The Lost Demigods

3 Capítulo dois.


Notas iniciais
Desculpe se houver erros.

– Quem é essa menina? – perguntou a Evans indicando a garota caída em cima das outras.

– Não temos idéia alguma – admitiu Amy.

– Sabe por que os javalis me mandaram aqui?

– Não, Catherine, eles teriam algum motivo para isso?

– Imaginei que vocês saberiam a resposta – disse a loira, então bufou.

Então Mandy parou, ergueu um pouco o queixo, prestando mais atenção nos sons, e olhou séria para as meninas.

– Precisamos ir, agora – disse ela.

– Ela está desacordada! – disse Samantha indicando a garota-sem-nome.

– Precisamos ir! Os monstros estão vindo! –disse Mandy com urgência, e Catherine sem discutir com ninguém voltou a andar pelos escombros a procura da saída, Mandy tomou a frente e passou agilmente a frente da outra loira, enquanto as duas morenas tentavam carregar a outra por cima das pilhas de concreto.

Com dificuldade, chegaram à rua novamente, em frente ao prédio em ruínas ainda havia prédios que eram habitados por humanos, prédios que ainda estavam inteiros, porém que os monstros tinham fácil acesso, na rua havia um carro estacionado em frente a um dos prédios, Mandy foi até lá e sem pensar duas vezes deu uma cotovelada no vidro, porém nada aconteceu, Catherine se aproximou e fez o mesmo, e o vidro se espatifou, o alarme do carro foi disparado.

Mandy destravou as portas do carro e entrou, então começou a mexer no painel atrás do volante, enquanto as outras quatro a olhavam. Impaciente, Mandy olhou para elas e disse:

– Entrem logo!

– Você vai roubar esse carro? – perguntou Samantha assustada.

– Você prefere tentar correr a pé daqueles monstros? – retrucou Mandy, e tirou um rolinho de durex do bolso da calça, então juntou dois fios e os prendeu, o carro ligou.

As quatro garotas não responderam mais, ao invés disso entraram no carro, indo Catherine na frente, e as três morenas no banco de trás, e mal tiveram tempo de fechar as portas antes de Mandy acelerar.

. . .

A loira enfiou o pé no acelerador, e não o tirou mais de lá, nenhuma das garotas ousava perguntar a Mandy para onde estava indo, até mesmo porque Mandy não sabia, apenas dirigia.

Depois de algumas horas na estrada, a gasolina começou a acabar, e com muito esforço conseguiram chegar ao posto de gasolina, onde Mandy abasteceu o carro, e saiu sem pagar, em partes porque nenhuma delas tinha dinheiro, e em parte porque ninguém apareceu para lhes cobrar.

Enquanto estava indo a pouco mais de 100 quilômetros por hora, duas cobras apareceram, assustando Mandy que girou o volante repentinamente, e quando imaginaram que iriam parar no meio do mato, acabaram entrando numa rua de terra, com campos de árvores mortas rodeando-o.

Amy olhou para trás assustada, querendo saber de onde saíra àquelas cobras, e ainda teve tempo de vê-las se entrelaçar e sumir num clarão que quase a cegou, então a morena voltou a olhar para frente, imaginando que já estava começando a ter alucinações.

A garota-sem-nome ainda estava desmaiada, Samantha estava calada, sentindo-se um pouco melhor quanto mais avançavam, e Catherine aos poucos foi notando, mesmo com a escuridão, que uma cerca parcialmente destruída cercava os dois lados da estrada, viu placas caídas e com pinturas desgastadas que continham os desenhos de morangos, e via a vegetação morta, então viu do meio do matagal surgirem dois javalis, como os que haviam guiado-a até aquele prédio, eles correram pelo meio do mato, seguindo o caminho no qual elas iam, e Catherine não sabia se aquilo era um bom ou mau sinal, porque geralmente quando os javalis a guiavam, monstros apareciam, mas ainda assim preferiu manter-se calada.

Então Mandy freou bruscamente, porque a estrada acabara, e o seu carro quase foi enterrado em mato.

– Vamos voltar – disse Mandy, e ligou o carro.

– Não! – disseram Samantha e Amy.

– Porque não? – perguntou Mandy.

– Sinto que temos que continuar em frente – disse Samantha.

– Mas por quê?

– Eu também acho que se fomos enviadas aqui, devemos continuar – disse Amy.

– Enviadas aqui? Por quem?

– Não sei, só sei que aquelas cobras não apareceriam no meio da estada do nada, elas apareceram para mostrar pra gente que havia mais um caminho, que não estávamos enxergando que era ele que deveríamos seguir, então a gente precisa continuar.

– Mas não há mais nada!

– Vamos ver! – retrucou Samantha e saiu do carro, Amy fez o mesmo, e Catherine também, a loira pegou a menina desacordada no banco de trás, e Mandy suspirou derrotada e as seguiu por desencargo de consciência, então ajudou Catherine com a morena desmaiada, Samantha e Amy foram guiando as outras duas por dentro do mato, que quase as cobria. Elas subiram uma colina íngreme, que parecia nunca acabar.

As meninas começaram a afundar em lama, mas mal perceberam, e também não perceberam que a própria terra parecia em conflito consigo mesma, sem saber se ficava rígida ou mole, até que chegaram ao topo do penhasco, e Samantha se apoiou numa árvore caída que havia lá no topo, parecia um pinheiro, mas metade do tronco estava caído, as folhas estavam mortas e pendendo dos galhos, e assim que tocou na árvore, a morena sentiu algo ruim e saiu de lá, então se aproximou das outras quatro meninas, que olhavam assustadas para algo abaixo de si.

Assim que Samantha chegou ao lado das outras, conseguiu entender por que tanto espanto.

Em Nova York, quase tudo eram ruínas, assim como aquilo que se estendia em seu campo de visão agora, mas as quatro – e até mesmo a menina que ainda estava desacordada- conseguiram sentir algo ruim vindo de lá, uma angústia chegou a elas, todas queriam voltar para o carro, mas sentiam que não podiam fazer aquilo, que precisavam ficar lá, que precisavam testemunhar aquilo.

Um vale, que um dia fora bonito, agora era destroços, colunas de mármore ainda podiam ser percebidas, construções haviam sido destruídas, metade de uma casa grande havia sido queimada, e a outra metade estava desmoronando, havia destroços por todos os lados, e cada detalhe que elas notavam, as deixava pior, contudo quando perceberam já estavam descendo a colina, em direção aos destroços.

Elas caminhavam vagarosamente, sem saber o que fazer, ou o que falar, a mente de Catherine estava a mil, ela não sabia se já estava na hora, e não tinha certeza de onde estava. Tudo o que havia ouvido falarem daquele lugar, eram histórias, mitos até, porém a menina teve certeza de onde estavam assim que viu uma cabeça de javali empalhada, presa a um pedaço de parede vermelha, ela se aproximou relutante daquele amontoado de concreto destruído, e viu mais pedaços de concreto pintados de vermelho sangue, em meio a madeiras, e armas quebradas, espadas, arcos, flechas e lanças parcialmente queimados, e parcialmente quebrados. Ela trincou o maxilar e ergueu o rosto, sentindo a raiva ferver por dentro de si, tendo mais certeza do que nunca de onde estavam, no antigo Acampamento Meio-Sangue.

Notas finais
Reviews?