados a anos, e minha mãe nunca me comprou uma estante nova, acho que vou ter que ir reclamar com meu pai, só ele para me ajudar numa situação dessas.

Eu ouvi a porta da frente batendo com força e meu coração deu um pulo. Provavelmente minha mãe já conseguiu expulsar a minha avó, a área deve estar mais segura agora.

Olhando mais uma vez na direção de minha estante, eu me troco e tento secar um pouco os meus cabelos, não quero que minha mãe brigue ainda mais por hoje, então eu desço as escadas e a encontro cantarolando enquanto põe a comida na mesa. É macarrão com nuggets, minha comida favorita.

-Qual foi a razão dela por estar aqui hoje? -Pergunto enquanto eu sento na mesa e começo a me servir.

-Ela queria que eu ajudasse Ivy com o restaurante, mas então ela tentou fazer com que eu desistisse dessa ideia, como se eu a estivesse sugerindo!

Eu rio e ouço a porta da frente abrindo, de repente meu pai aparece na soleira da porta com o terno molhado assim como seus cabelos.

-Você por acaso escorregou na borda da piscina e caiu nela de novo? -Minha mãe ria de seu estado, e meu pai tentava controlar um sorriso.

-Acho que devíamos ter colocado essa piscina em outro lugar, se meus papéis estivessem molhados eu iria te culpar! -Ele disse rindo.

A nossa piscina fica exatamente ao lado da garagem, e meu pai tinha que passar na frente dela todas as vezes para conseguir chegar até a porta. Ele já escorregou naquela borda umas dez vezes, e mesmo assim ele não aprende que deveria andar um pouco mais longe da borda.

-Mas então Debbie, como foi seu dia? -Meu pai só perguntava esse tipo de coisa quando ele queria acabar com o assunto da vez, que com certeza era a sua queda na piscina.

-Bom, foi realmente ótimo, tirando o casal Dickens que não aprovou meu projeto e o fato de minha mãe ter vindo nos visitar. -Meu pai engasgou com o macarrão e ficou tossindo por um om tempo antes de tomar um gole de refrigerante e limpar a garganta.

-Sua mãe? -Ele tossiu de novo- O que sua mãe faria aqui?

-Bom... -Começou ela- ...Ela veio primeiro com uma desculpa de saber sobre a competição de Annie, então ela começou a tentar me convencer a não ir ajudar Ivy com o projeto do restaurante, que por acaso eu nem ao menos sabia sobre. Ivy pediu que ela viesse aqui me avisar, mas é claro que minha mãe tinha que vir aqui para me impedir disso.

Eu e meu pai começamos a rir. Minha avó gostava de fazer isso, de vir fazer uma coisa e acabar fazendo outra.
Meu pai se virou para mim.

-Quanto tempo demorou para elas começarem a gritar e sua avó ir embora?

-Acho que nem dez minutos -digo- Um recorde, provavelmente.

Minha mãe revirou os olhos mas depois começou a rir também.

-Mas então, quando começa a competição Anne? -Meu pai pergunta para mim.

-No dia quinze, mas como vai demorar um pou...

-Dia quinze? -Meu pai me corta.

-Sim, dia quinze. -Repito.

-Anne... Hoje é dia 15.

Eu largo os talhares de qualquer jeito sobre o prato fazendo um barulho irritante. Era óbvio, como eu não prestei atenção nisso, ai meu Deus. Eu me levantei da mesa e subi as escadas correndo.

-É melhor você correr! -Grita meu pai ao pé da escada- Mas a que horas é, afinal?

-É as nove horas, lá no boliche do centro. -Grito de volta consultando meu próprio relógio, já são oito e meia. Eu começo a colocar a primeira roupa que vejo pela frente e apenas troco o tênis e solto o cabelo. Ele está molhado e todo embaraçado, mas eu não tenho tempo para arrumar.

Eu desço as escadas de três em três degraus para chegar mais rápido, e pego mais um nuggets antes de sair correndo pela porta para entrar no carro com meu pai. Ele já estava abrindo a garagem, e nem ao menos havia colocado o terno de volta. Quando eu abri a porta ele começou a rir. Eu o encarei.

-Qual é a graça?

-Você é tão atrapalhada quanto a sua mãe -diz ele dando marcha à ré no carro- Não sei como vocês conseguiram passar de ano na escola.

-Gostamos de impressionar as pessoas. -respondo sorrindo.

Ele sorri e começa a acelerar, já estou atrasada. Olhando para a paisagem no caminho eu meu lembro de como eu havia brigado com Nathan na escola falando sobre como essa competição era importante para mim, ainda bem que ele não consegue me ver agora, provavelmente estaria rindo da minha cara.

Meu pai estaciona na porta do boliche e eu desço tropeçando. Alicia está na porta me esperando com um sorriso no rosto.

-Você trocou os dias de novo, não trocou?

-Cala a boca.

Só quando eu entro no clube que percebo o quão mal vestida estou. As garotas aproveitaram que estaria perto de todos os meninos da escola nessa noite para se vestirem como se fossem as mais glamorosas, juro que vi uma de vestido. Eu abri a boca espantada, até mesmo Jack, que geralmente só usa roupa larga e calças jeans, estava com a camiseta do The Killers que eu havia dado de presente para ele.

-O que aconteceu com o seu cabelo? -Alicia me pergunta apontado para a minha cabeça. Ela estava usando uma mini-vest e legging. Eu reviro os olhos.

-Eu nem ao menos sabia que ia ser hoje, tive que sair correndo! -Eu balanço os braços- E em que diabos de pista nós estamos, afinal?

Ela apontou para uma lista no outro lado do salão, Nathan estava na frente da lista, olhando para os lados preocupado. Eu me aproximei,

-Em qual pista estamos? -Nathan pulou para o lado assustado, depois ele me encarou nervoso.

-Onde diabos você estava? -Ele apontava um dedo para a minha cara, mas eu apenas o encarei.

-Onde você acha? -provoco- Estava em casa, claro.

A coordenadora May passou por nós correndo em seus saltos altos e quase tropeçou na própria saia. Ela estava usando um vestido longo tomara-que-caia, e por ser baixa, nem mesmo com o salto ela conseguia andar naquele vestido, tive que reprimir uma risada quando ela passou na nossa frente. Ela se dirigiu para o pequeno palanque atrás das pistas de boliche onde geralmente havia uma banda de iniciantes cantando. Ela ajustou o microfone.

-Alunos, bem-vindos -Alguém riu no meio do silêncio e o rosto de May ficou vermelho- Me parece que tem gente que preferia estar em casa ao invés de estar garantindo o próprio futuro. -Ela limpou a garganta- Continuando...Vocês já devem ter visto a lista de qual pista cada um irá ficar, então acho que você já podem se posicionar, e bom jogo!

Os ruídos de conversa voltaram e os alunos começaram a andar em direção a pistas diferentes. Eu segui Nathan quando ele começou a andar em direção ao fundo do salão, assim como Jack, mas antes de conseguirmos chegar a pista alguém esbarrou no ombro de Jack e Alison Clark apareceu ao nosso lado, ela ainda estava com as mesmas roupas da escola e seus olhos estavam inchados e vermelhos.

-Nath... -Ela começou a chorar de novo, mas antes que Nathan pudesse fazer qualquer coisa ela correu em direção ao banheiro feminino e fechou a porta com força. Eu e Jack trocamos olhares, mas não podíamos fazer nada, assim como Nathan, que olhava para a porta desamparado, ele não podia entrar lá, pelo menos não com May ali no canto.

-Isso era só o que me faltava -comentou Jack em meu ouvido- A Miss Glamorosa dar chilique e eu não poder jogar!

Eu o encarei, era claro que ele também queria ganhar, e por ser meu amigos eu não podia deixar que os ataques de garota mimada de Alison acabasse com isso. Eu andei em direção ao banheiro e abri a porta com força. Alison estava apoiada sobre a pia e seu peito subia e descia descontroladamente, ela parecia desesperada e isso me deixou em choque, eu estava pensando em entrar ali e gritar com ela, mas ela não estava fazendo chilique, ela estava chorando de verdade.

-Veio aqui para desfrutar da minha dor Petrovit? -sua voz tremia de tanto chorar e seu rosto estava tão inchado quanto seus olhos.

-O-o que aconteceu? -Eu gaguejei, eu não poderia sair de lá sem ajudá-la, não com ela estando nesse estado.

-E isso por acaso te importa? -Ela me encarou, eu olhei para o espelho sem saber o que fazer.

-Acho que não, mas se você se trancou nesse banheiro acho que você não quer ser vista desse jeito por mais ninguém, e você não tem outro caminho a não ser a porta e por eu estar na frente dela você não tem muitas opções.

Ela fungou e engoliu em seco.

-Já que você quer tanto saber -Ela olhou pro chão- Luke, ele...ele me traiu.

-O que?

-Sim, inacreditável, não? -Ela dizia essas palavras como se tentasse convencer a ela própria.- Mas o pior disso tudo não ele apenas ter me traído -ela fala “traído” como se estivesse com um bicho na boca, ela estava com nojo- Ele me traiu com minha própria amiga. Sim, ele me traiu com a Lana.

Isso tudo já era demais, eu não gosto de drama adolescente, mas participar de um na vida real já é muito. Eu não sabia o que fazer, eu e Alison nunca fomos amigas, eu não tinha o que dizer para ela.

-Olha eu sei que nenhuma de vocês gosta de mim -Pode apostar que eu também não gosto de vocês- Mas... Não acho que Luke tenha te traído, ele te ama. Qualquer um pode ver isso quando ele olha para você, é do mesmo jeito que você olha para ele. Tenho certeza que alguma outra coisa deve ter acontecido antes, onde isso aconteceu?

Ela enxugou as lágrimas.

-Atrás do ginásio da piscina, eu passei lá porque íamos tomar um sorvete, mas quando eu cheguei lá... -ela hesitou- Lana estava agarrada nele, então eu apenas corri, acho que ele me ouviu porque ele gritou meu nome, e como eu já estava longe eu continuei correndo, então eu vim parar aqui.

-Olha eu sei que você e Lana são amigas, mas...

-Éramos, com certeza não somos mais.

-...acho que você devia ouvir o que ele fala primeiro, você não sabe o que aconteceu, e pode ter sido um acidente, ou sei lá, Lana pode ter o beijado, ele com certeza não teria beijado ela por conta própria.

Ela deu um sorriso falso e eu sorri de volta, mais para mostrar que eu estava certa do que por esta situação ser muito engraçada para que eu não risse.

-Até que você é bem legal -Ela diz agora sorrindo de verdade- Nathan estava certo no começo, você é melhor quando nos conhecemos direito.

-Ah, eu não acho isso, acho que quando sairmos daqui eu deva dar um soco na cara dele só por ele estar sujando minha reputação! -Ela riu e eu ri junto, então ela ficou séria.

-Ai meu Deus, Nathan...

-Oh, Lana e ele, entendi... -Alison pois a mão na cabela e tentou arrumar o cabelo.

-Acho melhor eu contar para ele antes que... -Eu segurei seu braço.

-Não, acho melhor que a própria Lana contar isso para ele, acho que isso só vai piorar toda a situação. -Eu na verdade só queria isso para que Nathan não acabasse arruinando a competição. Não sei porque, mas pensar dessa maneira fez uma parte do meu estômago doer, eu não sou egoísta, mas ele não iria estar apenas me prejudicando, ele estaria prejudicando a si mesmo.

-E quanto a Luke?

Eu sorrio.

-Só tem um jeito de acabar com ele -Ela me encarou confusa. -Você tem maquiagem nessa bolsa, não tem?

Ela sorri maliciosamente e afirmou com a cabeça tirando a bolsa do ombro e retirando uma outra bolsa menor, que por ser transparente eu consegui ver toda a maquiagem. Ela franziu a sobrancelha.

-E você por acaso sabe se maquiar? -ela olhou para mim da cabeça aos pés.

-É claro que sei, toda garota sabe, mas tem algumas como eu que escondem isso do resto do mundo para que não sejam comparadas as outras!

Ela sorri novamente e me entrega o estojo. Eu a ajudo a arrumar o rosto e a tentar dar um jeito em suas roupas. Quando termino olho para ela como se eu tivesse acabado de concluir uma obra de arte e sorrio.

-Pronta?

-Sempre! -Ela cruza seus braços nos meus e saímos do banheiro rindo. Jack e Nathan estão se encarando um de frente pro outro enquanto esperam que a gente saia, Luke está na outra pista com Lana e olha surpreso para nós duas, assim como o resto do salão. Eu e Alison podemos não ser amigas, mas agora temos um inimigo em comum.

Lana.

Notas finais
Ficou curto, eu sei, e como eu fiz correndo os erros estão matando não só a vocês mas a mim também, juto que quando eu tiver tempo eu tento revisar de novo.
Acho que eu mereço comentários e principalmente alguns dizendo que está horrível, sei que está e que a Anne parece ter ficado diferente, mas eu não consegui fazer com que elas se tornassem amigas sem dar um toque de "me acho"
Então se tiverem gostado podem falar, e se não tiverem gostado e tiverem alguma opinião eu vou agradecer, então FALEM COMIGO!