The Lost Hero
1 Prólogo
Em um lugar distante um homem corria desesperadamente, apesar de aparentar ter certa idade por conta da sua barba e cabelos grisalhos ele demonstrava certa agilidade enquanto seguia seu caminho.
O terreno estava um tanto hostil por conta de uma forte nevasca que ocorria naquele momento.
Quando olhou para trás ninguém estava o perseguindo, mas ainda assim ele não podia parar por alguma razão.
Mesmo correndo de uma potencial ameaça ele não estava sozinho, em seus braços completamente adormecida estava uma criança, embora temesse tropeçar ele continuou seguindo aquele caminho duvidoso.
Quanto mais ele corria mais ele podia ver o seu objetivo, ele se aproximava de um local peculiar e conforme o fazia aos poucos o seu ritmo diminuía.
Subindo ás escadarias de pedra mantendo um certo ritmo ele consegue chegar á um templo, assim como todo o caminho percorrido ele estava coberto pela neve.
Era evidente que a criança era importante, ele a segurava como se sua vida dependesse disso.
Slash!
Conforme ele se aproximava de um dos altares do templo uma fenda apareceu diante dele, dentro dela uma mulher com uma aparência jovial com os olhos vendados saiu de dentro dela, no instante em que pisou no chão ela guardou sua espada de volta á bainha.
— Não temos muito tempo, consegui ganhar algum tempo mas estão vindo.
— Coloque-a em cima do círculo, apenas a conjuração é necessária para transportá-la.
Seguindo sua instrução ele colocou a criança em cima daquele altar.
— Tem certeza que pode fazer isso?
— Não se preocupe, meu corpo ainda aguenta, além do mais não poderia me permitir deixar o karma tomar conta agora.
— Certo, confiarei em você mais uma vez.
Assim como ela, o homem carregava uma espada, diferente da lâmina longa que aquela mulher carregava, ele utilizava uma espada de tamanho médio porém um pouco mais robusta, ao retirá-la de sua bainha ele á finca fortemente no chão.
No instante em que o fez uma aura vermelha tomou conta do altar, formando um círculo em volta da criança, ele permanecia a segurando em sua empunhadura com toda á sua força.
A mulher por sua vez retirou mais uma vez espada de sua bainha, dando um longo suspiro, diferente do homem ela não tinha controle sob sua arma, por alguns segundos perdeu os seus sentidos porém recobrou á sua consciência.
Com ela em mãos e com um certo controle ela desfere um corte no ar, formando mais uma fenda, em seguida ela dá outro corte fazendo com que a fenda tome a direção da qual a criança estava, no instante em que iria atingi-la a aura vermelha emanada por aquele homem protege a criança do golpe e então as duas auras ressonaram formando uma barreira roxa em volta dela.
Após feito a mulher profere algumas palavras enquanto segurava á sua espada, o homem também faz o mesmo retirando sua espada do chão, pareciam que ambos estavam realizando algum tipo de encantamento.
Após proferirem a última palavra em um tom sincronizado um tipo de portal é aberto em volta de onde a criança estava deitada.
Uma onda de energia intensa tomava conta do altar, ao mesmo tempo uma aura emanava do corpo de ambos em uma grande intensidade, ao ponto de causar queimaduras em seus corpos.
Uma grande fenda de luz tomava conta daquele templo por alguns segundos e no instante em que ela cessou uma pequena explosão ocorreu no altar e a criança acabou desaparecendo.
— Grr...
O corpo da mulher acabou se danificando bem mais do que o do homem que demonstrava certa resistência, ela parecia estar prestes á cair e rapidamente ele vai ao seu auxílio.
— Tudo bem... Você conseguiu.
— Não...nós conseguimos.
Ela apertava a mão daquele homem que a abraçava fortemente, ambos estavam visivelmente exaustos porém sabiam que teriam que fazer mais alguma coisa.
— Eu cuidarei do resto á partir daqui... — disse o homem determinado -
No instante em que ele disse isso, a expressão de alívio da mulher mudou repentinamente e ambos se separaram.
— Para onde esse feitiço irá enviá-la?
— Para o lugar tal qual a relíquia primária estará.
— Acha que ela fará contato?
— Muito provável, porém só o tempo dirá no momento certo, afinal isso está predestinado á acontecer.
— Como pode ter certeza?
— Suas memórias foram apagadas, mas com o tempo temo que ela se recordará, de quem ela era antes, de tudo o que vivenciou aqui até certa idade, mas até lá o destino cuidará de tudo e ela fará o resto por enquanto ela será dona de si.
— Ou até que o fardo caia em suas costas com toda força. E quanto á ele?
— Ele ficará por aqui e será protegido, com o desaparecimento ele terá um certo destaque, temo que ele acreditará em um propósito vago determinado por outrem e com certeza ele vai seguir e acreditar nisso. Esse é o plano.
— Então será assim...
— É o melhor que podemos fazer por ele.
— Acha que está pronta para o que vai vir á seguir?
— ...
A mulher apenas virava o seu rosto para o lado, o homem no instante em que percebeu ele vai confortá-la.
— Por favor, não faça essa cara...
— Eles vão pensar que você foi o culpado, mesmo se você voltasse eles teriam dúvidas ao seu respeito e provavelmente eu...nós seríamos envolvidos, nossas cabeças estariam em jogo de qualquer forma...
— Nesse caso, seria melhor que uma única pessoa assumisse o fardo não é mesmo?
— As coisas poderiam ter sido diferentes...precisavam chegar á esse ponto?
— Infelizmente temo não ter a resposta para essa pergunta.
— *Sorri* Você nunca gostou de enigmas afinal...
Dando um último sorriso ela abraça o homem com uma certa força, ele faz o mesmo, por mais que fossem próximos ambos gostariam que o tempo congelasse naquela bela cena.
— Você tem certeza? — perguntava a mulher relutante -
— *Sorri* Faça isso por ele, quando amadurecer talvez ele compreenda nossas decisões.
— Assim eu espero...
Ambos então se separaram e tomaram distância um do outro se preparando para um eventual embate.
Por mais que a situação estivesse para o lado ruim, o homem ainda permanecia orgulhoso demonstrando um sorriso para a mulher que ainda estava relutante em seguir adiante.
— Por pior que seja a situação é engraçado...isso me lembra um pouco dos velhos tempos, um último duelo...
— Em nome da honra...
Ambos então sacam suas espadas de frente um para o outro, o homem toma uma postura mais fechada enquanto a mulher exibia a ala mais aberta.
— Eu nunca vou esquecê-lo... Meu querido...
Ao escutar aquelas doces palavras o homem fecha sua expressão a encarando seriamente.
— Lembre-se de quem você era antes disso tudo, uma guerreira hábil que luta por si mesma e seus objetivos, em sua frente está um homem que não tem mais nada á perder, prove o seu valor!
Lágrimas saiam dos olhos daquele casal ambos sacavam suas espadas de frente um para o outro e um inevitável confronto estava para começar, apesar das circunstâncias e de seus sentimentos um pelo outro eles tinham a certeza que apenas um poderia sair vivo daquela situação mas ainda assim foram honestos o suficiente para terem um último confronto digno.
Continua no próximo arco: Memórias Ofuscadas..
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